Notícias

Aluna de química de MT cria maquiagem vegana com matérias-primas naturais

Uma estudante da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) criou uma linha de maquiagem vegana e orgânica com produtos de origem natural sem substâncias tóxicas na composição e que não agridem a pele. Sandynara Aguiar Gama, de 19 anos, mora em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá (MT). Ela desenvolveu 15 produtos de modo caseiro.

A linha de produtos foi apresentada como projeto de ciências em uma instituição de ensino. A ideia foi apresentada em abril na Feira Nacional de Empreendedorismo (FNE) do Centro de Cursos Brasileiros (Cebrac). O objetivo principal da feira foi a importância da sustentabilidade.

Foto: Jéssica Souza Bruno/ Arquivo pessoal

Sandynara disse ter observado o mercado de cosméticos e viu a possibilidade de crescimento e de destaque na área de maquiagens naturais.

O intuito foi desenvolver uma linha de maquiagem natural que não prejudicasse a pele, que não contém na composição nenhum tipo de substância tóxica e que não haja necessidade de ser testada em animais e nem substâncias de origem animal.

A estudante relatou ao G1 que fez os produtos sozinha sob orientação de um professor do curso. A fabricação aconteceu na residência dela. Ela possui todos os laudos técnicos dos ingredientes utilizados, comprovando assim, a autenticidade do material sendo natural. Os laudos técnicos são assinados por uma profissional habilitada em química.

Foram produzidos um tônico facial, demaquilante bifásico, esfoliante de café, máscara de aveia, sombra em pó, iluminador líquido, gloss labial, batom líquido, base, pó, blush, protetor labial, sombra em base, batom e delineador em creme.

Foto: Sandynara Aguiar Gama/ Arquivo pessoal

Na composição das maquiagens foram usados produtos naturais, como beterraba, argila branca, flor de alecrim, óleo de pequi, óleo de manga, azeite de oliva, cacau em pó, farinha de amora, óleo de rícino, e outros produtos de origem natural.

Segundo a estudante, foram desenvolvidos 15 produtos, como fabricação caseira, e dois que ainda estão em processo de desenvolvimento, como o rímel e o delineador líquido. Foi gasto cerca de R$ 2 mil para comprar as matérias-primas e os recipientes.

A qualidade dos produtos foi comprovada com testes de pH, método científico que avalia e classifica as soluções químicas e com laudos técnicos das matérias primas utilizadas.

Os produtos causaram surpresa nos colegas, mas que ficaram curiosos com o método de fabricação. “Muitas pessoas que conheço acharam a ideia interessante, por ser natural e vegano. A questão do desenvolvimento do produto é o que mais chamou a atenção da maioria dos meus colegas e amigos”, contou.

Além de apresentados na feira, os produtos também foram vendidos ao público que teve o interesse em comprar e restaram algumas amostras. Surgiram propostas de empresas interessadas em vender o produto nas lojas.

Para a produzir as maquiagens, a estudante e criadora pesquisou sobre produtos vendidos no mercado de cosméticos naturais e adquiriu conhecimento suficiente para ter sucesso no desenvolvimento dos produtos.

Questionada sobre o tempo de validade dos produtos por serem de origem completamente naturais e diferentes dos produtos com química sintética, ela explicou: “As fórmulas dos produtos naturais devem conter de acordo com as certificadoras 95% de matérias primas naturais. Normalmente, para conservação de cosméticos (não naturais) é usado conservantes, que agridem a pele, entre outros malefícios. A validade do produto pode ser comprometida principalmente se houver água na fórmula, que acelera os fungos e bactérias”.

Sandynara explicou que praticamente não utilizou água nos cosméticos. Para auxiliar a conservação dos produtos, ela usou vitamina E e óleos essenciais que possuem uma ação que ajuda a evitar a oxidação e contaminação.

Foto: Sandynara Aguiar Gama/ Arquivo pessoal

Portanto, os produtos desenvolvidos de modo caseiro e com substâncias de origem natural possuem uma validade menor por não conterem vários tipos de conservantes, mas que existe outros métodos para melhorar a questão da validade, afirmou a estudante.

A estudante disse ao G1 que pensa em expandir a ideia, como criar um negócio no ramo, patentear os produtos, mas é necessário investimento financeiro ou investidores. A expansão precisaria de um laboratório adequado com todas as exigências e equipamentos necessários.

Sobre a expansão, ela contou que gostaria de construir uma loja física para expor os produtos veganos e que o espaço funcionaria como uma farmácia de manipulação. Está estudando meios para expandir, mas que já recebeu propostas de investimento e pretende estudá-las em breve.

O trabalho de Sandynara foi supervisionado pela professora Kenya Rafaela, que foi a orientadora do projeto e pela química Fábia Elaine Ferreira que assinou os laudos técnicos para a estudante que ainda está se profissionalizando.

Fonte: G1


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


 

​Read More
Notícias

Estudantes de química criam réplica vegana de leite integral

Startup vegana se une a universitários para criar leite integral livre de animais | Foto: VegNews/Reprodução
Startup vegana se une a universitários para criar leite integral livre de animais | Foto: VegNews/Reprodução

A proprietária da empresa de produtos veganos e antialérgicos Awesome Bites, Jennifer Thai, de Houston, Texas (EUA), fez recentemente uma parceria com estudantes de química da Rice University para criar um leite a partir de sementes de linhaça e coco que se mantivesse estável e homogêneo (sem o uso de emulsificantes).

Thai foi a criadora da receita de leite – livre de laticínios – e afirma que o produto tem o mesmo gosto e a sensação ao paladar de leite integral, mas é feita com ingredientes à base de vegetais.

No entanto, a rápida separação dos ingredientes impediu que ela colocasse o produto no mercado comercialmente. O primeiro lote de Thai manteve sua integridade por sete dias antes dos componentes se separarem, mas a estabilidade do leite era imprevisível.

Idealmente, a Thai queria que o produto permanecesse homogêneo nas prateleiras por duas semanas a um mês sem a utilização de emulsificantes como a lecitina. No decorrer de um semestre, os alunos assumiram a solução de parte do problema para testar a mistura de ingredientes, como processá-los, a acidez e a moagem antecipada da linhaça.

Os alunos foram obrigados a seguir rigorosamente o método científico e manter notas abrangentes sobre os procedimentos adotados por toda parte. No final do semestre, eles apresentaram suas receitas à Rice University, onde puderam cozinhar e experimentar suas criações pela primeira vez.

“Na apresentação final, eles sugeriram alterações relativamente simples que, segundo eles, prolongariam a vida útil”, disse Michelle Gilbertson, professora da Rice University.

As mudanças incluíam mudar a proporção de linhaça para a quantidade de coco e a utilização de um filtro de metal no lugar de gaze. “Esta foi uma vitória para mim em todos os aspectos possíveis”, disse Thai.

A empreendedora planeja incorporar as soluções dos alunos em sua fórmula para criar um leite novo e melhorado que estará disponível em sua padaria e sorveteria com sede em Houston (que abre no próximo mês) em sabores como original, sem açúcar e horchata.

Uma vez que a nova versão for testada tanto para validade e como para separação (homogenização), Thai espera embalar e distribuir localmente o produto com o objetivo de longo prazo de expandir nacionalmente e internacionalmente.

​Read More
De olho no planeta

Indústria química pode ter redução anual de 36% nas emissões de gases de efeito estufa até 2050

As tecnologias de energia inovadoras consideradas no estudo “Eficiência energética e emissões de GHG: cenários prospectivos para a indústria química e petroquímica” podem reduzir as emissões anuais de gases de efeito estufa (GHG) em 72,5 Mt de CO2, o equivalente a 36% das emissões de GHG em 2050, além de apoiarem o crescimento do setor.

Foto: Reprodução, CBC

As conclusões foram baseadas em um modelo de contabilização dos preços dos combustíveis, nos subsídios do GEE e no período de recuperação das tecnologias, como a combinação de calor e energia e a captura e armazenamento de carbono.

O relatório contribui para o crescente número de provas que mostram que a redução das emissões dos gases pode ocorrer enquanto contribui para o crescimento econômico. A pesquisa revelou que as melhores tecnologias energéticas inovadoras disponíveis e aquelas que estão em desenvolvimento podem suportar um aumento de 45,6% na produção do setor.

As indústrias petroquímica e química podem ser beneficiadas com economias de energia anuais de 4%, informa o Science Daily. Implementar essas tecnologias pode ser a base para o aumento da produção industrial, representando 20% do PIB da UE até 2020, que hoje é de 15%.

​Read More
Notícias

Comissão modifica projeto sobre controle de natalidade de cães e gatos de rua

Foto: Waldemir Rodrigues

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta quarta-feira (16) emenda do senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS) ao projeto (PLC 04/05) que institui a política nacional de controle de natalidade para cães e gastos, especialmente os animais de rua. O projeto original, já aprovado pelos deputados, estabelece que o controle se fará pela “esterilização cirúrgica” (castração), e a emenda de Zambiasi exclui a palavra “cirúrgica”. Para ele, já existem métodos mais eficazes e sem sofrimento para os animais, como a castração química e, mantida a palavra na lei, os municípios acabariam adotando apenas a castração cirúrgica.

O projeto já havia passado pelas comissões do Senado e foi enviado ao Plenário. Lá, Zambiasi apresentou sua emenda, que já foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e, agora, pela CAE, onde o assunto foi relatado favoravelmente pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) também terá de se manifestar sobre a emenda, antes da nova votação pelo Plenário.

O projeto original foi apresentado em 2005 pelo deputado Affonso Camargo (PSDB-PR) com a finalidade de acabar com a prática dos municípios de sacrificar os cães e gatos apreendidos pelas conhecidas “carrocinhas”. Para ele, esse método vem sendo abandonado no mundo, substituído pela esterilização dos animais, o que evita sua proliferação, com as doenças que cães e gastos de rua costumam carregar. No entendimento de Camargo, a política nacional de controle da natalidade, inclusive com campanhas educativas, reduzirá automaticamente o número de animais de rua.

Fonte: Agência Senado

​Read More
Notícias

Beija-flor enrola língua em forma de canudo para extrair néctar

O beija-flor é capaz de extrair néctar de uma flor enrolando sua língua no formato de um canudo bem pequeno. Como ele faz isso?

A resposta é que o beija-flor está se aproveitando das forças da tensão superficial, as mesmas forças que fazem a água assumir o formato de gotas, em vez de se espalhar para os lados, ao ficar sobre uma superfície dura.

“Estive analisando a imagem geral das estratégias do ato de beber na natureza”, disse John W. M. Bush, professor de matemática aplicada do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). “Esse é agora um grande tema para mim.”

No ano passado, ele mostrou como alguns pássaros costeiros usavam a tensão superficial para puxar gotas de água até a boca, através de seus longos e finos bicos.

Para a mais recente pesquisa, Bush e seus colegas descobriram que, quando um beija-flor enfia sua língua em uma flor, a língua, com um comprimento de aproximadamente três quartos de uma polegada, se enrola no formato de um cilindro com o diâmetro 25 vezes menor que uma polegada, graças à tensão superficial.

“A língua do beija-flor parece um canudo com uma fenda”, disse Bush.

Também por causa da tensão superficial, as fendas na língua cilíndrica ficam bem fechadas, começando da ponta. O néctar é puxado para cima, e o cilindro é preenchido. Em seguida, o beija-flor limpa bem sua língua e engole. Impressionantemente, ele repete esse processo vinte vezes por segundo enquanto se alimenta.

A pesquisa sobre a língua do beija-flor, que Bush apresentou no último domingo em um encontro da Divisão da Dinâmica de Fluidos da Sociedade Americana de Física, não é apenas uma curiosidade biológica.

As descobertas podem ser úteis para pesquisadores que estão construindo laboratórios químicos em miniatura – os chamados laboratórios em um chip –, que precisem mover minúsculas gotas de compostos químicos. “A natureza já resolveu esses problemas”, afirmou Bush.

Fonte: Folha Online

​Read More