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Raia manta pede ajuda a mergulhadores para remover gancho de sua pele

Por Rafaela Damasceno

Uma manta na Austrália surpreendeu mergulhadores ao pedir ajuda para retirar um objeto perfurante de sua pele, logo abaixo dos olhos. O animal, conhecido por aqueles que mergulham na região como Freckles, parece ter reconhecido um dos fotógrafos que costuma nadar por ali.

“Ela chegou perto, e mais perto, e então começou a se desdobrar para me mostrar o olho ferido”, contou o fotógrafo subaquático Jake Wilton, em entrevista ao Daily Mail. Ele guia turistas em torno da baía de Ningaloo e reconheceu a manta como Freckles assim que a viu.

Freckles e Jake no mar
Foto: Supplied

Jake não demorou para perceber que ela queria ajuda. Um gancho se projetava na pele do animal, que permaneceu completamente parado enquanto ele tentava retirá-lo. Algumas tentativas foram necessárias antes que Jake conseguisse finalmente salvar a manta de uma cegueira ou infecções que poderiam causar sua morte.

Freckles continuou no mesmo lugar, flutuando, todas as vezes em que Jake precisava voltar à superfície para pegar um pouco de ar. Só nadou para longe quando ele se afastou pela última vez, com o gancho já em mãos.

Um dos homens a bordo do barco que foi utilizado para chegar até ali disse que a manta parecia saber que Jake tentaria ajudá-la, por isso foi diretamente até ele.

A raia no centro, em baixo d'água, e alguns mergulhadores em volta, na superfície
Foto: Supplied

As mantas costumam viver cerca de 50 anos e podem crescer até sete metros de largura. Ao contrário das outras espécies de raia, elas não possuem ferrões e são praticamente inofensivas. Objetos estranhos que chegam ao mar podem facilmente machucá-las, assim como a outros animais marinhos, que não conseguem se livrar deles por conta própria.

Se o gancho não fosse retirado, Freckles possuía uma chance enorme de contrair uma infecção ou ficar cega.


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Raia negra gigante e raríssima é flagrada no litoral de SP

O aparecimento de uma espécie raríssima de raia manta gigante (Mobula birostris), totalmente negra (melanística), foi registrado por mergulhadores na costa de Itanhaém, no litoral de São Paulo. Em risco de extinção, esse é apenas o quinto animal do tipo a ser visto no Brasil, em 25 anos de registros.

Reprodução

A raia negra foi localizada no Parcel Dom Pedro II, por pesquisadores do Projeto Mantas do Brasil, patrocinado pela Petrobras e pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). A equipe foi comunicada por pescadores sobre a presença no animal no local. Eles se tornaram grandes aliados na localização e registro das espécies.

Considerada um exemplar gigante, a raia encontrada é fêmea e tem, aproximadamente, cinco metros de envergadura. Segundo a coordenadora administrativa e pesquisadora do projeto, Paula Romano, a espécie pode chegar a pesar 2 toneladas e ter 7 metros de envergadura.

“Conseguimos avistá-la apenas durante o nosso segundo mergulho, a cerca de 15 metros de profundidade. Depois, ela foi subindo com a gente até a superfície, e ficou na linha da água. Dessa forma, conseguimos registrar muitas imagens, como fotos e vídeos. Foi lindo”.

A aparição do animal causou grande comoção entre os mergulhadores, que têm dedicado suas vidas a estudar os animais marinhos. Paula conta que, como a raia estava na superfície, os pesquisadores que estavam no barco conseguiram vê-la, e não seguraram o choro.

“Foi muito emocionante. Eu viajo muito em busca de raias mantas, mas ver uma delas no nosso litoral é totalmente diferente. É sempre uma emoção única. O que nos deixa mais fascinados é o comportamento desses animais”.

Reprodução

Raia negra
De acordo com a coordenadora, a cor negra é decorrente do excesso de pigmento existente na espécie. O animal é totalmente negro no dorso, sem apresentar nenhuma macha branca, como é de costume nas raias mantas. Os locais mais comuns de se encontrar a raia negra são o Equador e o México, países com maior incidência desses animais.

“Registramos todos os espécimes encontrados no Brasil no nosso banco de dados, chamado Banco Brasileiro de Mantas. Até o momento, já identificamos 157 indivíduos diferentes. Agora, estamos no pico da temporada das raias mantas. Então, é normal que apareçam na nossa costa”.

Com relação à aproximação, tudo é feito com a permissão do animal. Como as raias são curiosas, elas mesmas acabam se aproximando. A equipe realiza um estudo e a análise do comportamento dos animais, sem afugentá-los. Nos caso da espécie encontrada em Itanhaém, ela apresentava boas condições de saúde.

Reprodução

Paula ainda explica que, para os trabalhos de pesquisa e medição, a equipe sai para mergulhar sempre que o mar permite, o que às vezes é mais difícil durante o inverno. O Projeto Mantas do Brasil procura pela incidência dos animais em todo o litoral paulista.

Ela reforça, ainda, o fato de que as mantas são vulneráveis à extinção, por isso, é essencial que os pescadores tomem muito cuidado com linhas e redes, pois elas podem se machucar e até morrer.

Fonte: G1

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Tubarões e raias ameaçados de extinção são consumidos no Brasil

Divulgação
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Tubarões e raias que estão sob ameaça de extinção têm sido consumidos amplamente no mercado brasileiro. Comercializados pelo nome de cação, mais de 16 espécies de tubarões e raias foram encontradas em pontos de venda do Sul do país, região que possui uma das maiores indústrias pesqueiras do Brasil. Dentre elas, destaca-se a raia-viola (Squatina occulta), considerada criticamente ameaçada e o tubarão-martelo-entalhado (Sphyrna lewini), classificado como vulnerável.

O alerta foi divulgado pelo pesquisador da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) Victor Hugo Valiati, cujo trabalho tem apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Valiati afirma que a diversidade de espécies sob o nome de cação superou a expectativa do estudo. Para chegar a esses dados foram visitados 15 pontos de venda em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, entre 2012 e 2013.

Para a identificação das espécies foi utilizada uma ferramenta denominada “código de barras de DNA” que permite, a partir das informações contidas no material genético individual, afirmar de qual espécie se trata. Essa estratégia é necessária porque alguns pescadores, para fugir da fiscalização, jogam fora as partes que identificam a espécies, como cabeça e barbatanas, vendendo os ”peixes” já em filés. “Com essa tecnologia em mãos é possível, com apenas uma pequena amostra do animal, ou mesmo um fragmento do filé de pescado comercializado, identificar rapidamente de qual espécie se trata”, comenta. A ferramenta também permite controlar a pesca de cada espécie individualmente.

Em estado vulnerável de ameaça, o tubarão-martelo-entalhado é considerado o mais pescado no Brasil. Na pesquisa ele ocupa o primeiro lugar, aparecendo em 23% das amostras. A segunda espécie mais presente é o tubarão-azul (Prionace glauca), com 13% de presença.

De acordo com a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes, a iniciativa “faz com que os olhares se voltem para uma questão que pouco tem sido discutida, mas que poderá ter grande impacto no equilíbrio do ambiente marinho: a redução drástica das populações de tubarões e raias”, afirma. Além disso, segundo a diretora, o projeto oferece ao consumidor informações relevantes sobre o que ele está comprando.

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Predadores sensíveis
Os tubarões são animais que estão no topo da cadeia alimentar dos oceanos. Por serem predadores por excelência, contribuem para o equilíbrio das populações das espécies que são suas presas. São animais de grande porte desde o nascimento, o que reduziu, ao longo da evolução, sua predação. Isso significa dizer que a pesca predatória, que retira milhares de toneladas ao ano de tubarões, tem enorme impacto ambiental.

“Retirá-los do ecossistema marinho causará grande desequilíbrio nos oceanos, gerando, por exemplo, a superpopulação de espécies comumente predadas que, por sua vez, pode impactar a vida das comunidades ribeirinhas e o comércio pesqueiro, por exemplo”, destaca o pesquisador. “Não há como ter certeza do que acontece com a retirada de um predador de topo de cadeia, mas, com certeza, as consequências são catastróficas tanto em termos de biodiversidade como econômicas, e é melhor não pagar para ver.”

Já as raias correm risco ainda maior, pois têm sido facilmente caçadas pela pesca artesanal com arrastão de praia e industrial. O declínio populacional está associado à elevada mortandade das fêmeas prenhes, facilmente encontradas nestes locais. Além disso, a pesca indiscriminada pode afetar o tamanho das fêmeas e, consequentemente, o número de filhotes a cada gestação. “Isso tem interferido no tamanho e quanto menor elas forem, menos filhotes conseguem gestar de cada vez, afetando diretamente o número de indivíduos das populações”, conclui Valiati.

Fonte: Jornal dia a Dia

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Raríssima raia negra é avistada no litoral de São Paulo durante mergulho

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Um grupo de pesquisadores avistou oito raias mantas (Manta birostris), na última terça-feira (31), próximo ao Parcel Dom Pedro II, entre Itanhaém e Mongaguá, no litoral de São Paulo. Entre os animais, havia uma raia totalmente negra o que, segundo os pesquisadores, é uma aparição extremamente rara. Segundo especialistas, essa é apenas a quarta vez que um animal desse tipo foi avisado no litoral de São Paulo. As imagens foram divulgadas nesta segunda-feira (6).

Os pesquisadores do projeto Mantas do Brasil mergulharam no local três vezes, sob o comando do educador ambiental Nauther Andres, e o apoio de voluntários e colaboradores. Eles avistaram oito raias mantas. Porém, as condições do mergulho e de visiblidade não eram as melhores. As raias estavam ariscas e, por isso, a aproximação dos mergulhadores não foi possível em alguns momentos.

Segundo Andres, foi possível identificar três raias. Todas eram fêmeas e com cerca de 4 metros de envergadura. Uma delas era uma raríssima manta totalmente negra chamadas de melanística. “Acreditamos que a população de raias negras seja menor. Nos últimos 10 anos, foram 136 registros de raias, sendo apenas três negras. Essa é a quarta. É uma aparição rara no Brasil. Em outros locais, na região do Equador e México, encontra-se com maior probabilidade”, disse Andres.

Outra raia identificada estava bem saudável. Já o terceiro animal estava com uma das nadadeiras decepada, o que indica um provável contato com materiais de pesca.

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Raias mantas
O trabalho dos pesquisadores, mergulhadores e voluntários do Projeto Mantas do Brasil acontece em razão do risco de extinção da raia manta. No Brasil, é crime ambiental pescar, embarcar ou comercializar a espécie desde 2013. O flagrante pode ocasionar a prisão do infrator.
A raia manta pode atingir 8 metros de envergadura e pesar 2 toneladas. Elas migram pelo litoral brasileiro a cada inverno. As raias são animais inofensivos aos humanos, por não possuírem ferrão, e, geram mais valor econômico estando vivos do que mortos.

Fonte: G1

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Raia presa em linhas de pesca é resgatada em praia de Ilhabela (SP)

Raia é encontrada em praia de Ilhabela, litoral norte de São Paulo. (Foto: Divulgação/ Instituto Argonauta)
Raia é encontrada em praia de Ilhabela, litoral norte de São Paulo. (Foto: Divulgação/ Instituto Argonauta)

Uma raia foi resgatada na tarde de segunda-feira (17) pelo Instituto Argonauta. O animal estava preso em linhas de pesca na praia do Perequê, em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo.

Segundo o instituto, o animal é um macho adulto de 87 centimetros. Ele apresentava ferimentos e ausência do ferrão, que é cortado como método para facilitar o manuseio do animal.

Isso indica que a raia teria sido capturada acidentalmente em rede de pesca e depois foi liberada. Ela, que está na lista dos animais em extinção, está muito debilitada.

O animal recebeu cuidados veterinários, passou por exames, foi hidratado e alimentado. A raia, que tem o litoral norte como habitat, permanece em reabilitação respondendo bem ao tratamento antes de retornar à natureza.

Interferência

O Instituto Argonauta alerta para o risco da interferência do homem no ambiente marinho. Um golfinho foi encontrado morto na tarde desta terça (18) na praia das Toninhas, em Ubatuba, após ficar preso em uma rede de pesca.

Fonte: G1

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Raia encontrada encalhada na praia morre em Santos (SP)

Raia recebe tratamento especial em aquário de Santos, SP (Foto: Isabela Carrari / Prefeitura de Santos)
Raia recebe tratamento especial em aquário de Santos, SP (Foto: Isabela Carrari / Prefeitura de Santos)

Uma raia-ticonha que foi encontrada na areia da praia, na última terça-feira (13), morreu nesta sexta-feira (14), em Santos, no litoral de São Paulo.

De acordo com o coordenador do Aquário de Santos, Alex Ribeiro, o animal morreu por volta das 9h. “Quando abrimos o parque, nós já percebemos. Ela estava no nosso maior tanque com mais de 300 mil litros de água salgada, com outros peixes”, disse ele.

O animal foi localizado na faixa de areia do bairro Ponta da Praia, estava bastante debilitado e foi encaminhado para o Aquário de Santos. A raia possuia ferimentos na frente e no ferrão, além de também apresentar lesões compatíveis com uma bacteremia, que é a presença de bactérias na corrente sanguínea. Segundo Ribeiro, o animal morreu em decorrência de ferimentos. “As chances de sobreviver eram poucas. Ela (raia) encalhou por causa de algum motivo e, o fato de ela encalhar e se ferir potencializou a fraqueza dela e veio a óbito”, explica ele.

A raia-ticonha é uma espécie muito encontrada no litoral de São Paulo. O exemplar era um macho adulto com cerca de 50 cm de tamanho.

Fonte: G1

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Raia é encontrada debilitada em praia de Santos, SP, e recebe cuidados especiais

Raia recebe tratamento especial no Aquário de Santos, SP (Foto: Isabela Carrari/Prefeitura de Santos)
Raia recebe tratamento especial no Aquário de Santos, SP (Foto: Isabela Carrari/Prefeitura de Santos)

Uma raia-ticonha foi resgatada na noite de terça-feira (11) pela Guarda Municipal de Santos, no litoral de São Paulo, e agora recebe os cuidados de veterinários no Aquário da cidade. O animal foi localizado na faixa de areia do bairro Ponta da Praia e está bastante debilitado, apresentando diversas lesões.

A raia possui ferimentos na frente e no ferrão, além de também apresentar lesões compatíveis com uma bacteremia, que é a presença de bactérias na corrente sanguínea. De acordo com os veterinários, o animal foi transferido para o tanque oceânico, onde terá mais espaço para se locomover.

O peixe cartilaginoso nada em grupos e é bastante comum no litoral de São Paulo. Um adulto da espécie pode chegar a 1,1m de envergadura e pesar quase 30 kg.

Veterinários transferiram raia para espaço maior em aquário (Foto: Isabela Carrari/Prefeitura de Santos)
Veterinários transferiram raia para espaço maior em aquário (Foto: Isabela Carrari/Prefeitura de Santos)

Fonte: G1

 

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Vídeo mostra ‘pedido de ajuda’ de raia a mergulhador na Costa Rica

Exemplar de raia-manta que foi atingido por pedaço de rede de pesca. É possível ver resultado do ferimento ao lado do olho direito do animal (Foto: Divulgação/Thomaz Monteiro)
Exemplar de raia-manta que foi atingido por pedaço de rede de pesca. É possível ver resultado do ferimento ao lado do olho direito do animal (Foto: Divulgação/Thomaz Monteiro)

Um video gravado por um brasileiro durante mergulho no litoral da Costa Rica mostra o momento em que uma raia-manta fica diante de um mergulhador e “pede” para que ele retire dela um pedaço de rede de pesca preso em seu corpo. A imagem foi feita no último dia 4 de setembro pelo publicitário Thomaz Monteiro, de 25 anos, de São Paulo (veja o vídeo).

A gravação mostra o grupo durante expedição próxima à Ilha Morcego, área preservada do país da América Central. Quando estavam a 20 metros de profundidade, o animal marinho, que pode alcançar até oito metros de envergadura e pesar duas toneladas, se aproxima de um deles. É possível observar uma linha presa na parte da frente da raia (peixe da ordem dos batóideos que também é chamado de “arraia”).

Monteiro, que mergulha há 13 anos, afirma que o momento foi “surreal”. “Foi a primeira vez que vi uma raia-manta. Houve uma interação muito profunda entre ela [a raia] e o mergulhador. Depois que a rede de pesca foi retirada, o animal ficou rodeando o grupo por cerca de 30 minutos”, explica o brasileiro.

Segundo ele, a rede de pesca tinha cerca de 1,5 centímetro de diâmetro e deixou ferimentos na raia.

Quem teve a responsabilidade de ajudar o peixe foi o canadense Brian Thompson. Em entrevista ao G1, ele disse que teve ali o “encontro mais marcante de sua vida”. “Eu senti um amor tão forte por ela e alegria de saber que ela estava livre e poderia aproveitar a vida mais uma vez”, explica.

Thompson, que é diretor de Engenharia de uma universidade em Omã, mergulha sempre que pode. Ele conta que durante a viagem pela Costa Rica, ajudou outros dois exemplares de raias que também tinham objetos presos a seu corpo.

As raias-mantas são animais considerados vulneráveis na natureza, de acordo com a Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza, (IUCN, em inglês). Elas são inofensivas aos humanos e não possuem ferrão, como outras espécies de raias.

Poluição marinha

A gravação chama atenção para um problema grave: a contaminação dos oceanos e o impacto da pesca. Mesmo a Costa Rica, país que virou referência mundial em preservação ambiental, ainda não conseguiu impedir a pesca com redes de arrasto e até mesmo uso de dinamites para capturar atum – peixe que teve uma drástica redução de sua população em diversas partes do globo.

Monteiro afirma que a região onde ocorreu o mergulho fica dentro de um parque nacional. No entanto, segundo ele, a área não está livre de atividades pesqueiras, que deixam resquícios como os pedaços de rede que se agarraram às raias.

Outro problema que tem preocupado cientistas é o despejo excessivo de plástico no mar. Segundo estudos já publicados, até 88% da superfície dos oceanos do mundo está contaminada com lixo plástico que pode impactar gravemente a vida marinha e a cadeia alimentar. Produzido em massa para brinquedos, sacolas, embalagens de alimentos e utensílios, os itens de plástico chegam aos mares arrastados pela água da chuva

Pesquisadores avaliam que a quantidade total de plástico nos oceanos do mundo – entre 10 mil e 40 mil toneladas.

Fonte: G1

 

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Vídeo mostra 'pedido de ajuda' de raia a mergulhador na Costa Rica

Exemplar de raia-manta que foi atingido por pedaço de rede de pesca. É possível ver resultado do ferimento ao lado do olho direito do animal (Foto: Divulgação/Thomaz Monteiro)
Exemplar de raia-manta que foi atingido por pedaço de rede de pesca. É possível ver resultado do ferimento ao lado do olho direito do animal (Foto: Divulgação/Thomaz Monteiro)

Um video gravado por um brasileiro durante mergulho no litoral da Costa Rica mostra o momento em que uma raia-manta fica diante de um mergulhador e “pede” para que ele retire dela um pedaço de rede de pesca preso em seu corpo. A imagem foi feita no último dia 4 de setembro pelo publicitário Thomaz Monteiro, de 25 anos, de São Paulo (veja o vídeo).

A gravação mostra o grupo durante expedição próxima à Ilha Morcego, área preservada do país da América Central. Quando estavam a 20 metros de profundidade, o animal marinho, que pode alcançar até oito metros de envergadura e pesar duas toneladas, se aproxima de um deles. É possível observar uma linha presa na parte da frente da raia (peixe da ordem dos batóideos que também é chamado de “arraia”).

Monteiro, que mergulha há 13 anos, afirma que o momento foi “surreal”. “Foi a primeira vez que vi uma raia-manta. Houve uma interação muito profunda entre ela [a raia] e o mergulhador. Depois que a rede de pesca foi retirada, o animal ficou rodeando o grupo por cerca de 30 minutos”, explica o brasileiro.

Segundo ele, a rede de pesca tinha cerca de 1,5 centímetro de diâmetro e deixou ferimentos na raia.

Quem teve a responsabilidade de ajudar o peixe foi o canadense Brian Thompson. Em entrevista ao G1, ele disse que teve ali o “encontro mais marcante de sua vida”. “Eu senti um amor tão forte por ela e alegria de saber que ela estava livre e poderia aproveitar a vida mais uma vez”, explica.

Thompson, que é diretor de Engenharia de uma universidade em Omã, mergulha sempre que pode. Ele conta que durante a viagem pela Costa Rica, ajudou outros dois exemplares de raias que também tinham objetos presos a seu corpo.

As raias-mantas são animais considerados vulneráveis na natureza, de acordo com a Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza, (IUCN, em inglês). Elas são inofensivas aos humanos e não possuem ferrão, como outras espécies de raias.

Poluição marinha

A gravação chama atenção para um problema grave: a contaminação dos oceanos e o impacto da pesca. Mesmo a Costa Rica, país que virou referência mundial em preservação ambiental, ainda não conseguiu impedir a pesca com redes de arrasto e até mesmo uso de dinamites para capturar atum – peixe que teve uma drástica redução de sua população em diversas partes do globo.

Monteiro afirma que a região onde ocorreu o mergulho fica dentro de um parque nacional. No entanto, segundo ele, a área não está livre de atividades pesqueiras, que deixam resquícios como os pedaços de rede que se agarraram às raias.

Outro problema que tem preocupado cientistas é o despejo excessivo de plástico no mar. Segundo estudos já publicados, até 88% da superfície dos oceanos do mundo está contaminada com lixo plástico que pode impactar gravemente a vida marinha e a cadeia alimentar. Produzido em massa para brinquedos, sacolas, embalagens de alimentos e utensílios, os itens de plástico chegam aos mares arrastados pela água da chuva

Pesquisadores avaliam que a quantidade total de plástico nos oceanos do mundo – entre 10 mil e 40 mil toneladas.

Fonte: G1

 

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Maior espécie de raia do mundo aparece no entorno de porto no Paraná

Foto: Andrielli Medeiros
Foto: Andrielli Medeiros

Uma raia manta dá um salto por cima da água. A maior espécie do mundo, que chega a medir até 7 metros, é avistada saltando em uma baía paranaense, na área de influência do Porto de Paranaguá. Elas dão saltos simples ou duplos e caem de costas na água. (Veja vídeo aqui)

Curiosa com essa aparição, uma pesquisadora catarinense, formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), começou a registrar a ocorrência dessas raias mantas – já são 320 saltos confirmados, que podem ser de indivíduos diferentes ou não. O curioso é que os animais só aparecem em alguns meses do ano, no verão.

Normalmente, a ocorrência das raias mantas é comum em áreas oceânicas, em ilhas ou recifes de coral. A ocorrência delas em estuário (áreas abrigadas onde a água do mar se mistura com a água dos rios) se restringe a registros esparsos na costa dos Estados Unidos e agora na Baia de Paranaguá.

Porém, “aqui é o único lugar no mundo onde elas aparecem sazonalmente”, diz Andrielli Medeiros. Segundo a pesquisadora, o número exato de raias mantas que circulam por aqui ainda é difícil de saber. Ela está levantando diversas hipóteses para explicar sua presença sazonal. Alimentação, reprodução e parto, temperatura da água serão estudados em sua pesquisa de doutorado.

Com o Projeto Raia Manta, agora ela estuda os detalhes da curiosa presença desses animais. “Essas raias aparecem lá há muito tempo. Os pais dos pescadores já as conheciam”, diz a pesquisadora. Ainda que a espécie esteja ameaçada de extinção, essa colônia se manteve graças aos pescadores, que não se alimentam das raias. A baía também é rodeada de áreas de preservação ambiental e não há nem indústrias nem lavouras na região.

No entanto, elas correm alguns riscos. A proximidade com o porto é um deles, por exemplo. A poluição é bastante prejudicial, já que as raias se alimentam filtrando a água e podem sufocar com algum lixo. Além disso, outro problema surge quando as raias voltam ao mar aberto. A pesca industrial pode acabar capturando diferentes animais, como golfinhos, tartarugas e as raias.

Atualmente, Andrielle busca financiamentos, junto com a educadora ambiental Juliana de Ventura Pinna, para entender a migração das raias e comprar uma câmera de qualidade para documentá-las. Outro plano é buscar financiamento em editais de turismo, já que a observação dos saltos das raias são um excelente atrativo para o ecoturismo.

Fonte: Revista Globo Rural

 

 

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Maior espécie de raia do mundo é vista no litoral do Paraná

Foto: Andrielli Medeiros
Foto: Andrielli Medeiros

A pesquisadora catarinense Andrielli Medeiros, formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), registrou a presença de raias mantas na área de influência do Porto de Paranaguá. Com o Projeto Raia Manta, agora ela estuda os detalhes da presença na região das maiores raias do mundo, que chegam a ter sete metros de comprimento entre uma nadadeira a outra. A baía paranaense é o único lugar onde está confirmada a ocorrência sazonal dessa espécie.

Andrielli explica que todos os anos, mesma época e no mesmo local, as raias mantas têm aparecido na Baía de Paranaguá, em frente à Ilha das Peças. “Ainda não sei o motivo das raias entrarem no estuário. Tenho somente hipóteses que estão sendo estudadas, como para alimentação e realização do parto e reprodução”, disse.

A pesquisadora explica que a ilha faz parte da área indireta de influência do Porto de Paranaguá. Por isso, o projeto pretende fazer uma parceria com a equipe do Núcleo Ambiental da Administração dos Portos do Paraná para utilizar os dados do monitoramento realizado no Canal da Galheta para entender porque elas entram somente por este canal.

Ainda de acordo com Andrielli, as raias mantas nadam na coluna d´água, batendo as nadadeiras, como se “voassem”. Elas Também saltam para fora da água, saltos únicos ou duplos, geralmente batendo o dorso (costas) na água, como ocorre na baia de Paranaguá.

ESPECIAL – “A ocorrência das raias mantas é comum em áreas oceânicas, em ilhas ou recifes de coral. A ocorrência delas em estuário – áreas abrigadas onde a água do mar se mistura com a água dos rios – se restringe a registros esparsos na costa dos Estados Unidos e, agora, aqui na Baia de Paranaguá, sendo aqui o único lugar no mundo com onde elas aparecem sazonalmente”, completa.

Segundo Andrielli, ainda é difícil saber o número exato de raias mantas que circulam por aqui. “Tenho mais de 320 saltos de raias mantas registrados até agora, nos anos de estudo, que podem ser de indivíduos diferentes ou não. A presença delas é um grande presente para todos. Elas são enormes, magníficas e pouquíssimo conhecidas e estudadas no mundo, além de serem muito inteligentes, com o maior cérebro entre os peixes”, comemora Andrielli.

PRESENÇA – Como mostra o estudo da oceonógrafa, as raias mantas entram no estuário no verão, mas o mês de entrada e saída varia de ano para ano. “Monitoro de dezembro até junho. Elas vêm durante este período, geralmente com um mês de pico de ocorrência. Em 2012 foi em abril, em 2013 em fevereiro e, 2014, em janeiro”, detalha.

Como indica a pesquisadora, a melhor maneira para avistá-las é sentar na beira da praia da Vila da Ilha das Peças e observar o mar. “O salto ocorre de repente e se quem tiver sorte poderá ver dois saltos. Os nativos falam que não pode apontar para a manta saltando, senão elas não realizam o segundo salto. Andar de barco diminui a possibilidade de avistá-las, além de ser perigoso ocorrer de elas arrastarem barcos fundeados, de ocorrer colisões com elas e com os golfinhos e do motor espantá-las”, orienta.

Fonte: Bonde

 

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Em poucos anos, tubarões, raias e 12 espécies de peixes podem desaparecer

Um novo estudo afirma que 40 espécies marinhas que vivem no Mediterrâneo podem desaparecer dentro de poucos anos. Na lista dos que correm risco de extinção, devido à pesca, poluição e perda de habitat, estão o tubarão e a raia e mais 12 tipos de peixes ósseos como atum-azul, robalo, pescada e garoupa. O relatório é assinado pela organização suíça IUCN (International Union for Conservation of Nature), que reúne ambientalistas de mil grupos espalhados em 160 países.

“As populações do atum-azul no Mediterrâneo e no Atlântico Leste são uma preocupação em especial”, diz o coordenado Kent Carpenter, da IUCN. Segundo ele, a capacidade de reprodução do atum-azul diminuiu ao longo das últimas quatro décadas de pesca por barcos japoneses.

Com informações de Aquidauna News

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