Chimpanzé sentado segurando um graveto
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Reconhecimento facial para chimpanzés parece impedir o tráfico na internet

Chimpanzé sentado segurando um graveto
Pixabay
A disseminação global da mídia social criou oportunidades sem paralelo para os traficantes de vida selvagem anunciarem seus produtos ilícitos para compradores em potencial em todo o mundo. Os traficantes podem usar plataformas como Facebook ou Instagram não apenas para postar fotos de animais à venda, mas também para expandir suas redes, graças a algoritmos movidos por Inteligência Artificial (IA) que sugerem amigos e grupos.
A mídia social e a IA também podem ser ferramentas valiosas para conservacionistas e agentes da lei.
Redes de algoritmos treinados para detectar padrões podem extrair dados, identificar objetos ou até mesmo detectar sinais de tráfico sexual e outros crimes em imagens. Um dos usos mais conhecidos e controversos da tecnologia é o reconhecimento facial, em que programas usam marcadores biométricos para identificar pessoas em imagens digitais.
Na conservação, a IA pode ser usada para identificar mudanças no uso da terra, ou até mesmo animais individuais com base em marcações exclusivas em seus corpos. Em animais como os chimpanzés, nossos parentes vivos mais próximos, a IA está se mostrando eficaz na identificação e rastreamento de rostos de indivíduos.
Por meio de seu projeto ChimpFace, Allie Russo, uma conservacionista com experiência em análise de dados, está se esforçando para aproveitar o poder da IA na luta contra o tráfico de macacos.
De acordo com a Parceria de Sobrevivência dos Grandes Macacos das Nações Unidas (GRASP), cerca de 3.000 grandes macacos são traficados vivos da África ou do Sudeste Asiático todos os anos.
Grande parte do tráfico de vida selvagem agora ocorre online. Um traficante ou distribuidor de grandes primatas colocará a imagem de um bebê chimpanzé à venda. Frequentemente, o mesmo chimpanzé aparecerá mais tarde na conta de mídia social de alguém. Mas pesquisar e comparar manualmente as imagens é um processo trabalhoso. E formas alternativas de evidência, como o DNA, são caras e difíceis de obter.
O ChimpFace usa um algoritmo para determinar se os rostos de chimpanzés em imagens postadas por traficantes correspondem às imagens postadas posteriormente em contas de mídia social. Se o software encontrar uma correspondência, ele serve como prova que pode ajudar a corroborar quem vendeu um chimpanzé e onde foi parar.
Depois de participar de uma competição organizada pela Conservation X Labs, empresa que busca soluções de alta tecnologia para problemas de conservação, Russo se conectou a Colin McCormick, um dos consultores técnicos do Conservation X Labs, que tornou a parte de programação do ChimpFace uma realidade.
Usando milhares de imagens de bebês chimpanzés coletadas por conservacionistas, McCormick anotou manualmente onde o rosto aparece na imagem. Ele usa essas imagens para treinar um programa de computador para identificar rostos, semelhante ao funcionamento dos programas de reconhecimento facial para humanos. Com a repetição, ele pode ajustar o algoritmo para detectar com precisão a presença do rosto de um bebê chimpanzé em uma imagem.
O software está apenas começando a ser testado, mas, em última análise, seus desenvolvedores pretendem fornecer informações para que a Interpol ou as autoridades locais possam agir.
O ChimpFace só pode pesquisar imagens publicamente disponíveis, o que significa que se um traficante tiver um perfil privado no Facebook ou Instagram, as imagens permanecerão ocultas. Porém, com muitos traficantes anunciando publicamente, a esperança é que o programa forneça à polícia um novo tipo de evidência que pode ajudar a confirmar que um macaco individual foi capturado na natureza e vendido.
A ChimpFace fez recentemente uma parceria com a Liberia Chimpanzee Rescue and Protection (LCRP) para fortalecer ainda mais o uso do software. O apoio de santuários como o LCRP, que atende em média um novo chimpanzé por mês, é importante porque, se o software ajudar a garantir processos para os traficantes, os animais resgatados precisarão de um lugar para ir.
Russo diz que espera que um dia o ChimpFace possa ser ampliado para adicionar outras espécies-alvo, como tigres, leões, gibões ou qualquer espécie que esteja em risco de ser traficada online.


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Empresas usam tecnologia de reconhecimento facial para localizar cães perdidos

Uma empresa chinesa desenvolveu um aplicativo por meio do qual utiliza uma tecnologia de reconhecimento facial para localizar cachorros desaparecidos. O “Megvii” é um programa que encontra os cães através de imagens dos focinhos deles, previamente registradas.

Pixabay

O aplicativo consegue ter, segundo a startup, 95% de precisão no reconhecimento dos cachorros. Ainda de acordo com a empresa, já foram reunidas informações de mais de 15 mil animais. As informações são do portal TAB.

Além de criar o programa, a empresa também fez uma parceria com o governo para monitorar tutores que deixam os animais andar sem coleira em locais públicos, submetendo-os ao risco de acidentes. Na China, deixar animais soltos na rua é ilegal e pode ser punido com multa. Atualmente, mais de 91 milhões de cachorros e gatos vivem nas áreas urbanas do país.

A iniciativa da startup chinesa, no entanto, não é a única no campo do reconhecimento facial voltado para a localização de animais perdidos. Isso porque uma empresa norte-americana também já desenvolveu um aplicativo semelhante, chamado Finding Rover.

Reprodução / Portal TAB

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China desenvolve aplicativo de reconhecimento facial para preservar pandas

A China desenvolveu um aplicativo de reconhecimento facial de pandas gigantes. O programa foi criado, segundo especialistas, para monitorar a vida desses animais e promover a preservação da espécie.

(Foto: Pixabay)

De acordo com entrevista concedida à agência chinesa Xinhua News pelo pesquisador do Centro de Pesquisa e Conservação da China para Pandas Gigantes, Chen Peng, “o aplicativo e o banco de dados nos ajudarão a coletar informações mais precisas e completas sobre a população, distribuição, idade, proporção de gênero, nascimento e pandas selvagens, que vivem em montanhas profundas e são difíceis de rastrear”.

Um censo realizado em 2014 pelo governo chinês concluiu que menos de 2 mil pandas gigantes vivem na natureza na China. Eles habitam três províncias localizadas no oeste do país. As informações são da revista Galileu.

Assim como outros programas de reconhecimento facial, o aplicativo voltado aos pandas foi criado com base em um enorme banco de dados de fotos desses animais. Para configurar o algoritmo, cerca de 120 mil fotos e 10 mil vídeos foram utilizados. Vários elementos-chave, como a forma da boca, o tamanho das orelhas e as marcas ao redor dos olhos são analisados pelo algoritmo para a identificação dos pandas.

(FOTO: XINHUA NEWS)

“Você não precisa mais se preocupar em deixar os pandas irritados chamando-os pelo nome errado”, brincou a Base de Pesquisa de Reprodução do Panda Gigante de Chengdu, em publicação feita na rede social chinesa Weibo.

O uso do reconhecimento facial como forma de identificar animais não é, no entanto, algo novo. A tecnologia também tem sido utilizada para preservar ursos e lêmures, além de monitorar animais em fazendas.


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Reconhecimento facial: o programa que pode ajudar a combater o tráfico de chimpanzés

Foto: Pixabay

Os traficantes de animais selvagens que se cuidem! Um software que reconhece o rosto de pessoas em postagens em redes sociais está sendo adaptado para combater com o tráfico de chimpanzés.

Imagens destes primatas estão sendo usadas para treinar um algoritmo que poderá ajudar a salvar outros membros desta espécie ameaçada de extinção. Trata-se de um esforço inédito na preservação dos chimpanzés.

O algoritmo vasculhará publicações em mídias sociais. Se reconhecer um animal traficado, autoridades poderão tomar as medidas necessárias contra os donos das contas em que as imagens foram compartilhadas, sejam eles contrabandistas ou compradores.

A expectativa é que essa nova iniciativa ajude a dar fim às redes por trás desta prática criminosa. Estima-se que 3 mil grandes primatas, dois terços deles chimpanzés, sejam perdidos todos os anos para o comércio ilegal, segundo a ONU.

Como o projeto começou?

A ambientalista americana Alexandra Russo teve a ideia enquanto investigava na internet o tráfico de primatas e analisava postagens no Instagram e no Facebook em busca de chimpanzés à venda.

“Gastávamos cada vez mais tempo pesquisando nas profundezas da internet, um trabalho que não tem fim. Você não sabe onde procurar, sai clicando por aí sem rumo até encontrar coisas suspeitas”, explica Russo.

“Pensei que deveria haver uma maneira mais eficiente de fazer isso, algum tipo de software que pudesse encontrar automaticamente caras de primatas em buscas online”.

Russo entrou em contato com o Conservation X Labs, uma organização sem fins lucrativos, e o especialista em visão computacional Colin McCormick. O resultado foi o programa ChimpFace.

Como funciona a tecnologia de reconhecimento facial?

Primeiro, o software detecta que a imagem mostra um chimpanzé e depois identifica qual é o animal.

Cerca de 3 mil grandes primatas são capturados por traficantes todos os anos, segundo a ONU — Foto: Divulgação/ChimpFace

O algoritmo está sendo treinado com base em um banco de dados de 3 mil imagens de macacos.

“Treinamos o algoritmo para reconhecer um chimpanzé usando até 30 fotos de um animal, adaptando-o à estrutura facial do chimpanzé”, explica McCormick.

Para isso, é importante obter imagens de cada indivíduo em que há variações de posições, expressões faciais e iluminação.

Nove organizações dedicadas à preservação contribuíram com fotos, tanto de chimpanzés que vivem em santuários quanto de chimpanzés selvagens.

O fato de as caras dos chimpanzés serem muito parecidas com rostos humanos cria um desafio técnico, explica McCormick.

Os chimpanzés compartilham cerca de 98% de seus genes com humanos, o que significa que “os algoritmos têm de ser realmente bons em distinguir rostos humanos das caras de chimpanzés”, diz o especialista.

O fato de as caras dos chimpanzés serem muito parecidas com rostos humanos é um desafio para a tecnologia — Foto: Divulgação/ChimpFace

O que dizem os ambientalistas?

“Armadilhas equipadas com uma câmera inteligente e um algoritmo de reconhecimento facial podem ser uma ferramenta poderosa nas mãos de pesquisadores e ambientalistas na África”, diz Lilian Pintea, do Instituto Jane Goodall, que contribuiu para o banco de imagens.

Esse tipo de tecnologia pode ajudar a rastrear redes criminosas que atuam em grande escala e agilizar resgates, avalia Jenny Desmond, cofundadora da Liberia Chimpanzee Rescue and Protection.

“Em fronteiras, por exemplo, se você tiver um aplicativo no telefone, poderá procurar rapidamente o chimpanzé e identificar rotas de tráfico”, diz Desmond.

“Todos os dias recebo uma imagem de chimpanzé postada na China ou na Europa, mas não havia como rastrear o animal efetivamente até agora.”

Russo diz que um dos objetivos é integrar a ferramenta ao trabalho de organizações de resgate de animais e, assim, entender como funcionam estas redes de tráfico, além de fornecer uma plataforma simplificada para autoridades locais e internacionais.

A expectativa é que, no futuro, a tecnologia permita rastrear a movimentação de chimpanzés em tempo real por meio da internet.

“Estamos buscando parcerias com redes sociais para que incorporem o ChimpFace em seus sistemas de monitoramento de crimes e possamos ter um grande impacto sobre o tráfico de vida selvagem”, diz Russo.

“A tecnologia é nossa inimiga, na medida em que facilitou que os chimpanzés fossem traficados, mas também é nossa aliada na luta contra esse crime”, diz Desmond.

Fonte: G1

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Cães reconhecem tutores por fotos

(Foto: Getty Images)
(Foto: Getty Images)

Cães têm a capacidade de reconhecer as características faciais dos tutores em fotos, uma habilidade que se pensava ser exclusiva de seres humanos e alguns primatas. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Helsinki, na Finlândia, usando a movimentação dos olhos, mostra que eles olham para rostos familiares e estranhos de forma diferentes. As informações são do Daily Mail.

Seus movimentos oculares foram medidos enquanto assistiam imagens de cães e pessoas conhecidas e desconhecidas na tela de um computador.

Embora todos saibam que o contato visual é uma parte importante da comunicação entre cães e seres humanos, nenhum estudo havia investigado a capacidade dos animais para reconhecer rostos usando movimento do olho.

A equipe descobriu que os cães fixam o olhar com mais frequência em rostos familiares em vez de estranhos, o que indica que eles são capazes de reconhecer rostos nas imagens.

O estudo descobriu ainda que cães olham por mais tempo imagens de outros animais do que de seres humanos, independentemente da familiaridade dos rostos.

Fonte: Terra

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Estudo afirma que cães reconhecem rostos familiares

Cães reconhecem rostos familiares de humanos e cachorros, mostra estudo (Foto: Sanni Somppi)
Cães reconhecem rostos familiares de humanos
e cachorros, mostra estudo (Foto: Sanni Somppi)

Os cachorros têm a habilidade de diferenciar rostos de humanos e outros cães que conhecem das faces que não são familiares, mostra estudo publicado por pesquisadores da Universidade de Helsinki, na Finlândia. A habilidade, até então atribuída apenas aos humanos e possivelmente a outros primatas, foi testada enquanto os cachorros eram monitorados.

Os pesquisadores exibiram imagens de rostos de humanos e de outros cachorros familiares, além de outros que nunca haviam visto. O monitoramento do movimento dos olhos dos cães apontou que eles olhavam mais fixamente e profundamente para rostos e olhos familiares do que para os desconhecidos.

Apesar de ser conhecido o fato de que o contato dos olhos tem papel importante na comunicação entre cachorros e humanos, segundo os pesquisadores, este é o primeiro estudo em que o reconhecimento facial por parte dos cães foi pesquisado com o monitoramento do movimento dos olhos.

Além disso, constatou-se que os cachorros olharam para imagens de cachorros por mais tempo do que para imagens de humanos, independentemente da familiaridade dos rostos apresentados. Isso corresponde a um estudo prévio da mesma equipe, em que foi descoberto que cachorros preferem olhar rostos da mesma espécie do que para os de humanos.

Fonte: G1

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Estudo revela como cães reconhecem tutores através da expressão facial

Quando o seu cão demonstra gostar de você, ele abana o rabo, certo? Segundo uma pesquisa feita com 12 cães de diferentes raças, os animais levantam a “sobrancelha” esquerda numa primeira demonstração do reconhecimento do tutor.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Essa e outras particularidades foram descobertas numa experiência que colocou os animais domésticos atrás de uma cortina que era aberta rapidamente, revelando quatro surpresas por apenas 800 milésimos de segundo: eles poderiam ver o tutor, uma pessoa desconhecida, um brinquedo preferido ou um objeto que lhes suscitasse medo.

Os cães tiveram pontos marcados nas suas faces (especificamente no centro do crânio, nas orelhas e nas áreas acima dos olhos, a “sobrancelha” como foi apelidada no estudo), permitindo aos cientistas detalhar mudanças de feição realizadas em cada uma das situações.

Assim, foi descoberto que o cão levanta as duas áreas acima dos olhos ao encarar subitamente um estranho – mas ergue mais alto ainda a “sobrancelha” esquerda quando reconhece o tutor.

Já o brinquedo favorito não empolga muito o animal: nenhuma das raças esboçou uma reação especial ao ver uma bolinha, por exemplo. O objeto indesejado – que, no estudo, foi um cortador de unhas -, contudo, fez com que os cães movessem ligeiramente para trás as suas orelhas direitas, demonstrando cautela.

A pesquisa, publicada na revista científica Behavioural Processes, destaca mais detalhes sobre o funcionamento cerebral desses animais domésticos e já levanta controvérsias ao atribuir ao lado esquerdo do cérebro comportamentos antes ligados ao lado direito do órgão.

Fonte: Diário Digital

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