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Burros são pintados de preto e branco para se parecerem com zebras em festa de casamento

Foto: Facebook/Angel Tomás Herrera Peláez
Foto: Facebook/Angel Tomás Herrera Peláez

Imagens de dois burros pintados como zebras para uma recepção de casamento com tema de safári em uma cidade espanhola causaram uma onda de revolta nas redes sociais.

Os animais foram filmados enquanto caminhavam na área ao redor de um bar por um morador local em El Palmar, uma cidade em Cádis, na Espanha, que denunciou o abuso à entidades de defesa dos direitos animais no sábado.

Ele classificou o ato como “vergonhoso” e registrou a cena para que a justiça pudesse ser feita.

Angel Tomás Herrera Peláez escreveu no Facebook ao lado do vídeo: “Os burros, espécie em perigo de extinção, usados para exploração turística”.

Os animais foram transportados no sábado durante a manhã, pintados e deixados no sol, sem sombra alguma para descansar, ao longo do dia todo, de acordo com a Andalucia Informacion.

O morador que denunciou o abuso à ONG Mother Earth Platform e a entidade levou o caso à atenção das autoridades locais e da guarda civil.

Foto: Facebook/Angel Tomás Herrera Peláez
Foto: Facebook/Angel Tomás Herrera Peláez

O OCA (Escritório Agrícola e Comercial) de Cádiz disse que havia iniciado uma investigação sobre o caso na segunda-feira.

A mídia local relata que o bar – conhecido como “chiringuito” – geralmente só é aberto para eventos privados como casamentos e celebrações familiares.

Relatos apontam que o local já recebeu outras reclamações e multas no passado e ganhou notoriedade por suas festas.

Injustificável

Esse tipo de abuso é um flagrante de maus-tratos resultado da crença (especismo) que vigora na sociedade de que os animais são inferiores aos seres humanos e podem ser explorados da forma como a humanidade bem entender.

Animais são seres sencientes, com sua capacidade de sentir, amar, sofrer e compreender o mundo ao seu redor comprovada pela ciência e atestada pela Declaração de Cambridge desde 2012.

Foto: Caters News Agency
Foto: Caters News Agency

Nada pode justificar os horrores a que esses seres são submetidos pela vaidade, ganância e crueldade humanas. Comidos, explorados, mortos, obrigados a correr, dançar, fazer truques, passar a vida encarcerados, separados de seus filhos, sem ver o sol ou a grama.

Esses burros espanhóis mostrados na matéria foram pintados para servir de “enfeite” em um casamento, já os burros na ilha grega de Santorini são obrigados a subir 500 degraus diariamente, carregando levas de turistas nas costas, sob um sol escaldante e na mira de chicotes dolorosos.

Foto: Caters News Agency
Foto: Caters News Agency

Essa rotina cruel e desumana tem custado lesões severas a esses animais, feridas expostas causadas pelas selas e pelo peso carregado, danos na coluna, e nas articulações. Quando não “servem” mais para a tarefa árdua eles são abandonados ou mortos.

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Maus-tratos a animais provocam 50 queixas no Algarve, em Portugal

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Divulgação

As autoridades algarvias receberam, desde o início do ano, cerca de meia centena de queixas relativas a maus-tratos e abandono de animais domésticos.

Segundo o CM apurou junto do Comando Distrital da PSP, o número de denúncias, até finais de julho passado, ascendeu a 35. Já a GNR recebeu 14 queixas relativas a este crime. O número de casos de abandono de animais aumenta com o verão e o Algarve não foge à regra.

A cadela ‘Juffy’, os cachorros ‘Bianca’, ‘Pirata’ e ‘Lord’, bem como a gata ‘Skin’ foram alguns dos que foram abandonados recentemente pelos tutores, na região. Tal como o CM noticiou, os cães foram deixados na berma do IC1, onde foram encontrados por Maria Caetano e pelo marido.

Maria costuma ajudar animais em situação de abandono e não hesitou em recolher toda a família. A cadela ‘Juffy’ acabou, algum tempo depois, por ser adotada por um casal holandês. Os filhotes também já têm tutores. Quanto à gata ‘Skin’, foi abandonada em Portimão, à porta da casa de Sandra Bento, que também costuma cuidar de animais em situação de rua. Sandra levou a gata ao veterinário e em seguida apresentou queixa-crime por abandono de animais na esquadra da PSP de Portimão.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Correio da Manhã

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Associação portuguesa recebe 350 denúncias de maus-tratos todos os meses

Todos os meses a associação Animal recebe, em média, 300 a 350 denúncias de maus-tratos a animais. Na maioria, cães abandonados pelos tutores ou presos em casa, privados de cuidados e alimentação. Mas estes números estão muito aquém da realidade geral do país, pois muitas das queixas são feitas diretamente às autoridades. Contudo, para Rita Silva, da Animal, a burocracia e as limitações da lei, além da falta de sensibilidade das forças policiais e judiciais, não permitem resolver o problema. Retirar o cão do (ir)responsável que o maltratou seria o exemplo mais simples.

Foto: DN Portugal
Foto: DN Portugal

Na Espanha, um juiz tomou recentemente uma decisão inédita, ao retirar um cão do tutor que lhe infligiu maus-tratos sistemáticos. No país, maltratar animais é crime que pode levar a uma pena de três meses a um ano de prisão. Em Portugal, o comportamento poderia, no máximo, ser punido com multa de até 3.740 euros, explicou Ana Silva, da Animal. Mesmo assim, acrescenta, “raramente as pessoas chegam a ser multadas”.

“Depende da boa vontade e da sensibilidade de quem recebe a queixa e da interpretação que faz da lei. Muitas vezes, nem sabem que são autoridades responsáveis pelo assunto”, afirma a dirigente da associação. Se as autoridades (policiais ou veterinárias) responderem à denúncia, podem denunciar ou instaurar um auto, explica, citando a lei.

São raros os casos em que os animais são retirados dos tutores, pois isso pressupõe a concordância destes ou exige um mandado judicial para entrar no domicílio. “Acontece apenas em casos extremos, quando as pessoas têm mais animais do que devem e põem em causa a saúde pública, como uma ‘coleção’ de cães ou gatos, em que estes acabam por se comer uns aos outros.”

Quando os animais ficam à guarda do Estado, como prevê a lei, há oito dias para as condições serem restabelecidas ou o animal adotado. “Senão são alienados, ou seja, mortos no canil. A maioria dos canis não tem condições para mantê-los ou esterilizá-los.”

Ana Cristina Figueiredo, jurista da Quercus, também critica a inexistência de mecanismos legais que permitam atuar diretamente ou prevenir estes problemas. “Muitas pessoas denunciam. Mas os casos resolvidos são poucos. O domicílio é inviolável e quando não há vontade das pessoas, nem o organismo policial pode entrar”, disse ao DN. E exemplifica: em Cascais, havia um leão vivendo em cativeiro. Só com um mandado judicial foi possível entrar lá.

Fonte: DN Portugal

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