Jornalismo cultural, Notícias

Brasil divulga menos de 30% das informações mais relevantes sobre a realidade da Amazônia

Por David Arioch

Entidade analisou 50 sites que fornecem ou deveriam fornecer informações sobre a Amazônia (Foto: Daniel Beltra/Greenpeace)

De acordo com informações do Instituto Centro de Vida, que avalia índices de transparência de dados ambientais sobre a Amazônia Legal, tanto por parte dos nove estados que compõem a área quanto do governo federal, os governos e órgãos públicos divulgam menos de 30% das informações mais relevantes sobre a realidade da Amazônia.

A organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) denuncia que somente 53% das solicitações de informações sobre a Amazônia Legal são respondidas dentro do prazo ou de maneira satisfatória – o que também é apontado como um grande indicativo da falta de transparência.

Segundo o Instituto Centro de Vida, para se chegar ao percentual de menos de 30% de transparência em relação à Amazônia, a entidade analisou 50 sites que fornecem ou deveriam fornecer informações sobre a Amazônia, além de 101 solicitações de informações por meio de sistema eletrônico.

O que também pesou no resultado não foi apenas a disponibilidade das informações, mas também a qualidade, já que a OSCIP também avalia o grau de detalhamento dos dados disponibilizados, o formato e o período de atualização.

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A área da Amazônia Legal é formada pelos estados do Acre, Amapá, Pará, Amazonas, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.

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Notícias

Empresa criadora do Lego recebe pedido pra lançar brinquedo retratando a realidade dos animais em matadouros

Foto: PETA
Foto: PETA

O status de alienação em que vive nossa sociedade em relação ao sofrimento animal é o resultados de séculos de especismo, doutrina arraigada na mente da população como crença predominante.

A melhor maneira de quebrar esse círculo vicioso é educar e conscientizar as crianças, futuros herdeiros do planeta, sobre a crueldade de que são vítimas esses seres sencientes, indefesos perante a ganância e a irresponsabilidade humana.

Criar animais com a intenção de matá-los para consumir sua carne ou roubar o leite de seus filhos é um ato cruel. Essas vacas, bois, porcos, galinhas e demais animais explorados são mantidos sob condições terríveis, em compartimentos superlotados, insalubres, sem tratamento veterinário e privados de sua liberdade para atender aos interesses humanos.

Brinquedos lançados pela franquia Lego da Playmobil mostram fazendas com animais felizes, rotinas tranquilas e bucólicas em harmonia com fazendeiros e animais.

Na intenção de conscientizar os pequenos e corrigir esse engano ativistas veganos estão pedindo à gigante de brinquedos Playmobil que lance um brinquedo de matadouro realista para crianças.

De acordo com os defensores da ONG PETA, a empresa de brinquedos enganou os consumidores no passado, retratando animais felizes em seu conjunto de brinquedos “Grande Fazenda”.

A PETA diz que essas figuras felizes “deturpam a realidade da vida dos animais de criação, que sofrem com o sofrimento e a violência muitas vezes passando a vida presos e só se libertando com a morte”.

Sem resposta

A ONG tentou contato com a Playmobil no passado, pedindo para que a empresa removesse os animais felizes, mas ainda não recebeu resposta.

Como resultado, a PETA tem uma nova proposta para a marca: pedir para lançar um conjunto na franquia de sucesso Lego, “My First Abattoir'”, que “mostraria às crianças como as vacas e bois são realmente tratadas na indústria de laticínios e carne para consumo”.

Mentir para as crianças

“Como as vacas usadas pela indústria de laticínios são enviadas para a morte uma vez que não produzem mais leite suficiente para serem lucrativas para os fazendeiros, o brinquedo “My First Abattoir”, idealizado pela ONG, incluiria duas figuras de vacas que foram penduradas de cabeça para baixo e cortadas”, disse PETA em uma declaração enviada ao Plant Based News.

“E porque os bezerros machos são considerados inúteis para a indústria de laticínios, o conjunto mostra um bezerro jogado em um carrinho de mão para ser descartado”.

“Se a Playmobil vai oferecer brinquedos que representem negócios que exploram animais para alimentação, ela não deve, no mínimo, deturpar as condições em que esses seres vivem e morrem”, acrescentou a diretora da PETA, Elisa Allen.

“A PETA está pedindo à companhia que pare de mentir para as crianças sobre o horror e a crueldade por trás de cada copo de leite de vaca e de cada hambúrguer de carne bovina que eles consomem”.

O site Plant Based News entrou em contato com a Playmobil para comentar mas não obteve resposta.

A realidade dos matadouros

Com o objetivo de mostrar a realidade dos matadouros uma organização australiana que atua pelos direitos animais, a Aussie Farms, disponibiliza em seu site um banco de dados com mais de 14 mil fotos, vídeos e documentos de investigações realizadas em fazendas, além de um mapa interativo que mostra a localização de mais de cinco mil fazendas industriais e matadouros.

O objetivo é mostrar que o sofrimento dos animais criados nesse sistema não se resume à exceções, fatos pontuais.

A iniciativa é resultado de um trabalho de oito anos do diretor-executivo da Aussie Farms, o cineasta Chris Delforce, que em 2018 lançou o documentário “Dominion”, que tem aproximadamente duas horas de duração e explora seis facetas primárias da relação humana com os animais – animais de companhia, vida selvagem, pesquisa científica, entretenimento, vestuário e alimentos. O filme se propõe a questionar a moralidade e a validade do nosso domínio sobre o reino animal.

Ao disponibilizar os arquivos envolvendo as fazendas industriais e os matadouros, a intenção da organização também é forçar as empresas a atuarem com transparência, já que a realidade da cadeia de produção de alimentos de origem animal normalmente está bem distante dos consumidores.

“Acreditamos na liberdade de informação como uma ferramenta poderosa na luta contra o abuso e a exploração de animais. Defendemos que os consumidores têm o direito de saber da existência, localização e operações desses negócios”, afirmou Delforce em um comunicado oficial da Aussie Farms.

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Notícias

Novo documentário pró-vegano expõe verdade por trás da cultura das dietas

O novo documentário de longa-metragem chamado “Diet Fiction” será lançado em 1 de janeiro de 2019. A produção visa descobrir as informações enganosas por trás da cultura da dieta.

Criado por Michal Siewierski, o premiado cineasta do documentário da Netflix “Food Choices”, o filme investiga questões de dietas da moda, vício alimentar, epidemia de obesidade e marketing da indústria da dieta.

“Diet Fiction” compartilha evidências científicas de como toda a dieta alimentar, baseada em vegetais, pode levar à perda de peso sustentável a longo prazo e trazer melhorias para a saúde.

O filme questionará modelos de dietas e promove benefícios do veganismo (Foto: Pixabay)

O filme apresenta 33 especialistas em perda de peso, saúde e nutrição baseada em vegetais, incluindo Neal Barnard, MD, presidente do Comitê de Médicos para a Medicina Responsável (PCRM) e Michael Greger, MD, autor de “How Not To Die”.

Também estão presentes Rich Roll, o atleta de resistência vegana e autor de “Finding Ultra” e Julieanna Hever, uma nutricionista vegana e autora do “Guia Completo dos Idiotas para a Nutrição Vegetal” e “A Dieta Vegetal”.

“A indústria da dieta é uma indústria multibilionária que é extremamente enganosa, esmagadoramente contraditória e descaradamente errada, deixando milhões de pessoas desesperadas, frustradas e presas em um estado de purgatório da saúde”, disse Hever ao VegNews.

“No entanto, a mensagem mais importante é que você não está quebrado. É sempre a comida. Neste novo documentário extraordinário, a pesquisa atual é destacada, a indústria da dieta é desafiada e a ficção é exposta”.

“Uma dieta baseada em vegetais e alimentos integrais é, sem dúvida, a melhor escolha para a perda de peso sustentável e a saúde ótima a longo prazo”, ele afirma.

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Jornalismo cultural

Quando a rejeição ao veganismo esbarra na contradição da realidade

Arte: Steve Cutts

Não faz muito tempo que a Consumers International publicou uma pesquisa informando que 80% da população brasileira ignora o impacto da alimentação em suas vidas. Ou seja, isso significa que temos 80% de uma população que não se preocupa, de fato, em se alimentar errado, caso esses dados sejam realmente precisos.

E para além disso, segundo a CI, apenas 12% da população brasileira acredita que a má alimentação é responsável por mais mortes humanas do que guerras, álcool, tabagismo e doenças como Aids e malária – o que, independente de percentual, é um fato, já que vivemos em um mundo em que lidamos copiosamente com dois tipos de morte frequente – pessoas que têm condições se alimentando mal o tempo todo (por opção) – logo contraindo graves doenças em decorrência desses maus hábitos, e vulneráveis ou desvalidos que não têm condições morrendo por não ter o que comer. Estúrdio, não?

Nesse contexto absurdo, de um mundo rico e ao mesmo tempo miserável com população mundial de 7,6 bilhões e que movimenta mais de 80 trilhões de dólares em Produto Mundial Bruto (PMB), temos também uma massa de pessoas com acesso à informação e condições de fazer alguma diferença no mundo que não entendem ou preferem não entender que o seu organismo funciona como uma máquina, e que se você negligenciar as necessidades dessa máquina, você vai comprometê-la mais cedo ou mais tarde. E muitas dessas pessoas, que por improvidência levam um estilo de vida censurável do ponto de vista nutricional, julgam como sendo impraticável ser vegano.

Ou seja, não tenho condições de ser vegetariano ou vegano, de consumir alimentos menos industrializados ou mais baratos do que alimentos de origem animal, mas tenho condições de consumir laticínios, carnes e alimentos baseados em calorias vazias. Afinal, tudo isso custa barato e calorias vazias são essenciais à nossa vida, não? Imagine se os maus alimentos que consumimos no cotidiano fossem substituídos por uma alimentação mais ética para nós e para os animais não humanos? Ou seja, que não custasse privação, sofrimento e morte de criaturas sencientes. Todos sairiam ganhando. Não digo que salvaríamos o mundo, mas já reduziríamos significativamente o nosso impacto.

Então, realmente, sou da opinião de que a rejeição ao veganismo por parte de quem tem acesso à informação parte basicamente da mesma premissa de sempre – o paladar e a primazia da conveniência. Quero dizer, pessoas morrem todos os dias em decorrência da fome ou da má alimentação voluntária, mas ser vegano continua sendo considerado ínvio por tanta gente que se recusa a ver que seus hábitos nunca foram seus, mas apenas resultado de um condicionamento industrioso e deletério que ultrapassa gerações.

Ademais, em um contexto mundial, esses hábitos significam a morte de mais de 60 bilhões de animais terrestres por ano. Isso não deveria exortar alguma reflexão? Para além da primacial questão ética, é importante ponderar também que pessoas não adoecem ou morrem por não se alimentarem de animais, mas sim por negligenciarem suas necessidades nutricionais. Afinal, se isso não fosse verdade, não teríamos pessoas se recusando a se alimentar de animais desde os tempos da Grécia Antiga, e até antes.

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Ativistas veganos encerram atividades de ônibus que promovia consumo de carne de porco

A chegada de um ônibus com a contraditória propaganda ‘Pork Lover’ (Amante de Porcos, em português) na cidade de Bristol, no sudoeste da Inglaterra, causou polêmica. Apesar do slogan, o veículo estava promovendo o consumo de carne de porcos, o que levou ativistas veganos locais a distribuírem panfletos elucidando sobre as realidades dos matadouros.

O veículo distribuiu carne gratuita, deu dicas de culinária e conselhos nutricionais em uma tentativa de incentivar o consumo de carne de porco. (Foto: Juliet Gellatley)

As ações dos ativistas resultou no encerramento das atividades promovidas pelo ônibus.

O veículo faz parte de uma turnê promocional da Interporc, uma ONG que representa os produtores de porcos da Espanha. A visita ao Reino Unido ocorre após uma grande turnê por diversas cidades espanholas.

Os funcionários do veículo, que foi decorado para parecer um porco, distribuíram carne gratuita, deram dicas de culinária e conselhos nutricionais.

Em uma tentativa elucidar sobre as adversidades dessa indústria, ativistas veganos locais começaram a distribuir panfletos com informações sobre a agricultura industrial e as propriedades cancerígenas presentes em carnes processados, como bacon e salsichas.

Um ativista disse à imprensa local: “Estamos aqui porque estamos protestando contra essa monstruosidade. Queremos expor a verdade sobre a situação dos porcos mantidos em fazendas britânicas. Eles não são mortos ‘humanamente’, se isso sequer existir. Eles são envenenados com gás e normalmente não recebem nenhum tipo de alimento entre 24 e 72 horas antes de serem mortos. “

A fundadora e diretora da organização líder em proteção animal Viva !, Juliet Gellatley, acrescentou: “Um ônibus pintado como um porco bonitinho e promovendo o consumo de carne chegou a Bristol hoje. Decidimos que o público deveria saber a verdade sobre a origem da carne de porco e o ônibus encerrou suas atividades!”

A chegada de um ônibus com a contraditória propaganda 'Pork Lover' na cidade de Bristol, no sudoeste da Inglaterra,causou polêmica.
Porcos são cruelmente maltratados em matadouro. (Foto: Eurogroup for Animals)

A tentativa de fazendas industrias e matadouros ocultarem a realidade de seus processos não é inédita. Recentemente, o apresentador de um programa rural britânico, Tom Heap, declarou que visitas a matadouros deveriam fazer parte do currículo escolar. Ele afirmou que a medida traria consciência às crianças sobre a forma que os alimentos de origem animal são feitos, já que as embalagens de produtos de origem animal forjam as crueldades por trás dos processos. Diversos lançados recentemente, como “Eating Animals”, “Dominion” e “What the Health”, também ajudam a revelar os péssimos tratamentos aos quais os animais são submetidos antes de serem mortos.

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Jornalismo cultural

A contradição da realidade e o veganismo

Arte: Steve Cutts

A Consumers International publicou uma pesquisa informando que 80% da população brasileira ignora o impacto da alimentação em suas vidas. Ou seja, isso significa que temos 80% de uma população que não se preocupa, de fato, em se alimentar errado, caso esses dados sejam realmente precisos.

E para além disso, segundo a CI, apenas 12% da população brasileira acredita que a má alimentação é responsável por mais mortes humanas do que guerras, álcool, tabagismo e doenças como Aids e malária – o que, independente de percentual, é um fato, já que vivemos em um mundo em que lidamos copiosamente com dois tipos de morte frequente – pessoas que têm condições se alimentando mal o tempo todo (por opção) – logo contraindo graves doenças em decorrência desses maus hábitos, e vulneráveis ou desvalidos que não têm condições morrendo por não ter o que comer. Estúrdio, não?

Nesse contexto absurdo, de um mundo rico e ao mesmo tempo miserável com população mundial de 7,6 bilhões e que movimenta mais de 80 trilhões de dólares em Produto Mundial Bruto (PMB), temos também uma massa de pessoas com acesso à informação e condições de fazer alguma diferença no mundo que não entendem ou preferem não entender que o seu organismo funciona como uma máquina, e que se você negligenciar as necessidades dessa máquina, você vai comprometê-la mais cedo ou mais tarde. E muitas dessas pessoas, que por improvidência levam um estilo de vida censurável do ponto de vista nutricional, julgam como sendo impraticável ser vegano.

Ou seja, não tenho condições de ser vegetariano ou vegano, de consumir alimentos menos industrializados ou mais baratos do que alimentos de origem animal, mas tenho condições de consumir laticínios, carnes e alimentos baseados em calorias vazias. Afinal, tudo isso custa barato e calorias vazias são essenciais à nossa vida, não? Imagine se os maus alimentos que consumimos no cotidiano fossem substituídos por uma alimentação mais ética para nós e para os animais não humanos? Ou seja, que não custasse privação, sofrimento e morte de criaturas sencientes. Todos sairiam ganhando. Não digo que salvaríamos o mundo, mas já reduziríamos significativamente o nosso impacto.

Então, realmente, sou da opinião de que a rejeição ao veganismo por parte de quem tem acesso à informação parte basicamente da mesma premissa de sempre – o paladar e a primazia da conveniência. Quero dizer, pessoas morrem todos os dias em decorrência da fome ou da má alimentação voluntária, mas ser vegano continua sendo considerado ínvio por tanta gente que se recusa a ver que seus hábitos nunca foram seus, mas apenas resultado de um condicionamento industrioso e deletério que ultrapassa gerações.

Ademais, em um contexto mundial, esses hábitos significam a morte de mais de 60 bilhões de animais terrestres por ano. Isso não deveria exortar alguma reflexão? Para além da primacial questão ética, é importante ponderar também que pessoas não adoecem ou morrem por não se alimentarem de animais, mas sim por negligenciarem suas necessidades nutricionais. Afinal, se isso não fosse verdade, não teríamos pessoas se recusando a se alimentar de animais desde os tempos da Grécia Antiga, e até antes.

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Você é o Repórter

Projeto fotográfico ilustra a triste realidade sobre o abandono de animais

Luciano Stabel
luciano@fotografoprotetor.com.br

Foto: Reprodução YouTube
Foto: Reprodução YouTube

O fotógrafo Luciano Stabel, conhecido como “Fotógrafo Protetor”, mantém um trabalho de conscientização que visa dar um novo foco para os animais carentes. Em sua página no Facebook ele divulga casos de cães e gatos que precisam de ajuda, que estão em situação de abandono, em clínicas ou abrigos aguardando por uma chance de serem amados novamente. Recentemente, Luciano desenvolveu um vídeo no Canadá, intitulado “I used to be happy” (Eu costumava ser feliz), que traz como tema central a questão do abandono.

Através das imagens, Luciano tenta sensibilizar as pessoas a respeito desse fato lamentável. Assista:

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Destaques, Notícias

Conheça a realidade devastadora do contrabando de filhotes de cachorros no Reino Unido

Tradução Laura Dourado/ Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Getty Images
Reprodução/Getty Images

O comércio de filhotes de cachorros no Reino Unido é um problema que continua inabalável e, a menos que comecemos a ouvir as vozes que contrárias a esta indústria terrível, isto continuará particularmente porque  grande parte desta prática é feita às escondidas e inadequadamente policiada.

Pessoas de boa índole e mal informadas  que compram cachorros de “um homem em uma van” ou até no quintal de uma residência podem financiar o tráfico ilegal desses animais.

Em relação à criação de filhotes, cães de raça estão se popularizando por causa das celebridades; Pugs e Chihuahuas são 82% dos animais traficados no Reino Unido de acordo com o estudo Dogs Trust. No entanto, a combinação de condições de trânsito péssimas e da falta de vacinação adequada resulta no risco de morte de um filhote entre 10. Nos últimos seis meses, 382 filhotes foram resgatados sendo que 90% deles foram considerados muito novos para viajar.

Nellie é uma Blenheim Cavalier King Charles Spaniel de 10 anos, ela foi adotada pouco tempo atrás e seu passado foi sofrido. A cadela chegou ao abrigo Dogs Trust depois de viver em uma fazenda de filhotes irlandesa onde era forçada a ter ninhada atrás de ninhada apenas para gerar lucro. O veterinário que a tratou diagnosticou que ela teve várias ninhadas, infecções no ouvido severas e a maioria de seus dentes foi removida e seus músculos quase não se desenvolveram devido à total falta de exercício durante os anos em que ela viveu no local.

Atualmente em um lar amoroso, Nellie aproveita a vida como qualquer cachorro deveria; conhecendo lugares, passeando e na companhia de outros animais, mas, infelizmente, ela não é a única vítima do abuso das fazendas de filhotes.

Janetta Harvey, autora do livro Saving Susie-Belle and Saving Maya explica: “quando eu escrevi meu primeiro livro, quatro anos atrás, sobre fazendas de filhotes, detalhando a transformação que minha cachorra Susie-Belle passou enquanto se recuperava dos anos que passou sendo uma reprodutora na fazenda, eu esperava que meu texto fosse uma contribuição para acabar com a crueldade do tráfico de filhotes. Desde então, depois de mais dois livros publicados, alguns dias é difícil acreditar que esse sofrimento um dia acabará”.

“Minhas três cachorras ex-reprodutoras saíram das fazendas com traumas físicos e psicológicos que nenhum cachorro deveria experimentar. Se as pessoas que compraram seus filhotes pudessem ver os desafios diários que minhas cachorras têm que enfrentar, anos depois de deixarem a fazenda, eu imagino que a maioria delas não gastaria seu dinheiro comprando-os, mas enquanto a criação, a venda e a compra destes animais não forem fiscalizadas e dificultadas, cachorras como as minhas continuarão vivendo, reproduzindo e morrendo nessas fazendas para que os filhotes sejam vendidos na trágica indústria do ‘melhor amigo das pessoas'”, completa.

Nos últimos seis meses, 382 filhores foram resgatados na fronteira do tráfico/ Reprodução: Getty Images
Nos últimos seis meses, 382 filhores foram resgatados na fronteira do tráfico/ Reprodução: Getty Images

“Conversei com centenas de pessoas que ajudaram cachorros que estavam envolvidos nessa indústria. Os problemas que os pais reprodutores das ninhadas possuem são muitos, eles nunca se recuperam desses traumas, mesmo depois de resgatados, recebendo todos os cuidados necessários, amor e boa moradia, e tudo isso é causado porque os filhotes são tratados como mercadorias que devem gerar lucro”.

A maioria dos filhotes origina-se de instalações inadequadas, muitas vezes antes de estarem prontos para deixar suas mães. Cachorros vendidos em lojas de animais e pela internet, particularmente onde a mãe não pode ser vista, normalmente vêm de fazendas de filhotes.

No entanto, fazendeiros de filhotes e seus “agentes” estão se tornando muito mais sofisticados e às vezes mostram para um comprador um cachorro mais velho com o filhote para eliminar as suspeitas em relação à ausência da mãe.

A Dogs Trust destacou primeiramente o fluxo de filhotes da Europa Central e Oriental em 2014, seguindo um afrouxamento nas leis do Pet Travel Scheme em 2012. Desde dezembro de 2015, organizações de caridade têm providenciado cuidado e suporte para filhotes importados durante seu período de quarentena.

Janetta Harvey diz: “A vasta escala do comércio internacional de filhotes é algo que requer grande comprometimento do governo se a intenção é ter qualquer tipo de controle sobre isso. Educar o público sobre a compra de animais é essencial, mas não o suficiente. O sofrimento de milhares de cachorros que são confinados em uma indústria que é uma completa traição aos nossos melhores amigos é horrível para qualquer ser pensante”.

Mas, mesmo assim, filhotes muito novos e que não foram vacinados continuam viajando ilegalmente pela Europa ou destinados a serem vendidos online para pessoas que não suspeitam de sua procedência.

A ativista Lisa Garner conta: “Adotei Lucy, minha Cavalier King Charles Spaniel, em 2013. Ela foi abusada em uma fazenda de filhotes em Wales pelos cinco primeiros anos de sua vida, vivendo em condições horríveis que nenhum cachorro deveria suportar e com pouca consideração pela sua saúde ou bem-estar. Lucy era a mãe daqueles filhotes fofos vendidos sem suas mães em lojas de animais ou divulgados em propagandas online. Esse é o motivo pelo qual nós nos manifestamos pela mudança”.

Lisa tem dicas excelentes para quem estiver pensando em agregar um membro na família: “Lucy e eu sempre recomendamos que os futuros tutores considerem antes adotar um cachorro; você pode encontrar várias raças e inclusive filhotes nos abrigos. Isso não apenas teria um grande impacto nas fazendas de filhotes, diminuindo sua demanda, como também salvaria vidas”.

“Filhotes nunca devem ser transportados por longas distâncias, separados de suas mães muito cedo e enviados para lugares distantes em condições ruins, inclusive muitos deles não aguentariam a viagem”, finalizou.

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Animais em situação de abandono são realidade em grande parte do Maranhão

Animais de Rua
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Animais e situação de abandono nas ruas são uma realidade na maioria das cidades do Maranhão, e a situação é preocupante por causa dos riscos de doenças. A questão é de saúde por causa das doenças que podem ser transmitidas.

Em Imperatriz (MA), no oeste do Estado, o Centro de Zoonoses oferece serviços aos animais, mas o que falta muito é a consciência dos humanos de que é preciso manter cuidados com o animal doméstico.

Na cidade, são aproximadamente 23 mil cães e mais de 12 mil gatos. Dessa população, cerca de 5% são de cães sem tutor, aqueles que ficam vagando por aí, pelas ruas. O abandono é a principal causa desse fator. Rejeitados, os cães ficam sujeitos a todos os tipos de perigos, como maus-tratos e o risco de adquirir alguma doença.

Os cães podem transmitir até 50 tipos de doenças aos humanos, e por isso é importante manter os animais domésticos sempre bem cuidados.

Localizado no Conjunto Vitória, o Centro de Zoonoses funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Quem tem um animal pode levá-lo ao centro para fazer exames e tratar alguma possível doença.

Fonte: G1

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Associações falam sobre a realidade dos animais em abandono e emergência em Ijuí (RS)

Divulgação
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A Rádio UNIJUÍ FM está durante todo o mês de julho arrecadando doação de ração e cobertores para os animais em situação de abandono de Ijuí, além de ter lançado uma campanha de incentivo à tutela responsável de cães e gatos. Para conhecer e expor da realidade local, conversou com a Associação dos Amigos de Animais de Ijuí (AAAI) e com a Associação Protetores da Vida (APV), ONGs que são referência em se tratando de auxílio e atendimento aos animaizinhos.

O bate-papo rolou sobre a situação dos animais em abandono e em emergência em Ijuí, a parceria com o Poder Público e clínicas veterinárias, a falta de estrutura para a castração em massa no município, a conscientização da sociedade, o apoio das redes sociais e a legislação que protege os animais e dá apoio ao trabalho das ONGs. As duas associações também compartilharam sobre o seu dia a dia de trabalho, as casas de passagens, eventos beneficentes que realizam e de que forma a comunidade pode prestar solidariedade em prol dos animais em abandono e emergência.

Clica e escute:

Entrevista com a presidente da APV, Marlova Klohn e com as integrantes da Associação, Patrícia Ribeiro e Virginia Bogger:

Fonte: Unijuí

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Campanha da PETA ilustra a realidade existente por trás de produtos feitos com peles de animais

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Imagine que entra numa loja, agarra num cinto cobra, numa carteira pele de crocodilo ou um casaco de pele e, de repente, ao examinar o artigo é confrontado com a verdade da sua origem animal. Nua e crua. Esse é o mote da nova campanha da PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) Asia.

O vídeo concebido pela Ogilvy & Mather Advertising Bangkok desperta consciências pelo choque. O consumidor abre uma carteira e vê ainda o coração do crocodilo a palpitar; experimenta umas luvas e fica com as mãos sujas de sangue. As dolorosas imagens tentam refletir a realidade dos animais, muitos esfolados vivos, por uma indústria de muitos milhões que vive da exploração de peles exóticas.

Fonte: Lux

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A triste realidade sobre o tráfico de cães em Serra da Estrela, Portugal

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“Aqui há cães”, “Cães da Serra”, “Há cães”. Na Serra da Estrela, em Portugal, não faltam animais em ‘exposição’ permanente, ao frio, à chuva e à neve. As denúncias sobre as condições do comércio de cães na Serra estão a tomar as redes sociais de assalto.

Foi no início deste mês que o debate sobre as condições dos cães vendidos nas ruas da Serra da Estrela aumentou, depois do Facebook dos Amigos dos Animais de Soure ter publicado fotos de um cachorro ‘protegido’ do frio e da neve por um caixote de madeira com rede de arame.

“Este pobre cachorrinho está exposto para venda em condições degradantes extremas, com temperaturas negativas, sofrendo com o vento, a neve e a chuva. Passa os dias com o pelo molhado e por baixo das patinhas apenas tem um cartão ensopado. Como podem ver, há neve a menos de um metro dele. Esta é uma situação muito triste, uma coisa é vender animais, outra é sujeitá-los a esta tortura”, diz a denúncia.

“Desde sempre que me lembro de, na aldeia do Sabugueiro e noutras zonas da Serra da Estrela, haver a cada cinco metros uma jaulinha, quase no meio da estrada, a dizer ‘Há Cães’ ou ‘Cães Serra da Estrela’. Estes animais são mantidos nestas jaulas o dia inteiro ao frio, sem controle veterinário, à mercê de todas as pessoas e perigos que passam. As cadelas, mães destes bebés, são mantidas presas sempre a procriar num abuso sem fim”, contextualizou.

“Este tráfico e maus-tratos acontece há mais de 30 anos e de forma completamente ilegal aos olhos de milhares de pessoas que visitam esta aldeia e a Serra da Estrela”, frisou a ativista: “Hoje vi novamente esta realidade, evito sempre passar por ali porque aos animais abusados juntam-se uns quantos abandonados na serra em muito mau estado. Nenhum dos que vi era um Serra da Estrela e os preços rondam os 50 e 100 euros”.

Será esta situação “a mais grave do país”, como classificou Liliana dos Santos? “Os cães estavam a comer batatas com ervilhas e não tinham água. Havia diarreia com sangue dentro da jaula”, denunciou.

Face às denúncias, cabe às entidades competentes aferir se este comércio de “cães da serra” cumpre os requisitos legais exigidos aos estabelecimentos de comércio a retalho de animais de companhia e as condições higiossanitárias dos animais ou se estamos perante casos flagrantes de tráfico de animais.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: PT Jornal

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