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Secretarias de Meio Ambiente de MT e MS refutam falácia do ‘boi bombeiro’

Foto: Araquém Alcântara/Divulgação

As secretarias de Meio Ambiente de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul refutaram a falácia do “boi bombeiro” defendida por integrantes do governo Bolsonaro, como os ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Tereza Cristina (Agricultura).

O questionável argumento dos ministros é de que os bois ajudam a prevenir as queimadas no Pantanal. No entanto, segundo as secretarias, a criação desses animais no bioma não só não impede a expansão do fogo, como também está associada à ocorrência das queimadas.

Para Jaime Verruck, secretário da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Produção e Agricultura Familiar (Semagro), de Mato Grosso do Sul, os bois não colaboram com o controle das queimadas.

“A ideia do boi bombeiro, de que diminuíram os bois, comeu menos, então pegou mais fogo, eu acho que é muito simplista”, disse Verruck ao jornal Folha de S. Paulo.

Dados de 2018 do IBGE, os mais recentes sobre o tema, mostram que municípios pantaneiros onde há maior criação de boi também registram números mais altos de incêndios. Isso porque as áreas onde esses animais são criados precisam ser incendiadas e desmatadas para a transformação da vegetação em pasto. O mesmo ocorre no resto do Brasil, inclusive na Amazônia, onde 81% das áreas desmatadas em 2018 foram ocupadas por pasto, segundo dados da organização internacional Trase.

A Polícia Federal reuniu provas suficientes para indiciar pelo menos quatro fazendeiros pelo início das queimadas na região da Serra do Amolar, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Cabe ao Ministério Público Federal decidir se irá denunciar os investigados à Justiça Federal.

As provas foram obtidas através de imagens de satélite da Nasa e do Inpe que indicam que as queimadas foram provocadas pela ação humana em propriedades rurais. A PF também colheu depoimentos de trabalhadores de fazendas e moradores da região que se somaram às provas contra os fazendeiros.

A PF e o MPF acreditam que é possível que os pecuaristas combinem entre si a prática das queimadas. Isso porque peritos concluíram que os incêndios na região tiveram início no dia 30 de junho, quase no mesmo horário, em quatro fazendas.


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Morre tamanduá-bandeira que teve patas queimadas em incêndio no Pantanal

CRAS

O tamanduá-bandeira resgatado em Mato Grosso do Sul após ter as quatro patas queimadas pelo fogo que devasta o Pantanal morreu no último domingo (11).

Apesar dos cuidados que recebeu, o animal silvestre não resistiu aos ferimentos que, segundo os veterinários, eram graves.

Encontrado ferido na região do Passo do Lontra, o tamanduá estava sob a responsabilidade do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) de Campo Grande, que estava tratando os ferimentos do animal com o auxílio de uma empresa especializada.

O tamanduá-bandeira chegou ao Cras no dia 9 de outubro e, após dois dias de tratamento, faleceu. As características da lesão de cada pata foram levadas em consideração para que o animal fosse tratado da melhor forma possível, conforme informou ao G1 a médica veterinária Ana Eliza Silveira.

Até o dia 3 de outubro, 2,1 milhões de hectares do Pantanal de Mato Grosso haviam sido destruídos pelas chamas. Em todo o bioma, incluindo o território pantaneiro que abrange o estado de Mato Grosso do Sul, 3,9 milhões de hectares já foram queimados.

O crime ambiental de proporções nunca vistas antes tem o envolvimento de fazendeiros que atearam fogo no bioma para transformar a vegetação em pasto para bois explorados para consumo, conforme provas obtidas pela Polícia Federal.

Além da morte de milhares de animais, o fogo também condena os sobreviventes a uma vida de dificuldades em meio ao habitat devastado. Sem água, comida e local adequado para abrigo e reprodução, as espécies padecem.


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Após sobreviver ao fogo, onça-pintada resgatada no Pantanal recebe alta

NEX/Correio Braziliense

Uma onça-pintada resgatada em setembro às margens de um rio em Mato Grosso recebeu alta após quase um mês de tratamento veterinário. Ousado, como passou a ser chamado o animal, é uma das milhares de vítimas dos incêndios que já destruíram 27% do bioma.

Embora a onça tenha se recuperado dos ferimentos, não há uma data prevista para devolvê-lo à natureza. Isso porque órgãos do governo federal ainda não apresentaram o plano de soltura. Apesar disso, equipes governamentais planejam visitar o Pantanal na próxima semana para acompanhar a devolução do animal silvestre ao habitat. A viagem, no entanto, ainda não foi confirmada.

Ousado sobreviveu graças a uma margem preservada do Rio Corixo Negro, para onde fugiu ao se deparar com as chamas. O fogo, porém, atingiu suas patas, causando queimaduras de segundo grau. Para acelerar o processo de cicatrização, foram utilizados tratamentos modernos com ozônio e laser.

Bem nutrido, forte e recuperado, o animal selvagem agora está pronto para retornar à natureza. O objetivo dos veterinários é devolvê-lo ao habitat o mais breve possível para que auxiliar o processo de readaptação. O local de soltura, no entanto, ainda não foi definido.

O veterinário Thiago Luczinski, que cuidou de Ousado durante o tratamento, explicou ao jornal Estadão que “a alta médica significa que ele não está sendo mais anestesiado. As feridas estão totalmente cicatrizadas. Agora, está na mão dos órgãos competentes decidir quando e para que região ele vai voltar”.

Responsável técnico da ONG Nex No Extinction, de Corumbá de Goiás (GO), o veterinário é especialista em animais silvestres. A entidade é referência no cuidado a felinos de porte grande no Brasil.


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Bióloga diz que os animais sentem os impactos do fogo no Pantanal de formas diferentes

Foto: Araquém Alcântara/Divulgação

Cada grupo de animais reage e sente os impactos das queimadas no Pantanal de uma forma diferente, segundo a bióloga e doutora em Ecologia e Conservação Letícia Larcher, coordenadora técnica de projetos do Instituto Homem Pantaneiro. O fogo, que já destruiu 26% do bioma, é uma grave ameaça à sobrevivência das espécies, especialmente daquelas que já estão ameaçadas de extinção.

O Pantanal vive um período de queimadas sem precedentes, com recordes históricos. Em meio a esse cenário caótico, milhares de animais são afetados, além da vegetação, que é consumida pelo fogo em velocidade assustadora. Mais de três milhões de hectares já foram destruídos.

Em entrevista ao O Globo, Letícia Larcher lembrou que o fogo não condena os animais a sofrimento apenas ao feri-los e matá-los, mas também ao destruir o habitat dos qual eles necessitam para viver. Sem abrigo, alimento, água e ambiente adequado para procriação, as espécies padecem.

Os impactos, no entanto, são sentidos de maneira diversa entre os animais. “Cada grupo reage e sente os impactos de uma forma diferente: seja por diminuição do espaço disponível, por mudanças na composição química do ambiente, na digestibilidade dos alimentos, na possibilidade de encontrar abrigo para fugir de predadores, na quantidade de predadores que sobraram. A questão ecológica do fogo é o mais preocupante”, explicou a bióloga, que expôs questões relativas às queimadas no Pantanal que podem ser conferidas na entrevista abaixo.

Quais são as consequências das queimadas deste ano?

Sabemos quais seriam as consequências de um incêndio no Pantanal, mas não um dessa proporção. O Pantanal é resiliente, mas os dados meteorológicos dizem que esse ano vai ter menos chuva do que a média histórica no mês de outubro. E a minha esperança hoje é a chuva. O Pantanal ainda nem se recuperou e já vem uma seca de novo. E aí? Tem uma força-tarefa envolvendo ICMBio, Embrapa, Conselho Federal de Medicina Veterinária, IHP e outras instituições, para fazer um levantamento dos animais que foram mortos pelo fogo. Mas considerando os impactos indiretos, a relação entre as espécies que a gente não vê, como as bactérias do solo, cupins, insetos, bichos pequenos, e seguindo nas cadeias tróficas quais são os próximos grupos e como vão reagir, ainda precisaremos de mais tempo para afirmar o tamanho da tragédia.

Temos visto muitas fotos de animais queimados, mas também existem consequências a longo prazo?

Sim, ainda tem isso. Em uma área queimada, algumas espécies são mais resilientes e rebrotam mais rápido. Mas os animais que se alimentam das plantas que são menos resistentes ao fogo ficarão com qual qualidade nutricional? As plantas que rebrotam primeiro tem a mesma qualidade daquelas que morreram? Um animal que usa uma toca e ela queimou, vai precisar fazer uma nova. Pode ser que o momento em que ele está fazendo isso era quando devia estar acasalando. Então além de estar exposto aos predadores, ele não tem o ambiente ideal para procriar. Estão diminuindo as chances dele ter uma nova geração e continuar vivendo nessa área. Cada grupo reage e sente os impactos de uma forma diferente: seja por diminuição do espaço disponível, por mudanças na composição química do ambiente, na digestibilidade dos alimentos, na possibilidade de encontrar abrigo para fugir de predadores, na quantidade de predadores que sobraram. A questão ecológica do fogo é o mais preocupante.

Qual o impacto para os animais maiores, como as onças-pintadas?

Principalmente pela perda das presas para a alimentação. Por mais que a onça consiga correr e fugir do fogo, atravessar o rio, ou se esconder em uma área montanhosa, vai ser difícil ter alimento suficiente. Ela precisa de diversidade de alimentação e de ambiente para se reproduzir. E isso é um grave problema para espécies que já estão ameaçadas, como a onça-pintada. Ela também é emblemática porque é uma espécie guarda-chuva: é tão exigente em relação ao ambiente, que se eu preservar o território para que ela esteja em equilíbrio, estou preservando diversas outras espécies que se beneficiam. No Pantanal temos uma grande quantidade de onças na Serra do Amolar, no Parque Nacional Mato Grossense e na região de Porto Jofre, onde tem a maior densidade de onças do mundo. E ali teve muito fogo.

Então as queimadas estão ameaçando espécies em risco de extinção?

Sim, apenas na Serra do Amolar temos oito espécies consideradas em risco de extinção pela lista vermelha da IUCN, e todas as espécies que vivem nesse ambiente estão ameaçadas pelo fogo de alguma forma. Modifica o ambiente de tal forma que não podemos garantir que elas vão ter alimento, abrigo e condições de reproduzir.

As aves também são atingidas pelo fogo?

Elas tentam fugir, voar o mais longe possível. Mas não têm onde pousar porque a floresta está em chamas, estão sem alimento, sem seu ninho. E muitas espécies não conseguem fugir o suficiente, voltam procurando a casa onde estavam, porque são territorialistas, e morrem com o fogo. Tivemos muitas aves mortas na Serra do Amolar. E aqui temos espécies endêmicas, como a Choquinha da Bolívia, que só acontece no Brasil nesse pedacinho. As pessoas vêm do país todo para conhecer. Vou precisar de meses de observação para saber se muitas morreram. No primeiro momento não consigo avaliar, até porque quando vejo uma ave carbonizada é difícil dizer qual a espécie. Tem também as aves migratórias, que estão vindo da Argentina para os EUA e fazem uma parada aqui e também vão sofrer com os impactos do fogo.

E para os animais que vivem na água, há risco?

Sim, um caso interessante é o das ariranhas. Elas são um mamífero aquático que vive nas beiras dos rios e lagoas e estão ameaçadas de extinção. O problema é que na primeira chuva que vier depois de um incêndio como esse, as cinzas que estão no solo vão ser levadas para os rios. Isso modifica o pH da água, a condição dos peixes, causa mortandade nos macro e micro invertebrados e pode acarretar em uma mudança na comunidade de peixes que diminui a quantidade de alimento para as ariranhas. As queimadas têm esse efeito indireto, do pós-fogo, e não vamos ter como controlar.

As queimadas sempre foram uma ameaça à fauna do Pantanal?

Esse ano é diferente, porque temos uma combinação de fatores. Tem a baixa do Rio Paraguai, porque temos o desmatamento nas nascentes dos principais rios que alimentam o Pantanal, lá no Cerrado. Elas precisam ter uma composição de vegetação ao redor que não é garantida, então cada vez traz menos água para o Pantanal. Por isso estamos em uma seca histórica. A segunda coisa é o desmatamento em geral, que faz mudanças climáticas, que acarretam em menos chuva. E a tradicionalidade do fogo no Pantanal. As pessoas precisam entender que estamos em uma condição climática que não é favorável. Nos outros anos, quando a pessoa colocava o fogo ele não chegava a ser uma ameaça, porque logo chovia. O período que começa a ser mais crítico é agosto e setembro, mas em setembro já começava a chover. Outubro estaria chovendo muito, mas isso não tem acontecido nos últimos anos. Essa combinação de fatores é que são uma ameaça para a fauna.

O que pode ser feito como forma de prevenção?

A melhor solução são as brigadas permanentes. De forma que estejam equipadas e estruturadas para prevenir o fogo. Elas podem passar parte do ano fazendo prevenção, identificando áreas que precisam de atenção, fazendo educação ambiental, conversando com proprietários, ribeirinhos, pessoas próximas de áreas que pegaram fogo, ensiná-los como lidar com esse contexto de mudança climática que temos hoje. E isso só é possível se tivermos investimento em estrutura e equipamento para que possam atuar. Por isso o IHP criou uma campanha de arrecadação para o projeto Brigada Alto Pantanal.


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Anta com perna e patas queimadas é resgatada em meio ao fogo no Pantanal

DIVULGAÇÃO/MARINHA DO BRASIL

Uma anta foi resgatada no domingo (11) com queimaduras nas patas e em uma das pernas em meio às queimadas que assolam o Pantanal. Mais de três milhões de hectares do bioma já foram destruídos.

O resgate do animal silvestre ficou por conta da Marinha do Brasil. Usado pelo Comando do 6º Distrito Naval, o helicóptero Super Cougar transportou a anta até o Aeroporto Internacional de Corumbá (MS).

A aeronave tinha acabado de ser utilizada no transporte de brigadistas, levados à Serra do Amolar durante ações da Operação Pantanal, quando foi acionada para resgatar a anta e encaminhá-la ao aeroporto.

O resgate do animal contou com o apoio do Instituto Homem Pantaneiro (IHM), que enviou um médico veterinário para acompanhar a anta durante o transporte.

Ao chegar no aeroporto, o animal foi recebido por equipes do Grupo de Resgate de Animais (GRAD) e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Corumbá. Levada à sede da Fundação de Meio Ambiente, a anta já está recebendo os cuidados necessários.

Através das redes sociais, o GRAD comentou o caso e pediu doações para manter as ações realizadas em prol dos animais no Pantanal. “Mais uma vez, agradecemos à Marinha pelo transporte de mais um animal vítima do fogo. Dessa vez, uma anta, resgatada pelo Instituto Homem Pantaneiro – IHP”, escreveu.

Para fazer doações, basta clicar aqui. É possível doar desde R$ 10 até valores mais altos.


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Pantanal tem 14% do território destruído em setembro e devastação bate recorde anual

GUSTAVO BASSO/NURPHOTO VIA GETTY IMAGES

As queimadas destruíram em setembro 14% do Pantanal, que também registrou a maior devastação ambiental anual causada pelo fogo desde 2002, quando as medições foram iniciadas. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Em nove meses de 2020, quase 33 mil km² foram destruídos – o equivalente ao tamanho do Distrito Federal e de Alagoas juntos. Tamanha destruição supera os dados registrados em todo o ano de 2019, quando 20.835 km² foram atingidos pelo fogo.

O último recorde anual relacionado à queima da vegetação era de 2005, agora superado por 2020. Na época, 27.472 km² foram devastados.

Parceira do Inpe no trabalho de monitoramento das queimadas no Pantanal, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) informou que 26,5% do bioma já foi destruído pelos incêndios florestais de janeiro a setembro.

Dentre os locais atingidos pelo fogo, está a Serra do Amolar, uma das áreas mais preservadas do Pantanal em Mato Grosso do Sul. A reserva teve 101 mil hectares de seu território destruído pelas queimadas.

O fogo também tem vitimado milhares de animais. Além dos que morrem, muitos são resgatados com ferimentos e tantos outros passam fome e sede no habitat devastado. Para minimizar o sofrimento dos sobreviventes, mais de 2,3 milhões de litros de água e 53 toneladas de alimentos foram distribuídos em pontos estratégicos e georreferenciados.

O trabalho foi realizado pelo Posto de Atendimento Emergencial aos Animais do Pantanal (PAEAS Pantanal). Cerca de 72 pessoas estão envolvidas nas ações de resgate e suporte aos animais, incluindo servidores públicos, militares, voluntários, funcionários da iniciativa privada e reeducandos.


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Maior parte dos animais resgatados de incêndios no Pantanal não sobrevivem

CRAS

O Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) do Mato Grosso do Sul disponibilizou um boletim na última terça-feira (29) revelando que a maioria dos animais vítimas de incêndios, rurais ou urbanos, não consegue sobreviver. O levantamento das informações foi realizado a partir do trabalho que a instituição, criada em julho de 1987, para receber, ajudar e destinar animais silvestres.

Analisando os resultados da assistência concedida, o Cras constatou que, dos 17 animais acolhidos do dia 12 de setembro até a publicação do informativo, o maior número não resistiu. Um deles foi um veado jovem que tinha escapado de um incêndio em uma zona urbana, no bairro Isabel Garden, em Campo Grande, no início de setembro. Outro bichinho que morreu foi um filhote de cateto, que tinha sido salvo pela unidade móvel do Cras das queimadas no Pantanal.

Quando resgatado, o filhote de cateto estava acompanhado por mais outros dois, que conseguiram continuar com vida. Além deles, dois filhotes de arara e um gavião-asa-de-telha permanecem vivos, sob os cuidados da organização. Dois tamanduás mirins também resistiram, mas já foram tratados e liberados. De acordo com a coordenadora do Cras, Aline Duarte, os animais são encontrados depois de inalar muita fumaça, desidratados e com queimaduras, por isso, o processo de recuperação não é fácil.


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Setembro de 2020 foi o mês mais quente da história, diz centro de pesquisas

Pixabay

O centro de pesquisas global Copernicus Climate Change (C3S) divulgou um levantamento que prova que setembro de 2020 foi o mês mais quente da história. O recorde, que até então pertencia a setembro de 2019, foi batido com um aumento de 0,05 graus Celsius.

Cientistas acreditam que as temperaturas permanecerão altas até o final do ano, o que garantiria a 2020 o título do ano mais quente já registrado pela ciência, até então pertencente a 2016. Nos dois anos, houve o esfriamento do Oceano Pacífico equatorial, levando à formação do fenômeno La Niña.

Com as temperaturas elevadas, incêndios se perpetuaram com mais facilidade em todo o mundo. Foram registradas queimadas na Sibéria, na Califórnia, na Amazônia, no Pantanal e em São Paulo.

“Esta onda de calor que se instalou no Brasil no final de setembro e nos primeiros dias de outubro de 2020 será amplamente estudada pela academia porque está reescrevendo a climatologia de temperaturas no país, batendo recordes de calor de mais de cem anos”, explicou ao jornal O Globo a meteorologista Josélia Pegorim, do Climatempo.

No interior de São Paulo, temperaturas acima de 40 graus Celsius foram registradas por mais de 11 dias consecutivos. Na Europa, houve aumento de 0,05 graus Celsius em comparação a setembro de 2016, quando foi registrado recorde de calor. As temperaturas altas afetaram principalmente o Oriente Médio, a Austrália e partes da América do Sul.

O derretimento do gelo marinho no Ártico também registrou alta, tendo sido o maior já registrado desde setembro de 2012.

“Em 2020, foi registrado um declínio estranhamente rápido da extensão de gelo do mar Ártico durante junho e julho, na mesma região onde se registraram temperaturas acima da média. Isso aumentou a condição para que o mínimo de gelo do mar fosse particularmente baixo este ano”, explicou Carlo Buontempo, diretor do C3S.


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Queimadas no Pantanal matam animais e destroem 26,5% do bioma

Foto: Amanda Perobelli / Reuters

As queimadas destruíram 26,5% do Pantanal de 1º de janeiro até o último sábado (3). Foram 3.977.000 hectares queimados, área pouco menor que o território do estado do Rio de Janeiro.

Os dados, divulgados pelo Ibama, são do Lasa (Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais), da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

O fogo também tirou a vida de milhares de animais, segundo estimativas de especialistas, e deixou tantos outros feridos. Os sobreviventes agora sofrem sem alimento e água em meio a um habitat devastado. Para tentar minimizar esse sofrimento, equipes distribuem milhões de litros de água e toneladas de frutas pelo bioma.

Com um quarto de seu território destruído, o Pantanal atualmente tem como ponto mais crítico a Serra do Amolar, no Mato Grosso do Sul. A reserva é uma das regiões mais preservadas do bioma.

Em apenas uma semana, o fogo percorreu 516 mil hectares, o que garante uma média diária de 73,7 mil hectares. A queima registrada por dia equivale ao tamanho do município de Salvador – ou seja, é como se a cidade baiana queimasse a cada 24 horas.

Mato Grosso, estado que detém a menor parte do Pantanal, é o que mais sofre com os incêndios. As chamas já devastaram 2,16 milhões de hectares na região. Em Mato Grosso do Sul, foram 1,82 milhão de hectares. Atualmente, o fogo tem avançado com mais rapidez em MS.


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Dia Mundial dos Animais: a luta pela sobrevivência em meio às queimadas no Pantanal

Foto: Araquém Alcântara/Divulgação

Neste Dia Mundial dos Animais, não há o que se celebrar. No Brasil, o dia 4 de outubro, que deveria ser voltado a comemorações, carrega a dor e o sofrimento de milhares de animais que lutam para sobreviver em meio às queimadas no Pantanal.

Mais de 3 milhões de hectares já foram destruídos. Estima-se que milhares de animais silvestres tenham morrido carbonizados. Correr para escapar do fogo não foi suficiente para muitas espécies, que agonizaram em meio às chamas. Para os sobreviventes, a realidade não é menos difícil: sem água e comida, eles vivem em um habitat devastado que não dispõe das condições das quais eles precisam para viver em paz.

Equipes de veterinários e biólogos trabalham voluntariamente não só para resgatar animais feridos, mas também para espalhar alimento e água pelo bioma, numa tentativa de amenizar o sofrimento dos sobreviventes.

Foto: Araquém Alcântara/Divulgação

O louvável trabalho dos voluntários, no entanto, não é capaz de atender à imensa demanda de um bioma tão vasto. E embora a ação de auxílio à vida selvagem seja de extrema necessidade, o que a natureza precisa é de descanso.

A vegetação do Pantanal necessita se ver livre do fogo para renascer e voltar a ser o local que abriga e acolhe milhares de animais silvestres que hoje padecem ao encontrar chamas e cinzas onde antes havia uma imensa riqueza natural.

A agropecuária e a destruição ambiental

A Polícia Federal reuniu provas que demonstram que o fogo no Pantanal teve início através das mãos de fazendeiros que incendiaram a vegetação para transformá-la em pasto para a criação de bois explorados para consumo humano.

A prática é comum na agropecuária, que desmata não só o Pantanal, mas todo o Brasil, incluindo a Amazônia, para perpetuar a crueldade promovida contra os animais, que além de serem criados em áreas desmatadas, são alimentados com grãos advindos de plantios feitos em regiões que também foram alvo do desmate.

Foto: Araquém Alcântara/Divulgação

A destruição ambiental provocada pelos pecuaristas é alarmante. Relatório publicado em junho pela organização internacional Trase estima que 81% das áreas desmatadas na Amazônia brasileira em 2018 foram ocupadas por pastos. Além disso, exorbitantes quantidades de água são desperdiçadas durante a fabricação de produtos de origem animal (são necessários 16 mil litros de água para se fabricar um único quilo de carne, segundo dados da Water Footprint). Os dejetos dos animais também poluem e suas flatulências liberam gases de efeito estufa. Todos esses fatores favorecem as mudanças climáticas e o aquecimento global, que interferem em todos os tipos de vida no planeta, inclusive na humana.

Diante desse cenário, fica o questionamento: quais hábitos de consumo você pode mudar para não ser mais um dos responsáveis pela devastação ambiental que faz do Dia Mundial dos Animais uma data repleta de sofrimento? O pedaço de carne que você consome carrega não só a dor do animal que morreu no matadouro, mas também a de milhares de espécies que sofrem enquanto o Pantanal arde em chamas.

Foto: Araquém Alcântara/Divulgação
Foto: Araquém Alcântara/Divulgação
Foto: Araquém Alcântara/Divulgação
Foto: Araquém Alcântara/Divulgação

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Perícia investiga se queimada que ameaça santuário de macacos é criminosa

Foto: Reprodução/TV TEM

A Polícia Militar Ambiental realizou uma perícia na última quarta-feira (30) na cidade de Itu, no interior de São Paulo, para identificar se a queimada que ameaça o Projeto Mucky é criminosa. A entidade abriga macacos resgatados de situações de vulnerabilidade.

Iniciadas no último domingo (27), as chamas deixaram voluntários da entidade preocupados. Junto dos bombeiros, eles se esforçaram para combater o fogo e impedir que os animais fossem prejudicados.

O Corpo de Bombeiros informou ao G1 que embora o incêndio já tenha sido controlado, há ainda alguns focos de queimada a serem combatidos.

Localizado em meio a uma área de mata, a sede do projeto tem 20 mil metros quadrados e abriga mais de 250 macacos.

Dedicados ao trabalho de proteção animal, os mais de 30 voluntários da entidade não só cuidam dos macacos, como se uniram para arrecadar equipamentos de segurança e água, usados no combate ao fogo. Incansavelmente, os membros do Projeto Mucky trabalharam dia e noite para controlar as chamas.

Foto: Reprodução/TV TEM

Baldes de água, mangueiras e motosserras para tirar folhas secas foram usados durante as ações de combate aos focos de incêndio. A topografia do local, que é de difícil acesso, impediu a entrada dos caminhões do Corpo de Bombeiros, o que tornou o trabalho mais complicado.

Há 35 anos, o Projeto Mucky resgata macacos que foram maltratados e comercializados por traficantes de animais. Muitos deles possuem deficiência física ou neurológica e não podem retornar à natureza.

Durante o incêndio, pelo menos 40 macacos foram transferidos para um local mais seguro. No entanto, segundo a entidade, não há espaço suficiente para realocar todos os animais.


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