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Tubarões ficam presos em armadilhas e morrem empalados na Austrália

Imagens mostraram como tubarões em extinção estão sendo empalados por ganchos com iscas na Grande Barreira de Corais da Austrália. Os materiais foram colocados a fim de proteger os turistas que visitam o local.

Milhares de peixes estão sendo mortos em ganchos gigantes devido à atração da Austrália. Pelo menos 10400 tubarões foram assassinados dessa forma desde 2001, só em Queensland.

O apresentador da BBC Springwatch, Chris Packham, criticou a prática. “Ver imagens de belos e ameaçados tubarões-martelo mortos com enormes ganchos na cabeça é altamente angustiante”, disse Packham.

Mais de 200 mil visitantes britânicos se reúnem para ver o maior recife de coral do mundo ao largo da costa de Queensland todos os anos, atraídos para os resorts por suas praias douradas e pela prática da natação e do surf. Mas a maioria não sabe que os tubarões estão sendo mortos para manter as águas longe deles.

Tubarões são espécies em extinção na Austrália e acabam sendo mortos por iscas feitas para proteger turistas (Foto: Daily Mail Online)

“Os turistas ficariam horrorizados ao saber que as espécies de tubarões em extinção estão sendo vítimas de ciladas mortais e armadilhas usadas na área para abater os tubarões”, disse uma porta-voz da Humane Society International.

Os ativistas estão lutando para acabar com a morte de tubarões nas 173 baterias mortais do recife listado como Patrimônio da Humanidade.

Mais de 200 mil visitantes visitam Queensland para ver seus recifes de corais (Foto: Daily Mail Online)

E dezenas de milhares de outros peixes, raias, tartarugas e golfinhos também estão sendo mortos quando são acidentalmente capturados, de acordo com os ativistas.

Packham disse: “As linhas de som letais não apenas não protegem as pessoas, mas causam sérios danos e morte aos animais do outro lado do recife, a grande maioria dos quais são completamente inofensivos aos humanos.

“Espero que esta filmagem obrigue o governo de Queensland a tomar medidas para proteger melhor o delicado ecossistema do recife e os muitos animais que o habitam”.

Não só tubarões, mas outros peixes, raias, tartarugas e golfinhos também estão sendo mortos (Foto: Daily Mail Online)

Os tubarões-martelo recortados estão listados como em perigo pela União Internacional para a Conservação da Natureza.

Os ativistas acreditam que os tubarões são demonizados injustamente, já que ataques a humanos são raros, e o filme “Tubarão” tem dificultado os esforços de conservação.

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Procurando Dory: veja o filme, não compre o peixe

08
Divulgação

Num curto vídeo partilhado no Facebook, a National Geographic diz que os cientistas estão preocupados com o lançamento do filme que estreia esta semana em Portugal.

O receio dos cientistas passa pela protagonista do filme de animação, Dory, um Cirurgião-Patela, (Paracanthurus hepatus) nome científico do famoso peixe-azul.

Quando a Pixar lançou “À Procura de Nemo”, há 13 anos, as vendas de peixes-palhaço aumentaram consideravelmente, mas a criação em viveiro reduziu o impacto que poderia ocorrer se fossem retirados do seu habitat, os recifes de coral.

No entanto, o caso muda de figura com o Cirurgião-Patela porque não há registos de ser possível criar esta espécie em cativeiro.

Foi também criada uma petição por um grupo defensor dos direitos animais que apela à Disney que inclua um anúncio antes da projeção do filme: “Divirtam-se connosco a encontrar a Dory, mas não queiram à força tê-la em casa ou a sua população pode diminuir tanto que põe a espécie em risco”.

O vídeo partilhado pela National Geographic recorda ainda como são comuns estas modas passageiras que acabam por ter consequências nos habitats dos animais. Aconteceu com as tartarugas na década de 1990, com a saga “Tartarugas Ninja”, com a procura de cães da raça dálmata ou mais recentemente com as corujas dos filmes “Harry Potter”.

Fonte: TSF

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