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Aumenta infecção pela febre amarela em macacos em Santa Catarina e no Paraná

dMz/pixabay

O Paraná e Santa Catarina registraram aumento no número de macacos infectados pela febre amarela. Juntos, os estados sulistas concentram praticamente 99% de todas as notificações confirmadas de epizootias – isso é, óbitos ou adoecimentos de macacos infectados pela doença.

O Ministério da Saúde informou o registro de 867 epizootias, de julho de 2017 a junho de 2018, em seis estados. São eles: Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins. De 2018 a 2019, foram 126 casos notificados pelos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.

De julho de 2019 a maio de 2020, apenas Paraná, Santa Catarina e São Paulo registraram a doença em macacos, com 348 casos. Um aumento de 180% em comparação ao período epidemiológico anterior, embora ainda faltem dois meses para o final do atual período.

Santa Catarina registrou 54 casos de julho de 2019 até o início de maio de 2020. Entre 2018 e 2019, foram quatro casos e nenhum de 2017 a 2018.

Entre julho de 2019 e o último dia 8 de maio, 287 adoeceram ou morreram em decorrência da doença no Paraná. Outros 89 casos estão sendo investigados e 423 ainda não tiveram amostras colhidas para análise. Ainda assim, o número de casos confirmados é superior ao registrado nos anos anteriores. Foram 49 epizootias de julho de 2018 a junho de 2019 e nenhum registro de julho de 2017 a junho de 2018.

Os dados surpreenderam o professor Fernando de Camargo Passos, do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná. “É surpreendente esse grande número de casos no Paraná. Ainda que já estivéssemos prevendo um avanço da febre amarela [entre macacos] no estado, pois a doença, que já tinha atingido outros estados antes de vir em direção ao Sul, agora avança em ondas entre estes animais [no Paraná]”, disse o pesquisador, em entrevista à Agência Brasil.

O especialista lembrou que o macaco não transmite a doença, que é repassada a animais e humanos através da picada de mosquitos de dois gêneros (Haemagogus e Sabethes) que costumam viver na copa das árvores.

“Já houve casos de pessoas matarem ou maltratarem os animais por achar que podem ser responsáveis pela transmissão da febre amarela, o que não é verdade”, alertou o pesquisador.

Maltratar e matar animais é crime ambiental, passível de multa e detenção de até um ano.


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Porto Velho (RO) registra mais de 70 denúncias de maus-tratos a animais em menos de 4 meses

Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes contra Meio Ambiente (DERCCMA) de Porto Velho, em Rondônia, registrou mais de 70 denúncias de maus-tratos a animais em menos de quatro meses. Os casos foram denunciados entre janeiro e meados de abril de 2020.

A primeira vistoria do ano em casas que foram alvos de denúncia foi realizada na última quinta-feira (16). Na ação, de responsabilidade da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), duas denúncias foram confirmadas e uma descartada.

O responsável pelos maus-tratos pode responder criminalmente, conforme o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais, e administrativamente, sendo punidos com multa prevista no artigo 161 do código de meio ambiente de Porto Velho.

De acordo com informações repassadas ao G1 pela delegada Janaína Xander, os resgates contaram com o apoio da Associação Socorristas Animais, que deu abrigo aos cães e está custeando os tratamentos médicos deles. A polícia informou que se a Justiça entender que os responsáveis pelos maus-tratos devem perder a tutela dos cachorros, os animais irão para adoção.

A legislação de proteção animal considera maus-tratos: praticar abusos, como ferir e mutilar; não dar água e comida diariamente; manter os animais presos em correntes; manter os animais em locais sujos e pequenos demais para que eles possa andar.

Em Porto Velho, as denúncias podem ser feitas à Polícia Judiciária Civil, através do número 197, pelo WhatsApp (69) 98439-0102 ou ainda através do e-mail 197@pc.ro.gov.br.

É preciso apresentar o endereço onde está o animal e pontos de referência. A denúncia é avaliada segundo um protocolo de combate aos maus-tratos desenvolvido pela DERCCMA, responsável por um trabalho inicial de averiguação das denúncias, orientação aos tutores e demais providências necessárias.


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Com humanos em quarentena, animais ocupam ruas vazias pelo mundo

Com a disseminação do coronavírus pelo mundo, ruas ficaram completamente vazias e passaram a ser ocupadas por animais. Na Tailândia, os macacos que vivem no templo de Prang Sam Yod, em Lopburi, tomaram conta do local.

Macacos numa grade perto do templo Prang Sam Yod, em Lopburi, na Tailândia (Foto: Soe Zeya Tun / Reuters)

Na última semana, imagens que mostram os macacos disputando um cacho de bananas viralizaram na internet. O registro foi feito numa rua da região central de Lopburi, onde esses animais buscam por comida, já que não são mais alimentados por turistas e moradores.

Apesar dos macacos terem tomado os espaços de forma mais incisiva atualmente, a presença deles sempre foi comum fora dos limites do templo. Estimativas indicam que mais de três mil deles vivam no município. Um número ainda maior estaria nas ruínas de Prang Sam Yod, complexo religioso que tem o objetivo de louvar Hanuman, o deus-macaco do hinduísmo. Na região, os macacos são vistos com tanto apreço a ponto de serem celebrados no Festival dos Macacos, quando recebem, no final de novembro, um banquete de frutas.

A diferença agora é que eles estão se espalhando por ruas inabitadas por humanos e disputando o que antes era farto: a comida. As informações são do jornal O Globo.

Os macacos, porém, não são os únicos animais a ocupar espaços vazios pelo mundo. Imagens também mostram javalis e pavões em ruas desertas na Espanha. Em Barcelona, javalis procuravam comida em canteiros de uma avenida. Em tempos normais, a presença desses animais é comum na cidade, mas nas partes altas próximas a bosques, principalmente durante a madrugada.

Os pavões, por sua vez, foram vistos em Madri. Moradores disseram que a cena não é muito comum. Costumeiro é vê-los pulando a cerca do parque onde vivem, ciscando no asfalto e retornando ao parque, não caminhando pelas ruas.

Outra cena incomum foi registrada em Nara, no Japão. Veados selvagens foram vistos correndo por uma rua vazia. Acostumados com o convívio humano, eles frequentemente são alimentados por turistas no parque da cidade.


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Prefeitura de Campo Grande (MS) registra 73 denúncias de crimes contra animais em janeiro

As denúncias feitas à administração municipal são verificadas por uma equipe do Centro de Controle de Zoonoses


O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Prefeitura de Campo Grande (MS), registrou 73 denúncias de crimes de abandono e maus-tratos contra animais nos primeiros 23 dias de janeiro de 2020.

Pixabay/moshehar

Dentre as situações denunciadas estão deixar o animal sem água e comida e em ambiente insalubre. Animais acorrentados, expostos ao calor e ao frio, feridos e doentes também foram vítimas dos casos informados ao CCZ. As informações são do portal Mídia Max.

As denúncias são recebidas diariamente. Após o registro, uma equipe é enviada ao local para verificar a situação. Sucessivas tentativas são realizadas, em dias distintos, quando os profissionais encontram a casa fechada e vazia.

Se os maus-tratos ou abandono forem confirmados, um Termo de Vistoria Zoossanitária é emitido, com orientações e providências a serem tomadas. Os tutores recebem um prazo para cumprir as determinações.

“Para que possamos reduzir essas comunicações é necessário a conscientização da população sobre as responsabilidades que tem ao adotar um animal, que ele requer uma série de cuidados mínimos, que visam o bem estar dele e saúde da família inteira”, informou a assessoria do Centro.

Configura maus-tratos abandonar, espancar, golpear, mutilar e envenenar, manter preso permanentemente em correntes; manter em locais pequenos e anti-higiênico; não abrigar do sol, da chuva e do frio; deixar sem ventilação ou luz solar; não dar água e comida diariamente; negar assistência veterinária ao animal doente ou ferido; obrigar a trabalho excessivo ou superior a sua força; capturar animais silvestres; explorar animal em shows que possam lhe causar pânico ou estresse ou promover violência.

O artigo 32, da Lei Federal nº. 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, prevê o crime de maus-tratos e a Constituição autoriza a invasão de domicílio para resgatar animal em situação de risco.

Em Campo Grande, os crimes podem ser denunciados ao CCZ através dos telefones (67) 3313-5000 e 2020-1798 e à Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista) pelo (67) 3325-2567 / 3382-9271.


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Mais de 40 macacos morrem com febre amarela no Paraná

O número de macacos mortos pela doença aumentou desde o último relatório, divulgado na semana passada


Um boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Paraná informou as mortes de 46 macacos por febre amarela no estado. O informativo foi divulgado na quarta-feira (29).

Seis novos animais foram adicionados à lista, que continha 40 mortes na semana anterior. As informações são do G1.

Pixabay/Imagem Ilustrativa

O relatório explica que os macacos estão sendo acompanhados desde julho de 2019. Os novos casos foram registrados na Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba, com cinco registros. O município não tinha registrado morte de macacos até o momento.

Outro caso foi registrado em Antônio Olinto, cidade que já tinha um caso confirmado. Em Castro, foram 11 casos. Oito em Ponta Grossa, cinco na Lapa, dois nas cidades de Cândido de Abreu, Sapopema, Teixeira Soares, Antônio Olinto, Ipiranga e Piraí do Sul e um nos municípios de Balsa Nova, Mandirituba, Quatro Barros, Rio Negro, Palmeira, São João do Triunfo, Imbituva, Mallet, Prudentópolis e São Mateus do Sul.

“O boletim semanal com casos de epizootias serve para alertar que o vírus está presente nesses locais”, disse o secretário de Saúde, Beto Preto.


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Fotógrafo registra crueldade imposta aos animais em matadouros

“Não importa onde vivemos, os animais são tratados da mesma forma em todo o mundo e eu quero dizer ao mundo que não temos o direito de ser tão cruéis”, afirmou o fotógrafo


O fotógrafo Andrew Skowron, de 43 anos, que desistiu da carreira de fotojornalista num dos maiores jornais na Polônia para se tornar ativista, registrou diversas situações de maus-tratos impostas aos animais em matadouros.

“O fato de nós, enquanto humanidade, permitirmos que todo o sistema de criação intensiva de animais sequer exista” é o que mais choca o ativista. As informações são do portal Público.

Foto: Andrew Skowron

Criado em uma família que o ensinou a comer muita carne, o fotógrafo afirma que “o ambiente em que nos inserimos traça a nossa identidade e ajuda-nos a escolher um caminho”.

“Decidi não me sentar em frente à televisão com um jornal no colo. Decidi não plantar uma árvore, nem ser pai. Decidi, isso sim, tornar-me um ativista, agir contra a crueldade que é a exploração animal”, disse.

“Todos os anos, cerca de 150 mil milhões de porcos são mortos em todo o mundo. Para fazer um casaco, entre 120 a 200 chinchilas são mortas. Para a matança ser eficiente e para evitar o risco de contaminação da carne, os animais podem estar até 12 horas sem comer, antes de serem mortos”, afirmou.

Para registrar o que acontece dentro dos matadouros, o ativista presenciou cenas terríveis. “Vi porquinhos sendo castrados, patos transportados em temperaturas de 40 graus Celsius, porcos massacrados em matadouros na Tailândia, bezerros ficando órfãos no primeiro dia das suas vidas, galinhas poedeiras tratadas como máquinas de ovos”, disse.

Foto: Andrew Skowron

As fotos feitas por Andrew são publicadas em seu site. Ele também trabalha em uma das maiores instituições de direitos animais da Polônia, denominada Otwarte Klatki.

O fotógrafo entra legalmente nos matadouros, com autorização dos proprietários, que conhecem o trabalho dele. “Na opinião deles, os sistemas de produção acontecem dentro dos trâmites legais”, disse Andrew, ao explicar a razão para conseguir entrar nesses locais. “Como o material é recebido, depende de quem o está a ver”, afirmou.

“Os produtores são, normalmente, boas pessoas. Podemos dizer que, de alguma forma, também eles são vítimas deste sistema de consumismo. É difícil para eles saírem, o mundo gira à volta do dinheiro”, afirmou.

Mudar a sociedade, porém, é uma tarefa difícil, segundo o fotógrafo. “A intensidade do consumo é aterradora”, lamentou. Segundo ele, as pessoas preferem “não saber que a exploração animal existe, porque isso dá-lhes a melhor desculpa” para não mudar seus hábitos. “A nossa sociedade trata os animais como bens — os exploramos até morrerem, privando-os do direito de morrer com dignidade”, completou.

Foto: Andrew Skowron

O objetivo de Andrew com seu trabalho é “despertar a empatia” das pessoas. “Quero mostrar a realidade e protestar contra ela”, disse.

Além dos matadouros, o ativista fotografa também santuários que oferecem vidas dignas aos animais. Como é o caso de Maciek, uma raposa resgatada de uma fábrica que produz peças com o pelo desses animais. Foi salva quando desenvolveu, aos quatro meses, uma infecção na pata.

“Maciek não recebeu tratamento quando estava na fábrica porque isso simplesmente não dá lucro aos produtores. A ideia era que fosse morta algumas semanas depois”, contou. A raposa teve que passar por uma amputação, mas vive bem mesmo sem uma pata e se diverte com sua melhor amiga, chamada Klara. “Nunca mais vai ter que experienciar o horror de uma fábrica outra vez”, lembrou.

O fotógrafo afirma que continuará documentando e expondo “os segredos da indústria animal” porque, segundo ele, “não importa onde vivemos, os animais são tratados da mesma forma em todo o mundo e eu quero dizer ao mundo que não temos o direito de ser tão cruéis”.

Foto: Andrew Skowron

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Aumenta número de animais maltratados em São Luís (MA)

Um caso recente foi de um jumento agredido a facadas e resgatado na quinta-feira (7)

Foto: Reprodução/ TV Mirante

O número de animais vítimas de maus-tratos aumentou em São Luís (MA). Uma veterinária que examinou um jumento ferido a facadas informou que os cortes não eram tão recentes e que, de acordo com as características, foram propositais.

Não há abrigo público para animais em São Luís e as ONGs estão lotadas. Com isso, muitos animais permanecem abandonados. As informações são do G1.

A protetora de animais Andréa Ricci investe cerca de R$ 5 mil mensais para cuidar dos animais que resgatou.

“O resgate de um animal envolve também o local definitivo para ele. O local definitivo deveria ser de fato um abrigo público, mas como não existe eu achei que seria pertinente colocar esses animais aqui para reabilitá-los, castrá-los e colocá-los para adoção”, explicou Andréa.

A presidente da Comissão de Defesa e Proteção aos Animais da OAB, Camila Maia, denuncia a omissão do poder público em relação aos maus-tratos a animais. “A gente tem aquela sensação de impunidade para esse caso. Existem projetos de aumento de pena nestes casos em Brasília, mas a nossa realidade hoje ainda é essa”, afirmou.

Sobre o jumento esfaqueado, a prefeitura afirmou apenas que já soube do caso e que acionou uma equipe para tomar as providências necessárias.

A prefeitura de São Luís se limitou a dizer que já tem conhecimento do caso e que acionou uma equipe para tomar as providências em relação ao bem-estar do animal, mas não comentou nada sobre a falta de abrigos públicos na capital.


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Histórico clínico mostra que chimpanzé Black comeu fezes e foi medicado para estresse em zoo

Os registros foram feitos durante o período em que Black viveu aprisionado em um zoológico em Sorocaba (SP). Atualmente, o animal mora em um santuário


O histórico clínico do chimpanzé Black mostra que ele comeu as próprias fezes em 2013 e foi medicado contra estresse em 2012. Nessa época, o animal vivia no Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros”, em Sorocaba (SP). Em maio de 2019, Black foi levado para o Santuário de Grandes Primatas, na mesma cidade.

Black e sua nova companheira Dolores, no santuário (Foto: GAP/Divulgação)

No histórico, consta como primeiro exame um de fezes, em 1981. Em abril de 1985, há a observação de que o animal estava “um pouco triste” e “com o nariz escorrendo”. Nos anos seguintes, o relatório indica que Black estava “animado”, “esperto” e “comendo”.

Em fevereiro de 2001, o documento registra um diagnóstico de diarreia, que recebeu tratamento. Em 2006, Black estava apático e com secreção nasal – ele novamente recebeu tratamento. Em 2009, a ex-companheira Rita estava com diarreia e Black sem qualquer alteração clínica. As informações são do G1.

Em 15 de junho de 2010, Black recebeu uma dose de diazepam, remédio para controlar a ansiedade, que foi ministrado por conta de fogos de artifício usados por torcedores do Brasil que assistiam ao um jogo do time contra a Coreia do Norte na Copa do Mundo na África do Sul.

“Visando o bem estar do Black, foi dado um comprimido por via oral. A prática também é realizada em cães domésticos que se assustam com os rojões”, escreveu a prefeitura.

Histórico clínico indica que Black ingeriu fezes (Foto: Reprodução)

Em 2010, Black foi contido para ser submetido a uma avaliação odontológica e permaneceu estável durante o procedimento. Já em 5 de setembro de 2012, o animal teve espirros e tosse graças a uma possível “alergia”, que foi tratada. Os sintomas desapareceram em dezembro, quando foi registrado que ele estava “ativo, sem incômodos, últimos dias de amoxicilina”.

De acordo com o documento, em abril de 2013 o chimpanzé comeu fezes, o que indica um “possível problema de comportamento (solidão, estresse)”. Em seguida, foi realizada a vermifugação.

“Em 2013 foi relatado episódio de coprofagia. Foi realizado exame de fezes e nada foi constatado. Mesmo assim, a vermifugação foi realizada e o quadro não ocorreu mais”, explicou em nota.

Em 16 de novembro de 2013, foi encontrado sangue nas fezes do animal, que apresentava comportamento ativo. O material foi analisado. No dia seguinte, o sangue não apareceu mais. Até 2015, secreções nasais foram registradas. Em 2016 e 2017, o chimpanzé recebeu tratamento para uma possível lesão na face.

Recinto do chimpanzé no zoo (Foto: Anderson Cerejo/TV TEM)

Em 2019, Black foi submetido a um exame no dia 19 de fevereiro, que não expôs qualquer problema grave. As unhas dele também receberam cuidados. Em março, o chimpanzé foi avaliado e sua urina foi coletada e encaminhada para laboratório.

Em 2 de abril, o zoológico aumentou a oferta de líquidos do animal. Em 3 de abril, consta o diagnóstico de nefropatia glomerular – doença crônica e degenerativa que poderia matar Black.

“Com isso exposto, deve-se ponderar se os riscos inerentes à transferência de um chimpanzé idoso justificam o propósito de realocação”, afirmou o veterinário no documento. O mesmo exame foi feito pelo santuário cinco vezes, mas nenhum indicou a doença.

De acordo com a Clínica Safari, responsável pelo exame, a “interpretação dos resultados depende não apenas do resultado dos exames laboratoriais”, assim como jejum alimentar ou hídrico, estresse e tipo de alimentação podem influenciar. Afirmou ainda que o resultado elevado não implicaria necessariamente em nefropatia, podendo ser apenas um pico pontual.

“O correto, nestes casos, é acompanhar com exames posteriores, a fim de se detectar se esse anormalidade se mantém”, explicou.

A última anotação feita no histórico clínico do chimpanzé foi em 6 de maio, quando a transferência para o santuário foi realizada graças a uma decisão judicial.

Santuário de Grandes Primatas (Foto: Arquivo pessoal)

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Campinas (SP) registra 109 acidentes com animais em rodovias

A região de Campinas, no interior de São Paulo, registrou 109 acidentes com animais em rodovias no período de janeiro a agosto deste ano. São 29 a menos do que foi registrado em 2018.

O levantamento foi feito pelo G1 com as concessionárias das principais rodovias da região.

Foto: Reprodução/EPTV

Cachorros e gatos são as maiores vítimas. Para o diretor geral da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), Giovanni Pengue Filho, para que os atropelamentos sejam reduzidos ainda mais é preciso que tutores de animais sejam conscientizados.

“Em áreas urbanas, é comum o atropelamento principalmente de cães soltos nas vias. Quando você sai das áreas urbanas e vai para as rurais, a maior incidência é entre cavalos e bois. Os silvestres aparecem em regiões de mata”, explicou ao G1 o diretor.

De acordo com dados da Artesp, aproximadamente 64% dos acidentes registrados em âmbito estadual dentro das concessões envolvem animais domésticos.

A conscientização, segundo Giovanni, tem que atingir não só os tutores, mas também os motoristas.

“O motorista deve reduzir a velocidade e evitar chamar atenção, buzinar, dar farol, porque isso pode assustar e fazer o animal se perder na via. Ele pode até correr para outra pista, ou andar de uma faixa para outra”, disse.

No caso de animais grandes, como cavalos, o ideal é fechar os vidros e ultrapassar o animal por trás dele, segundo Giovanni. Agir de maneira contrária a essa pode fazer o animal correr na direção do veículo para se proteger.

“Depois de passar, a pessoa deve comunicar a concessionaria ou Polícia Rodoviária para fazer manejo do animal”, pontuou.

De acordo com o diretor, as concessionárias são orientadas sobre como agir em cada ambiente. “Existem hoje 54 passagens de fauna na região de Campinas, entre dispositivos exclusivos e os já adaptados”, explicou. Quando as rodovias cortam regiões de mata, a orientação é colocar tela para proteger os animais. Nas áreas rurais, proprietários de terras recebem auxílio e instrução para telar os espaços.

“Estamos melhorando a preservação da fauna e meio ambiente. Em contratos mais recentes [de concessionárias], existe a obrigação de cadastramento de animais identificados, assim a gente pode registrar como funciona a migração destes animais”, concluiu.


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Pesquisadores observam desenvolvimento de filhote de harpia em reserva

Pesquisadores estão acompanhando o crescimento de um filhote de harpia em uma reserva florestal em Linhares, no Espírito Santo. Considerada a maior águia do continente americano, a harpia vive na Mata Atlântica e corre risco de extinção. A espécie é estudada desde 2010 por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

No último final de semana, o filhote já esticava as asas e ensaiava os primeiros movimentos de voo.

Casal de harpia com filhote é registrado em reserva (Divulgação/ Ufes)

No alto das árvores, a uma distância segura para não estressar as aves, foi colocada uma câmera que registra a rotina de um casal de harpia e seu filhote. Imagens são feitas há seis meses. Na época, o casal namorava no ninho. Em seguida, veio o filhote que, nos primeiros meses de vida, permanece ao lado dos pais. As informações são do G1.

Além da câmera, os pesquisadores colocaram uma rede embaixo do ninho para capturar vestígios que caem nela. Assim, eles conseguem estudar melhor os hábitos e costume das harpias. Na rede, eles já encontraram uma garra de bicho-preguiça e um pedaço de um crânio de macaco – animais que são presas dessas aves.

O coordenador do Projeto Harpia, Áureo Banhos, explica que essas aves são totalmente dependentes das florestas.

“Sem florestas, a harpia não tem como existir. E o mais interessante é que ela é dependente de florestas mais densas. Fora desse ambiente, ela sofre muitas ameaças, sofre com o desmatamento”, explicou.

Crânio de macaco (Foto: Heber Thomaz/ TV Gazeta)

“Dá um alento ver um animal desse nascer, mas, quando ele crescer, vai ter que buscar outras áreas, que estão preenchidas por outros casais de harpia. Proteger as florestas nesse entorno de reprodução das harpias é muito necessário”, completou.

Apesar de estar se desenvolvendo, o filhote não deve sair do ninho tão cedo. “Ela só começa a se tornar independente dos pais aos dois anos de idade. Para se tornar adulta, demora mais ou menos seis anos; pode viver por mais de 40 anos, tem um ciclo demorado de vida e uma história longa”, concluiu o pesquisador.


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Fotos de gato antes e depois de ser adotado mostram que adoção transforma vidas

Fotos de um gato, divulgadas por uma japonesa que o adotou, mostraram a diferença que a adoção pode fazer na vida de um animal. Nas imagens, feitas antes e depois do gato encontrar um lar, é possível ver a transformação na feição dele.

Nas primeiras fotos, feitas após ele viver quase um ano preso em uma gaiola, à espera de um lar, o gato aparece triste e carrancudo. Nas outras, registradas um ano após a adoção, a transformação é visível e o gato apresenta um olhar doce e tranquilo. As imagens foram publicadas no Twitter de uma mulher que se identifica como “@00bibibi” na rede social.

Quando vivia preso, ele se esfregava nas barras da gaiola, pedindo carinho e atenção, toda vez que alguém se aproximava. A busca por afeto era tão incessante que ele chegou a ficar sem pelos no lado do rosto que esfregava nas grades. As informações são do portal Mundo-nipo.

A vida aprisionado, sem amor e uma família, no entanto, ficaram no passado. Adotado, ele tem recebido todos os cuidados necessários e vivido uma vida repleta de carinho.

Abaixo, as duas primeiras fotografias foram tiradas antes da adoção e as duas últimas após ele ser adotado. Confira.

Foto: Reprodução / Twitter / @00bibibi
Foto: Reprodução / Twitter / @00bibibi
Foto: Reprodução / Twitter / @00bibibi
Foto: Reprodução / Twitter / @00bibibi

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Denúncias de maus-tratos a animais no AM aumentam 110% no início de 2019

Os casos de violência e abandono de animais no Amazonas tiveram aumento de 110% de janeiro a março deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. No início deste ano foram registrados 84 casos de maus-tratos contra animais em delegacias da Polícia Civil.

Foto: ONG SOS Animais Primavera do Leste

Neste ano, 126 inquéritos foram instaurados e estão em investigação pela Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente (Dema). Em 2018, foram registradas 156 ocorrências de maus-tratos que geraram 171 inquéritos policiais. Só entre janeiro e março, foram 40 ocorrências.

Para a titular da Dema, delegada Carla Biaggi, o aumento também reflete maior engajamento da sociedade no combate à violência contra os animais. “As pessoas agora já estão sabendo onde denunciar e como denunciar, e passam a vir até a Dema para registrar o boletim de ocorrência”, disse.

São características de maus-tratos a animais abandonar, espancar, manter preso permanentemente em correntes, manter em locais pequenos e anti-higiênicos, não abrigar do sol, chuva e frio ou, até mesmo, explorar o animal em shows, explica a delegada.

De acordo com o artigo 32 da Lei 9.605/98, quem abusar, maltratar, ferir ou mutilar animais pode ser preso por um período de três meses a um ano, além de ter que pagar uma multa. A penalidade é aumentada se a violência resultar na morte do animal.

“Quem presenciar a prática de maus-tratos a animais deve procurar a Delegacia do Meio Ambiente trazendo provas que podem ser fotos, vídeos ou testemunhas. É importante comparecer a Delegacia para registrar o boletim de ocorrência porque só assim poderemos dar início às investigações. Se a pessoa não quiser se identificar, preservamos sua identidade”, recomenda a delegada Biaggi.

Fonte: G1


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