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Filhotes de pato são flagrados mastigando bituca de cigarro em reserva natural

Foto: Kennedy News
Foto: Kennedy News

A foto de uma família de patinhos tentando comer uma ponta de cigarro descartada, capturada por uma fotógrafa da vida selvagem causou revolta nas mídias sociais após ser postada online. A imagem apresenta um flagrante dos impactos danosos da poluição humana ao meio ambiente.

Kym Welsh, de 45 anos, esperava capturar belas imagens na natureza quando três filhotes de pato saíam da água atrás de sua mãe na reserva natural de Anton Lakes, em Andover, Hampshire (EUA).

No entanto, ela ficou repugnada quando os patinhos da espécie pato-real (Anas platyrhynchos) que procuravam comida na grama junto ao lago, encontraram uma bituca de cigarro.

Foto: Kennedy News
Foto: Kennedy News

Em uma foto, um patinho olha diretamente para a câmera, enquanto segura o filtro laranja de um cigarro ja fumado, em seu bico. A bituca é passada pelos patinhos, enquanto a segunda fotografia mostra outr filhote segurando o toco de cigarro.

Felizmente, Kym afirma que os patinhos então jogaram o cigarro para o lado e seguiram a mãe para longe da água – no entanto, ela acredita que a bituca de cigarro teria matado os patinhos se eles a tivessem comido.

A fotógrafa criticou o lixo descartado dessa forma irresponsável e alegou que quem fez isso não demonstrou “nenhuma consideração” pela vida selvagem protegida na reserva natural.

Kym, de Andover, em Hampshire, disse: “Eu só acho que essa bituca jogada no meio do habitat dos patos é algo absolutamente atroz. Há lixeiras espalhadas por todo o lago para que não haja lixo jogado no chão ou descartado indevidamente. Eu estava realmente preocupada com os patinhos”.

Foto: Kennedy News
Foto: Kennedy News

“Eu me senti mal por estar tirando fotos deles, mas não havia nada que eu pudesse fazer, porque mesmo que eu não estivesse lá, eles ainda fariam a mesma coisa”

“Eu me fiquei receosa que eles ingerissem a bituca porque os cigarros contêm ingredientes tóxicos, então eu realmente esperava que eles não comessem aquele lixo deixado ali, é uma ótimo notícia que eles não fizeram isso. “Eu estava preocupado que eles estavam mastigando aquilo. Não ia ser bom para eles”.

“Era uma coisa preocupante de se ver porque eu não achava que eles se incomodariam com coisas assim, mas eles simplesmente pegavam qualquer coisa. Eu estava preocupada que eles corressem o risco de morrer”.

Quando cheguei em casa, pesquisei por pontas de cigarro e animais selvagens, e li algumas coisas sobre o assunto. “Os ingredientes tóxicos contidos no interior das pontas dos cigarros são extremamente prejudiciais aos animais se ingeridos”.

“É por isso que tirei as fotos, porque achei que mais pessoas precisavam estar cientes do impacto de suas ações na natureza”, dia Kim.

A fotógrafa espera que ao compartilhar as imagens perturbadoras, ela possa fazer os fumantes pensarem duas vezes antes de jogarem as pontas de cigarro no chão.

Kym disse: “Eu não fumo, sou um grande anti-tabagista, então isso realmente me deixou muito enojada. Como alguém pode fazer aquilo? Pense nisso”.

“Eu tinha ouvido falar que os patinhos nasceram na reserva florestal, então eu fui lá cedo, logo pela manhã”.

“Acabei de chegar ao lago, e todos estavam saindo da água com a mãe deles. Como patinhos, eles procuravam por comida o tempo todo”.

“Um achou, pegou e passou para o outro. Eles deixaram a bituca cair e saíram atrás de sua mãe de volta para a água”.

“E isso aconteceu em uma reserva natural e é por isso que esse fato realmente me incomodou, porque quando você anda por lá, o que você espera? – A natureza protegida”.

“As pessoas não deveriam simplesmente jogar fora suas bitucas de cigarro. Isso é terrível e muito perigoso para ao animais”.

Cenas como essa poderiam ser facilmente evitadas com mais conscientização e respeito tanto pelos animais como pela natureza. Além de ocuparmos seus habitats naturais o mínimo que se espera é que não os contaminemos com nossos.

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De olho no planeta

Químicos desenvolvem método para quebrar poluentes na água

“A ideia é que a luz penetra uma molécula e provoca uma reação lá”, diz o químico e professor Martin Goez da MLU, cujo grupo de pesquisa desenvolveu o novo processo.

Foto: Right to Live Healthy

Eles estão particularmente interessados nos elétrons, que são liberados pela energia de luz de seu composto molecular na vitamina C e existem livremente na água.

“Estes chamados ‘elétrons hidratados’ são extremamente reativos e podem, por exemplo, ajudar a quebrar os poluentes. A vantagem em relação a outras substâncias é que os elétrons desaparecem completamente após a reação, o que significa que eles não deixam resíduos nocivos”, esclarece Goez.

Os elétrons especiais podem reagir com substâncias muito estáveis e dividi-las em componentes individuais.

Até agora, eram necessários complexos lances de alta potência de alto custo para gerar esses elétrons. A utilização desse tipo de equipamento também está relacionada a severas precauções de segurança. Já o desenvolvimento feito pela equipe de Goez na MLU é significativamente mais fácil e mais econômico.

Segundo o Science Daily, o sistema do grupo de pesquisa da MLU não é apenas apropriado para a decomposição de cloretos ou fluoretos nocivos, como também pode ser aplicado a muitas outras reações fotoquímicas que são difíceis de iniciar de outras maneiras.

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Milhares de peixes são encontrados mortos em reserva
Notícias

Milhares de peixes e animais selvagens morrem envenenados em reserva natural

A Golden Lead Factory foi responsabilizada por despejar substâncias químicas letais no córrego, causando o envenenamento da água e, consequentemente, matando tanto animais marinhos, como a vida selvagem que depende do córrego para sobreviver, segundo o portal Tuko.

Milhares de peixes são encontrados mortos em reserva
Foto: Reprodução/Tuko

O caso é tão grave que a água da reserva foi tingida de vermelho, resultado da disseminação do sangue dos animais.

“Algumas amostras foram coletadas para fins de pesquisa e investigação. Os moradores da área parecem convencidos de que os animais e os peixes morreram como resultado de produtos químicos da fábrica em questão”, explica Green Wall Warriors, uma organização holandesa de proteção da vida selvagem.

A companhia já havia sido acusada de despejar químicos perigosos no local, o que causou a morte de inúmeros peixes.

Córrego tingido de vermelho devido ao sangue dos animais
Foto: Reprodução/Tuko

Infelizmente, no caso inicial, a empresa foi absolvida depois que as investigações revelaram que um grupo de pescadores locais utilizava equipamentos não autorizados para pegar peixes jovens e os despejavam no litoral. Alguns equipamentos foram coletados.

Uma petição foi criada e uma campanha está em andamento contra a Golden Lead Factory devido às mortes dos animais.

Os residentes da área também afirmam que suas vidas estão ameaçadas pelos produtos químicos da Golden Lead Factory. Eles têm pressionado para que o presidente da Gâmbia Adama Barrow adote alguma medida contra a companhia.

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Tartaruga-marinha nadando no oceano
De olho no planeta

Tartarugas da Grande Barreira de Corais são contaminadas com químicos tóxicos

Depois de testar a corrente sanguínea dos animais em vários locais ao longo do trecho do recife, pesquisadores da Universidade de Queensland descobriram que as tartarugas possuíam uma série de drogas comuns em seus sistemas. Exemplos são  a milrinona, usada para problemas cardíacos, produtos de limpeza doméstica, cosméticos e centenas de milhares de outros produtos químicos industriais, como pesticidas e herbicidas.

Tartaruga-marinha nadando no oceano
Foto: WWF

“O preocupante é que existem mais produtos químicos que não conseguimos identificar do que os produtos que podemos”, disse Amy Heffernan, co-autora do estudo.

“Existe um novo produto químico registrado para uso a cada seis segundos, de modo que as bibliotecas e os bancos de dados usados para identificar esses produtos químicos simplesmente não conseguem acompanhar”, acrescentou.

Alguns dos sinais mais evidentes de danos à saúde das tartarugas foram a inflamação e a disfunção hepática. Porém, a extensão do impacto permanece desconhecida, informou o Ecowatch.

“Os seres humanos têm colocado muitos produtos químicos no meio ambiente e nem sempre sabemos o que são e o efeito que eles possuem. O que você derruba sua pia, pulveriza em suas fazendas ou nas indústrias acaba no meio marinho e nas tartarugas da Grande Barreira de Corais”, disse Heffernan.

O que se sabe é que o recife sofreu um pouco de pressão nas últimas décadas devido às mudanças climáticas. Com a pesca, o despejo de resíduos e o aumento dos níveis de pH que resultam no branqueamento massivo e na morte de corais, o habitat das tartarugas corre o risco de ser extinto.

Uma dose forte de substâncias estranhas é apenas um detalhe. A pesquisa é apenas um elemento de um estudo maior financiado pelo World Wildlife Fund, que trabalha para descobrir melhores práticas de gestão para as tartarugas e todos os animais selvagens nos recifes.

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Corpo de orca é encontrado com número recorde de produtos químicos tóxicos

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: John Bowler/RSPB Scotland

Uma orca encontrada morta em uma ilha escocesa possui um número recorde de produtos químicos tóxicos em seu corpo.

Um postmortem da baleia, conhecida como Lulu, revelou que sua gordura continha 100 vezes mais poluentes policlorados bifenilos (PCBs) do que o que normalmente provocaria problemas de saúde em animais marinhos, segundo informações do Evening Standard.

Lulu foi descoberta em 2016, na ilha escocesa de Tiree, após ter ficado presa em cordas usadas por pescadores.
Porém, agora os cientistas acreditam também que as toxinas podem ter desempenhado um papel em sua morte, enfraquecendo a orca.

Andrew Brownlow, responsável pelo Scottish Marine Animal Stranding Scheme disse à BBC que Lulu tinha “níveis chocantes de PCBs”.

Produtos químicos sintéticos que contêm PCBs têm sido amplamente usados em plásticos para pinturas e equipamentos elétricos desde o século passado e podem ser encontrados também em aterros sanitários.

Infelizmente, os danos provocados pela poluição humana nos oceanos provocam a morte de inúmeros e belos animais como Lulu.

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Quantidades maciças de substâncias tóxicas proibidas são descobertas em animais marinhos

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Alan Jamieson

Quantidades extraordinárias de substâncias químicas tóxicas que foram proibidas na década de 1970 foram descobertas nos corpos de animais marinhos que vivem no fundo da mais profunda vala oceânica do mundo.

Cientistas ficaram surpresos ao descobrir níveis tão elevados de bifenilos policlorados (PCBs) e outros poluentes orgânicos persistentes a mais de 10 quilômetros abaixo do nível do mar em Mariana Trench, no Oceano Pacífico. A área fica a cerca de 1.300 quilômetros da maior região terrestre mais próxima, o Japão.

Uma situação semelhante foi descoberta a cerca de sete mil quilômetros de distância na Kermadec Trench, que também está a mais de 10 quilômetros de profundidade e a cerca de 1.500 quilômetros ao norte da Nova Zelândia, informaram os pesquisadores na revista Nature Ecology and Evolution.

“O fato de termos encontrado níveis tão extraordinários desses poluentes em um dos habitats mais remotos e inacessíveis da Terra realmente mostra o impacto devastador em longo prazo que a humanidade está provocando sobre o planeta. Não é um grande legado que estamos deixando para trás. Ainda pensamos no oceano profundo como sendo este reino remoto e imaculado, a salvo do impacto humano, mas nossa pesquisa mostra que, infelizmente, isso não poderia estar mais longe da verdade”, declarou Alan Jamieson, que liderou o estudo.

Os poluentes estavam tão dispersos que as criaturas do mar, anfípodes, apresentaram níveis de contaminação semelhantes aos encontrados na baía de Suruga, no Japão, que Jamieson descreveu como “uma das zonas industriais mais poluídas do noroeste do Pacífico”.

“Somos muito bons em adotar uma visão ‘fora da vista, fora da mente’ quando se trata do oceano profundo, mas não podemos nos permitir ser complacentes. Esta pesquisa mostra que, longe de ser remoto, o oceano profundo está altamente ligado às águas superficiais e isso significa que o que despejamos no fundo do mar um dia voltará de alguma forma”, acrescentou.

Ele disse que não estava claro o que a poluição encontrada nos anfípodes significava para o ecossistema e mais pesquisas teriam que ser feitas para descobrir isso.

Os poluentes orgânicos persistentes, conhecidos como POP, incluem PCBs e éteres difenílicos polibromados (PBDEs), que podem ser usados como isoladores elétricos e retardadores de chama.

Os PCBs foram proibidos por muitos países nos anos 70, mas a produção total do produto – desde que se tornou amplamente utilizado na década de 30 – é estimada em 1.3 milhão de toneladas.

Os acidentes industriais, os vazamentos de aterros sanitários e as descargas deliberadas fizeram com que grandes quantidades de produtos químicos acabassem no mar, que muitas vezes tem sido usado como um grande depósito de lixo.

Conforme indicado por seu nome, os POPs não se degradam facilmente e acredita-se que podem persistir no ambiente por pelo menos décadas.

Acredita-se que os produtos químicos entraram nas valas conforme detritos de plástico afundaram no mar ou a partir de animais  mortos que estavam contaminados e caíram da superfície. Os POPs acumulam-se na cadeia alimentar de modo que, quando atingem o oceano profundo, as concentrações são muitas vezes mais elevadas do que nas águas superficiais.

Em um artigo associado na mesma revista, Katherine Dafforn, da Universidade de New South Wales, disse que a nova pesquisa descobriu a poluição industrial em “um habitat anteriormente considerado intocado”.

“Apesar das temperaturas que pairam em torno de 1C e pressões mais de mil vezes superiores à superfície, as valas de profundidade possuem uma biodiversidade endêmica significativa. No entanto, há cada vez mais evidências de que as únicas criaturas marinhas nessas valas estão ameaçadas pela poluição causada pelo homem”, escreveu.

As descobertas da equipe de Jamieson foram, segundo ela, “perturbadoras”.

“Concentrações de PCBs e PCBEs nestes minúsculos crustáceos foram superiores aos níveis basais e 50 vezes maiores do que em caranguejos de um sistema altamente poluído rio na China. Isso é significativo, uma vez que as valas hadal estão a milhas de distância de qualquer fonte industrial e sugere que esses poluentes espalham-se por longas distâncias apesar da regulamentação desde a década de 1970”, disse Dafforn.

Ela disse que o problema ficou sob escrutínio desde o livro seminal de Rachel Carson, “Silent Spring”, publicado na década de 60. “A nova consciência e a percepção dos impactos ambientais da poluição inspiraram medidas para a proteção e a proibição do uso indiscriminado de agrotóxicos na agricultura. Produtos químicos manufaturados como o DDT, originalmente usado em pesticidas, fazem parte de um extenso grupo de substâncias baseadas em carbono agora classificadas como POPs. Eles também incluem produtos químicos industriais, como PCBs e PBDEs usados como retardadores de chama”, acrescentou Dafforn ao Independent.

“O foco tem sido sobre esses poluentes devido à sua capacidade de permanecerem viáveis durante longos períodos de tempo e terem um transporte de longo alcance em materiais, como o solo, a água e o ar. Isso aumentou sua penetração em uma variedade de ambientes, incluindo o Ártico e agora o oceano mais profundo. Ao mesmo tempo, eles podem se acumular até 70 mil vezes no tecido adiposo de organismos vivos com ampliação significativa em níveis mais elevados na cadeia alimentar. Esses fatores, juntamente com seus devastadores efeitos sobre os sistemas hormonal, imunológico e reprodutivo foram os principais impulsionadores na sua regulação e eliminação”, finalizou.

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Polícia Civil investiga morte de peixes em Erechim (RS)

A Polícia Civil de Erechim, na região Norte do Rio Grande do Sul, investiga a morte de várias espécies de peixes em uma poça localizada na Rua Transbrasiliana, às margens da BR-153. A Brigada Militar constatou o problema na manhã de ontem (4).

Segundo a polícia, o ocorrido teria sido em decorrência do descarregamento de material químico que deveria ser transportado para Chapecó, em Santa Catarina. As placas do referido caminhão foram anotadas por uma testemunha.

Um laudo sobre o material jogado nas águas será feito pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepan). Levantamento deverá estar pronto em dez dias.

Fonte: Diário do Grande ABC

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Destaques, Notícias

Animais continuam sofrendo e sendo mortos pela indústria dos cosméticos

Por Steve Boggan
Traduzido por Giovanna Chinellato (da Redação)

A maior parte das pessoas acha que os testes de cosméticos não são mais realizados em animais – não se iluda…

Quando Jenny Brown concordou em fazer uma investigação secreta sobre testes em animais de uma alternativa ao botox, ela sabia que poderia ser um pouco desagradável, mas nada a prepararia para isso: técnicos altamente treinados ajoelhando no chão enquanto tentavam quebrar o pescoço de ratos com uma caneta esferográfica.

E pior, ter de assistir esses técnicos fazendo um trabalho mal feito – e quebrando a coluna dos animais em vez do pescoço. As filmagens secretas de Jenny mostram os ratos ainda vivos e se contorcendo em agonia com a espinha quebrada. Mostram também outros sobrevivendo a injeções “letais” e, então, trancados em câmaras a gás às centenas.

“Foi horrível, e eu não podia fazer nada além de gravar o que estava acontecendo”, lembra Jenny. “Quando você está em uma situação dessa, você precisa se desligar, se trancar em seu pequeno mundinho. Mas eu estava completamente abalada.”

Você deve estar pensando que “ainda bem, a operação de Jenny foi conduzida há muito tempo atrás.Na Inglaterra o uso de animais para testes de cosméticos foi proibido em 1998. Na Europa, uma lei similiar foi aprovada em 2003.  É coisa do passado.”

Não, não é. A experiência de Jenny ocorreu apenas um ano atrás, por causa de uma série de política, falhas na legislação e voltas na burocracia, o número de animais mortos pela vaidade humana só tende a aumentar – aos milhões e milhões.

De acordo com a Associação Europeia de Cosméticos, cinco bilhões de produtos cosméticos são comprados por 380 milhões de consumidores por ano na Europa. A legislação exige que todo produto vendido seja seguro para humanos. Por décadas, essa segurança foi sinônimo de submeter animais a testes dolorosos, colocando cosméticos e químicos em seus olhos, fazendo-os ingerir ingredientes e esfregando-os em suas peles para testar irritações ou risco de câncer.

Entretanto, sob pressão de entidades como a British Union for Abolition of Vivisection (BUAV, União Britânica pela Abolição da Vivissecção) e a RSPCA, leis foram aprovadas para que a indústria de cosméticos buscasse métodos alternativos, incluindo manipulação de células e aplicação de produtos em tecidos humanos criados em laboratório.

A lei de 2003 introduzida pela União Europeia , uma emenda ao European Cosmetics Directive de 1976, tornou ilegal testar produtos prontos em animais. Em 2009, a UE proibiu também o teste de cosméticos e ingredientes em animais.

Isso, deveria, logo, ter abolido a crueldade. Porém, como Jenny descobriu, animais ainda estão sofrendo em nome dos cosméticos.

No caso que ela expôs da BUAV, eles estavam sendo usados legalmente no teste de um produto com licensa médica que seria classificado como off-label – não usado para o propósito que foi aprovado – como um tratamento cosmético para rugas. Durante nove meses de investigação secreta no Wickham Laboratories em Hampshire, o ativista de 27 anos descobriu que uma toxina produzida pela Ipsen Biopharm, uma companhia farmacêutica operante em 40 países, foi regularmente testada em camundongos. Chamada Dysport, a toxina altamente tóxica é usada em tratamento médico de distorções faciais de vítimas de derrame para inibir o excesso de baba e suor. Ela paralisa músculos, previnindo distorções por oito meses. Entretanto, se uma quantidade desconhecida de Dysport for usada off-label, com propósitos cosméticos, como o botox, ameniza os sinais da idade – rugas.

Primeiro, ele é testado em ratos pelo procidimento do século XX chamado LD50, onde LD significa Letal Dose, e o 50 é de 50%.

Isso envolve injetar toxinas em camundongos até que 50% deles morra. O que só prova que a toxina é potente.

“Os camundongos eram avaliados em intervalos regulares, e depois de alguns dias a maioria estava morta, sofrendo terrivelmente de uma paralisia e eventual asfixia”, conta Jenny. “Camundongos que provavelmente não sobreviveriam até a próxima avaliação seriam mortos. Isso era feito colocando-os no chão e quebrando seus pescoços com uma caneta. Mas os trabalhadores frequentemente erravam e quebravam suas costas no lugar. Os que sobreviveram aos testes foram então colocados em uma câmara e mortos com dióxido de carbono. É assustador que o Dysport seja usado pela vaidade humana. Seu controle de qualidade ocorre semana sim, semana não. Pensei que isso fosse coisa do passado, e imagino que muitos também pensem.”

A Ipsen Biopharm diz que a lei exige o LD50, mas quando perguntei o quanto de Dysport é usado para propósitos cosméticos, não obtive resposta.

Um relatório da Home Office sobre a investigação na BUAV concluiu que os testes Wickham estavam sendo conduzidos por propósitos médicos e não cosméticos, mas acrescentaram que “é permitido o uso off-label de um medicamento sob a legislação da UE e da Inglaterra”.

Essa não é a única falha na lei. Como vimos antes, o European Cosmetics Directive proíbe testes em animais – mas outro lapso na legislação existe quando o assunto é produtos não cosméticos, como detergente. É a chamada Reach (Registro, Avaliação, Autorização e Restição de Químicos). Ela entrou em vigor em 2007 para certificar que todos os químicos usados pela indústria – alguns que nunca precisaram ser testados – sejam seguros. Na maioria dos casos, isso envolve testar em animais.

Essa nova regulamentação afeta até as companhias éticas que não matam animais, porque seus produtos podem conter os mesmos ingredientes que produtos domésticos e farmacêuticos, e seus fornecedores, que prometeram não testá-los em animais, foram ordenados a tal pela Reach.

“Fomos alertados por um de nossos fornecedores que eles teriam que testar o borato de sódio em animais, então teríamos que removê-lo de nossos produtos”, disse Andrew Butler, diretor de campanhas da Luch, que abomina testes em animais. “É loucura. O borato de sódio vem sendo usado seguramente em cremes há 100 anos.  Por que animais precisam morrer para testá-lo hoje? Estamos preocupados que isso seja só o começo. Não sabemos qual o próximo ingrediente inofensivo que nossos fornecedores serão forçados a testar em animais.”

A RSPCA estima que o Reach irá matar oito milhões de animais, mas outros argumentam que o número pode chegar a 50 milhões se considerarmos fetos não nascidos. No começo do mês, notícias ainda piores começaram a rondar a Europa.

O último estágio da Cosmetics Directive, previsto para 2013, proibindo qualquer cosmético testado em animais de ser vendido na Europa provavelmente terá de ser adiado por no mínimo quatro anos.

A indústria de cosméticos, que ainda testa em animais no mundo todo, disse à Comissão Européia que ainda precisa encontrar alternativas seguras ao teste em animais. Isso significa que testar em animais continuará principalmente nos EUA, China e Japão. Se a proibição prosseguir, os consumidores poderiam ter certeza de que o que compram em High Street não foi testado em animais.

Mas da forma como as coisas andam, ninguém tem essa certeza – apesar das alegações nos rótulos dos produtos. É difícil acusar produtores individuais de rotulagens falsas, pois todos os testes são secretos, mas organizações pelos direitos animais vêm atuando há anos para mudar a realidade. Por exemplo, o “esse produto não foi testado em animais” pode muito bem ser verdade, mas isso não quer dizer que seus componentes não tenham sido.

Isso é algo que a própria indústria adimite. “Muitos alegam que produtos não são testados em animais são apenas uma questão de interpretação.”, disse Dr Chris Flower, diretor geral da Cosmetic, Toiletry and Perfumery Association. “Pegue a China, por exemplo. Se você quer vender seus produtos lá, as autoridades chinesas vão testar seus produtos em animais. Você viu, porém, na Europa que seu produto não é testado em animais – mas alguém descobre que na China foi. Esse é o motivo por  que muitas das grandes indústrias têm medo de dar garantias.”

Tudo o que só torna mais difícil para os consumidores éticos terem certeza do que estão comprando. Por exemplo, a Procter e Gamble, uma das maiores pordutoras de cosméticos do mundo, incluindo a Herbal Essences, Max Factor e Wella, diz que nunca sonharia em testar em animais na Europa. Entretanto, a papelada de testes da P&G submetida ao Comitê Científico da UE contradiz a imagem que a empresa prega. É verdade que os produtos prontos não são testados, mas os ingredientes têm sido testados nos EUA.

Por exemplo, um número de estudos datado de 2005 revela o efeito fatal de forçar ratos a se alimentarem de corante laranja. Depois que os ratos morreram, eles foram abertos e, não surpreendentemente, descobriram que seus órgãos estavam laranjas.

De forma similar, outro ralatório da Wella detalha os efeitos da tintura vermelha, enquanto em 2004 pesquisadores forçaram 100 ratas fêmeas a comerem butilparabeno, um preservativo cosmético, por duas semanas. A seguida, mataram as ratas e cortaram fora seus fetos com anomalias.

Quando perguntei à companhia como seus testes “éticos” em animais poderiam contradizer esses relatórios, cheguei ao Dr Chris Flower. Ele explicou que os químicos envolvidos foram usados a anos, mas precisavam ser testados novamente por preocupações de segurança. Isso foi ordenado pela Comissão Européia.

“Não sabiam de testes alternativos, logo a P&G não teve escolhas se não testar em animais”, ele disse.

Já a BUAV organizou um esquema sob o qual fornecedores e produtores delimitam uma data limite, depois da qual eles precisam garantir que nenhum de seus ingredientes tenha sido usado em testes em animais. A BUAV adverte como isso pode ser feito, pelo Leaping Bunny Program (leapingbunny.org), que aceita que animais sofreram no passado, mas que nenhum sofrerá no futuro em nenhum estágio produção de nenhum cosmético.

Enquanto isso, existem aqueles com Andrew Butler da Lush que estão começando a se perguntar porque as grandes companhias precisam testar até mesmo novos ingredientes.

“Existem milhares de novos estudos lá fora”, ele diz. “Existem mais do que você poderia conduzir durante a vida toda, Mas as grandes companhias só querem colocar a palavra “NOVO” em suas caixas para aumentar as vendas. A próxima vez que você ver isso, pergunte a si mesmo por que realmente precisa comprar isso. Digo, deixa seu cabelo tão limpo, não?”

Você pode assinar  uma petição contra o uso de animais em testes cosméticos.

Fonte: Daily Mail

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Prefeituras e MP divergem sobre a causa da mortandade de peixes no Rio dos Sinos

Um grupo de prefeitos representando os administradores dos 22 municípios do Consórcio Público de Saneamento Básico da Bacia do Rio dos Sinos (Prosinos), noRS, apresentou relatório indicando que a poluição que causou a morte de 16 toneladas de peixes, nas últimas semanas, foi química. A origem e o tipo do produto devem ser detalhados nos próximos 15 dias.

Preliminarmente, os laudos constataram que metais pesados provocaram o desastre. O resultado diverge do apontamento do Ministério Público do Estado (MP), que indicou detritos orgânicos despejados por uma indústria de Igrejinha como decisivos para a mortandade.

O presidente do Prosinos criticou, em nome dos demais prefeitos, o MP e a Fepam. Conforme Ary Vanazzi, os dois órgãos atribuiram às prefeituras a causa da mortandade de peixes. “Carga tóxica elevada caiu no rio e não foi o esgoto”. A análise foi realizada pelos serviços de água e esgoto de São Leopoldo (Semae), Novo Hamburgo (Comusa), secretarias do meio ambiente dos 22 municípios e técnicos do Prosinos.

O prefeito de Novo Hamburgo, que também pertence ao consórcio, foi mais incisivo nas críticas. “Não aceitamos esse ambiente intimidatório”, disse Tarcísio Zimmermann . Sobre a análise apresentada pelo promotor Daniel Martini, indicando que a poluição causadora da mortandade partiu de uma indústria de Igrejinha, ele disse não acreditar. “Foi mais um chute e sem muita pontaria desse promotor”, afirmou. O prefeito de Canoas, Jairo Jorge, admitiu, no entanto, que as prefeituras têm uma parcela de culpa pela poluição do Sinos. “Somos parte desse problema”, reconheceu.

Vanazzi criticou o fato de não ter sido realizada análise em peixes mortos em setembro e que ainda não foram divulgados resultados sobre a mortandade do início de novembro. A responsabilidade, segundo ele, é da Fepam. A análise apresentada nesta sexta-feira está relacionada exclusivamente à mortandade do início de dezembro. O prefeito admitiu ainda que a captação de água foi suspensa por mais de dois dias, no início do mês, até a onda de poluição seguir o curso do rio.

O que disse o MP

O promotor Daniel Martini reiterou que a característica da mortandade sugere que houve um grande derramamento de carga orgânica e que isso pode ser consequência do detrito de residências e também afluente industrial. “Há uma série de causas e o esgoto doméstico tem sua parcela de responsabilidade”, afirmou.

Ele lembrou ainda que o tratamento de esgoto nos munípios do Vale do Sinos não passa de 5%. No dia 15, Martini pretende se reunir com os prefeitos dos municípios da região, que hoje encaminharam um ofício para postergar a data, até que recebam os laudos definitivos apontando a causa da mortandade.

O que disse a Fepam:

A Fundação preferiu não se manifestar. Por meio da assessoria de imprensa, informou apenas que não há resultado de análises indicando com precisão a causa da mortandade.

Fonte: Vitrine Digital

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Medicamentos eliminados no esgoto alteram a reprodução dos peixes

Foto: Reprodução/Naturlink

Vários estudos evidenciaram que os comportamentos de acasalamento dos peixes são alterados na presença de pequenas quantidades de fármacos na água.

Os medicamentos e outros químicos utilizados em casa como os detergentes afetam a reprodução e desova dos peixes, mesmo quando estão na água em baixas concentrações. Estes resultados foram divulgados no encontro da Sociedade de Toxicologia Ambiental e Química, realizado em Portland.

Estes compostos quando são despejados nas sanitas e ralos dos lavatórios têm como destino final os cursos de água, sendo muito difícil removê-los durante a fase de tratamento das águas residuais.

Melissa Schultz, química do College of Wooster, em Ohio, refere que “é fácil verificar se um peixe sofre alterações anatômicas (…) no entanto, determinar os efeitos no acasalamento requer um trabalho mais meticuloso”.

Um estudo realizado por Dalma Martinovi, toxicologista ambiental da Universidade de St. Thomas, no Minnesota, verificou distúrbios comportamentais no peixe-zebra (Danio rerio), num tanque que continha 50 microgramas por litro de ibuprofeno (anti-inflamatório).

O ibuprofeno nos humanos inibe a produção de prostaglandinas que estão envolvidas no processo inflamatório. Nos peixes estas substâncias atuam como feromonas. Na presença do medicamento a sua produção é inibida o que provoca a alteração do seu comportamento sexual.

Apesar de não existirem alterações anatômicas ou fisiológicas visíveis nos peixes, pode-se verificar mudanças de comportamento uma vez que ocorrem com concentrações mais baixas destes químicos. Estas alterações na reprodução podem afetar a prosperidade dos peixes. É difícil alcançar a magnitude dos impactos desses compostos na vida selvagem.

Fonte: Naturlink

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A morte de milhares de peixes no Rio dos Sinos (RS) pode ter sido causada por produto químico

Análises realizadas no Rio dos Sinos (RS) levaram a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) a levantar a hipótese de que produtos químicos tenham sido despejados no rio e causado a morte de milhares de peixes. De acordo com a Defesa Civil, a estimativa é de que cerca de 10 mil peixes morreram na região entre São Leopoldo e Novo Hamburgo.

Pelas manchas de hemorragia apresentadas pelos peixes dá para constatar que eles não morreram por asfixia e sim pelo contato com algum produto químico, afirmou a bióloga da Fepam Cleonice Kazmirczak.


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