Recifes de corais estão sendo prejudicados por substâncias presentes nos protetores solares, e estado do Havaí implanta nova lei que proíbe a utilização de certas marcas de filtros solares. (Foto: Pixabay)
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Protetores solares são proibidos no Havaí por prejudicar recifes de corais

O estado do Havaí, nos Estados Unidos, aprovou recentemente uma lei que proíbe o uso de filtros solares que contenham substâncias químicas conhecidas por terem um efeito destrutivo nos recifes de corais.

O projeto de lei SB2571, quando assinado pelo governador do Havaí David Ige, se tornará a primeira lei do gênero no mundo, e deve entrar em vigor até 2021.

Recifes de corais estão sendo prejudicados por substâncias presentes nos protetores solares, e estado do Havaí implanta nova lei que proíbe a utilização de certas marcas de filtros solares. (Foto: Pixabay)
Recifes de corais estão sendo prejudicados por substâncias presentes nos protetores solares, e estado do Havaí implanta nova lei que proíbe a utilização de certas marcas de filtros solares. (Foto: Pixabay)

A necessidade da aplicação dessa legislação existe porque pesquisadores descobriram que cerca de 14 mil toneladas de protetor solar acabam nos recifes de corais do mundo todos os anos, causando efeitos destrutivos e consequência devastadoras à biodiversidade marítima.

Duas substâncias químicas nocivas provenientes dos protetores e filtros solares, quando nas águas dos mares, acabam por branquear os corais, lixiviar seus nutrientes e reduzir sua resiliência quando se trata de mudanças climáticas. Para peixes, as substâncias são conhecidas por serem desreguladores endócrinos, capazes de causar doenças reprodutivas, deformação embrionária e feminização de peixes machos.

Mais de 3,5 mil marcas de protetores solares disponíveis no mercado contêm substâncias químicas que foram comprovadas por cientistas na contribuição para o branqueamento de corais quando  no oceano, de acordo com o TreeHugger.

Oxibenzona e octinoxato são produtos químicos que são ingredientes comuns em protetores solares, de marcas como Coppertone, Banana Boat, entre outros. Esses elementos filtram e absorvem raios ultravioleta, bloqueando a radiação solar na pele humana. Porém, ao entrar em contato com a água dos mares, como inevitavelmente fazem, a oxibenzona e o octinoxato causam graves danos aos corais e aos peixes.

O Guia do EWG para filtros solares mostra quais marcas de protetores contém ou não ingredientes como a oxibenzona e o octinoxato.

Praia Hanauma Bay no Havaí apresenta grande extensão da beleza dos recifes de corais (Foto: Daniel Ramirez)
Praia Hanauma Bay no Havaí apresenta grande extensão da beleza dos recifes de corais (Foto: Daniel Ramirez)

De acordo com o Laboratório Ambiental Haereticus, os produtos químicos são até prejudiciais para os mamíferos marinhos e “especialmente os humanos”, sendo que “a oxibenzona demonstrou induzir dermatite em 16% a 25% da população”. Além disso, a oxibenzona causa toxicidade ao desenvolvimento do esperma humano e à viabilidade espermática, reduz o peso da próstata em homens e reduz o peso uterino em mulheres.

A decisão do estado do Havaí de proibir os produtos químicos dos filtros solares ajudará muito o meio ambiente, permitindo que os recifes de corais sejam capazes de recuperar-se dos danos sofridos e permanecerem vivos. Consequentemente, a decisão também acabará por preservar as famosas praias havaianas.

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Mulher passando protetor solar
De olho no planeta

Protetores solares podem causar a morte de recifes de corais

Os recifes, que já estão ameaçados pelo aumento das temperaturas marítimas, também podem sofrer branqueamento devido às concentrações relativamente baixas de oxibenzona, um ingrediente comum do protetor solar, disseram os pesquisadores.

Mulher passando protetor solar
Foto: Getty

Porém, agora os cientistas encontraram uma solução para as “nanopartículas” magnetizadas absorverem a oxibenzona como uma esponja do mar.

Elas foram modificadas para se conectar especificamente à oxibenzona quando são carregadas pela água poluída. Os especialistas esperam usar o agente para limpar a água do mar nas praias.

Felix Roman, da Universidade de Porto Rico, declarou: “O branqueamento de corais pela oxibenzona é um problema difícil, mas não impossível. A ideia é que, se você derramar [as nanopartículas] na água, você pode removê-la com um ímã”.

Uma estudante de graduação no laboratório de roma, Ana Zapata, utilizou protetor solar contendo oxibenzona e entrou no oceano.

“Você conseguia ver o protetor solar lixiviando na água, então peguei aquela água para análise no laboratório”, explicou.

Em uma hora, 95% da oxibenzona foi retirada, informou o The Sun.

Roman espera que, no futuro, as pessoas possam arrastar uma rede repleta de grânulos magnéticos perto de corais vulneráveis para ajudar retirar os contaminantes.

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Notícias

ONU cobra ação urgente pela preservação da vida animal no planeta

O mundo não pode abrir mão das suas riqueza naturais, mas enfrenta o maior ritmo de extinção de espécies desde a época do desaparecimentoo dos dinossauros, 65 milhões de anos atrás, disse a ONU nesta segunda-feira, na abertura de uma importante conferência de duas semanas sobre o assunto.

O objetivo é fazer governos e empresas adotarem medidas abrangentes para proteger e restaurar ecossistemas como florestas, rios, recifes de corais e oceanos.

“Esta reunião é parte dos esforços mundiais para tratar de um fato muito simples: estamos destruindo a vida na Terra”, disse Achim Steiner, diretor do Programa Ambiental da ONU, ao abrir a conferência em Nagoy(daRedação)

a, no Japão.

Delegados de quase 200 países discutem novas metas de preservação da biodiversidade para serem cumpridas até 2020. As metas para 2010 em geral não foram alcançadas.

O Brasil vai a Nagoya com bandeiras em favor da maior proteção à biodiversidade, mas cumpriu apenas 2 de suas 51 metas internas de preservação estabelecidas pela Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) – a publicação de listas e catálogos das espécies brasileiras e a redução em 25% da ocorrência de focos de incêndios em cada bioma no país. A informação está num relatório preparado para a COP 10, disponível no site da conferência.

Um estudo divulgado neste mês pela ONU afirma que o dano ambiental causado pela atividade humana em 2008 chegou a 6,6 trilhões de dólares, equivalente a 11 por cento do PIB global.

Os países em desenvolvimento dizem que precisam de mais ajuda financeira dos desenvolvidos para salvarem a natureza. A maior parte da biodiversidade restante no mundo está em nações em desenvolvimento, como o Brasil, a Indonésia e países da África Central.

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“Praga branca” está destruindo recifes de corais de Abrolhos

Foto:Bahia Dia Dia
Foto: Bahia Dia Dia

Pesquisadores têm constatado um grave e eminente dano ambiental num dos maiores santuários de recifes de corais do litoral brasileiro. O mal denominado “praga branca” está destruindo aos poucos os recifes do Banco de Abrolhos. Localizado no sul da Bahia, Abrolhos é um complexo marinho que abrange 42 mil quilômetros quadrados e é habitat de inúmeras espécies, considerado essencial para o equilíbrio do ecossistema na região. Os fatores que desencadeariam a “praga branca” seriam a elevação da temperatura global e a poluição no oceano.

A doença, provocada por bactérias, ataca os corais-cérebros, espécie que é a principal responsável pela estrutura rígida dos recifes. De acordo com o estudo desenvolvido pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), existe a possibilidade de que todos os recifes da região sejam atingidos de forma irreparável até 2050.

O biólogo da UEPB e coordenador da pesquisa, Ronaldo Francini Filho, divulgou que o percentual atingido pela doença até o momento já chega a 10%, podendo ser ainda maior no próximo verão.

Fonte: Bahia Dia Dia

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