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Cães que vivem com tutores fumantes consomem passivamente mais de 3 mil cigarros por ano

Pesquisas revelam que cães que convivem com fumantes têm 60% mais chances de desenvolver câncer de pulmão enquanto gatos têm duas vezes mais chances de desenvolver linfoma maligno


 

Um fumante comum fuma nove cigarros por dia em casa enquanto seus animais domésticos estão por perto | Foto: iStockphoto
Um fumante comum consome nove cigarros por dia em casa enquanto seus animais domésticos estão por perto | Foto: iStockphoto

Um estudo publicado recentemente revela que animais domésticos que vivem em casas de fumantes fumam passivamente mais de 3 mil cigarros por ano.

Cerca de 2 mil tutores de animais que fumam participaram de uma pesquisa organizada por uma seguradora de animais, verificou-se que o fumante médio consome nove cigarros por dia em casa enquanto seus animais estão por perto.

Isso significa que os animais domésticos podem ser expostos a até 3.285 cigarros por ano; no entanto, esse número pode aumentar se mais de uma pessoa na casa fumar.

Pesquisas anteriores já haviam afirmado que os cães que convivem com fumantes têm 60% mais chances de desenvolver câncer de pulmão e os gatos têm duas vezes mais chances de desenvolver linfoma maligno.

O novo estudo descobriu que 22% dos entrevistados fumavam 15 ou mais cigarros em casa por dia, o que significa que seus companheiros domésticos poderiam ser expostos a 5.475 cigarros por ano.

A pesquisa também revelou que 78% dos fumantes que conviviam com animais domésticos admitiram que sabiam que seus companheiros de quatro patas poderiam ser afetados pelo fumo passivo, mas 68% alegaram que considerariam abandonar o hábito se um veterinário dissesse que a fumaça estava deixando seu animal doente.

Michelle Tuftsmith, 52, que vive em Londres, fuma 20 cigarros por dia, mas afirma que está parando de fumar em outubro porque não quer que seu cachorro Blanche desenvolva problemas respiratórios.

Um em cada cinco tutores confessou que seus animais domésticos haviam consumido cigarros ou tabaco ano passado | Foto: Getty Images
Um em cada cinco tutores confessou que seus animais domésticos haviam consumido cigarros ou tabaco ano passado | Foto: Getty Images

Ela diz que sempre fuma em seu jardim ou em caminhadas com seu cachorro da raça buldogue de dois anos, uma raça já propensa a desenvolver problemas respiratórios.

Um em cada cinco tutores de animais envolvidos no estudo confessou que havia consumido cigarros ou tabaco ano passado.

Além disso, 52% dos entrevistados disseram que seus animais de estimação passavam 23 horas ou mais em casa, o que significa que poderiam ser expostos a substâncias químicas e bactérias persistentes no ar.

O cirurgião veterinário Robert J. White-Adams disse ao Metro UK: “Pesquisas mostraram que gatos que vivem com fumantes têm duas vezes mais chances de desenvolver um linfoma maligno e cães que vivem com fumantes têm 60% mais chances de desenvolver câncer de pulmão”.

“É de partir o coração ouvir animais domésticos fumando passivamente inalando fumaça e outros produtos químicos por até 23 horas uma quantidade absurda chega a mais de três mil cigarros por ano”, lamentou o especialista.

Andrew Moore, chefe do departamento de reclamações relacionadas a animais domésticos da seguradora responsável pelo estudo, a MORE TH> N, disse ao Metro UK: “Neste mês de outubro, nossa empresa está pedindo aos tutores de animais que deixem de fumar pelo bem de seus companheiros peludos”.

“O tabagismo passivo é tão perigoso para os animais domésticos quanto para os seres humanos e aumenta a probabilidade deles desenvolverem câncer e uma série de outros problemas de saúde”, acrescentou o executivo.

“Recomendamos que os tutores que fumam evitem fazê-lo perto de seus animais domésticos ou dentro de sua casa para reduzir a exposição dos cães e gatos ao fumo passivo”, recomendou Moore, “Nossos companheiros caninos e felinos dedicam suas vidas a nós, por isso é importante agradecer a eles, mantendo-os felizes e saudáveis”.

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Papa Francisco pede que os líderes mundiais se unam e enfrentem Bolsonaro para salvar a Amazônia

Foto: Convento da Penha/Reprodução
Foto: Convento da Penha/Reprodução

Indignado com o desmatamento e a queima da Floresta Amazônica que cresceu 82% no ciclo do presidente Bolsonaro no poder, o papa Francisco, em um discurso poucas vezes visto onde aborda temas ligados ao meio ambiente, pede que os líderes mundiais descruzem os braços e se unam para combater a destruição da floresta, que ele lembrou ser “um lugar representativo e decisivo para o mundo”.

Em mensagem publicada nesta quinta-feira (22) no jornal La Stampa, o papa lembrou que “Junto com os oceanos, a Floresta contribui determinantemente para a sobrevivência do planeta”. Ele convocou para outubro um sínodo de bispos sobre esse tema no Vaticano.

As evidências da destruição implacável que a floresta vem sofrendo estão nas imagens de radares e satélites, fartamente divulgadas em todo o mundo, e o comportamento do presidente que abriu mão de recursos destinados a salvar a floresta é notório. Além disso, o dirigente de um órgão importante que monitora e apresenta dados sobre o desmatamento, o INPE, foi sumariamente demitido.

A Floresta Amazônica está presente em nove países da América do Sul, a capacidade de sua imensa flora nativa na absorção de dióxido de carbono e por consequência seu papel fundamental no combate à mudança climática renderam à floresta o apelido de “pulmão do mundo”

Fogo crescente

Só em junho deste ano foram destruídos 920,2 km² de floresta na Amazônia – aumento de 88% em comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), serviço de alerta sobre o desmatamento e a degradação florestal na Amazônia. De abril a junho, houve o desmatamento de 1.907,1 km². Em 2018, foram registrados 1.528,2 km² no mesmo período, ou seja, houve um crescimento de 24,8%.

Francisco convidou os líderes políticos a abandonarem “os próprios conluios e corrupções” para que se concentrem nesses temas. “Devem ser assumidas responsabilidades concretas, por exemplo, sobre o tema das minas ao ar livre, que envenenam a água provocando tantas doenças”, afirmou Francisco,

A revista The Economist pediu um boicote à carne e à soja do Brasil, contra o desmatamento ilegal. A Alemanha congelou um financiamento de R$ 155 milhões para projetos de preservação da Amazônia e a Noguega anunciou a suspensão de uma cifra superior a R$ 130 milhões.

O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), o goiano Marcello Brito, CEO da Agropalma, também prevê prejuízos para a economia brasileira. Questionado pelo Valor se “é questão de tempo que parem de comprar do Brasil”, o presidente da Abag foi taxativo: “É questão de tempo”.

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A Floresta Amazônica no Brasil está em chamas transformando dia em noite na cidade de São Paulo

*Traduzido por Eliane Arakaki

Extensões de terras enormes da Amazônia, floresta tropical que funciona como os pulmões do planeta absorvendo dióxido de carbono, armazenando-o no solo e produzindo oxigênio, estão em chamas. A fumaça dos incêndios generalizados transformou o dia em noite na cidade de São Paulo e intensificou a controvérsia sobre as políticas de uso da terra do governo brasileiro.

A Amazônia brasileira registrou 74.155 incêndios desde janeiro, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, conhecido pela sigla INPE. Isso representa um aumento de 85% em relação ao ano passado e significativamente maior do que os 67.790 ataques desde então neste ano, quando a região foi atingida por uma temporada de seca severa associada a um forte evento causado pelo El Niño.

“Não há nada de anormal no clima este ano ou nas chuvas na região amazônica, que está um pouco abaixo da média”, disse o pesquisador do INPE, Alberto Setzer, à Reuters. Falando sobre os incêndios, ele disse: “A estação seca cria as condições favoráveis para o uso e a propagação do fogo, mas iniciar um incêndio é o trabalho dos seres humanos, deliberadamente ou por acidente”.

A fumaça dos incêndios cobriu a cidade de São Paulo em forma de uma neblina escura, o fenômeno levantou preocupações de que a floresta tropical, que é uma das regiões com maior diversidade biológica na Terra, possa estar sendo alvo de um regime recém-fragmentado de operações de remoção de terras e outras atividades que destinam-se a transformar a terra para uso agrícola.

De acordo com o Copernicus Climate Change Service da União Europeia, os incêndios levaram a um claro aumento nas emissões de monóxido de carbono, assim como as emissões de dióxido de carbono, colocando em risco a saúde humana e agravando o aquecimento global.

O INPE é o órgão responsável pelo rastreio do desmatamento no Brasil e os dados do instituto mostraram um grande aumento ocorrendo na Amazônia neste ano. No início de agosto, o INPE descobriu que 1.330 milhas quadradas de floresta tropical haviam sido destruídas desde janeiro, o que representa uma taxa 40% maior que o apurado em 2018.

A divulgação dessas estatísticas e a consequente cobertura da mídia despertaram a ira do presidente brasileiro Jair Bolsonaro. Bolsonaro, que defende o aumento do desenvolvimento agrícola e da mineração na Amazônia, chamou esses números de “uma grande mentira” e depois demitiu Ricardo Galvão, físico que atuou como diretor do INPE.

Por que tantos incêndios estão ocorrendo agora?

Os recentes incêndios na Amazônia foram generalizados e alguns ocorreram repentinamente. No estado do Pará, por exemplo, ocorreu um surto de incêndios na semana passada que foi ligado a uma convocação dos agricultores para o que foi chamado de “um dia de fogo” em 10 de agosto, de acordo com reportagens locais. O INPE, usando sensores baseados em satélite e outros instrumentos para localizar incêndios e rastrear a quantidade de área queimada, registrou centenas de incêndios no estado à medida que os fazendeiros limpavam a terra para a agricultura e também queimavam áreas intactas da floresta tropical para desenvolvimento adicional (futuro). As florestas tropicais desmatadas nessa região são tipicamente usadas para criação de gado e cultivo de soja, e grande parte do desmatamento é feito ilegalmente.

Os incêndios que ocorreram tanto lá como em outros estados enviaram uma nuvem de fumaça para o sudeste do país, escurecendo os céus de algumas cidades e municípios.

Um fator que contribui para a onda de incêndios na Amazônia é o fato de que a região passa pela estação das secas, a época do ano em que os incêndios florestais tendem a irromper. Esta estação seca foi particularmente mais pronunciada em algumas áreas. A “secura” atua para tornar o ambiente particularmente receptivo aos incêndios, mas a maioria das chamas é iniciada por pessoas, intencionalmente ou por acidente.

No entanto, este ainda não é o pico da temporada de incêndios no Brasil, segundo Mikaela Weisse, gerente de programa da Global Forest Watch, que acompanha de perto as tendências de incêndio e desmatamento por meio de imagens de satélite. Weisse disse que até agora, parece que a maioria dos incêndios estão ocorrendo em terras agrícolas pré-limpas (anteriormente desmatadas), mas os satélites podem estar perdendo chamas queimando sob as copas das árvores.

A temporada de incêndios no Brasil tem um pico entre agosto e outubro, disse Weiss, e até agora este ano está próximo das altas perdas de incêndios florestais e de cobertura florestal em 2016. “É cedo na temporada, então o que acontece nos próximos meses é crucial para determinar o quanto isso é significativo.”

Sem a Amazônia, a mudança climática aceleraria ainda mais.

Um aumento de incêndios e consequente desflorestamento na Amazônia torna ainda mais difícil, se não impossível, que os países mantenham o aquecimento global “bem abaixo” de 3,6 graus (2 graus Celsius) em comparação com os níveis pré-industriais, conforme solicitado no Acordo do Clima de Paris.

A Amazônia, que ocupa 2,12 milhões de milhas quadradas, absorve cerca de um quarto dos 2,4 bilhões de toneladas métricas de carbono que as florestas globais absorvem a cada ano. No entanto, a capacidade da floresta tropical de atrair mais carbono do que libera está diminuindo, enfraquecida pela mudança nos padrões climáticos, pelo desmatamento e pelo aumento da mortalidade das árvores, entre outros fatores. Os incêndios em curso irão degradar ainda mais sua capacidade de absorção de carbono.

Se a Amazônia se transformasse em uma fonte consistente de emissões de carbono, isso aceleraria o aquecimento global e, ao mesmo tempo, levaria a uma enorme perda de espécies que não são encontradas em nenhum outro lugar na Terra.

De acordo com um estudo publicado este ano, enquanto o desmatamento é a principal ameaça para as espécies de árvores da Amazônia, a mudança climática pode excedê-lo dentro de algumas décadas. O estudo constatou que uma combinação de impactos relacionados à mudança climática, como o aumento da seca, juntamente com o desmatamento para abrir caminho para a agricultura, poderia causar um declínio na riqueza de espécies arbóreas da Amazônia de quase 60%.

No pior dos cenários, sem quaisquer políticas ou programas climáticos eficazes para limitar o desmatamento, o estudo descobriu que, até 2050, as terras baixas da floresta amazônica poderão se fragmentar, prejudicando a biodiversidade e tornando os ecossistemas amazônicos muito menos capazes de absorver e armazenar carbono.

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Leoa morre em santuário devido à onda de calor que atingiu a região

Foto: Carolina Tiger Rescue
Foto: Carolina Tiger Rescue

Uma leoa morreu em um santuário de animais da Carolina do Norte (EUA) devido ao superaquecimento das temperaturas durante a onda de calor do último fim de semana, conforme anunciado.

Sheba, a leoa, sofreu danos no fígado e rins quando a temperatura subiu até quase 30°C, de acordo com o Carolina Tiger Rescue, em Pittsboro.

Os membros da equipe reagiram rapidamente e lutaram por mais de 24 horas para salvar a vida do animal que tinha 17 anos.

Foto: Carolina Tiger Rescue
Foto: Carolina Tiger Rescue

Eles lhe forneceram fluidos intravenosos e outras terapias suplementares, mas não adiantou.

O santuário sem fins lucrativos diz em seu site que trabalha para proteger grandes felinos na natureza e em cativeiro, levando em conta animais que foram resgatados, abandonados ou precisam de um novo lar.

Sheba chegou ao santuário vido do Texas. Um post no Facebook anterior do grupo diz que ela já havia sido exlorada em uma prática conhecida como “manuseio de filhotes”, em que filhotes são levados logo ao nascer para serem manipulados por humanos com o objetivo de ganho monetário.

Depois de sua morte, o santuário disse em um comunicado: “Sheba será para sempre lembrada como a matriarca do grupo de três leões que vieram do Texas para nossos cuidados. Ela sempre manteve Sebastian e Tarzan na linha e foi o primeira a descobrir novas maneiras de interação.

Foto: Carolina Tiger Rescue
Foto: Carolina Tiger Rescue

Sebastian e Tarzan são os outros leões que vivem no santuário.

A declaração continuou, “suas características de confiança e liderança natas foram vistas no momento em que ela entrou em quarentena em seu primeiro dia. Em vez de se preocupar com as novas pessoas, ela sentiu a necessidade de andar por aí e conferir tudo sobre seu novo espaço”.

“Ela caminhou pelo perímetro, ficou de pé e olhou para o telhado, cheirando cada canto”.

“Sheba também se destaca para mim como o epítome do que significa ser um leão – forte, confiante e inteligente. Sua presença fará muita falta no santuário, mas mais especialmente em Oak Hill”.

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Mãe gambá é sacrificada após ser atingida por flecha, deixando filho órfão

Foto: Wildlife Rescue Darwin
Foto: Wildlife Rescue Darwin

Um gambá do sexo feminino foi fechada à queima-roupa por um criminoso em um “ato bárbaro” que deixou o minúsculo animal órfão e para ser criado por humanos.

O marsupial nativo da Austrália foi encontrado trespassado por uma flecha, tão comprida quanto seu corpo, em uma propriedade na cidade de Humpty Doo, na Austrália.

“Às vezes é difícil não perder a fé nos seres humanos”, disse a ONG Wildlife Rescue Darwin, no Facebook.

Foto: Wildlife Rescue Darwin
Foto: Wildlife Rescue Darwin

“Seu bebê agora será criado manualmente no Centro de Resgate e nós reportaremos ao departamento Parks and Wildlife para que eles investiguem o caso e punam os culpados”.

Como ela não poderia ter se mexido depois de atingida e a arma (arco e flecha) é de curto alcance, esperamos que a pessoa que fez esse ato bárbaro seja encontrada”, disse Darwin.

A equipe de resgate da vida selvagem disse que o animal ainda estava vivo ao ser encontrado, mas os veterinários foram forçados a colocá-la para dormir pois a flecha perfurou seu pulmão.

Raios-X mostraram o quão prejudicial a flecha era para o animal foi como ele viajou todo o caminho através de seu corpo.

O ato cruel foi relatado ao departamento de Parques e Territórios do Norte e Unidade de Vida Selvagem para investigação.

Foto: Wildlife Rescue Darwin
Foto: Wildlife Rescue Darwin

Os comentários nas publicações sobre o fato nas redes sociais demonstravam horror e repúdio ao ato cruel e chocante perpetrado contra o animal.

As pessoas que comentavam ou estavam furiosos e revoltados com a pessoa que ferira o animal ou sentiam-se tristes e consternados por sua morte desnecessária.

Muitos até sentiram empatia pelos membros do grupo de animais selvagens que tiveram que testemunhar a crueldade em primeira mão e ver o animal morrer após a necessidade da morte induzida.

O bebê gambá agora segue sem mãe, órfão e será criado pelos funcionários e especialistas do centro da vida selvagem. Mais uma entre as tantas vítimas da maldade e irresponsabilidade humana,

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Vazamento de óleo da BP causou mortes e doenças pulmonares em golfinhos

Golfinhos que nadam nas águas contaminadas com petróleo do Golfo do México após o vazamento da BP em 2010 sofreram lesões pulmonares incomuns e tiveram alta taxa de mortalidade por causa da poluição do petróleo – informaram cientistas norte-americanos nesta quinta-feira.

As últimas descobertas publicadas na revista PLoS ONE apresentam a evidência mais forte até hoje de que o desastre ambiental desencadeado pelo vazamento da plataforma Deepwater Horizon foi a razão para um número muito elevado de golfinhos mortos ou moribundos encontrados no litoral de Louisiana, Mississippi e Alabama.

A plataforma arrendada pela BP derramou milhões de barris de petróleo no oceano depois que explodiu, em 20 de abril de 2010.

Os golfinhos fazem respirações profundas logo na superfície da água, onde as partículas de petróleo ficaram mais concentradas, e “onde há uma boa chance de inalar óleo”, afirmou Stephanie Venn-Watson, principal autora da pesquisa e epidemiologista veterinária da Fundação Nacional dos Mamíferos Marinhos.

“Os golfinhos foram negativamente impactados pela exposição aos compostos de petróleo após o derramamento de petróleo da plataforma Deepwater Horizon, e a exposição a estes compostos causou doenças adrenais perigosas e doenças no pulmão que têm contribuído para um aumento da mortalidade dos golfinhos no norte do Golfo do México”.

Lesões incomuns nos pulmões e nas glândulas supra-renais, que regulam os hormônios e a resposta ao estresse, foram um sinal chave de que algo estava errado com golfinhos na área do vazamento, segundo a pesquisa, que comparou autópsias de 46 golfinhos que morreram na área afetada pelo vazamento entre junho de 2010 e agosto de 2012 a uma população de golfinhos encalhados ao largo da costa da Flórida.

“Descobrimos que os golfinhos que morreram após o derramamento de petróleo tiveram lesões de glândulas supra-renais e pulmonares que não estavam presentes nos golfinhos encalhados de outras áreas”, explicou Kathleen Colgrove, patologista veterinária da Universidade de Illinois.

“Estes golfinhos apresentavam algumas das lesões pulmonares mais graves que eu já vi em golfinhos selvagens de todo os Estados Unidos”, contou.

Um em cada três dos golfinhos encalhados na área do derramamento estava com a glândula adrenal do córtex diluída, uma taxa significativamente maior do que a observada na população de golfinhos encalhados na baía de Sarasota, Flórida, em que um em cada 10 apresentava tal condição.

Um em cada cinco dos golfinhos da área afetada pela plataforma da BP teve pneumonia bacteriana, uma doença pulmonar grave que foi severa o suficiente para causar ou contribuir para a morte dos animais.

Em comparação, a pneumonia bacteriana foi encontrada em apenas um dos 50 dos golfinhos da Flórida cujas necropsias foram comparadas.

Estudos em outros animais mostraram que inalar óleo pode causar disfunção adrenal, doença pulmonar e pneumonia bacteriana, o que Venn-Watson descreveu como “um dos resultados mais comuns de lesão por inalação química em outros animais”.

Os cientistas excluíram outras doenças conhecidas por ter matado grandes quantidades de golfinhos no passado, como brucelose e morbilivírus, dizendo que os patógenos foram encontrados em níveis semelhantes nos golfinhos do derramamento de óleo e do grupo de referência de golfinhos na Flórida.

Eles também excluíram cânceres, doenças auto-imunes, infecções por fungos e tuberculose.

“Não há restaram causas alternativas viáveis para explicar o timing, a localização e a natureza destas lesões distintas”, afirmou Venn-Watson.

Um estudo 2013 feito com os cetáceos em na baía de Barataria em Louisiana descobriu que os golfinhos estavam com dentes faltando, tinham lesões pulmonares e alta prevalência de doença após o pior vazamento de petróleo na história dos Estados Unidos.

Embora os pesquisadores não dispusessem de um estudo de base sobre a saúde dos golfinhos em Barataria antes do derramamento de óleo, eles afirmam que a combinação de análises de golfinhos vivos e mortos forneceram um forte corpo de evidências.

Mais de 1.200 golfinhos desapareceram da área do Golfo do México, afetados pelo derramamento desde 29 de abril 2010.

Em resposta ao estudo, a BP rebateu as descobertas científicas.

“De acordo com a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), a ‘mortalidade incomum’ no Golfo começou em fevereiro de 2010, meses antes do vazamento”, disse Geoff Morell, vice-presidente sênior de comunicações dos Estados Unidos e assuntos externos da BP.

“Mesmo que a mortalidade incomum possa ter aumentado em algumas áreas com o derramamento de óleo, a correlação não é prova do nexo de causalidade”.

Fonte: Isto É

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Chips podem substituir animais em experimentos científicos

O sofrimento de ratinhos de laboratório, e outros animais expostos a inúmeros experimentos científicos sob a justificativa do desenvolvimento de novos remédios, pode estar próximo do fim. Institutos de pesquisa e grandes empresas da indústria farmacêutica já realizam testes de medicamentos em pequenos chips que são capazes de replicar as funções de órgãos humanos.

De acordo com o jornal Wall Street Journal (WSJ – EUA), a farmacêutica Merck, por exemplo, é uma das que conduz estudos em chips. A empresa conta com uma pesquisa especialmente focada na asma e, para isso, aplica uma série de medicamentos experimentais em um chip que simula o pulmão de uma pessoa que sofre com a doença.

O “chip de pulmão”, explica o WSJ, não replica absolutamente todas as funções do órgão que deseja imitar. É uma peça de silicone, com tamanho similar ao de um cartão de memória e conta com pequenos canais através dos quais passam o ar e fluídos.

Foto: Wyss Institute for Biologically Inspired Engineering
Foto: Wyss Institute for Biologically Inspired Engineering

Estes canais são revestidos por paredes formadas por tecido proveniente de um pulmão humano e vasos sanguíneos. Quando é aplicada uma espécie de sucção no local, esta parede simula o movimento que o órgão realiza durante a respiração. A partir das reações da pequena peça eletrônica, os cientistas tentam compreender melhor os mecanismos da asma.

Mas este é apenas um dos vários exemplos de testes científicos realizados em chips atualmente em andamento nos Estados Unidos. Em outro experimento, este realizado pela empresa GlaxoSmithKline PLC, os cientistas perceberam que as respostas obtidas pela aplicação a medicação nos chips era similar às recebidas por testes realizados em animais.

As vantagens que este tipo de método pode trazer à medicina vão além da proteção dos animais, nos quais a simulação de doenças como a própria asma, por exemplo, são muito difíceis. Ele pode tornar os testes mais eficientes, facilitando que os cientistas selecionem as substâncias que obtiveram o melhor desempenho no tratamento da doença em questão.

“Chip de pulmão”

O chip que tem sido usado em experimentos farmacêuticos foi revelado em 2010 pelo Wyss Institut for Biologically Inspired Engineering, da Universidade de Harvard (EUA). De acordo com o instituto, que desenvolve outros “órgãos em chip”, estes modelos de órgãos humanos podem ajudar os cientistas a melhor compreenderem doenças, auxiliando diretamente no seu tratamento.

Apesar de promissores, contudo, tais chips ainda encontram certa resistência por parte dos órgãos reguladores nos Estados Unidos. O principal entrave, pontuou o WSJ, é até que ponto os medicamentos aprovados por testes realizados em chips são seguros o suficiente a ponto de poderem ser autorizados para experimentos em seres humanos.

Fonte: Exame

Nota da Redação: A mesma pergunta que finaliza o texto pode ser feita sobre os testes em animais. “Até que ponto os medicamentos aprovados por testes realizados em animais são seguros o suficiente a ponto de poderem ser autorizados para experimentos em seres humanos?” De qualquer forma, é muito positivo que a tecnologia seja usada para resolver questões éticas e ajudar no desenvolvimento de métodos substitutivos à experimentação animal.

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Pulmão artificial vai substituir animais em testes de medicamentos

Foto: Wyss Institute/Harvard University

Um “pulmão em um chip”, apresentado por cientistas norte-americanos em Novembro passado, acaba de receber reconhecimento internacional pelo seu potencial para substituir os experimentos de medicamentos em animais.

O pulmão artificial, do tamanho de um pendrive, foi criado pela equipe do professor Donald Ingber, da Universidade de Harvard (EUA).

Nesta semana, ele recebeu o Prêmio 3RS, concedido por uma entidade internacional, com sede no Reino Unido, voltada para reduzir o uso de animais em experimento de remédios para uso humano.

O prêmio reconhece e auxilia a adoção dos avanços científicos e desenvolvimentos tecnológicos mais promissores para substituir, reduzir ou aperfeiçoar a utilização de animais em pesquisas e testes de novos medicamentos e cosméticos.

Pulmão em um chip

O pulmão artificial replica com precisão as condições de um pulmão humano, em condições saudáveis ou com condições patológicas específicas.

O biochip contém canais ocos recobertos com células humanas, imitando tanto a interface entre os tecidos quanto o ambiente físico único encontrado em um pulmão real.

A aplicação de vácuo em sua entrada permite que ele “respire”, recriando o modo pelo qual os tecidos fisicamente se expandem e contraem durante a respiração.

Alternativa aos modelos animais

Nos primeiros testes, o aparelho foi capaz de reproduzir as condições observadas no edema pulmonar (acúmulo de líquido nos pulmões), e prever os resultados de um novo medicamento para esta condição que é fatal.

Além disso, o biochip já está permitindo aos pesquisadores obter imagens das células em funcionamento, com alta resolução e em tempo real, além de fazer medições precisas do fluxo de fluidos e a formação de coágulos de sangue.

Nada disso pode ser feito facilmente usando cobaias.

“Esse é exatamente o tipo de progresso que as agências reguladoras do governo, como a FDA (Food and Drug Administration) nos EUA, e as empresas farmacêuticas precisam ver a fim de considerar seriamente uma abordagem alternativa aos modelos animais,” disse o professor Ingber.

Fonte: Diário da Saúde

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Tutora faz cão fumar dois cigarros por dia na China

Na China, a tutora do cachorro chamado Tesouro estimulou o vício em cigarros no animal, e agora declara que ele precisa de, pelo menos, dois cigarros por dia, fornecidos pela própria tutora.

Tutora fornece cigarros para o cão Tesouro. (Foto: Quirky China/Barcroft Media/Getty Images)

A tutora Li ainda disse que o cão inala fumaça desde que tinha apenas cinco meses de idade e que, quando as pessoas estão fumando, ele chega a se levantar para inalar a fumaça.

Cão inala fumaça desde que tinha apenas cinco meses. (Foto: Quirky China/Barcroft Media/Getty Images)

Além disso, o cão também come pontas de cigarros.

O que aparentemente parecia algo sem importância para a tutora, é extremamente prejudicial para a saúde do animal. Após levá-lo a um veterinário, a tutora descobriu que o cão apresenta manchas em seus pulmões e seu coração e fígado são maiores do que o normal.

Com informações de G1

Nota da Redação: Assim como o cigarro faz mal à saúde dos seres humanos, faz mal para os animais. A atitude da tutora, de estimular o vício no cachorro ainda filhote e fornecer cigarros, configura maus-tratos ao animal, comprovadamente causando males irreparáveis à sua saúde. A tutora deveria ser responsabilizada penalmente pela atitude.

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Antibióticos aplicados em animais estão afetando humanos

Uma prática aplicada nos Estados Unidos está prejudicando dezenas de cidadãos e colocando suas vidas em risco. O uso de antibióticos em animais, como a penicilina, por exemplo, gera uma linhagem de bactérias resistentes a outros antibióticos.

Não só pessoas que vivem no campo, em fazendas, e têm contato direto com animais, mas cidadãos que habitam grandes centros urbanos também correm o risco de se infectarem pela bactéria.

Os fazendeiros dos EUA normalmente aplicam cerca de 8% a mais de antibióticos a cada ano em criações de porcos, gado e galinhas para tratar infecções no pulmão, no sangue e na pele. Porém, foi constatado que 13% dos antibióticos utilizados em propriedades rurais norte-americanas, no ano de 2008, foram aplicados em animais sadios, para que se desenvolvessem mais rapidamente.

“Esse assunto é extremamente sério e deveria ser analisado globalmente, pois é um problema que, se não for resolvido, poderá prejudicar humanos e animais de todas as partes do mundo”, explica a médica veterinária e tutora do Portal Educação, Danielle Pereira.

Fonte: Universo Alimentos

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