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Organização Mundial da Saúde recomenda proibição da venda de animais selvagens

Getty Images/BBC NEWS BRASIL

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a recomendação da entidade é de que os governos proíbam a venda de animais silvestres como forma de conter novas pandemias. Isso porque o coronavírus teria surgido em um mercado que comercializa espécies selvagens em Wuhan, na China.

“A OMS sustenta que os governos devem aplicar rigorosamente as proibições à venda de animais selvagens. E eles devem aplicar regulamentos de segurança e higiene alimentar para garantir que os alimentos vendidos nos mercados sejam seguros”, afirmou o diretor-geral da entidade.

“A posição da Organização Mundial da Saúde continua sendo a de que todos os setores afetados pela covid-19, incluindo mercados de alimentos na China e em todo o mundo, precisam garantir sistemas reguladores fortes, altos padrões de limpeza, higiene e segurança, uma vez que estejam em posição de retomar gradualmente a normalidade”, completou.

Ghebreyesus afirmou que a OMS se dispôs a apoiar e orientar países que mantêm mercados como os que existem na China.

“A OMS está comprometida em trabalhar com todos os países para encontrar soluções personalizadas para interromper a transmissão, garantindo ao mesmo tempo que serviços essenciais de saúde continuem e mitigando os impactos sociais e econômicos da pandemia. Somente trabalhando juntos controlaremos essa pandemia”, afirmou.


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MP recomenda que Arcos (MG) não autorize realização de prova de laço

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) expediu a Recomendação nº 03/2018 ao Prefeito do município de Arcos (MG) para que não expeça alvará para a realização da “04ª Prova de Laço em Dupla”, prevista para ocorrer no dia 30 de junho, na zona rural daquele município. O documento foi assinado pelas promotoras de Justiça Juliana Amaral de Mendonça Vieira, de Defesa do Meio Ambiente da Comarca de Arcos, e Luciana Imaculada de Paula, Coordenadora Estadual de Defesa da Fauna.

(Foto: Odeio Rodeio)

Conforme o documento, as provas de laço contrariam dispositivos constitucionais e legais que protegem o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado (art. 225, da CRFB/88), corolário do direito fundamental à vida (art. 5º, caput, da CRFB/88), vedando as práticas que submetam os animais a crueldade (art. 225, §1º, VII, da CRFB/88), bem assim definindo como crime toda a prática de maus-tratos a eles (art. 32, da Lei 9.605/1998).

Além disso, a Recomendação alude às conclusões constantes do parecer elaborado pelas renomadas médicas veterinárias Vânia Plaza Nunes e Irvênia Prada, que demonstram que as provas de laço podem causar diversas lesões físicas graves, com potencial para levar à morte os bezerros, que normalmente possuem cerca de 40 (quarenta) dias de vida e são separados precocemente das mães, bem como intenso sofrimento mental.

Ainda, para as promotoras de Justiça “o Poder Público não pode fomentar uma atividade que caracteriza, explicitamente, maus-tratos aos animais envolvidos (…), em dissonância às disposições constitucionais, legais e às declarações internacionais de que o Brasil é signatário”.

O recomendado deverá prestar informações no prazo de 07 (sete) dias acerca do acatamento da recomendação e foi cientificado que, caso permaneça inerte em face da violação dos dispositivos legais referidos, serão adotadas todas as providências administrativas e judiciais cabíveis que o caso requer.

Acesse a recomendação aqui

Fonte: Defesa da Fauna

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MP pede que Santa Bárbara (MG) modifique edital que permite sacrifício de animais saudáveis

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitou que o município de Santa Bárbara, em Minas Gerais, retire um item de um edital para a contratação de serviços que permite o sacrifício de animais saudáveis resgatados que não forem retirados do abrigo pelos tutores.

(Foto: Divulgação / Imagem Ilustrativa)

Trata-se de um edital relativo à contratação de empresa para prestação de diversos serviços, dentre eles, o de sacrifício de animais saudáveis de pequeno porte.

A liberação da morte induzida em animais que estão em boa condição de saúde, segundo o promotor Danilo Keiti Goto e a coordenadora estadual de defesa da fauna, Luciana Imaculada de Paula, viola princípios inerentes à administração pública. As informações são do site Hoje em Dia.

Os funcionários públicos afirmam que é dever do município adotar medidas eficientes de controle populacional de cachorros e gatos em situação de abandono, mas não aprovam a iniciativa que determina o sacrifício indiscriminado e defendem que tal prática é ineficiente para a realização do controle de natalidade.

A recomendação do MP foi expedida na última quarta-feira (6) e a Prefeitura de Santa Bárbara tem um prazo de sete dias para se posicionar.

Nota da Redação: a ANDA repudia a utilização do sacrifício de animais como forma de controle populacional, não só pela ineficácia da prática, mas também pela crueldade presente nela. O número de animais abandonados deve ser controlado através de mutirões de castração, adoção responsável de cachorros e gatos devidamente microchipados e campanhas de conscientização de combate ao abandono, não pelo extermínio cruel e covarde de animais que devem ter o direito à vida resguardado.

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MPF sugere interrupção de dragagem que ameaça vida de botos-cinza

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro e em Angra dos Reis, cidades pertencentes ao estado do Rio de Janeiro, expediu documento ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e à Companhia Portuária Baía de Sepetiba (CPBS) por meio do qual recomenda a suspensão imediata da licença de dragagem do fundo da Baía de Sepetiba.

Cento e setenta botos já foram mortos pelo vírus (Foto: Instituto Boto Cinza)

O sugestão do MPF é de manter a licença suspensa até o fim do surto de morbilivirose, que já matou 170 botos-cinza nas baías de Sepetiba e de Ilha Grande.

Realizada desde o último dia 12 de janeiro pela CPBS – que opera o terminal de minério da empresa Vale -, a dragagem, que atinge 1,8 milhão de metros cúbicos, foi autorizada pelo Inea em 2017.

Segundo os procuradores Sérgio Suiama e Igor Miranda da Silva “é inaceitável que, diante de tão grave situação de saúde de espécie ameaçada da fauna brasileira, o órgão ambiental mantenha a atividade de dragagem em área contaminada, colocando ainda mais em risco a sobrevivência dos botos-cinza, símbolo da cidade do Rio de Janeiro”.

Pesquisadores investigam se há outras doenças associadas ao morbilivírus na causa da morte dos botos, que têm a imunidade comprometida pelo vírus. As informações são do portal G1.

A sugestão de interrupção da dragagem feita pelo MPF foi baseada em documento produzido pelo Laboratório de Bioacústica e Ecologia de Cetáceos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), que afirma que “em relação às baleias e golfinhos, têm sido reportados impactos negativos que envolvem principalmente o abandono temporário ou permanente do ambiente. Além disso, a dragagem pode levantar plumas de sedimentos que, se contaminados, podem tornar os metais pesados biodisponíveis aos golfinhos e as baleias”.

O documento diz ainda que as “altas concentrações de contaminantes desse tipo estão ligadas à depressão do sistema imune, principalmente em relação ao mercúrio, cádmio, chumbo, selênio e zinco, como foi o caso reportado para os golfinhos-nariz-de-garrafa”.

Além disso, segundo o laboratório, o ruído produzido pela dragagem “tem o potencial de induzir estresse, que, por sua vez, pode reduzir a eficiência de forrageamento de mamíferos marinhos ou aumentar sua suscetibilidade a patógenos e aos efeitos das toxinas”.

A Vale informou, por meio de nota, que “ainda não foi oficialmente comunicada desta recomendação do MPF. A empresa ressalta, no entanto, que todas as suas atividades na Baía de Sepetiba estão devidamente licenciadas e sob fiscalização das autoridades competentes, seguindo os mais altos padrões de segurança em todas as suas operações”.

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Maior rede de medicina dos EUA recomenda alimentação à base de vegetais

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/FoodRevolution
Reprodução/FoodRevolution

Uma atualização nutricional para médicos foi publicada no Jornal Oficial da Kaiser Permanente, a maior empresa de medicina dos Estados Unidos.

Ela diz que uma alimentação à base de vegetais traz mais benefícios à saúde e encoraja o consumo de alimentos integrais, de origem vegetal e desaconselha o consumo de carnes, laticínios e ovos, assim como produtos refinados e processados, informa o The Food Revolution Network.

“Muitas vezes, os médicos ignoram os potenciais benefícios de uma boa nutrição e rapidamente prescrevem medicamentos em vez de dar aos pacientes a oportunidade de corrigir suas doenças por meio de uma alimentação saudável e de uma vida ativa”, diz a atualização.

“Os médicos devem considerar a recomendação de uma dieta vegetal para todos os pacientes, especialmente aqueles com pressão arterial elevada, diabetes, doença cardiovascular ou obesidade”, adiciona.

O documento enfatiza que, apesar do número de evidências que comprovam os benefícios trazidos por dietas vegetais, muitos médicos não atribuem importância a essa alimentação e não a consideram um tratamento de primeira linha para doenças crônicas.

“Isto pode ocorrer por uma falta de consciência dos médicos ou pela falta de formação educacional dos pacientes”, ressalta o documento.

A Kaiser oferece dicas para iniciar uma alimentação vegetal, tais como ideias para refeições e uma lista de recursos online.

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Ganha força a corrente defensora da alimentação semelhante à humana para animais domésticos

A jack russel Fina jamais comeu produtos industrializados (Foto: Reprodução/Isto É)

Purê de legumes e quinoa temperados com uma boa dose de azeite de oliva. O prato, que poderia cair bem numa dieta light, é um dos exemplos da última tendência defendida por alguns veterinários para a alimentação dos animais domésticos. Tutores de cães e gatos vêm substituindo as rações por refeições balanceadas, que, garantem, são melhores para a saúde e atrativas. Estudo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) corroborou essa tese ao analisar fezes de cães que se alimentavam de ração e comiam alimentação natural.

A turismóloga carioca Carol Agacci comprovou isso na prática. Seu pug Boris tinha problemas de pele e perda de pelo e em apenas duas semanas de nova dieta sua aparência se transformou. “Dá mais trabalho, mas a saúde dele melhorou muito”, diz. “E agora não tenho que fazer esforço para ele comer.” Os mais radicais adotam a alimentação crua ou até vegetariana. Na mão inversa, veterinários alertam: abandonar os produtos industrializados requer a consulta a um especialista, pois animais não podem seguir a alimentação humana.

Adepta da comida feita em casa para os animais, a veterinária Sylvia Angélico, do portal Cachorro Verde, dá receitas online de acordo com o porte e a idade deles. Ela aconselha os tutores a adquirir uma balança para não errar nas medidas. “O estudo da nutrição foi praticamente abandonado pelas faculdades. Por insegurança, os veterinários acabam indicando logo a ração”, afirma. Atualmente, há até empresa especializada em comida congelada para animais. A tradutora carioca Lúcia Pestana, 55 anos, adotou a alimentação natural para seus dois cães. O poodle Thomas comeu ração por 13 anos e sofria de problemas gastrointestinais. Após usar vários produtos, adotou recentemente a comida balanceada e garante que os problemas dele acabaram. Já a jack russel Fina, de um ano, jamais comeu produtos industrializados.

O debate promete ser grande. “Os produtos se aprimoraram e há os indicados até para animais com doenças”, afirma o veterinário André Mello, defensor das rações. O ponto fundamental é chegar a uma dieta adequada para o animal, o que não é fácil. Para Renato Campello, do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio, é até possível adotar a comida caseira quando o animal rejeita a ração, mas ele recomenda consultar um especialista. “Há pessoas querendo adotar a macrobiótica para os animais, isso é um absurdo”, adverte.

Com informações da Isto É

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