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Guarda responsável é motivo de campanha nas ruas de Curitiba

Mobiliários urbanos trarão mensagens contra o abandono de animais


Estreia na terça-feira (25) a nova campanha da Rede de Defesa e Proteção Animal de Curitiba (PR), em 209 pontos do mobiliário urbano da cidade. Com o tema “Animal de estimação não é brinquedo”, a iniciativa destaca a importância da guarda responsável e prega o fim do abandono de animais.

A primeira fase da campanha irá até dia 7 de novembro. “É importante que a população tenha consciência da importância da guarda responsável de animais. Quem se dispõe a ter animal de estimação tem que zelar pelo seu bem-estar”, afirma a chefe da Divisão de Monitoramento e de Proteção Animal da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Vivien Midori.

A Rede de Defesa e Proteção Animal é um programa da Prefeitura que envolve agentes públicos, iniciativa privada e terceiro setor, na busca de melhores condições de vida para a fauna da cidade, controle de populações, equilíbrio ambiental e o convívio harmonioso da população com os animais.

A Rede de Proteção também oferece um Sistema de Cadastramento e de Identificação Animal (SIA), através da utilização de microchips. Faz parte da Rede uma unidade móvel para castração de animais, o ônibus castramóvel, uma parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Mais informações sobre as ações da Rede podem ser obtidas no site da rede.

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Curitiba: a “Capital Ecológica” e o dilema da guarda responsável de animais

Parte expressiva da população de Curitiba não tem feito jus à fama de “Capital Ecológica” que a cidade ganhou, mundo afora. Não pelo menos em relação aos seus animais domésticos. Boa parte dos moradores da cidade têm deixado seus cães e gatos de lado – literalmente. Não há dados oficiais recentes dimensionando a gravidade do problema, mas pesquisa feita pela Secretaria de Saúde de Curitiba, em parceria com a UFPR (Universidade Federal do Paraná), estima que há aproximadamente 236 mil animais domésticos perambulando pelas ruas da cidade, praticamente todos os dias.

Deste total, 222 mil (48%) são semidomiciliados (têm tutores, mas são maltratados ou criados livremente) e 14 mil são abandonados (3% do total). É bastante coisa. Não é outro o motivo pelo qual, percorrendo qualquer bairro da cidade, você acha facilmente cães e gatos andando pelas ruas. No total, estima-se que exista cerca de um animal – cães e gatos, em sua quase totalidade – para cada quatro pessoas em Curitiba. Considerando-se que a população da capital é de 1,85 milhão de pessoas (IBGE/2009), haveria então 463 mil cães e gatos na cidade.

É claro que este tipo de comportamento gera uma série de problemas. Para os animais, além da fome e das doenças, os ferimentos, as mortes violentas e a reprodução descontrolada. Para os seres humanos,  acidentes (atropelamentos de cães e gatos, com consequências variadas para as pessoas), ferimentos provocados por ataques de cães.

A Prefeitura de Curitiba está se empenhando para fazer a sua parte na solução do problema. Em abril do ano passado, lançou a Rede de Defesa e Proteção Animal, com três objetivos: melhorar a condição de vida da fauna da cidade, controlar a população de animais e estimular a guarda responsável. Por meio dela, os tutores podem cadastrar seus cães e gatos, informando dados como idade, raça, nome e endereço do responsável. O processo é fácil. Basta acessar o site http://www.protecaoanimal.curitiba.pr.gov.br.

Simultaneamente, a prefeitura implantou o sistema de microchips nos animais domésticos, que facilita a busca dos cães e gatos (no caso do seu desaparecimento) e do seu responsável (no caso de abandono desses animais).

Mas a população também precisa fazer a sua. O número de animais microchipados (cerca de mil) ainda é pequeno diante do total de cães e gatos da cidade, mesmo com o custo baixo do serviço (R$ 9). Muita gente continua descartando-os como sacos de lixo ou estimulando sua reprodução, sem nenhum critério.

Um conhecido meu, tutor de um vira-lata chamado Toco, contou que não gosta de criar o animal preso em casa. Solta-o com frequência na rua. “Ele já veio de lá. Não aguentaria viver preso em casa”, justificou. Da última escapadela do animal, contou ele, resultou uma ninhada de seis filhotes – fruto da cruza do Toco com uma vira-lata da vizinhança. Agora, mãe e os seis filhotes, todos vivem na rua. Nada a ver com a imagem de cidade ambientalmente correta que o mundo aprendeu a respeitar.

Fonte: Carta Capital

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Microchips para cães e gatos começam a ser aplicados nesta segunda

A partir desta segunda-feira (23), responsáveis por cães e gatos de Curitiba poderão procurar clínicas veterinárias conveniadas à Rede de Defesa e Proteção Animal de Curitiba e implantar, ao custo de R$ 9, um microchip de identificação definitiva em seus animais. As peças têm o objetivo de facilitar a busca pelo bicho, em caso de desaparecimento, e a identificação do tutor, em caso de abandono.

Ao todo, 29 clínicas veterinárias conveniadas com a prefeitura estão aptas a fazer a aplicação do microchip. A lista dos estabelecimentos, com endereços e horários de atendimento, deve ser divulgada nesta tarde no site http://www.protecaoanimal.curitiba.pr.gov.br. Segundo a prefeitura, quem já cadastrou seu animal no site, vai receber por e-mail a indicação da clínica conveniada mais próxima.

Como será a implantação do microchip

O chip é um microcircuito pouco maior que um grão de arroz, que é aplicado como uma injeção, sob a pele do animal. Nele fica registrado um código único, que pode ser visto com um leitor eletrônico e por meio do qual é possível descobrir informações cadastradas no site da Rede de Defesa e Proteção Animal de Curitiba, como o nome do animal e do responsável, endereço, idade, sexo, raça e ficha médica.

O custo de mercado dos microchips é de aproximadamente R$ 50, mas estará à disposição dos tutores por R$ 9, graças a um convênio da Associação Nacional de Clínicas Veterinárias de Pequenos Animais no Paraná (Anclivepa) com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

O material foi comprado pela prefeitura por meio de licitação. A Rede de Defesa e Proteção Animal de Curitiba foi criada em abril pela prefeitura e incentiva a guarda responsável de animais. O site da rede oferece ainda informações sobre animais abandonados e estimula a adoção, divulgando o endereço de quatro instituições onde os bichos podem ser adotados. Há ainda dicas básicas de alimentação, higiene, atividades físicas e cuidados médicos, para que o tutor conviva bem com seu amigo.

Fonte: Gazeta do Povo

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