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Recifes artificiais serão aliados na preservação de espécies marinhas do litoral paranaense

O Pontal do Paraná ganha hoje 120 recifes artificiais, feitos de blocos de concreto, com 100 quilos cada. Os blocos serão lançados na água pela equipe do Projeto Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar). Essas estruturas servirão de moradia para peixes e para a fixação de outros seres marinhos, como esponjas, anêmonas e corais, contribuindo para o aumento da biodiversidade local.

Os pontos para colocação das estruturas foram decididos em reuniões públicas e a localização de cada recife artificial será sinalizada com boias, para evitar acidentes. São 10 pontos alinhados, distantes 5,5 quilômetros da costa, entre os balneários Praia do Leste e Atami.

Os blocos serão transportados por balsa e reboque. Pescadores, representantes dos órgãos ambientais e da Marinha do Brasil, fiscalizarão o lançamento dos recifes no mar.

Fonte: EPTV


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Ecossistema marinho do Paraná é destaque em conferência internacional

Recife artificial
Recife artificial

O Programa “Mar e Costa” foi apresentado nesta semana na 9ª Conferência Internacional sobre Recifes Artificiais e Habitats Aquáticos Relacionados, realizada em Curitiba, desde segunda-feira (8). O evento é promovido a cada quatro anos em um país do Hemisfério Sul.

As baías de Paranaguá, Guaratuba, Antonina e Guaraqueçaba – com 52 mil quilômetros quadrados – abrigam um dos mais ricos sistemas marinhos do mundo. Segundo o secretário do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, os ecossistemas costeiros e marinhos do Paraná são extremamente ricos em biodiversidade. “É muito importante que tenhamos ações voltadas a sua conservação devido à constante pressão da atual dinâmica de uso e ocupação da área litorânea.”

Os recifes são estruturas sólidas que servem de habitat para organismos marinhos. Eles podem ser de origem natural, como os feitos pelos corais, ou artificiais, fabricados com galhos, pedras e até mesmo navios e outras estruturas de metal, afundadas.

Para garantir a proteção do estuário, a Secretaria do Meio Ambiente construiu um sistema de informações com dados de navegação, diagnósticos dos meios físico, químico e biológico, levantamento de maricultura e contaminação da água. É um dos levantamentos mais completos do País.

*Com informações de Correio do Litoral

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Obstáculo criado por protetores defende fauna das redes de pesca em Búzios

Nas praias de Búzios, no Rio Grande do Norte, a fauna e a flora marinhas vêm sendo ameaçadas pela ação das redes de pesca. As embarcações e suas redes de arrasto passam a menos de 200 metros da costa, peneirando o fundo do mar, levando corais, peixes e a vegetação marinha.

Com a intenção de criar uma área de proteção e respeito à natureza, foram desenvolvidas, por um grupo de amigos da cidade, estruturas pré-fabricadas que, levadas ao mar, servem como obstáculos para as redes.

Recifes Artificiais
Foto: Piratas da Armação

Essas estruturas vêm sendo colocadas em uma área específica desde 1992, dificultando a atividade ilegal dos arrastões. Atualmente esses recifes artificiais estão envolvidos por corais naturais em perfeita sintonia com a natureza, cumprindo sua função de proteção e repletos de tocas que servem de abrigo para peixes e outros animais marinhos.

História

Em 1988 , o fundador Pedro Alcântara foi convidado a fazer um mergulho nas costas marítimas de Búzios e ficou fascinado com os recifes. Ao final do mergulho expressou admiração pela beleza dos corais ali existentes e teve com resposta que no passado era realmente lindo, mas que, devido aos barcos de arrastão e vandalismo dos turistas que levam os corais como lembranças, o fundo do mar estava destruído e os peixes já não eram tantos. Outra vez, convidou uma amiga para fazer o mesmo mergulho e teve a mesma resposta: “Já foi lindo”.

Decidido a  fazer algo, juntou amigos preocupados com as condições dos recifes naturais e ali criaram o grupo que depois viria a ser denominado “Piratas da Armação”.

Construíram vários pequenos módulos de concreto com vasos de cerâmicas e telhas, com a finalidade de servir como obstáculo dos arrastões, além de habitat de lagostas e polvos. A experiência foi válida por um período, mas os módulos não apresentavam realmente lastro suficiente para impedir as redes de arrastão. Começaram a refazer os módulos de concreto, desta vez unidos uns aos outros para obter fixação e peso, mas notaram que mesmo assim a força de tração da rede era suficiente para destruir e remover os recifes artificiais.

Observando o funcionamento das redes de arrasto, concluíram que era preciso desenvolver peças não retentivas, para que os cabos e as redes dos arrastões não se fixassem nos recifes artificiais. A fórmula encontrada foi elaborar as peças em forma piramidal com base quadrangular ou pentagonal.

Atualmente esses recifes artificiais estão envolvidos por corais naturais e em perfeita sintonia com a natureza, cumprindo a sua função de proteção na reconstituição da flora e da fauna marinhas.

Foto: Piratas da Armação
Foto: Piratas da Armação

Produção

Com a preocupação de evitar o emprego de materiais poluentes, foram utilizadas estruturas pré-fabricadas de concreto e telhas, utilizando um cimento apropriado, por apresentar alta resistência e qualidade ambiental (pH compatível com o do ambiente marinho).

Para se formar a estrutura dos corais artificiais, foi preciso desenvolver uma tecnologia própria em que são utilizados telha, arame e vergalhão de ferro, cobertos por cimento e com uso de plástico como isolante no momento da construção. O módulo apresenta aberturas de vários tamanhos, facilitando a fixação na areia e tornando-se um excelente abrigo para os peixes, além de facilitar a adesão da flora marinha.

Com informações de Waves/Terra

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