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Mais de 50 ursos polares famintos procuram por comida em aldeia russa

Maxim Deminov/The Siberian Times
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Uma aldeia russa recebeu a visita inesperada de 56 ursos polares famintos que, ao não encontrem alimento em seu habitat natural, se reuniram nos arredores do agrupamento humano remoto, atraídos pelo cheiro.

Imagens e filmagens notáveis mostram como a aldeia de Ryrkaypiy está agora em um “bloqueio virtual” devido à presença dos enormes e belos animais.

Todos os eventos públicos foram cancelados para evitar conflitos entre humanos e animais, e as crianças foram acompanhadas pelas autoridades quando iam e vinham do jardim de infância e da escola.

Patrulhas especiais designadas para acompanhar os animais, sem ferí-los, estão tentando impedir que os ursos “famintos” entrem em áreas residenciais.

Até agora, a presença dos animais se concentra nos arredores da vila – que tem uma população de 766 habitantes – e fica na região mais oriental da Rússia, em Chuktoka, onde os animais se alimentam de corpos de focas no Cabo Kozhevnkov, segundo relatos.

Ambientalistas e moradores disseram que o gelo ártico frágil e ralo deixou os ursos incapazes de andar sobre suas plataformas. A filial russa da ONG WWF ou World Wildlife Fund (Fundo Mundial da Vida Selvagem) disse que a mudança climática é responsável pelo fato, já que temperaturas incomumente quentes impediram a formação de gelo costeiro, como é comum para a época.

Maxim Deminov/The Siberian Times
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O WWF está preocupado com o fato dos ursos poderem entrar na vila, lar de menos de 1.000 pessoas, e patrulhas foram criadas para monitorar seus movimentos sem ferí-los.

É o segundo ano em que a vila enfrenta dezenas de ursos polares a sua porta, mas os habitantes locais dizem que este ano há mais ursos do que nunca.

“Quase todos os ursos polares são magros”, disse Tatyana Minenko, chefe da Patrulha do Urso Polar da WWF em Ryrkaipiy.

Maxim Deminov/The Siberian Times
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“Existem ursos adultos, adolescentes e ursos mãe com filhotes de diferentes idades.”

A vila fica perto de uma rota de migração de ursos e os guardas florestais estão usando trenós móveis e veículos para desencorajar os animais de se aproximarem das casas.

Os moradores também haviam reunido cadáveres de morsas na área para alimentar os animais famintos e dessa forma, tentar impedir que os ursos vagassem pela vila.

Maxim Deminov/The Siberian Times
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“O número de encontros humanos e animais de grande porte no Ártico está aumentando”, afirmou o WWF em comunicado.

“O principal motivo é o declínio da área de gelo marinho devido às mudanças climáticas. Na ausência de cobertura de gelo, os animais são obrigados a sair em busca de comida”.

Minenko e sua colega Maksim Deminov estão trabalhando 24 horas por dia para impedir confrontos entre ursos e pessoas.

Maxim Deminov/The Siberian Times
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“Criamos um ponto de alimentação com corpos de morsa que reunimos ao longo da costa”, disse Minenko à agência de notícias RIA Novosti.

“Enquanto não houver um grande congelamento de água, o gelo do mar não se formará e os ursos permanecerão na costa”, disse ela.

É ilegal na Rússia atirar em ursos polares, mas os guardas estão prontos para usar balas de borracha para evitar conflitos.

Maxim Deminov/The Siberian Times
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“Há guardas de plantão perto do jardim de infância e da escola local”, relatou o The Siberian Times.

“Todos os eventos públicos, como a preparação para shows de fim de ano, ensaios e reuniões locais, foram cancelados durante a presença dos ursos”.

“As crianças são levadas para a escola e jardim de infância e voltam para casa em ônibus reservado apenas para isso”.

Maxim Deminov/The Siberian Times
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Os habitantes locais dizem que o clima de inverno anormalmente ameno levou à invasão de ursos polares, pois o mar não congelou apesar das temperaturas abaixo de zero.

Em vez de caçar peixes, os ursos comem corpos de focas deixadas no outono.

No ano passado, militares do exército limparam a costa da vila dos corpos de focas mortas e são esses agora de que os ursos estão se alimentando.

A vila de Ryrkaypiy, em Chukotka, fica perto de uma rota de migração de ursos e o clima de inverno anormalmente ameno levou os ursos a invadir devido à falta de gelo marinho | Tatiana Mineko/The Siberian Times
A vila de Ryrkaypiy, em Chukotka, fica perto de uma rota de migração de ursos e o clima de inverno anormalmente ameno levou os ursos a invadir devido à falta de gelo marinho | Tatiana Mineko/The Siberian Times

O serviço meteorológico da Rússia disse que as temperaturas na região devem cair e que o gelo costeiro deve congelar até 11 de dezembro.

Os ursos polares visitam regularmente áreas habitadas por seres humanos na Rússia no Ártico, em busca de comida, atraídos pelo cheiro e, geralmente, revirando lixo.

Mas o número de visitas vem crescendo à medida que o derretimento do gelo do Ártico vem aumentando devido às mudanças climáticas, o que obriga os ursos a passar mais tempo em terra onde competem por comida.

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Cachorro que ficou preso em sistema de drenagem de água por causa da tempestade foi resgatado

Foto: Fox News
Foto: Fox News

Um cachorro chamado Benji, que ficou preso em um “ralo de tempestade” (estrutura em ferro usada para drenar água em alagamentos) após fortes chuvas que assolaram a cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos, foi resgatado graças a união de uma equipe de policiais, uma equipe de resgate de animais e um voluntário que passava pelo local.

O animal preso foi flagrado em perigo por um homem chamado Paul, que alertou as autoridades sobre a situação do cachorro na manhã de quarta-feira (20).

Com a ajuda dos policiais da LVPD (Departamento de Polícia de Las Vegas), outro homem se abaixou no ralo com cordas e libertou o cachorro.

Os sem-teto que viviam nos esgotos, incluindo a tutora do cachorro, disse à Fox5 que a água começou a “correr” rapidamente e em um volume elevado, em meio a fortes chuvas.

“Nós tínhamos acabado de correr pelo túnel de água. É um longo túnel. Eu estava tentando conseguir algum tipo de corda para ajudá-lo” – disse a mulher que não quis se identificar.

Sobre o cachorro resgatado, Benji, ela disse: “Ele nos mantém a salvo à noite. Ele é como nosso pequeno protetor. Nós não estávamos preparados para a enxurrada. Veio do nada”.

O cão sem raça definida tem sete anos e acredita-se que seja um híbrido das raças Pastor dos Pirineus e Chow Chow, explicou ela.

Foto: Fox News
Foto: Fox News

A tutora de Benji disse que estava morando temporariamente no túnel enquanto procurava um novo emprego e um lugar para morar.

O homem que entrou no túnel repleto de água para salvar Benji estava equipado com cordas, uma lanterna de cabeça (capacete) e um cobertor roxo, como mostram as imagens.

O departamento de polícia de Las Vegas e o serviço de controle de animais ajudaram na operação de salvamento do cachorro.

As 200 milhas de túneis de prevenção de inundação sob Las Vegas há muito tempo abrigam centenas de pessoas sem-teto.

Foto: Fox News
Foto: Fox News

No início deste ano, a cidade de Las Vegas aprovou uma lei que impõe algumas sanções penais por dormir na rua.

O Serviço Nacional de Meteorologia da cidade havia alertado anteriormente a possibilidade de fortes chuvas e partes do estado de Nevada estavam se preparando para o caso de acontecerem enchentes.

O NWS (serviço de meteorologia) revelou que quarta-feira (20) seria o dia mais chuvoso de novembro desde 2013.

As autoridades também alertaram sobre o perigo de estradas escorregadias e possíveis inundações, bem como possíveis atrasos no tráfego aéreo devido às chuvas e nuvens baixas.

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Bombeiros usam aspirador de pó para salvar hamster preso em tubulação

Um hamster ficou preso na tubulação de um banheiro em Uberlândia (MG) e foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros com o auxílio de um aspirador de pó.

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

O animal foi encontrado pela tutora preso dentro do ralo do banheiro na última quarta-feira (21). A estudante Isabelle Tafuri explicou que deixa o animal solto no banheiro enquanto ela dorme porque ele tem vida noturna.

“Quando acordei, percebi que ele tinha levantado a tampa do ralo e estava entalado de cabeça para baixo. Ele ficou imóvel e achei que tinha morrido. Eu não o alcançava, então decidi pegar um palito e quando encostei, ele se mexeu”, contou Isabelle ao G1.

Isabelle tentou resgatar Sand Claude, como é chamado o hamster, usando uma colher de arroz e, depois, pedindo ajuda aos pedreiros que trabalhavam em uma obra no andar debaixo ao que ela mora, mas sem sucesso.

“Eu fui pra rua e andei por três lojas para comprar um desentupidor. Tentei, mas também não deu certo. Depois de duas horas meu pai sugeriu chamar os bombeiros. Quando falei com eles, pensei que fossem achar que era trote. Mas chegaram em 20 minutos”, disse.

A assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros informou que os militares começaram a traçar uma estratégia de resgate ao chegar no local. O objetivo era salvar a vida do hamster, sem que ele se ferisse, e evitar danificar o imóvel. Sand Claude estava com cabeça para baixo, preso em uma curva da tubulação.

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

“Foi quando eles sugeriram sugar usando o aspirador de pó. O que tenho em casa é bem simples e fraco. Tamparam as laterais do ralo com toalha e fizeram pressão. Foi quando o Sand Claude foi sugado e eles terminaram de tirar puxando pela patinha”, desabafou.

O hamster, que tem quatro meses de idade, estava trêmulo e com o rosto molhado. “Ele estava em estado de choque, mas agora já está bem. Eu tampei o ralo com fitas e coloquei uma caixa por cima. Agora estou pensando em fazer uma gaiola maior para deixar ele solto”, disse.

Isabelle disse que decidiu tutelar um hamster devido aos hábitos noturnos do animal. “Eu tenho um gato que ficou na casa dos meus pais. Vim para Uberlândia estudar e moro em apartamento. Eu estudo o dia todo e o hamster dorme. A noite ele brinca comigo”, finalizou.


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Gatos são encontrados em ralo de creche

Membros da Associação Bauruense de Proteção Animal estão revoltados com uma situação flagrada na noite da última quarta-feira em uma creche de Bauru. Quatro gatinhos de aproximadamente seis meses foram encontrados presos dentro de um ralo em cenário de abandono.

“Não sei como sobreviveram, pelo estado em que foram encontrados”, ressaltou Sandra Ariede, da ONG S.O.S Gatinhos.

A Emeii é localizada na Vila Antártica e, há algum tempo, segundo os moradores da região, seria cercada por animais que rondam a escolinha no período da noite.

Conforme contou o parceiro da ONG, João Batista de Souza, era por volta das 21h de quarta-feira quando recebeu a ligação de E.H., uma moradora próxima a Emeii, denunciando a situação.

Segundo Sandra e João, ao ser retirada a grade, que fica ao centro do pátio da unidade, os quatro gatos saíram assustados e foram correndo comer a ração jogada ao chão pelos dois. O ralo em que os gatos estavam presos possuiria cerca de três metros e ficaria próximo ao portão de entrada da Emeii.

‘Será averiguado’

Para a presidente da S.O.S. Gatinhos, a situação de maus-tratos ficou evidente. “Os moradores da região disseram que não é a primeira vez que isso acontece. Eles levariam mais alguns dias para morrer ali. O ralo é em uma passagem, como puderam passar por ali e não notarem os bichos presos e definhando? E isso aconteceu dentro de uma creche, qual exemplo estamos dando as nossas crianças?”, questionou a Sandra Ariede.

O boletim de ocorrência sobre o caso de maus-tratos foi registrado na tarde desta sexta-feira pela presidente e pelo parceiro da ONG S.O.S. Gatinhos. Segundo o delegado titular do 1º DP, Dinair José da Silva, o caso será averiguado e as partes serão ouvidas. A Prefeitura de Bauru não se pronunciou sobre o caso até ontem.

Se constatado o crime de maus-tratos aos animais, os responsáveis poderão ser enquadrados pela lei, com regime de prisão previsto de 3 meses a um ano de detenção.

Solidariedade

De acordo com a ONG, os gatos teriam ficado ariscos por conta do estresse e acabaram sendo deixados no local.

Segundo a organização, ainda nesta semana, será feita uma ação para castração e alimentação dos animais da região. Para isso, a S.O.S Gatinhos pede a ajuda da população e de médicos veterinários, que solidarizem com o caso, para a realização do procedimento cirúrgico e doação de ração para os gatos.

Serviço

S.O.S Gatinhos. Telefone: (14) 8121-0000.

Fonte: JCNET

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Cachorro salvo por bombeiros em SP morre dias após resgate

Dias após ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros de Praia Grande, a 71 km de São Paulo, o poodle Charmoso, de 17 anos, não resistiu à velhice e morreu. Ocorrido no fim de julho, o resgate do cachorrinho tornou-se conhecido apenas na quarta-feira (19), quando imagens do salvamento foram divulgadas.

Segundo a tutora do animal, a dona de casa Deyse de Lemos, de 64 anos, Charmoso já vinha enfrentando dificuldades de saúde nos últimos meses de vida. “Ele já estava cego, com problemas no ouvido”, contou. Por conta da deficiência visual, caminhava a esmo na casa onde vivia.

Foi numa dessas andanças que o cãozinho, acidentalmente, caiu num ralo de piscina. “Acho que ele esbarrou na pedra que eu deixo sobre o ralo”, disse Deyse. Durante a noite do dia 22 de julho, ele permaneceu preso, chorando e gemendo. A tutora, porém, não estava na casa e, por isso, não pôde ajudar o cãozinho. “A sorte é que não choveu, se não o ralo encheria de água e ele morreria afogado”, disse Deyse.

No dia seguinte, ao chegar à casa, a mulher estranhou a ausência do cãozinho e a agitação de sua cadela Brida, uma poodle de 5 anos. “Procurei e o encontrei dentro do ralo. Tentei tirar, mas fiquei com medo de machucá-lo.” Ela decidiu, então, chamar os bombeiros.

Foi um trabalho lento e delicado até a saída do cão. “Quando ele saiu a gente até não acreditou. Eu acho que ele agradeceu a gente, com o latido dele”, contou o sargento dos Bombeiros Israel de Oliveira Zoarde, que participou do resgate.

Mas nos dias posteriores, a saúde do cão, que já não era das melhores, deteriorou-se. Diversas feridas brotaram na pele do animal, o que preocupou a zelosa Deyse. “Levei ao veterinário, que me contou que não tinha mais jeito.” Para evitar o sofrimento, Charmoso foi sacrificado. “Passei mal, tive de ser acudida pelos veterinários”, lembrou, emocionada.

Lembrança 

Conforme a dona de casa, o poodle era muito forte. Durante sua longa vida, teve tudo do bom e do melhor. Alimentava-se bem e recebia muito carinho –dos humanos e das companheiras caninas.  A cadelinha Brida ainda sente muita falta de Charmoso. Até hoje ela procura, em vão, seu amado. Para Deyse, isso tem fácil explicação. “Eles se beijavam o dia todo”, lembra, sorrindo. E completa: “Se todo homem fosse como meu cachorro, as mulheres seriam muito felizes.”

Fonte: G1

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