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Animais selvagens passam a viver nas ruínas da usina nuclear abandonada de Fukushima

 A vida selvagem prospera em meio à devastação em Fukushima | Foto: Universidade da Geórgia
A vida selvagem prospera em meio à devastação em Fukushima | Foto: Universidade da Geórgia

O terremoto e o tsunami de 2011 que causaram o derretimento de reatores da usina nuclear de Fukushima levaram o governo japonês a evacuar uma área enorme, à medida que a radiação perigosa se espalhou pelas redondezas.

A região evacuada, dividida em várias zonas com base na propagação da radiação, tornou-se o lar de uma grande variedade de animais selvagens que aparentemente encontraram uma maneira de prosperar em meio à desolação, apesar da radiação.

Pesquisadores instalam câmeras em todas as zonas. Eles foram capazes de coletar mais de 267 mil imagens ao longo de dois períodos de 60 dias, oferecendo uma visão única dos animais que passeavam pelo campo de Fukushima – incluindo porcos selvagens, macacos e uma raposa.

“Com o tempo, algumas espécies de animais selvagens responderam favoravelmente à ausência de seres humanos, mesmo na presença de altos níveis de radiação, resultando em uma reconfiguração das zonas de evacuação”, disse à Earther, Thomas Hinton, radioecologista do Instituto de Radioatividade Ambiental da Universidade de Fukushima, que trabalhou no estudo.

Os seres humanos exercem uma pressão incansável sobre os animais. Seja pela limpeza constante da terra para atividades agrícolas (perda de habitat), por incêndios florestais ou por um clima quente (mudanças climáticas), alguns cientistas acreditam que estamos no início de um sexto evento de extinção em massa.

O estudo, divulgado na sexta-feira (03), foi publicado na revista Frontiers in Ecology.

“Os seres humanos são o câncer da natureza”, explicou Hinton. “Nossa presença sempre em expansão tem impactos discerníveis em muitas espécies selvagens. A natureza, no entanto, é resistente e, se o estresse da presença humana persistente for reduzido, muitas populações de animais selvagens estão prestes a se recuperar e aumentar em número”.

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Radiação causa cegueira em animais selvagens de Chernobyl

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Cientistas usando máscaras examinam e colocam coleira rastreadora em lobo da área de Chernobyl para medir a contaminação radioativa. Animais ainda sofrem efeitos do acidente mesmo após 30 anos. Foto: DambillboardTV
Cientistas usando máscaras examinam e colocam coleira rastreadora em lobo da área de Chernobyl para medir a contaminação radioativa. Animais ainda sofrem efeitos do acidente mesmo após 30 anos. Foto: DambillboardTV

Esse ano marca 30 anos do acidente nuclear de Chernobyl. Vastas quantidades de partículas radioativas se espalharam por imensas áreas da Europa. Essas partículas, mais precisamente conhecidas como “Césio-137”, causaram uma exposição de longo prazo à radiação ionizante em animais e plantas.

Tal exposição crônica tem se mostrado responsável por diminuir a abundância de muitas espécies de animais, não só após o acidente nuclear de Chernobyl como também no caso posterior de Fukushima. Danos causados pela exposição aguda a altas doses de radiação têm sido demonstrados em numerosos estudos de laboratório, porém os efeitos da exposição crônica à baixa radiação na natureza permanecem amplamente desconhecidos.

Agora, novas pesquisas sugerem que a exposição à baixa radiação pode causar danos aos olhos dos animais selvagens. Isso é demonstrado em um estudo internacional liderado pelos pesquisadores Philipp Lehmann e Tapio Mappes, da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia, que foi publicado recentemente no jornal Scientific Reports. As informações são do Eurek Alert.

No estudo, altas frequências de catarata foram encontradas nos olhos de animais que tinham vivido em áreas onde os níveis de radiação do solo eram elevados. A frequência da catarata aumentava com a idade nos lobos, assim como acontece com os humanos. Além disso, os efeitos da idade eram intensificados, como resultado da radiação elevada.

Curiosamente, o efeito da radiação foi significativo somente nas fêmeas.

As razões para a diferença entre os gêneros em mamíferos selvagens ainda são hipotéticas. No entanto, o presente estudo sugere que o maior risco de catarata nas fêmeas pode estar associado à reprodução, uma vez que as fêmeas nas quais foi detectada a doença em uma forma mais severa tiveram menos crias. Não se sabe se o menor sucesso reprodutivo foi causado pela catarata ou pela radiação, e isso provavelmente só poderá ser esclarecido a partir de muitos estudos experimentais adicionais.

Entretanto, esses novos resultados fornecem observações sobre as consequências negativas da exposição crônica à baixa radiação nos animais selvagens e em ecossistemas inteiros.

Segundo a reportagem, estudar os efeitos da exposição crônica à radiação em ecossistemas naturais é altamente importante, “na medida em que prepara para novos acidentes nucleares e permite prever as suas consequências, que podem acarretar efeitos generalizados que podem persistir por centenas de anos na natureza”.

Nota da redação: Mais inteligente que entender os efeitos da exposição à radiação após acidentes nucleares é evitar que os mesmos aconteçam novamente, pois parece não haver solução depois que o meio está contaminado e, como sempre, os que mais sofrem com isso são os animais não humanos.

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Animais servirão como cobaias para medir radiação em Fukushima

Por Natalia Cesana (da Redação)

Foto: Reprodução/green Me

Aonde o homem não chega, os animais são enviados. Para verificar os níveis de radioatividade na área atingida pelo desastre nuclear em Fukushima, no Japão, macacos e porcos são utilizados como verdadeiras cobaias. As informações são do site italiano green Me.

A “brilhante” ideia do governo nipônico foi anunciada pelo Le Parisien, de acordo com o qual, depois de meses de luta para estabilizar o reator, as autoridades estão tentando por em prática um colossal projeto: limpar os terrenos contaminados.

Para tanto, é necessário um mapa detalhado das áreas comprometidas. Mas como conseguir tal dado se os homens não podem se aproximar? Usando animais, especialmente macacos e porcos, equipados com GPS, contadores e dosímetros.

“A utilização destes animais nos permitirá criar um mapa acurado dos níveis de radiação no centro das florestas de Fukushima e que por vezes são difíceis de alcançar”, explicou o vice-presidente da Universidade Nipônica, Takayuki Takahashi.

Com braceletes eletrônicos, alguns macacos já foram enviados em outubro para a região, perto da cidade de Minamisoma. Mas uma nova missão suicida, desta vez com porcos também, repetirá em março o experimento. O uso destas cobaias, que serão transportadas por helicópteros, completará a medição da radioatividade.

Os liquidadores de Fukushima serão, portanto, os animais, que serão empregados de acordo com os especialistas japoneses para salvar as florestas da contaminação nuclear. Ao explorá-los, os cientistas esperam conhecer o nível de exposição a que foram submetidos e o impacto da radiação na fauna que vive próxima à usina. Mas a esperança maior é determinar o movimento da radioatividade nas florestas, que podem já estar ‘altamente contaminadas’.

“A área florestal de Fukushina é a principal fonte de madeira, água e alimento. A contaminação por césio coloca em risco a agricultura, a pesca e as zonas residenciais da vizinhança”, disse Takahashi.

É claro que medidas voltadas à descontaminação da área atingida pelo desastre são urgentes, mas por que sacrificar os animais? A tecnologia humana, da qual o Japão é muitas vezes pioneiro, não pode substituir seres com vida de tal tarefa?

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Animais abandonados após acidente nuclear de Fukushima enfrentam frio congelante

Gato que foi encontrado abandonado nas proximidades de Fukushima e agora está em abrigo montado por organização ambiental do Japão, onde outros animais também recebem cuidados. (Foto: Issei Kato/Reuters)

Cachorros e gatos que foram abandonados na zona de isolamento de Fukushima após a crise nuclear do ano passado no Japão, e têm de sobreviver a altos níveis de radiação e falta de comida desde então, agora também enfrentam o inverno congelante da região.

“Se forem deixados, dezenas deles irão morrer todo dia. Diferente de animais bem alimentados que podem se manter aquecidos com a gordura do próprio corpo, os que estão famintos irão morrer”, afirmou Yasunori Hoso, que coordena um abrigo para quase 350 cachorros e gatos que foram resgatados da zona de isolamento de 20 km em torno da usina nuclear.

O governo permitiu a entrada temporária de grupos de proteção aos animais na zona de isolamento, em dezembro, para resgatar os animais sobreviventes antes do severo inverno chegar, mas Hoso afirmou que ainda há muitos cães e gatos na área.

Cães abandonados brincam pelas ruas de Okuma, cidade localizada nos arredores de Fukushima (Foto: David Guttenfelder/AP)

Tragédia

Um terremoto de magnitude 9,0 e um enorme tsunami, em 11 de março, deflagraram o maior acidente nuclear do mundo em 25 anos e forçou os habitantes a fugirem da região próxima da usina nuclear Fukushima Daiichi, e muitos deles tiveram de abandonar seus animais. Muitos cachorros e gatos foram deixados para trás.

Mais de 150 mil pessoas do distrito de Fukushima ainda não podem voltar para suas casas e quase a metade delas é da zona de exclusão.

Protetores alimentam alguns cães que ficaram perdidos na região. Frio agora é ameaça a animais. (Foto: David Guttenfelder/AP)

Enquanto o Japão se concentra em conter o acidente nuclear e proteger pessoas da radiação, Hoso, diretor que representa o Clube Unido do Canil do Japão, tenta salvar o máximo de animais possível da zona isolada ou cuidas dos animais das pessoas que estão nos abrigos em que os animais são proibidos.

Fonte: G1

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Japão pesquisa efeitos da radiação nos animais de Fukushima

O Japão começou uma investigação exaustiva para estabelecer os efeitos da radiação procedente da usina nuclear de Fukushima em animais e plantas das regiões mais afetadas pelo acidente atômico, informou neste domingo a emissora NHK. A própria província de Fukushima solicitou ao Governo central que realizasse o estudo e o Executivo decidiu que o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Nacional de Ciências Radiológicas pesquisarão o caso durante um ano aproximadamente e o apresentarão em março de 2013.

A análise registrará os níveis de césio radioativo nos animais e nas plantas em 25 pontos concretos da província de Fukushima, tanto em terra firme como no mar. Entre esses 25 lugares se encontram as áreas mais afetadas pelas emissões da usina nuclear e também áreas prejudicadas em menor escala com o objetivo de comparar os possíveis efeitos.

Os pesquisadores estudarão os efeitos que a radiação pode ter sobre a fisionomia, a atividade genética e as funções reprodutivas, incluindo a taxa de germinação das sementes.

O terremoto e o tsunami de 11 de março do ano passado devastaram o nordeste do país e causaram a pior crise nuclear dos últimos 25 anos na usina de Fukushima Daiichi.

Ainda no ano passado, começaram a nascer animais com mutações. Um coelho nasceu sem orelhas, a 30km de Fukushima,  no Japão.

Com informações do Terra/EFE

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Defensores dos animais buscam sobreviventes na área do desastre no Japão

Por Daniel Marques  (da Redação)

Foto: ASSOCIATED PRESS/KYODO NEWS

Quando cerca de 80 mil pessoas foram orientadas a fugir das explosões nos reatores nucleares atingidos de Fukushima, em março, muitos deixaram seus animais em casa, achando que voltariam em breve para buscá-los.

No entanto, dois meses depois, milhares de animais ainda estão lá, morrendo de fome, sendo sacrificados ou à espera de seus tutores para voltar para casa, em uma área isolada pelo governo.

Vestindo roupas de proteção e máscaras, Makomi Tsuruta, um socorrista de cães, entrou na zona de perigo, perto da fábrica, há algumas semanas com um contador Geiger, alimentos e gaiolas para resgatar sete gatos. Ela estava agindo a pedido do tutor dos felinos, um agricultor chamado Sr. O-uchi, que vive em um abrigo de evacuação.

“Eu não estava assustada, mas os animais estavam”, disse.

Segundo informações do jornal The Washington Times, os gatos estavam com sarna e famintos e alguns outros gatos ainda se alimentam de carcaças de animais mortos, incluindo outros gatos, ela diz.

Depois de verificar a radiação e lavá-los, ela os enviou para serem vacinados por um veterinário. Ela levou os sete gatos para se juntarem a outros 23 felinos que já vivem em sua casa na província de Ibaraki, ao sul de Fukushima.

Desorientados, os sete gatos resgatados agora estão comendo e se integrando a seus 23 novos amigos, ela disse.

Sra. Tsuruta, membro de um dos cerca de 70 grupos de bem-estar animal no Japão, disse que gostaria de voltar para resgatar alguns dos cerca de 5.000 cães e gatos deixados na zona de radiação, além de milhares de cavalos, vacas, porcos, galinhas e outros animais.

Mas o governo já isolou a área desde 22 de abril, e só entram ônibus com pequenos grupos de moradores evacuados, em rápidas viagens para coletar álbuns de fotos, laptops e outros objetos de valor em pequenos sacos de plástico.

“Queremos que o governo nos dê  mais acesso à área para que possamos proporcionar mais abrigos para os animais”, disse Sra. Tsuruta, em um protesto de cerca de 500 ativistas da proteção animal no distrito comercial de Shibuya em Tóquio.

“É muito difícil encontrar abrigos no Japão para animais vindos da zona nuclear “.

Ela e outras equipes de resgate, também querem que a Tokyo Electric Power Company, que opera os reatores atingidos de Fukushima, reembolse os custos dos resgates dos animais atingidos.

“Estamos mantendo os pedidos”, disse ela. “Estamos aguardando a resposta. Mas não temos certeza se eles são sinceros sobre o que nos dão como uma resposta. ”

Desde 11 de março, os desastres deixaram milhares de animais abandonados em torno da planta nuclear, ativistas dos direitos animais no Japão se uniram para formar um grupo de lobby vocal.

Omissão do governo

“Muitas pessoas querem salvar esses animais, mas o governo não quer dar-lhes permissão. É realmente horrível “, disse Akiko Fujimura, líder da  Sociedade Japonesa para a Prevenção da Crueldade aos Animais.

“Se os animais têm elementos radioativos em sua pele, não é nenhum problema lavá-los do lado de fora. Acho que o governo basicamente não se importa com os animais. ”

Sra. Fujimura disse que está preocupada com muitos animais que irão morrer de fome e   especialmente, quando o calor do verão começar a subir.

Como muitos ativistas, Sra. Fujimura está temporariamente cuidando de um animal, enquanto seu tutor dorme em um centro de evacuação lotado.

Seu novo amigo, um Shi Tsu, chamado “Ringo-chan”, estava tremendo de medo quando a Sra. Fujimura a trouxe para casa para se juntar a seus dois outros cães.

“Ela não comia há cerca de cinco dias. Estava muito assustada e confusa. Mas agora que ela está relaxada e comendo, ela vai ficar bem. Ouvi dizer que acontece o mesmo com todos os outros cães resgatados “, disse a Sra. Fujimura.

A maioria dos socorristas voluntários, incluindo um número crescente de estrangeiros no Japão e no exterior, estão gastando muito tempo em telefones e na internet  buscando angariar fundos, encontrar abrigos ou tentando encontrar os tutores dos animais.

Sra. Fujimura, disse que a Sociedade Japonesa para a Prevenção da Crueldade aos Animais recebeu mais doações em dinheiro para comprar comida para animais domésticos, gaiolas e outros equipamentos dos Estados Unidos e da Europa, do que dentro do Japão.

Katrina Larsen, uma moradora de Tóquio, vinda da Austrália, disse que um grupo de socorristas está alugando a casa de um amigo dos animais, em Fukushima, a fim de estar mais perto da zona de desastre.

No entanto, pouco pode ser feito já que o governo continua a bloquear a entrada em um raio de 20 km em torno dos reatores nucleares.

Com abrigos lotados no Japão, a Sra. Fujimura disse que espera que mais japoneses adotem animais. Os japoneses já possuem, em média,  um animal de estimação para cada quatro pessoas. Disse ela.

“Quando muitas pessoas fugiram do tsunami ou das explosões nucleares, deixaram seus animais fugirem por conta própria”, disse ela.

“Mas eles são animais leais e domésticos, e não animais selvagens. Eles estão esperando seus tutores para voltarem para casa. “

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Animais abandonado​s em zona de evacuação em Fukushima morrem de fome

Foto: AP

Vacas mortas jazem no chão de um estábulo na cidade de Minami Soma, em Fukushima, no nordeste do Japão.

Os moradores foram obrigados a deixar suas casas, sítios e fazendas, em muitas das quais eram mantidos confinados e criados para o consumo humano – abandonando animais, que não têm quem os alimente – depois do vazamento radioativo na usina nuclear de Fukushima Daiichi, danificada pelo terremoto e a tsunami de 11 de março.

Animais que viviam confinados em fazendas agonizam de fome (Foto: AP)

Minami Soma é uma da cidade dentro da zona de evacuação – 20 quilômetros em torno do complexo nuclear – determinada pelo governo japonês desde que os índices de substâncias radioativas na atmosfera subiram.

Fonte: Extra Online

Nota da Redação: Esses animais já condenados à morte – pois em sua maioria, eram criados para servirem ao consumo humano – sofrem agora a dor da fome, da solidão e do abandono. Os humanos, com sua ganância, apropriam-se da vida desses animais, e depois a descartam. Seria, ao menos, coerente que esses mesmos humanos fossem deixados a morrer de fome junto a essas vítimas que só estão ali porque um dia alguém as trancafiou e decretou que sua existência se reduziria a essa morte lenta e cruel, que vivem todos os animais explorados e escravizados para o consumo humano. Não há humilhação maior do que depender da ajuda daquilo que o escraviza.

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Família enfrenta ameaça nuclear para ficar com cachorro no Japão

O casal Akiko e Martin com a filha Juno e o cão Chibi (Imagem: Reprodução)

A descoberta de plutônio no solo da usina nuclear de Fukushima, no nordeste do Japão, e a alta radiação na água levaram o governo japonês a admitir nesta terça-feira (29) que a situação é “muito séria” e continua fora de controle. O sistema elétrico de esfriamento da central foi afetado pelas ondas de 13 metros do tsunami provocado pelo terremoto que atingiu o país no começo do mês.

No entanto, nem o quadro de terror e ameaça nuclear é capaz de fazer o professor britânico Martin Dean, 36, e sua mulher Akiko, 31, abandonarem a ilha. Segundo o tabloide “The Sun”, eles recusaram propostas de viajar para o Reino Unido com a filha Juno, 3, para ficar ao lado do poodle da família, Chibi, e da família de Akiko. “Temos testado a radiação e estamos bem”, contou Martin.

A casa onde eles moram fica a apenas a 28 km da usina nuclear e eles foram levados para um centro de evacuação. O cãozinho não pode entrar no abrigo, então o britânico passa a noite com ele no carro, apesar das baixas temperaturas.

“Ele é muito corajoso”, disse Ruth, 63, mãe de Martin, que mora em Brighton.

O casal, porém, está preparado para partir caso a situação em Fukushima se agrave. “Temos dois carros cheios de combustível prontos para sair imediatamente se piorar”, contou Martin.

Fonte: UOL Notícias

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Empresa ainda poderá cancelar o fornecimento de macacos que seriam usados em testes da NASA

Por Giovanna Chinellato (da Redação)

Numa investigação, a PETA descobriu que a Brookhaven National Laboratory – empresa que pretendia fornecer macacos para a NASA – já entregou um parecer ao governo em agosto de 2010, dizendo se irá ou não dar continuidade aos testes.

O conteúdo do parecer ainda não foi divulgado pelo governo, logo não se sabe se os planos para machucar esses animais continuam caminhando ou não. Entretanto, um representante da NASA recentemente disse que o projeto pode acabar só no papel, nunca chegando a ser implantado de fato. Espera-se que sob as obscuridades do governo esteja o anúncio de que os macacos serão poupados.

Em adendo à campanha contra a Brookhaven dessa semana, o ex-astronauta da NASA Leroy Chiao falou contra os experimentos com macacos. Sua entrevista foi veiculada pela Discovery News.

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Numero de animais diminuiu na zona de exclusão da central nuclear de Chernobyl

O número de aves, mamíferos, insetos e répteis diminuiu na zona de exclusão da central nuclear ucraniana de Chernobyl, desativada há dez anos, revelou um estudo divulgado pela BBC News.

Uma dupla franco-americana de cientistas das universidades de Paris Sul e da Carolina do Sul contabilizou e examinou, entre 2006 e 2009, espécies de animais selvagens na referida zona, incluindo insetos, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.

Os investigadores já tinham detectado alguns impactos negativos dos baixos níveis de radiação nas aves, nomeadamente tumores nos olhos, no pescoço e nas patas, e em insetos.

Fonte: Expresso
 

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Outdoors chamam a atenção para crueldade contra macacos explorados pela NASA

Por Lobo Pasolini (da Redação)

Outdoor pelos macacos explorados pela NASA

“Belmont, nós temos um problema: não detonem os macacos com armas nucleares.” Isso é o que dizem os outdoors e anúncios em estações de trem que alertam passageiros em Belmont, no estado de Massachusetts sobre experimentos que estão acontecendo em sua cidade. A ONG PCRM (Physicians Committee for Responsible Medicine) colocou os apelos perto do Hospital McLean  onde serão realizados os experimentos nos primatas.

No dia 10 de junho, PCRM fez uma demonstração pacífica em frente ao hospital. A instituição foi apresentada com ofertas de vários santuários oferecendo lares para os animais caso o hospital concordasse em liberá-los.

“Bombardear pequenos macacos com radiação não vai nos ajudar a entender como os humanos podem sobreviver aos perigos complexos de viagens interplanetárias. Este experimento é cruel, cientificamente falho e um grande desperdício de dinheiro do contribuinte”, disse John J. Pippin, consultor de medicina e pesquisa da PCRM.

O experimento de $1.75 milhões de dólares, proposto por Jack Bergman, pesquisador do Hospital McLean, exporá os animais à radiação nociva no Brookhaven National Laboratory. Depois os animais serão levados para o hospital e forçados a executar tarefas para verificar se eles desenvolveram desabilidades cognitivas. Os animais, que são altamente inteligentes e sociáveis, ficarão alojados em grades de metal sozinhos durante pelo menos quatro anos e amarrados em cadeiras de teste pelo menos uma vez por dia.

Para escrever para a NASA protestando, clique aqui. O formulário está disponível apenas em inglês mas pode ser usado por pessoas fora dos Estados Unidos também (inclui carta modelo).

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Pesquisa da NASA que submeterá macacos à radiação mobiliza ativistas nos EUA

Por Lilian Regato Garrafa  e Giovanna Chinellato (da Redação)

Foto: Reprodução/Boston blog

Os macacos a serem utilizados em pesquisas ainda não chegaram em Belmont, mas os ativistas pelos direitos animais estiveram lá na quinta-feira, 10. Diversos grupos agendaram um protesto contra um experimento patrocinado pela NASA que trará macacos de laboratório para o Hospital Psiquiátrico McLean.

Veja o que o Comitê de Médicos para uma Medicina Responsável – um grupo que se opõe à experimentação animal – tem a dizer:

“Desde que o Comitê de Médicos para uma Medicina Responsável tomou conhecimentos dos planos da NASA de submeter macacos à radiação em uma tentativa equivocada de aprender sobre a viagem espacial humana, o Comitê tem pressionado a agência espacial a cancelar os experimentos antes de seu início. Agora, estamos ampliando nossos esforços para levar esta mensagem diretamente para o Hospital McLean, Belmont, Massachusetts, local onde as experiências serão feitas. Os experimentos não começaram, o que significa que ainda há tempo para salvar os macacos da exposição à radiação nociva. Na quinta-feira, 10 de junho, médicos do Comitê se reuniram para uma manifestação pacífica no McLean Hospital.”

A seguir uma declaração do Hospital McLean, em comunicado divulgado no dia 8 de junho, numa tentativa de defender o indefensável:

“Em novembro de 2009, a National Aeronautics and Space Administration (NASA) anunciou que o Hospital McLean receberá o financiamento da pesquisa para investigar os efeitos neurocognitivos e médicos de determinados tipos de radiação do espaço que os astronautas irão experimentar durante as futuras explorações espaciais. Este trabalho foi selecionado para financiamento, porque ele irá preencher uma lacuna crítica na informação que é necessária para compreender os riscos para nossos astronautas em missões espaciais previstas. No entanto, McLean ainda não recebeu qualquer financiamento para este trabalho de pesquisa e nenhum estudo em nome da NASA está sendo realizado em McLean. 

O Hospital declarou também que os macacos usados nos testes “receberão ‘apenas’ uma exposição de baixos níveis de radiação” no Brookhaven National Laboratory em Nova York e “viverão num ambiente social dentro das leis federais.”

“É uma experiência extremamente estressante para uma pequena criaturinha social”, disse a Dra. Marge Peppercorn de Sudbury, membro  do Comitê de Médicos por uma Medicina Responsável.

Médicos exibem cartazes contra radiação aos macacos (Foto: Boston Herald)

Cerca de 500 médicos protestaram contra o experimento, que colocará 30 macacos expostos à radiação e depois os submeterá a testes no McLean.

O Dr. John J. Pippin, importante conselheiro médico e  de pesquisas, disse que a NASA já investiu “por décadas a fio” em pesquisas radioativas em primatas que resultaram em “fracasso desprezível”.

Para saber mais sobre a oposição à pesquisa animal, visite: New England Anti-vivisection Society (em inglês).

Para mais informações sobre os defensores da pesquisa com animais, visite a Fundation for Biomedical Research (em inglês).

Com informações do Boston Blog

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