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Dia de Combate à Poluição: saiba como fazer sua parte

Dia do Combate à Poluição: Aprenda a fazer a sua parte
Foto: Reprodução/ Pixabay

Ao olhar o nosso planeta nos deparamos com vários problemas provocados pela ação do homem e um desses problemas é a degradação do meio ambiente. Para conscientizar a população sobre a importância de cuidar da saúde do planeta, foi criado o Dia de Combate à Poluição, celebrado anualmente no dia 14 de agosto.

De acordo com a lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, a poluição é considerada a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população.

O ar, a água e o solo são alguns dos fatores que podem ser prejudicados pela poluição e atingir diretamente a vida da população e no bioma. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a poluição é responsável por cerca de aproximadamente mais de 12 milhões de mortes por ano no mundo.

Existem inúmeros fatores que contribui para o desequilíbrio destes espaços e é essencial que sejam feitos esforços do poder público e dos cidadãos para garantir uma maior qualidade de vida e bem-estar de todos nós.

Para a gestora ambiental Regina Grilli, 63 anos, que atualmente trabalha como voluntária no Coletivo Horta das flores, existem três aspectos importantes para serem abordados em relação à poluição e ao comportamento do ser humano.

“Há três pontos essências para a mudança de mentalidade dos seres humanos em relação à poluição, que é a educação, a informação, e principalmente a conscientização”, disse a ambientalista.

“As pessoas tem que começar a ter consciência das suas atitudes, começando dentro de sua casa com a coleta seletiva, separando o que é orgânico do que não é e colocando para a reciclagem”, completou a gestora ambiental em entrevista à ANDA.

Já para a bióloga Úrsula Taveira Domingues, 36 anos, existem dois pontos fundamentais que as pessoas podem fazer no seu dia a dia para ajudar diminuir a poluição no planeta, que é o consumo consciente e a reciclagem.

Dia do Combate à Poluição: Aprenda a fazer a sua parte
Foto: Reprodução/ Pixabay

“A população cresceu, existe um consumo desenfreado, onde as pessoas querem as coisas mais prontas, com mais praticidade. Por exemplo, um bolinho que vende em um supermercado tem mais de três plásticos em volta dele, isso é o uso não consciente”, salientou a bióloga.

Úrsula ainda ressalta que além do uso consciente e da reciclagem, existem outros fatores da nossa rotina que podem ser mudados para termos uma qualidade de vida melhor.

“É importante que as pessoas deixem seus carros em casa e vão ao trabalho de transporte público, isso ajuda na diminuição do dióxido de carbono, também é fundamental não realizar queimadas, não jogar bituca de cigarro no chão, não jogar lixo nas ruas e nos rios, essas são algumas das atitudes que as pessoas devem fazer diariamente para ajudar a diminuir a poluição no nosso planeta”, concluiu.

Faça sua parte

Muitas vezes, mesmo sem perceber, estamos contribuindo para a poluição do planeta. Podemos fazer a nossa parte com atitudes muito simples. Segue uma lista abaixo com sugestões para ajudar a mitigar a poluição:

Separar o lixo orgânico e reciclável: os resíduos orgânicos precisam ser separados de todos os demais tipos de lixo para que, depois da sua decomposição, possam transformar-se em adubo por meio de processo de compostagem.

Dia do Combate à Poluição: Aprenda a fazer a sua parte
Foto: Reprodução/ Pixabay

Evitar o uso de sacolas plásticas: retirar as sacolas plásticas de circulação traz como principal vantagem a preservação do meio ambiente, a despoluição, porque essas sacolas formam uma camada plástica de impermeabilização no solo, além de causar também efeitos de gases poluentes na atmosfera.

Reutilizar embalagens sempre que possível: ao reduzir estamos poupando os recursos naturais, combatendo o desperdício e diminuindo a geração de lixo e a consequente poluição ambiental. Reutilizar um produto significa aplicá-lo novamente na mesma função ou em diversas outras possibilidades de uso, prolongando a vida útil deste produto.

Evitar utilizar o carro todos os dias: se você gosta de dirigir, mas também se preocupa com o meio ambiente, é preciso tomar certas medidas para diminuir a poluição. Afinal, quanto mais combustível for queimado para movimentar o seu veículo, maior será a emissão de dióxido de carbono na atmosfera.

Foto: Reprodução/ Pixabay

Não jogar lixos nas ruas: além de ser um ato errado, durante as chuvas o lixo é carregado para o sistema de drenagem, chegando até rios e mares, onde causa todo tipo de prejuízo ao meio ambiente. Nas cidades, o acúmulo de lixo nas ruas entope bueiros e causa inundações.

Foto: Reprodução/Pixabay

Não realizar queimadas: fazer uma queimada sem controle pode causar sérios prejuízos à fauna e à flora, reduzindo a cobertura vegetal, diminuindo a fertilidade do solo e comprometendo a qualidade do ar e, consequentemente, a saúde humana, provocando vários tipos de doenças, principalmente respiratórias.

Levar o óleo de cozinha para postos de coleta apropriados: o descarte do óleo de cozinha usado não deve ser feito no ralo da pia, no vaso sanitário e nem com o lixo orgânico, pois esses destinos incorretos levam a contaminação dos mananciais aquáticos, do solo e da atmosfera.

Faça sua parte, aproveite o Dia do Combate à Poluição e repense nas suas atitudes diárias, isso pode ser crucial para a sobrevivência do nosso planeta.


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Primeiro Ministro do Butão pede a todos os cidadãos que adotem cães sem lar e plantem uma árvore

Ele também sugeriu que as pessoas separassem melhor os resíduos domésticos, praticando a reciclagem


Facebook/ Dr Lotay Tshering

Para enfrentar a ameaça de cães vadios no Himalaia, o primeiro-ministro do reino budista do Butão, Lotay Tshering, declarou no dia 21/02 que gostaria que as pessoas adotassem um cão em situação de rua ou plantassem uma árvore na cidade.

O pedido de Tshering aos cidadãos seria um presente para ele, que completará 50 anos no próximo dia 10 de maio, além da adoção de cães e o plantio de árvores, ele também sugeriu que as pessoas separassem melhor os resíduos domésticos, praticando a reciclagem.

Em nível individual, o primeiro-ministro disse à imprensa que se pode plantar uma árvore e cuidar dela, adotar um cão vadio ou se comprometer com o gerenciamento de resíduos em sua vizinhança. Ele disse que um compromisso pessoal como esse, seria o melhor presente para Sua Majestade. Ele também anunciou vários programas nas áreas de economia, educação, saúde e tecnologia. Os programas serão lançados durante o período de um ano.

Além disso, o governo do Butão está tomando várias medidas para reduzir o nascimento de cães em situação de rua e incentivando a adoção desses cães. Em julho de 2019, o governo lançou um projeto chamado Estratégia Nacional de Gerenciamento de População Canina do Butão, que possui duas aplicações móveis que visam o bem-estar dos cães: a vacinação em massa e o gerenciamento da população canina, que ajudam as autoridades que trabalham no campo a monitorar a equipe e ter acesso a informações como o número de cães castrados.


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De olho no planeta, Notícias

Adidas cria campo de futebol americano com 1,8 milhão de garrafas de plástico

O objetivo do uso do plástico foi impedir que ele entrasse no oceano causando poluição da água e a intoxicação dos animais marinhos


Instagram Luther Campbell

Recentemente, a marca esportiva Adidas, construiu um campo de futebol americano com aproximadamente 1,8 milhão de garrafas de plástico. A empresa alemã fabricou o campo partir de garrafas de plástico encontradas em praias e comunidades costeiras, segundo informações da CNN.

James Carney, vice-presidente de estratégia global de marcas da Adidas , declarou à CNN que o objetivo do uso do plástico foi impedir que ele entrasse no oceano causando a poluição da água e a intoxicação dos animais marinhos.

Segundo informações do site Livekindly (4) um campo geralmente é construído com plásticos e borracha virgens. Já este novo campo, foi projetado com plásticos reciclados como preenchimento.

Cameron Collins, diretor de futebol da Adidas na América do Norte, disse em um comunicado: “Acreditamos que, através do esporte, temos o poder de mudar vidas, e esse campo é uma demonstração de nossas ações nessa crença. Mais do que um lugar para esses jovens atletas jogarem, é um lembrete de nossa responsabilidade coletiva de acabar com o lixo plástico”.

Ainda segundo informações do site, o campo foi doado para a escola Miami Edison High School, em Miami (EUA), a uma curta distância do estádio onde o evento musical Super Bowl LIV foi realizado.


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Roma oferece viagens de metro gratuitas em troca de garrafas plásticas para reciclagem

Foto: Reuters
Foto: Reuters

Os cidadãos que utilizam transporte público em Roma, na Itália, podem viajar em forma gratuitas no metrô se reciclarem garrafas de plástico. O movimento faz parte de uma iniciativa ambiental para estimular a pratica da reciclagem e diminuir o impacto da poluição por plásticos no planeta.

Até o momento, mais de 350 mil garrafas foram recicladas em máquinas especiais instaladas em três estações da cidade.

A iniciativa, lançada em julho, será expandida em toda a rede de metro e permanecerá em operação até julho de 2020, segundo o Plant Based News.

Recicle para viajar

Garrafas de plástico podem ser usadas para comprar tempo de viagem, na Itália o valor das passagens está relacionado ao trecho utilizado, cada garrafa é equivalente a um crédito de 0,05 euros (cerca de 20 centavos de real). Os passageiros precisam inseri-las nas máquinas.

Os interessados em participar da iniciativa também devem baixar um aplicativo, que registra quanto tempo de viagem acumularam. Totens instalados nas estações podem ler as informações direto do aplicativo, eliminando a necessidade de bilhetes em papel.

Envolvendo pessoas

Segundo a Reuters, Roma tem um “problema crônico de coleta de lixo” e “a no país reciclagem é irregular e ineficiente”.

Como resultado, os moradores receberam muito bem a campanha, Claudio Perelli um morador local disse: “Se você usa dinheiro para envolver pessoas (na reciclagem), mesmo aqueles que não têm senso cívico reciclam, é uma forma de estímulo e que alcança resultados sólidos”.

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Alicia Silverstone afirma que a agricultura está destruindo o planeta


Por Heloiza Dias


alicia-silverstone
Fonte: Página Oficial de Alicia Silverstone do Facebook

A atriz Alicia Silverstone publicou em seu Instagram, dicas de como ter uma vida mais sustentável e afirmou que a agricultura é a principal destruidora do planeta.

Alicia é conhecida por ter interpretado um papel de destaque no filme As Patricinhas de Beverly Hills (1996) e por ser ativista da causa animal, inclusive lançou um livro chamado “The Kind Diet” (O tipo de dieta), onde defende uma alimentação baseada em produtos de origem não-animal.

No post da atriz são citadas diversas catástrofes, como os incêndios na região da floresta amazônica, a extinção de espécies de animais, o derretimento de geleiras e a poluição dos oceanos.

“Como você pode fazer sua parte para mudar isso? Aqui estão algumas dicas fáceis para viver de forma mais sustentável”, escreveu ela.

Uma das dicas que ela dá aos seus seguidores, é de evitar os plásticos descartáveis. A melhor forma de fazer isso é investindo em itens reutilizáveis, como garrafas de água, eco bags, talheres, entre outros utensílios do cotidiano.

Ela também sugere que as pessoas abandonem imediatamente o consumo de carne ou que pelo menos, reduzam a quantidade.

“A pecuária é a principal causa de mudanças climáticas, extinção de espécies, oceanos mortos, desmatamento e destruição de habitats”, escreveu.

A indústria da moda também é uma das principais vilãs do planeta, estando ligada diretamente ao desmatamento, ao desperdício de água e a emissão de poluentes na atmosfera.

Silverstone recomenda que as pessoas comprem roupas de maneira mais consciente, buscando consumir marcas que tem compromisso com a sustentabilidade e de brechós.

“A indústria da moda pode ser super esbanjadora e altamente poluidora (chaminés de fábrica, resíduos de corantes têxteis poluindo cursos d’água, embalagens plásticas, remessas…)”, declara.


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Projeto de lei da Califórnia propõe reciclar 75% dos plásticos até 2030

A Califórnia espera diminuir o número de plásticos de uso único nos próximos anos. O projeto de lei tem dois objetivos: reduzir as embalagens o máximo possível e garantir que todas as embalagens de uso único fabricadas e vendidas no estado americano a partir de 2030 sejam recicláveis ou compostáveis.

Uma praia cheia de lixo
Foto: Dustin Woodhouse/Unsplash

O projeto de lei também afirma que, até 2030, até 75% dos plásticos serão reduzidos.

Uma em cada oito pessoas nos Estados Unidos vivem na Califórnia – por isso, a decisão do estado americano terá grande impacto no país.

Em uma audiência no dia 10 de setembro, a autora do projeto de lei, Lorena Gonzalez, criticou o uso do plástico. “Enquanto as comunidades locais da Califórnia tentam reduzir o excesso das embalagens plásticas desde os anos 80, contribuintes e governos locais ainda gastam mais de 420 milhões (quase dois bilhões de reais) de dólares anualmente para limpar os lixos das ruas, ralos, parques e rios. Essa limpeza, além de cara, não consegue acompanhar o uso do plástico, que continua a crescer”, disse ela.

O estado vem sendo pioneiro em questões ambientais. Em 2018, o governador assinou um projeto de lei que proíbe o uso de canudos de plásticos em restaurantes e, em 2014, as sacolas plásticas também foram proibidas.


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De olho no planeta, Notícias

Cientistas criam plástico que pode ser reciclado infinitas vezes

Por Rafaela Damasceno

Na realidade atual, muitos plásticos não podem ser reciclados de maneira eficaz. Como consequência, são descartados indevidamente e acabam em aterros sanitários ou nos oceanos, onde representam uma séria ameaça ao meio ambiente e à vida marinha.

Um macaco segurando uma garrafa de plástico
Foto: Livekindly

Recentemente, pesquisadores do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos, encontraram o que parece ser a solução.

Eles projetaram uma nova forma de plástico, chamada polydiketoenamine (PDK). Ele se decompõe em nível molecular, pode ser desmontado e remontado de maneiras diferentes, com texturas e cores distintas. Esse processo pode ocorrer infinitas vezes, o que anima os cientistas com a possibilidade de ser devidamente reciclado, e não descartado na natureza.

“A maioria dos plásticos não foi feita para ser reciclada”, afirmou à Forbes o principal autor do projeto, Peter Christensen. “Nós descobrimos uma maneira de juntar o plástico levando em conta a reciclagem de uma perspectiva molecular”.

A poluição plástica é um dos maiores problemas da atualidade. Estima-se que, em 2050, haverá mais lixo plástico no mar do que peixes. Diversos países estão se movendo para tentar diminuir a poluição: o Panamá, recentemente, se tornou o primeiro país da América Central a banir as sacolas plásticas, e o Canadá declarou que irá impor uma proibição do uso único do material até 2021.

“Esse é o momento exato para pensar em projetar materiais e instalações de reciclagem para permitir a reutilização do plástico”, afirmou Brett Helms, o líder da equipe de pesquisa.

Os pesquisadores planejam incorporar materiais a base de plantas no PDK futuramente, tornando o novo plástico ainda mais sustentável.


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Acordo internacional de descarte de lixo plástico é assinado por 187 países

Foto: Livekindly/Reprodução
Foto: Livekindly/Reprodução

Quase todos os países do mundo se comprometeram a interromper o envio de resíduos plásticos de difícil reciclagem para os países mais pobres, relata o The Guardian. A política internacional de resíduos plásticos ajudará a reduzir a poluição e proteger a população e os oceanos.

O acordo “histórico” foi assinado por 187 países e afirma que os países exportadores devem obter permissão dos países em desenvolvimento antes de lhes enviar seus resíduos plásticos contaminados, misturados ou não recicláveis.

No início deste ano, a China deixou de aceitar a lixo para reciclagem dos EUA, no entanto, isso levou a resíduos de plástico – dos setores de alimentos, bebidas, moda, tecnologia e saúde – a crescer nos países em desenvolvimento.

A Aliança Global para Alternativas à Incineração disse que aldeias na Indonésia, Malásia e Tailândia “se transformaram em lixões ao longo de um ano”.

Após esses relatórios, foi realizada uma reunião de duas semanas que analisou os resíduos plásticos e os produtos químicos tóxicos que ameaçavam os oceanos e a vida marinha.

“Os detritos de plástico entopem terras imaculadas, flutuam em grandes massas nos oceanos e embaraçam (redes de plástico de pesca) e ameaçam a vida selvagem”, explica o jornal The Guardian. “ O plástico menos valioso e mais difícil de reciclar provavelmente acabará sendo descartado, em vez de transformado em novos produtos”.

Foto: Livekindly/Reprodução
Foto: Livekindly/Reprodução

Rolph Payet, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, classificou a poluição por plástico como uma “epidemia”. Cerca de 110 milhões de toneladas de plástico poluem nossos oceanos e 80 a 90% vêm de fontes terrestres, disse Payet.

O acordo juridicamente vinculativo, que será aplicado dentro de um ano, tornará o comércio global de resíduos de plástico mais transparente e melhor regulado, protegendo as pessoas e o planeta.

A crescente conscientização do público sobre o impacto do plástico no planeta está ajudando a impulsionar o progresso na questão de medidas ambientais a serem tomadas, de acordo com autoridades. Os documentários do historiador natural Sir David Attenborough. por exemplo. são iniciativas a que devemos agradecer, em parte, por esse interesse crescente pelo meio ambiente.

“Foram essas imagens fortes e icônicas dos filhotes de albatroz mortos nas Ilhas do Pacífico com seus estômagos abertos e todos os itens de plástico reconhecíveis dentro dele, e mais recentemente também, quando descobrimos que as nanopartículas atravessam a barreira hemato-encefálica, e fomos capazes de provar que o plástico está em nós”, disse Paul Rose, líder das expedições da National Geographic para “os mares inexplorados”, em um comunicado.

Marco Lambertini, diretor geral da WWF International, disse que o acordo é importante, mas “só faz parte do caminho”.

“O que nós – e o planeta – precisamos é de um tratado abrangente para enfrentar a crise global do plástico”, disse ele.

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Projeto usa reciclagem para ajudar animais abandonados em MG

O Projeto Reduza arrecada materiais recicláveis em Montes Claros (MG) para custear exames, castração, consultas e medicamentos para animais abandonados. O objetivo é ajudar cães e gatos que não possuem acompanhamento veterinário adequado por viverem em situação de rua.

Foto: Vilson Maia / Arquivo pessoal

Organizado pela ONG Eu Salvo desde outubro de 2018, o projeto já arrecadou cerca de R$ 1 mil e pagou custos veterinários de 10 animais, segundo um dos coordenadores da organização, Vilson Camilo Caetano Maia.

O Reduza incentiva a conscientização da sociedade não só em relação aos cuidados com os animais abandonados, mas também no que se refere à proteção ao meio ambiente.

“Além de uma forma de ajudar os animais, podemos ajudar também o meio ambiente. Os materiais recicláveis possuem um ciclo vicioso que prejudica o meio ambiente, por isso é extremamente importante fechar este ciclo e conscientizar a população”, afirma Maia ao G1.

Para apoiar o projeto, é possível doar embalagens de produtos de higiene, descartáveis de refrigerantes, latinhas, caixas de papelão, livros, cadernos e similares. Para isso, basta entrar em contato com a ONG e agendar um horário para que um voluntário busque os materiais na residência do interessado em ajudar. O telefone para contato é o (38) 9 9839-2908.

“Nós pegamos os materiais nas casas, encaminhamos ao local onde vendemos para a reciclagem e ajudamos pagando a consulta de um gato ou cachorro que precisa da nossa ajuda”, explica Vilson Maia.

A ONG Eu Salvo foi fundada há cerca de um ano em Montes Claros e conta atualmente com 126 voluntários. Além do Projeto Reduza, a entidade realiza feira de adoção de animais todas as quintas-feiras, das 18h às 21h, na Praça Flamarion Wanderley.

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Tampinha Solidária vai arrecadar fundos para a causa animal em SP

A campanha Tampinha Solidária vai ajudar na compra de ração que será encaminhada às entidades e pessoas que resgatam e cuidam de animais abandonados. A ação é promovida pelo Fundo Social de Mogi das Cruzes (SP).

Foto: Ney Sarmento/PMMC

Para participar, os interessados devem separar as tampinhas plásticas de produtos diversos, como refrigerante, água mineral, xampu, detergente, requeijão e até canetas ou potes de sorvete, por exemplo.

Cem galões com o rótulo oficial da campanha serão colocados em pontos de grande circulação de pessoas e servirão como pontos de coleta. Quem quiser doar pode entregar as tampinhas nas unidades básicas de saúde, Theatro Vasques, Pinacoteca e outros equipamentos municipais. Confira aqui a lista completa de locais para entrega das doações.

Após o recolhimento das tampinhas, elas serão encaminhadas para o Pró-Hiper, no Mogilar, onde uma equipe de voluntários do programa Família Voluntária fará a separação do material por cores. A etapa é importante, já que isso impacta diretamente no valor de venda do produto, que chega a ser três vezes maior quando já existe a separação por cor. Na sequência, as tampinhas serão encaminhadas para a reciclagem.

Mais informações sobre o Tampinha Solidária devem ser obtidas pelo telefone 4798-5143.

Fonte: G1

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De olho no planeta

Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo e recicla só 1,2%

O Brasil é o 4º maior produto de lixo plástico do mundo – ficando atrás apenas dos Estados Unidos, da China e da Índia – e recicla só 1,2% do lixo produzido. Os dados são de um estudo feito pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês).

O relatório “Solucionar a Poluição Plástica – Transparência e Responsabilização” será apresentado na Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA-4), que será realizada em Nairóbi, no Quênia, de 11 a 15 de março. As informações são do portal G1.

Foto: Adneison Severiano/G1 AM

De acordo com a pesquisa, o Brasil produz 11.355.220 milhões de toneladas de lixo plástico por ano e cada brasileiro produz 1 kg de lixo plástico por semana. Somente 145.043 toneladas do lixo produzido são recicladas. Outras 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartadas de forma irregular e 7,7, milhões de toneladas ficam em aterros sanitários. O estudo concluiu ainda que mais de 1 milhão de toneladas não é recolhida no Brasil.

Dentre os maiores produtores de lixo plástico, o Brasil é o que menos recicla. A pequena quantidade de lixo reciclado coloca o país atrás do Yêmen e da Síria e abaixo da média mundial, de 9%.

“O fato de o Brasil está no 4º lugar como gerador de lixo plástico do mundo e reciclar somente 1% é resultado da falta de políticas públicas adequadas que incentivem a reciclagem em larga escala”, explica Anna Carolina Lobo, coordenadora do Programa Mata Atlântica e Marinho do WWF-Brasil. “Mas também da adoção de um trabalho conjunto com indústrias para desenvolver novas tecnologias, como plásticos de uso único ou plásticos recicláveis, ou substituir o microplástico de vários produtos. Além da própria sociedade enquanto consumidora porque podemos mudar o cenário de acordo com nossas atitudes do dia a dia”, acrescenta.

A ONG explica que a poluição pelo plástico afeta a qualidade do ar, do solo e também os sistemas de fornecimento de água, já que o produto absorve diversas toxinas e pode levar até 100 anos para se decompor na natureza.

Foto: WWF

Para resolver o problema, as possíveis soluções são destinação correta, reciclagem e diminuição da produção de lixo plástico. Para Lobo, banir canudos e descartáveis é importante, mas é preciso também realizar um trabalho com os estabelecimentos comerciais para que eles não continuem ofertando produtos plásticos e com o consumidor para que ele faça o descarte correto.

Lobo considera que há muitos entraves no Brasil para uma taxa mais alta de reciclagem e um descarte correto do lixo. “Se a gente pensar que nem saneamento básico chegou para todo mundo, imagina a reciclagem. Tem também a falta de estrutura para fazer coleta seletiva em larga escala e a questão da educação ambiental de fazer a separação do lixo. E falta também uma conscientização por paste das empresas de que elas precisam ser responsáveis pelo produto durante todo o ciclo de vida”, comenta.

A curto prazo, uma ideia possível e mais barata é voltar a utilizar embalagens retornáveis, como anunciado pela Coca-Cola e pela Pepsico, que já testam o serviço em alguns países.

Poluição afeta oceanos

Devido à falta de destinação correta do lixo, boa parte dos resíduos plásticos chega aos oceanos. De acordo com a WWF, todos os anos 10 milhões de toneladas do produto contamina os oceanos, o equivalente a 23 mil aviões Boeing 747 pousando nos mares e oceanos anualmente – mais de 60 por dia.

Foto: Pixabay

Se a situação não for revertida, o equivalente a 26 mil garrafas de plástico será encontrado no mar a cada km² até 2030.

“De todo lixo encontrado no litoral brasileiro, a maior parte é plástico. Esse verão do fim de 2018/início de 2019 foi o recordista de animais mortos na costa brasileira – principalmente no litoral de São Paulo – e boa parte dos grandes mamíferos tinham plástico em seus estômagos”, disse Lobo.

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De olho no planeta

Reino Unido planeja banir completamente o uso de plásticos nas escolas até 2022

O secretário de Educação, Damian Hinds, está clamando as escolas de todo o Reino Unido que deixarem de usar material plástico até 2022, seguindo o exemplo da Escola Primária Georgeham, em Devon.

Foto: Pixabay

A escola baniu plásticos descartáveis, como filme plástico – substituindo-o por papel alumínio – e sachês de molho no refeitório. Outras mudanças incluem a eliminação de canudos de plástico de uso único, embalagens de leite e recipientes de alimentos não reutilizáveis.

Segundo a BBC , a escola também chegou a um acordo com seu fornecedor de alimentos para devolver as embalagens plásticas de frutas e ingredientes para serem reciclados. A gerente de catering Keri Lambert observou que as mudanças ajudaram a escola a economizar dinheiro.

“O plástico pode prejudicar nosso ambiente precioso e ser letal para a vida selvagem”, disse Hinds. “A liderança demonstrada por escolas como a Georgeham Primary em se livrar de plástico descartável é um exemplo impressionante para todos nós – e quero que o trabalho apoie todas as escolas do país seguindo sua liderança até 2022.” As informações são do Live Kindly.

A Georgeham Primary School recebeu o prêmio “isento de plástico” da Surfers Against Sewage , uma instituição de caridade de conservação marinha que promove campanhas para reduzir a poluição por plásticos em todo o mundo. A escola atendeu a “cinco metas cruciais” eliminando pelo menos três itens de plástico de uso único, substituindo outros itens por materiais que podem ser reciclados e participando de uma “auditoria de plástico”.

Foto: Pixabay

“Ao fazer mudanças relativamente pequenas, como a substituição de filme plástico por papel alumínio na cantina, conseguimos reduzir significativamente o uso de plástico na escola”, disse o diretor-geral Julian Thomas. “Somos uma escola pequena, mas pensamos grande e estou muito orgulhoso de todos na Georgeham pelo que conquistamos.”

Um Reino Unido sem plástico

Em janeiro passado, o governo lançou seu Plano Ambiental de 25 anos para eliminar resíduos plásticos “evitáveis” até 2042. Também planeja introduzir um imposto sobre o plástico que não atenda ao requisito de conter pelo menos 30% de conteúdo reciclado até abril de 2022.

No mês passado, o governo anunciou que a taxa de 5p em sacolas plásticas de uso único aumentaria para 10 p. O imposto original provou ser eficaz, com os pesquisadores notando uma queda de 30% na poluição por plásticos. Durante o verão, entrou em vigor uma proibição de microesferas em produtos de beleza em todo o Reino Unido .

O secretário do Meio Ambiente, Michael Gove, observou que é apenas um movimento na “luta” do país contra a poluição por plásticos .

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