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Empresas usam tecnologia de reconhecimento facial para localizar cães perdidos

Uma empresa chinesa desenvolveu um aplicativo por meio do qual utiliza uma tecnologia de reconhecimento facial para localizar cachorros desaparecidos. O “Megvii” é um programa que encontra os cães através de imagens dos focinhos deles, previamente registradas.

Pixabay

O aplicativo consegue ter, segundo a startup, 95% de precisão no reconhecimento dos cachorros. Ainda de acordo com a empresa, já foram reunidas informações de mais de 15 mil animais. As informações são do portal TAB.

Além de criar o programa, a empresa também fez uma parceria com o governo para monitorar tutores que deixam os animais andar sem coleira em locais públicos, submetendo-os ao risco de acidentes. Na China, deixar animais soltos na rua é ilegal e pode ser punido com multa. Atualmente, mais de 91 milhões de cachorros e gatos vivem nas áreas urbanas do país.

A iniciativa da startup chinesa, no entanto, não é a única no campo do reconhecimento facial voltado para a localização de animais perdidos. Isso porque uma empresa norte-americana também já desenvolveu um aplicativo semelhante, chamado Finding Rover.

Reprodução / Portal TAB

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Cachorro que foi abandonado em aeroporto foi resgatado por equipe de bem-estar animal após 4 dias amedrontado nas ruas (Foto: Hope For Paws/Reprodução)
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Insensibilidade: cão é deixado à própria sorte em aeroporto

Uma pessoa cruel foi vista abandonando seu cachorro no aeroporto internacional de Los Angeles (LAX), e uma equipe de resgate foi acionada para tentar recuperar o animal, que estava inclusive usando uma coleira e possuía micro-chipagem.

Cachorro que foi abandonado em aeroporto foi resgatado por equipe de bem-estar animal após 4 dias amedrontado nas ruas (Foto: Hope For Paws/Reprodução)
Cachorro que foi abandonado em aeroporto foi resgatado por equipe de bem-estar animal após 4 dias amedrontado nas ruas (Foto: Hope For Paws/Reprodução)

Os aeroportos são áreas de alto tráfego, e é comum animais serem abandonados nas redondezas, pois não conseguem retomar o caminho feito por quem os abandonou no local. Neste caso, a organização Hope for Paws foi quem recebeu a ligação sobre o cachorro abandonado perto do aeroporto LAX, e a dupla da equipe de bem-estar animal JoAnn Wiltz e Lisa Arturo foram checar o incidente pessoalmente, e tentar resgatar o animal.

O cão certamente estava sob circunstâncias de estresse e desespero, envolto de um trânsito caótico e muitos barulhos. A equipe, em tentativa de resgatar o animal, montaram uma armadilha, mas o cachorro, assustado, não deixavam os socorristas se aproximar dele. Após quatro dias de tentativas, um estacionamento contatou a equipe de resgate e uma nova armadilha foi montada, conseguindo, então, atrair o filhote para poder ser transportado para resgate.

Um vídeo gravado pela instituição de resgate mostra todo o processo, e o sofrimento do cãozinho, aparentemente desnorteado.

Ao resgatar o animal, a Hope For Paws percebeu que havia um microchip no cachorro, e ao entrar em contato com a empresa de microchips Avid, foi constatado que o tutor do animal tinha declarado simplesmente que não queria mais o cão. Após abandoná-lo em situação assustadora, mesmo quando localizado e contatado, o antigo guardião do cãozinho mostrou-se insensível à situação triste do animal.

Foi constatado que o animal é uma fêmea, que foi carinhosamente nomeada como Viva. Ela recebeu um novo nome, uma nova casa adotiva temporária e agora resgatou a vida dentro de si, mostrando-se feliz e brincalhona. Hoje, Viva está em um orfanato de animais, em busca de uma família que a adote e a forneça um lar responsável e amoroso, e longe de sofrimento nas ruas.

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O sistema combina drones voadores, imagens térmicas infravermelhas (foto) e inteligência artificial para monitorar e evitar a caça de animais durante o período da noite.
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Tecnologia da Nasa ajuda no combate à caça de animais ameaçados

A tecnologia usada pela Nasa para estudar estrelas e galáxias fracas pode ser usada para capturar caçadores em uma rara colaboração entre astrônomos e ecologistas: um sistema tecnológico combina drones voadores, imagens térmicas infravermelhas e inteligência artificial para monitorar animais à noite, quando ocorre a maioria da caça de animais ameaçados.

Pesquisadores têm esperança que, no futuro, os drones sensíveis ao calor facilitem ainda mais o rastreamento de animais como rinocerontes e identifiquem caçadores caçando-os sob a escuridão. Em um teste de campo inicial na África do Sul, foram usados para detectar os coelhos ribeirinhos, um dos mamíferos mais ameaçados do mundo, de difícil rastreamento.

O sistema combina drones voadores, imagens térmicas infravermelhas (foto) e inteligência artificial para monitorar e evitar a caça de animais durante o período da noite.
O sistema combina drones voadores, imagens térmicas infravermelhas (foto) e inteligência artificial para monitorar e evitar a caça de animais durante o período da noite. (Foto: Endangered Wildlife Trust/LJMU)

A tecnologia funciona usando um software de inteligência artificial (IA), projetado para distinguir estrelas e galáxias distantes em imagens de espaço que são invisíveis a olho nu. A Nasa utilizou tecnologia similar carregada em suas sondas espaciais para detectar objetos celestes que, de outra forma, acabariam sendo esquecidos por seus cientistas.

Pesquisadores da Universidade John Moores, em Liverpool, trabalharam ao lado de especialistas do Zoológico Chester e do Parque de Safari Knowsley para reprogramar o software usando milhares de imagens de animais.

Em entrevista ao Daily Mail, a cientista do projeto, Dra. Claire Burke, da Universidade John Moores, de Liverpool, disse: “Com câmeras infravermelhas térmicas, podemos facilmente ver animais como resultado do calor corporal, dia ou noite, e mesmo quando estão camuflados em seu ambiente natural”.

Os pesquisadores treinaram o software de IA para reconhecer diferentes tipos de animais em uma variedade de paisagens e vegetação. A equipe também desenvolveu um programa que modela os efeitos da vegetação bloqueando o calor do corpo, permitindo que animais sejam detectados mesmo quando escondidos por árvores ou folhas.

Outras atualizações compensarão os efeitos atmosféricos, o clima e outros fatores ambientais: a maior parte da caça de animais acontece no escuro da noite, dificultando para os guarda-caça localizar caçadores, já a nova tecnologia de drones pode varrer grandes áreas do terreno e monitorar regiões que são difíceis de alcançar, tudo isso sem perturbar os animais.

Imagem térmica de rinocerontes tirada por um drone. A tecnologia pode ajudar contra a caça de animais ameaçados.
Imagem térmica de rinocerontes tirada por um drone. A tecnologia pode ajudar contra a caça de animais ameaçados. (Foto: Press Association)

Em um julgamento na África do Sul em setembro de 2017, os cientistas usaram o sistema para rastrear coelhos ribeirinhos – uma espécie notoriamente evasiva. Descrevendo o julgamento, a Dra. Burke disse: “Os coelhos são muito pequenos, por isso voamos com o drone bastante baixo para o chão a uma altura de 20 metros. Embora isso limitasse a área que poderíamos cobrir com o drone, conseguimos cinco aparições. Dado que houve apenas cerca de mil avistamentos de coelhos ribeirinhos por qualquer um no total, foi um verdadeiro sucesso.”

Em maio, os astro-ecologistas devem realizar mais testes de campo, buscando por orangotangos na Malásia e macacos-aranha no México. Então, em junho, eles planejam fazer uma busca por golfinhos nos rios brasileiros.

“Nosso objetivo é criar um sistema que seja facilmente utilizado por conservacionistas e guardas de caça em qualquer parte do mundo, permitindo que animais ameaçados sejam rastreados, encontrados e monitorados facilmente e que as caças sejam interrompidas antes mesmo que aconteçam”, disse Claire.

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Dispositivos de rastreamento transformam animais em presas fáceis de caçadores

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Vancouver Sun

Dispositivos eletrônicos de rastreamento de animais selvagens que se destinam a ajudar os cientistas a realizar estudos de conservação estão atraindo a atenção de caçadores.

De Banff à Índia, caçadores têm feito o download de dados de estudos de conservação – e até mesmo hackeando laboratórios de ciências – para facilitar a captura dos animais.

Os caçadores recorrem a tribunais e alguns podem usar seus próprios dispositivos de rastreamento, depois de obter a tecnologia de pesquisadores.

Na Carleton University, o cientista especializado em peixes Steven Cooke está preocupado com os dados coletados de transmissores eletrônicos que mostram em que parte do rio Rideau os muskies vivem. Ele sabe que as pessoas capturam muskies e não quer fornecer um mapa preciso dos principais pontos de pesca.

Seu estudo, chamado “Questões problemáticas na fronteira do rastreamento de animais para conservação e gestão”, foi publicado em uma revista chamada Conservation Biology. Os outros autores são das Universidades de Ottawa, British Columbia, Windsor, e do Great Lakes Environmental Research Laboratory.

“O rastreamento de animais pode revelar locais de animais (por vezes em tempo quase real), e estes dados ajudam as pessoas a localizar, perturbar, capturar, danificar ou matar os animais rastreados”, escreveu o grupo.

Em Minnesota, pescadores pediram a um tribunal para ter acesso a dados de movimento de transmissores, argumentando que os dados devem ser publicamente disponíveis, porque foram financiados com o dinheiro público.

“Apesar de suas tentativas falharem, o caso destaca as percepções entre algumas partes interessadas sobre seu direito a dados”, revelaram os autores.

Em outro caso, tubarões foram rastreados na Austrália, para alertar quando eles estavam perto de praias, mas os dados acabaram sendo usados em uma matança dos animais.

Os identificadores e seus dados “também contribuem para o conflito entre humanos e animais selvagens e a potencial morte de um animal. Depois que fotógrafos usaram a telemetria para rastrear animais marcados por pesquisadores e gerentes, o Parks Canada implementou uma proibição pública de receptores de rádio VHF no Parque Nacional de Banff.

“A telemetria não foi apenas inventada ontem, mas tornou-se mais difundida. Qualquer um que sabe um pouco sobre a tecnologia pode ordenar e usar este equipamento”, ressaltaram os estudiosos.

Segundo o Vancouver Sun, Cooke tem chamado a atenção de governos, fabricantes de dispositivos de rastreamento e cientistas para explorar o problema.

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Biólogos criam sistema para rastrear animais pela Estação Espacial Internacional

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/DigitalTrends
Reprodução/DigitalTrends

Os biólogos da vida selvagem têm uma nova ferramenta para monitorar os animais que é literalmente de outro mundo.

Um grupo de pesquisadores do Instituto Max Planck de Ornitologia está usando a Estação Espacial Internacional para rastrear milhares de animais migratórios em tempo real, relata o Digital Trends.

“Será a melhor rede para detectar vida no planeta”, disse o pesquisador Martin Wiselski para o The Atlantic.

Os biólogos passaram décadas no desenvolvimento de tecnologia para rastrear animais e compreender seu comportamento, mas as ferramentas atuais são limitadas.

Por exemplo, os receptores de rádio de curto alcance são leves e confortáveis para usar com animais menores, mas exigem que pesquisadores sigam o animal com cuidado.

Alguns desses pequenos receptores sequer transmitem dados, o que significa que os pesquisadores têm que capturar os animais para recuperar os dados.

Na outra extremidade desse panorama, estão as etiquetas de longa distância que podem se comunicar com satélites em órbita. Eles podem ser monitorados remotamente, mas são lentos para enviar dados de controle e possuem um custo elevado.

Para solucionar estas duas questões, Wiselski desenvolveu um sistema de rastreamento global sediado no espaço chamado ICARUS (Cooperação Internacional para Pesquisa Animal Usando Espaço).

A ideia foi concebida enquanto Wiselski estava falando com o conhecido astrônomo George Swenson sobre monitoramento da vida selvagem durante uma viagem para o Canal do Panamá.

“Eu disse que devia haver uma maneira de receber estes pequenos transmissores de todo o mundo”, disse Wiselski.

“George afirmou que isso é o que fazemos o tempo todo: construímos telescópios para olhar para fontes de rádio de pequeno porte. Nós olhamos para o céu e é preciso olhar para o solo”, completou.

Wiselski e Swenson foram para a NASA e apresentaram a ideia inovadora de utilizar a Estação Espacial Internacional como um observatório global de animais.

Inicialmente, a proposta não foi bem recebida pela agência espacial, porém isso não impediu Wiselski, que recebeu 20 milhões de euros como um financiamento do Centro Aeroespacial Alemão e da Sociedade Max Planck.

Sob a liderança de Wiselski, a equipe construiu pequenas etiquetas de rádio capazes de se comunicar com um receptor instalado na Estação Espacial Internacional.

Cada etiqueta de cinco gramas inclui um painel solar, GPS e sensores para medir parâmetros ambientais, tais como temperatura, pressão, intensidade da luz entre outros.

Ao contrário de registradores de dados de tamanho similar que armazenam informações, os chips de Wiselski podem transmitir dados para o ISS e até mesmo serem reprogramados a partir do espaço.

O projeto ICARUS deve iniciar no próximo ano quando o receptor da equipe será instalado na Estação Espacial Internacional.
Mais de 40 equipes de pesquisa irão adotar o projeto e planejam usar a tecnologia para rastrear animais, como morcegos, pássaros e tartarugas marinhas.

Os dados recolhidos a partir desses rastreadores serão compartilhados publicamente no site da MoveBank, um portal gratuito para informações de pesquisas de rastreamento animal.

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Aves raras são estudadas pela primeira vez

Foto: Karen Leavelle. Cortesia da American Bird Conservancy (ABC)

Uma espécie rara de ave que nunca havia sido adequadamente estudada pela ciência agora terá esta situação alterada. Cientistas capturaram no mês passado três cotingas-de-bico-amarelo (Carpodectes antoniae) ameaçadas de extinção, equiparam-nas com dispositivos de rastreamento e as devolveram ilesas à selva costarriquenha.

Os pesquisadores usaram uma rede de nylon quase invisível para capturar as aves – uma fêmea e dois machos – próximo à cidade de Rincón na Península Osa na Costa Rica. A American Bird Conservancy (ABC) e a Friends of the Osa organizaram o projeto.

“Essa ave, que certamente existia em grande número, está cada vez mais difícil mesmo de observar, quanto mais estudar”, avalia Andrew Rothman da ABC em uma declaração. “Esta foi uma excelente oportunidade para obter informações sobre esta ave e de tomar medidas para identificar as necessidades de seu habitat antes que seja tarde demais”. A espécie está presente principalmente em duas áreas da Costa Rica, embora algumas tenham sido encontradas no vizinho Panamá.

Rothman relatou à Scientific American que essa espécie rara está em acentuado declínio nos últimos 100 anos pela destruição das ligações entre manguezais e matas nativas, das quais ele depende para seu habitat.

Os três exemplares capturados foram devolvidos à natureza equipados com transmissores de rádio que permitirão que sejam controladas ao longo dos próximos seis a 10 meses. “Os transmissores não prejudicarão os pássaros”, considera Rothman, condição que preocupou a equipe. Toda vez que uma ave é capturada e manipulada essas operações provocam estresse. Os cientistas têm grande responsabilidade com a prática e a ética ao certificarem-se de que ao realizar esses trabalhos não provocam danos às espécies ou aos indivíduos. Como se trata de uma espécie ameaçada de extinção a responsabilidade é maior ainda.

Os pesquisadores agora usarão os dados dos transmissores para saber mais sobre a origem das cotingas, seus habitats e comportamento reprodutivo e de alimentação para desenvolver um plano de conservação. A equipe, então, apresentará o plano ao Ministério do Meio Ambiente da Costa Rica e “outros projetos com o Ministério para implementar o plano”, antecipa Rothman. A participação das empresas e outras organizações não-governamentais pode ser fundamental, pois a Costa Rica tem orçamento muito pequeno para a preservação.

Fonte: Scientific American

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Tartaruga-de-couro nada 7.563 km para procriar, diz estudo

Equipamentos de rastreamento via satélite lançaram luz sobre uma impressionante odisseia transatlântica realizada pela tartaruga-de-couro, uma das mais antigas espécies do mundo, que se lança em uma corrida alimentar antes de procriar, disseram cientistas.

Biólogos da Universidade de Exeter, no sudoeste da Inglaterra, instalaram minúsculos rastreadores em 25 tartarugas fêmeas em suas áreas de procriação no Gabão, centro-oeste da África, e monitoraram seus movimentos nos cinco anos seguintes.

Três rotas migratórias emergiram à medida que as tartarugas se dirigiam a águas repletas de comida no Atlântico, construindo reservas nos próximos dois a cinco anos antes de retornar ao Gabão para se reproduzir, afirmaram.

Uma das rotas levou a uma zona circular no meio do Atlântico, entre a África central e o Brasil, e outra rota foi registrada bem mais ao sul, além do Cabo da Boa Esperança. Uma terceira cruza, reto como uma flecha, o Atlântico até a costa da América do Sul, uma travessia oceânica de 7.563 km.

“Apesar da pesquisa extensiva realizada sobre as tartarugas-de-couro, ninguém tinha certeza até agora sobre as jornadas que fazem no Atlântico sul”, disse Matthew Witt, do Centro de Ecologia e Conservação da universidade britânica.

“O que demonstramos é que há três rotas migratórias claras quando elas retornam para seus locais de alimentação, após o acasalamento no Gabão, embora o número de indivíduos que adota cada estratégia varie a cada ano. Nós não sabemos o que influencia esta escolha ainda, mas sabemos que há jornadas realmente consideráveis”, acrescentou.

As descobertas, publicadas em Proceedings B, revista da Real Sociedade britânica, demonstraram ainda que as tartarugas também cruzam rotas usadas por traineiras. Estas são embarcações que lançam no mar um rastro de anzóis para pegar peixes, mas que acabam capturando acidentalmente tartarugas e albatrozes.

“Todas as rotas que identificamos levam as tartarugas de couro por áreas sensíveis para a indústria de pesca”, disse o colega de Witt, Brendan Godley. “Conhecer as rotas também nos ajudou a identificar pelo menos 11 países que devem estar envolvidos em esforços de preservação, bem como aqueles com frotas de pesca de longa distância”, emendou.

As tartarugas-de-couro são a espécie maior, que viaja mais longe e mergulha mais fundo entre todas as espécies do planeta, alcançando 2 m de comprimento e excedendo os 900 kg. Sua população se manteve relativamente estável no Atlântico, mas declinou de forma alarmante no Pacífico, o que tem sido atribuído à captura acidental por traineiras e à perda de áreas de procriação devido à ocupação costeira.

Fonte: Terra

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Empresa cria sistema virtual para ajudar na busca de animais perdidos

A Blanked Id desenvolveu um sistema virtual para rastreamento de animais perdidos. O sistema funciona como uma rede de troca de informações e compartilhamento de dados. Cada usuário cadastra um perfil de seu animal, com fotos, descrição e informações para contato.

Imagem: Reprodução

Caso o animal seja perdido, o usuário deve acessar o sistema e informar o ocorrido. Automaticamente, as informações do pet são enviadas para todos os membros da rede e também para hospitais de animais, clínicas veterinárias e abrigos para cães perdidos. Assim que o animal é encontrado, basta entrar no sistema e enviar uma mensagem para o  usuário que perdeu o animal, e ele será automaticamente informado da localização de seu bichinho.

O sistema funciona como um clube, ao qual o usuário se associa e paga uma taxa anual. Além disso, ao se cadastrar, o usuário também recebe um pingente personalizado com uma identificação e o endereço do site, para ser colocado na coleira do animal.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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Rinocerontes ganham chips de rastreamento para serem protegidos de caçadores

Por Sandra del Soldato  (da Redação)

Além de seu couro, pele grossa e imponência, agora um grupo de rinocerontes africanos conta com mais uma ferramenta para ajudar a protegê-los dos caçadores – a localização de dispositivos GPS embutidos diretamente em seus chifres. Segundo informações do site Tree Hugger, cinco desses animais, na reserva Mafikeng, na África do Sul, foram equipados com os chips de rastreamento de pequena dimensão, que vão ajudar os funcionários do parque a monitorar seus movimentos e alertá-los sobre eventuais ameaças da caça. Conservacionistas acreditam que o uso da tecnologia do século 21 pode ajudar a reverter a situação desta espécie ameaçada.

Foto: Jim Epler/CC

De acordo com um relatório da BBC, após um teste inicial, os cinco rinocerontes na reserva foram equipados com os chips GPS. Os veterinários da reserva “instalaram” os dispositivos de rastreamento causando pouco desconforto nos animais, usando uma parte “morta” de chifres de animais.

O dispositivo de localização por satélite pode ser monitorado por telefone celular, permitindo que os funcionários saibam o paradeiro dos rinocerontes e sejam alertados caso haja qualquer movimento suspeito dentro do parque – ou a falta relativa de movimento.

O agente de segurança da Reserva, Rusty Hustler, explicou à BBC como os chips GPS ajudarão as autoridades a proteger os animais contra as ameaças dos caçadores:

“Há uma série de alarmes que podem ser programados: um para o movimento excessivo, assim que o rinoceronte começa a correr, e outro que se apaga se o rinoceronte dorme por mais de seis horas, o que é anormal”.

“Não só os dispositivos de rastreamento ajudam a manter os rinocerontes vivos”, diz Hustler, “mas também podem ser usados para rastrear qualquer caçador que consiga cortar os chifres em lascas e iludir as autoridades. E dado o provável sucesso do programa, no futuro outros rinocerontes podem ser marcadas da mesma forma, assim como outros animais selvagens em toda a região”.

Um pouco de proteção extra para a população de rinocerontes em extinção, na África, chega em boa hora. Nos últimos anos, os animais têm vivido sob ameaça crescente dos ataques de caçadores, que comercializam seus chifres a altos preços no comércio de animais silvestres.

Talvez agora, depois de termos falhado na proteção adequada a esta que é uma das espécies mais majestosas e ameaçadas do mundo, o uso da tecnologia pode realmente ser a única coisa que ajudará a salvá-los.

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Pastor alemão percorre 800 km para reencontrar família

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Um pastor alemão percorreu quase 800 km, em três anos, para encontrar o seu tutor, na Itália. Rocky, adotado em 2005, foi roubado de Ibrahim Fawal, relata o tutor escocês.

As crianças adoravam o cão e Fawal o levava para longos passeios em sua scooter, mas no verão de 2007, enquanto a família estava de férias, o cão foi roubado e Fawal perdeu a esperança de encontrá-lo.

Rocky foi adotado por outra família a cerca de 800 km de distância, em Salerno. O cão sempre tentava fugir até conseguir, em um certo dia.

Quando foi encontrado com as patas feridas perto da torre de Pisa, foi levado a um veterinário. O médico descobriu uma tatuagem que ajudou no rastreamento de Fawal.

Ainda não há relatos sobre o reencontro com a família.

Fonte: UPI.com

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Censo aéreo tenta mapear peixe-boi

Foto: Reprodução/EPTV
Foto: Reprodução/EPTV

Até a próxima quinta-feira, sobrevoos de rastreamento, guiados por GPS, serão realizados por toda a costa litorânea dos Estados de Pernambuco, Alagoas e Paraíba. A razão: traçar o mapa da distribuição dos peixes-boi marinhos pelo Nordeste, na derradeira tentativa de preservar a espécie (hoje uma das mais ameaçadas de extinção no País).

A iniciativa, que teve seu início ontem, é do Projeto Peixe-Boi (PPB), executado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA/ICMBio), unidade especializada do Instituto Chico Mendes em cogestão com a Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA) e com patrocínio oficial da Petrobrás.

O último mapa de distribuição desses animais foi publicado em 1997, baseado em entrevistas com pescadores. Agora os pesquisadores do PPB e da Universidade Federal de Pernambuco farão voos ‘baixos e lentos’, a bordo de um monomotor modelo Cessna 172 A. Será uma atividade minuciosa de observação, para ver onde os peixes-boi marinhos estão distribuídos atualmente.

De acordo com o coordenador do Projeto Peixe-Boi, João Carlos Borges, já há indicativos da presença desses animais em áreas onde eles não eram encontrados, como a cidade de Olinda (PE).

Há ainda muitas alterações já verificadas nos habitats desses animais. “Estudos com uso dessa metodologia permitem um melhor acompanhamento das populações, possibilitando avaliar se esta está se mantendo, crescendo ou mesmo diminuindo. Neste último caso, poderemos traçar ações específicas para favorecer a conservação da espécie”, afirmou Borges.

Fonte: EPTV

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Peixe-boi migra para áreas sem alimento para fugir de predadores, diz estudo

Por meio de rastreamento por rádio, cientistas conseguiram acompanhar a migração sazonal de dez peixes-boi no Amazonas ao longo de 12 anos e mostraram que, na época de seca, a espécie muda de habitat para fugir de predadores, ainda que precise passar fome durante esse período.

Foto: Daniel Jordano/Inpa
Foto: Daniel Jordano/Inpa

Artigo publicado na revista “Journal of Zoology” mostra que no período de maio a junho, quando há mais chuvas e os rios amazônicos enchem, os peixes-bois preferem ficar nas lagoas de várzea, onde encontram mais plantas para comer.

Entre outubro e novembro, no entanto, as águas baixam tanto nessas lagoas que a espécie fica muito ameaçada pelos seus predadores – como os jacarés, as onças e os seres humanos. Por isso, migra para áreas de água mais profundas praticamente sem vegetação aquática que possa comer, o que o leva a jejuar por cerca de metade do ano.  A pesquisa foi realizada nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá e Amanã, no oeste do Amazonas.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Os autores concluem que o peixe-boi pode estar mais ameaçado do que se pensava anteriormente, já que a migração regular e a eventual permanência em áreas de águas rasas em busca de comida o tornam vulnerável.

A pesquisa é de autoria de Eduardo Arraut, José Eduardo Mantovani, Evlyn Moraes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Miriam Marmontel, do Instituto Mamirauá, David Macdonald, da Universidade de Oxford, e Robert Kenward, do Centro de Ecologia e Hidrologia de Wallingford, no Reino Unido.

Fonte: Globo Amazônia

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