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Metade das pessoas que adotam animais desistem no dia seguinte

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As associações protetoras de animais domésticos querem acabar com a adoção de cães ou gatos por “mero impulso” durante as campanhas promovidas em feiras, após as más experiências acumuladas ao longo dos últimos anos. “Cinquenta por cento das pessoas que aceitam adotar um animal, no dia seguinte já não o querem”, lamenta Sara Alves, responsável de adoção e presidente da Associação Sobreviver de Setúbal. Eis a razão pela qual esta instituição tem recusado entregar cães e gatos nos dias em que decorrem as campanhas, preferindo fazê-lo após posteriores contatos com os adotantes.

“É muito mau para os animais, que acabam por sofrer. Há quem os adote ainda bebés e os devolva já adultos, porque perderam a graça, ou quem os leve para casa mas acabe por descobrir que alguém na família é alérgico. É tudo aquilo que não queremos para os nossos animais”, alerta ainda a dirigente da Associação Sobreviver, uma das quatro instituições – as outras são o Projeto Conchinha, Rafeiros Leais e Pravi – que este sábado vão participar na Feira de Adoção de Setúbal. Pelo Parque de Vanicelos estarão cães e gatos recolhidos pela câmara sadina e por associações de proteção animal.

Serão, sobretudo, animais mais jovens que vão estar presentes na feira, por serem aqueles que garantem mais simpatia de quem procura um cão ou um gato de companhia, já que é habitualmente mais difícil convencer alguém a adotar um animal mais velho.

Associações vão a casa dos novos tutores para avaliar condições
Mas Sara Alves admite que as campanhas sempre ajudam a sensibilizar a opinião pública para a adoção, aliás, tão necessária para a própria Associação Sobreviver, embora seja sempre essencial motivar o entusiasmo do futuro tutor. A instituição tem hoje no seu abrigo 201 animais e anualmente recolhe outros tantos – segundo os dados oficiais de 2015, cuja tendência se mantém em 2016 – levando a que a capacidade do canil e gatil se esgote, acabando os 18 voluntários da associação por abrirem as portas das suas casas aos amigos de quatro patas temporariamente.

A maioria dos animais recolhidos por estarem ao abandono precisa de cuidados veterinários, exibindo maus-tratos físicos e psicológicos, segundo a dirigente. “Têm surgido mais animais maltratados do que propriamente abandonados”, sublinha.

Mas nem por isso a Sobreviver facilita. Sempre que há algum interessado em determinado animal durante as campanhas, um elemento da associação fica com o contacto telefônico e só no dia seguinte é feita a ligação para aferir se o interesse se mantém. Uma curiosidade: o contacto é estabelecido por uma pessoa diferente da que apresentou o animal na campanha, fazendo as mesmas perguntas, mas de forma diferente.

Metade dos interessados desiste, depois de dormir sobre o assunto, segundo indicam os registos da organização, mas quem se propõe seguir com o processo em frente é depois sujeito a uma visita à própria numa espécie de “prova dos 9”. Sara Alves explica que a ideia é voltar a conversar com o interessado, perceber qual é a reação do cão ou do gato à casa e como convivem com outros animais, caso existam. “É aqui que se tudo estiver em conformidade nós deixamos o animal, mas se detetarmos algo anormal não fica.”

Segundo o programa estabelecido para a Feira de Adoção de hoje, os interessados vão ser recebidos por técnicos da autarquia e voluntários das associações que esclarecerão as dúvidas dos futuros tutores dos animais, que terão de assinar um termo de responsabilidade no qual se comprometem a tratar devidamente do animal.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Diário de Notícias Portugal

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Cadela salva por bombeiros de Valença e acaba sendo adotada pela corporação

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Kika foi encontrada na berma da estrada por uma equipa que regressava do combate a um incêndio urbano. Uma cadela, com cerca de três meses, resgatada pelos Bombeiros Voluntários de Valença, em Portugal, virou mascote da corporação e transformou-se na “menina dos olhos” dos cerca de 50 operacionais que lá trabalham.

“A nossa pequena é uma dádiva da natureza. Estamos a adorar tê-la aqui no quartel. É uma companhia fantástica”, afirmou hoje à Lusa Pedro Lima.

O operacional da corporação adiantou que a chegada da Kika ao quartel foi encarada com “muita felicidade” e que a reação da população do concelho à notícia da adoção da cadela, divulgada na página oficial dos bombeiros nas redes sociais, “tem sido fantástica”.

O mais recente elemento dos Bombeiros Voluntários de Valença foi encontrado, no passado dia 13 de julho, na berma de uma estrada na freguesia de Ganfei por uma equipa que regressava do combate a um incêndio urbano.

 

“Primeiro fugiu com medo e por estar muito debilitada. Quando viu que não lhe íamos fazer mal aceitou o colinho”, disse o bombeiro.

Com autorização do comando e da direção da associação humanitária dos bombeiros a Kika foi “adotada” e “levada, de imediato ao veterinário devido ao seu estado, muito debilitado”.

“Teve que estar internada por envenenamento, com veneno para ratos situação que associamos ao local onde foi encontrada numa zona de terrenos agrícolas”, disse Pedro Lima.

O bombeiro adiantou que “está a recuperar bem, graças à veterinária Karina Viães” e no quartel “todos acompanham com cuidado a evolução do estado de saúde da pequena”.

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“Todos se preocupam com a hora da medicação porque queremos que esteja a 100%, que se sinta contente e em casa”, disse, adiantando que “primeiro o objetivo é estabilizar o estado de saúde da cadela e, mais tarde pensar que projetos poderão ser desenvolvimentos para envolver a comunidade”.

Os custos dos tratamentos estão a ser suportados pela associação humanitária e as despesas com a alimentação e conforto da Kika são repartidas pelos operacionais.

“Não sabemos se fugiu ou foi abandonada. Procuramos saber junto da população da zona onde a encontramos se teria dono mas até agora ninguém se acusou e a Kika está bem connosco”, sublinhou.

No Alto Minho, os bombeiros voluntários de Viana do Castelo também adotaram, em setembro de 2015, uma cadela que tinha fugido. A Nina passou a ser nova “recruta” da corporação, e tem como missão de alegrar o quartel.

“Quando algum de nós sai para uma emergência e é algo péssimo, chegamos aqui e temos a Nina à nossa espera. É uma alegria, ajuda a esquecer um bocado aquilo por que uma pessoa passa”, disse, na altura à Lusa a bombeira estagiária Juliana Rodrigues. A Nina enverga um colete vermelho e já tem um equipamento oficial, com as insígnias da corporação.

A cadela tem página no Facebook e já junta 7.713 amigos. É nas redes sociais que a corporação relata o dia-a-dia da Nina, para que as pessoas “possam acompanhar o seu crescimento” e “para quem quiser, poder ajudar com donativos”.

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Fonte: Diário de Notícias

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Cadela queimada com ácido dá origem a queixa-crime em Ponte de Lima, Portugal

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A Associação Limiana dos Amigos dos Animais de Rua vai avançar com uma queixa-crime contra desconhecidos para apurar o que aconteceu com uma cadela que foi queimada com um ácido.

A cadela, Petra, foi encontrada em Arcozelo, concelho de Ponte de Lima, em Portugal, com uma “espécie de cola” em cima do lombo que depressa se foi alastrando e o animal acabou por ficar sem pele. Com o dorso em carne viva, a Petra “está estável, mas com prognóstico reservado”, informou fonte da associação que a foi recolher no dia 16 de julho. De acordo com o relatório clínico do veterinário, foi detetado “um produto químico altamente corrosivo” no dorso da Petra.

A cadela apareceu abandonada e “perfeitamente saudável” há cerca de 15 dias, no lugar da Presa, numa zona onde existem várias empresas ligadas a pedreiras. “A ALAAR conseguiu arranjar-lhe uma família de acolhimento e no dia em que a fomos buscar ela tinha uma espécie de cola no pelo”, contou fonte da associação, adiantando que o “ataque de que a cadela foi alvo aconteceu da noite para o dia.”

Inconformada com o “ataque sórdido, criminoso e ilegal”, a ALAAR espera agora que a queixa-crime que vai apresentar esta semana possa ajudar a esclarecer o que aconteceu à Petra e, no caso de se provar o crime, possa punir quem o cometeu.

“Os maus-tratos a animais agora são crime público e qualquer pessoa pode informar, até de forma anônima, o que sabe sobre este ou outros casos de maus tratos”, salientou fonte da associação que tem vindo a juntar várias informações relacionadas com o que aconteceu à Petra para anexar à queixa-crime.

A ALAAR deixou ainda o apelo a quem possa ter informações que considere relevantes para esclarecer o que aconteceu à cadela para o fazer através da página de Facebook da associação.

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Fonte: Jornal de Notícias

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ONG denuncia queima de gato vivo em festa popular em Portugal

A denúncia é do Movimento Internacional em Defesa dos Animais (MIDAS), que apela ao fim de uma prática que, alegadamente, é tradição nas festas de S. João, em Vila Flor, Braga.

O “ritual” baseia-se na morte lenta do animal e está a ser contestada nas redes sociais, onde se pede que o caso seja tratado pelas autoridades como crime de maus-tratos de animais.

O Movimento Internacional em Defesa dos Animais pede para que “se denuncie este crime de maus-tratos a animais para o Tribunal de Vila Flor e na GNR”.

O Grupo de Danças e Cantares de Vila Flor, Braga, publicou no YouTube um vídeo onde, descreveu o MIDAS, na página de Facebook, “se vê um gato que é fechado dentro de uma peça de barro, colocado no cimo de um poste, a imensos metros de altura, até cair”. Entretanto esse vídeo foi retirado pelo autor.

Os fatos terão ocorrido na noite de S. João, na freguesia de Mourão, Vila Flor.

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Fonte: TSF

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Bombeiros salvam gato e coelho de andar em chamas

Foto: Divulgação
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Os Bombeiros Voluntários de Rio Maior salvaram na manhã desta quinta-feira, 25 de junho, um gato e um coelho que estavam num apartamento do terceiro andar do conhecido prédio da torre, situado na Praça da República, ao lado do edifício da Câmara Municipal de Rio Maior.

O alerta foi dado cerca das 10h00 por vizinhos, que sentiram cheiro a queimado e alertaram os bombeiros, que ficam a cerca de 500 metros do local e que deslocaram para a ocorrência 9 bombeiros, apoiados por 3 viaturas, entre elas uma ambulância.

Como não havia ninguém na habitação, os bombeiros tiveram de arrombar a porta e, ao entrarem na habitação, depararam-se com os dois animais domésticos, que foram resgatados visivelmente assustados com a situação.

Toda a operação foi acompanhada por muitos populares que estavam ou passaram naquela zona central de Rio Maior e que assistiram com curiosidade ao combate às chamas e ao resgate dos animais.

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Fonte: Rede Regional

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Petição contra “garraiada” consegue 1.400 aderentes em Coimbra, Portugal

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“Coimbra tem mais encanto sem sangue na despedida”, frisa o texto da petição, que defende que a Queima das Fitas deveria acabar com esta “atividade obsoleta”, que promove uma “cultura que ritualiza e glorifica exercícios de domínio, de subjugação e de violência”.

A festa “faz sentido e os estudantes podem divertir-se, mas sem prejudicar animais. A garraiada [tourada com garraios – touros novos] é desnecessária e é cruel”, disse à agência Lusa Ana Bordalo, uma das responsáveis pela petição.

Para esta estudante de Direito da Universidade de Coimbra, a atividade “não se justifica” em pleno século XXI, em que a ciência já produziu conhecimento que mostra “que os animais também sofrem”.

A petição “online” é dirigida ao Conselho de Veteranos, à Comissão da Queima das Fitas e à Associação Acadêmica de Coimbra, e, até às 08:30 de hoje, já contava com 1.400 assinaturas.

Ana Bordalo criticou ainda o “imobilismo” das entidades, que se “agarram muito à tradição”, defendendo que, em ambiente acadêmico, é necessário “questionar aquilo que existe e perceber se as práticas estão ajustadas à realidade”.

No entanto, “a tendência é para se aceitar sem se questionar”, apontou.

O secretário-geral da Comissão Organizadora da Queima das Fitas, André Gomes, informou que a atividade vai realizar-se, afirmando que a atividade nunca foi posta em discussão e “sempre se concordou com a mesma”.

Questionado sobre se considera se há ou não violência sobre os animais na garraiada, André Gomes disse apenas que “é a violência normal para uma garraiada”.

O secretário-geral da Queima de Coimbra sublinhou ainda que a organização está sensível à “problemática dos animais”, recordando que neste ano apoiaram uma associação de animais com doação de ração.

O Dux Veteranorum da Universidade de Coimbra, que preside ao Conselho de Veteranos, João Luís Jesus, disse à agência Lusa que este evento está inserido na Queima das Fitas “desde 1929” e que a Garraiada, que se realiza no Coliseu da Figueira da Foz (com capacidade para 5.500 pessoas), “esgota sempre”.

“Enquanto os estudantes lá forem e o recinto estiver cheio, continua a haver garraiada”, salientou, recusando pronunciar-se sobre se a prática é errada ou não: “Não é o Conselho de Veteranos que vai decidir isso”.

João Luís Jesus explicou que a garraiada começa com os fitados (último ano de licenciatura) das diferentes faculdades a darem uma volta à arena, depois decorre “a garraiada propriamente dita”, com cavaleiros, forcados e bandarilheiros, terminando com uma “brincadeira” em que os estudantes fazem pegas aos garraios.

A petição está disponível aqui.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Notícias ao Mundo

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Cadela salva idoso desaparecido há seis dias em Viana do Castelo, Portugal

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Uma cadela tornou-se a mais recente heroína de Ponte de Lima, depois de, esta quinta-feira, ter salvo um idoso que estava desaparecido há seis dias. Foi a Foxy quem encontrou Joaquim Dias, que tinha desparecido de um lar da vila na última sexta-feira.

De acordo com a Associação Limiana dos Amigos dos Animais de Rua (ALAAR), durante um passeio com o tutor, a Foxy demonstrou um comportamento invulgar: chegava-se ao tutor voltava a afastar-se para um lugar distante. Sempre o mesmo lugar. O tutor estranhou a atitude da cadela e foi ver o que se passava. Foi então que encontrou Joaquim Dias.

O idoso estava fragilizado, ferido e subnutrido, mas consciente. Foi socorrido no local e conduzido ao Hospital de Viana do Castelo, onde permanece internado. Estaria caído no talude onde foi encontrado há pelo menos três dias.

A Foxy tinha sido acolhida há cerca de um ano pela ALAAR e adotada pela família que agora encontrou o idoso. Quando foi encontrada, encontrava-se com frio e num estado debilitado.

A ALAAR, que conta agora a história feliz da Foxy, ajuda animais vítimas de abandono e maus-tratos, na zona de Ponte de Lima. Acolhe, no momento, mais de 100 cães, 40 gatos e uma égua. Em média, gasta por mês cerca de 1200 quilos de ração para cão e 40 quilos de ração para gato, com gastos mensais a rondar os 1500 euros. A associação está sem ração para os animais e faz um apelo, através do Facebook, para donativos.

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Fonte: TVI 24

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Centenas de animais abandonados esperam por novos lares em Gaia, Portugal

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A Câmara de Gaia tem a decorrer uma campanha de sensibilização para o não-abandono de animais, depois de entre maio e junho terem sido entregues e capturados cerca de 100 animais que esperam agora por novas famílias.

Os quase 80 cães e 16 gatos estão no Centro de Reabilitação Animal de Gaia que, mais do que um canil ou centro de recolha oficial, procura recuperar os animais para que possam ser adotados.

A reabilitação do animal recolhido ou entregue no centro é feita a nível quer físico quer comportamental o que leva a que muitos acabem por ficar vários meses com os tratadores e veterinários à espera de uma nova família, porque se assume sempre que “todos têm potencial para serem adotados”.

A afirmação é de António Dias, Chefe da Divisão Municipal de Higiene Pública que integra o Centro de Reabilitação, segundo o qual nos últimos três anos foram adotados ou restituídos às suas famílias 50% dos animais que lá deram entrada.

Com dois pavilhões, 38 jaulas para cães e um espaço para gatos, o centro, inaugurado em outubro de 2009 pelo anterior executivo, começa a sentir a falta de espaço e de celas e mesmo de uma zona lúdica mais ampla “onde os animais possam circular e onde se possa fazer determinado tipo de treino que aqui não é possível”, contou.

“O centro de reabilitação está a funcionar como um centro de frustração [para os animais] pela falta de condições (…) e de espaço para passear”, relatou um dos tratadores.

É precisamente para dar uma nova resposta aos animais abandonados ou entregues que o atual executivo se prepara para avançar com a criação de um novo espaço, o PATA — Plataforma de Acolhimento e Tratamento Animal, que está dependente de financiamento do Quadro Comunitário de Apoio.

Para além de centro animal, o PATA terá também uma componente educativa com ações de sensibilização sobre os animais de estimação e sobre a importância de “respeitar e não abandonar”, esclareceu a autarquia.

Enquanto não nasce o PATA, a câmara apostou numa campanha de sensibilização que começou por ser divulgada numa rede social, com um cartaz assinado pelos “cães e gatos que se encontram à espera de um lar” e que lembram: “Nós já fomos abandonados!”.

Após mais de mil partilhas da imagem com a cadela Tita, mãe de nove crias já adotadas mas que ainda espera de uma nova família no centro, a campanha saiu para a rua e está espalhada pela cidade em diversos mupis.

Para final de setembro está já previsto o lançamento de uma campanha de adoção que contará com um protocolo a ser assinado com várias clínicas veterinárias do concelho visando a comparticipação de tratamentos.

E o que é preciso fazer ou ter para adotar um dos animais do centro? “Essencialmente vontade”, respondeu o responsável, acrescentando, porém, ser necessário preencher um questionário para ser possível apurar as motivações.

Depois de adotado, o centro faz, nas primeiras semanas, o acompanhamento do processo “para avaliar se a situação está a correr bem e se o animal está a ser bem integrado”.

Aos que “têm espaço e disponibilidade” lançou o apelo: “passem pelo centro, visitem e, se possível, adotem um animal”.

Fonte: RTP

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Comércio de espécies protegidas em Portugal diminui, mas pouco

As autoridades portuguesas resgataram, em 2012, 501 espécimes de fauna e flora protegida e em vias de extinção, dos quais 70% eram ovos de aves como papagaios, cujo comércio internacional é proibido. São menos 55 peças do que no ano anterior, quando houve um aumento exponencial que os técnicos do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) atribuem à crise, que terá levado muitas pessoas a vender objectos pessoais deste tipo, como carteiras ou casacos de pele de animais, sem o obrigatório licenciamento.

“Houve em 2012 uma inversão da tendência do tráfico mas ainda não é suficiente”, disse nesta sexta-feira (07) o secretário de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza, Miguel de Castro Neto. Os dados sobre 2013 ainda não são conhecidos, mas o governante acredita que o trabalho das autoridades está a surtir efeito. “Estamos cada vez mais atentos, até porque este tipo de tráfico está a ganhar mais interesse”, afirmou.

Segundo estimativas recentes do Fundo Mundial para a Natureza, o comércio de espécies protegidas gera anualmente 14 milhões de euros, o que o torna no quarto crime mais lucrativo do mundo. “A droga é o principal tipo de tráfico que existe, mas tem molduras penais muito pesadas. Este tipo de tráfico [de espécies protegidas], apesar de ter retornos inferiores, tem uma moldura penal um pouco mais ligeira, o que o torna mais atractivo”, admitiu Miguel de Castro Neto. Ainda no ano passado, por exemplo, uma mulher detida no aeroporto com 61 ovos de papagaio enrolados à volta da cintura foi condenada a 14 meses de prisão, mas com pena suspensa.

Queimar para retirar valor

O governante assistiu nesta sexta-feira à queima de cerca de 3000 artigos, como carteiras em pele de cobra ou de crocodilo, estátuas em marfim de elefante, tartarugas em madeira tropical ou mesmo borboletas embalsamadas. Uma tonelada de objectos, apreendidos entre 1983 e 2002 sobretudo em aeroportos e portos comerciais por todo o país, foi incinerada no forno da central de valorização orgânica da Valorsul, em Loures. Foi a primeira operação do género no país e está em linha com a solução recomendada pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção (CITES) para os objectos apreendidos.

“Apenas pela retirada do valor deste tipo de artigos é que vamos conseguir eliminar o seu tráfego”, afirmou o governante, explicando que além da queima há outras soluções: alguns objectos são entregues a museus, universidades ou centros de educação ambiental. Os animais vivos são deixados ao cuidado de parques zoológicos. “As peças atraem pela sua beleza, mas o desafio é conseguirmos comunicar à sociedade que, por cada uma destas peças, houve um animal que teve que dar a vida”, sublinhou.

Segundo dados do Ministério do Ambiente, entre 2003 e 2012 foram apreendidos quase 4000 espécimes. Da lista constam mamíferos (onde incluem os objectos feitos a partir de marfim de dente de elefante), répteis (10% são cobras vivas, os restantes são carteiras de pele ou animais embalsamados), corais, peixes, flora, e aves. Este último tornou-se uma mina de ouro para os traficantes: um ovo de arara pode render 400 mil euros no mercado.

O número total não inclui, porém, a quantidade de meixão resgatada entre 2010 e 2012: quase dois milhões. “Só nos últimos três meses, interceptámos três tentativas de exportação de meixão”, uma das espécies abrangidas pela CITES, adianta João Loureiro, chefe da Divisão de Gestão de Espécies de Flora e Fauna do ICNF. Um quilo desta enguia bebé vale 20 mil euros na China. “Pode ser consumida na União Europeia mas não pode ser exportada para fora”, explica.

Loureiro sublinha que é preciso distinguir o tráfico, que envolve montantes muito elevados e circuitos comerciais organizados do comércio.

Em muitos casos “as pessoas desconhecem que estão a praticar um crime”, acrescenta Ana Zúquete, directora do Departamento de Recursos Naturais e Conservação da Natureza do ICNF. “A legislação da convenção não é fácil e a sensibilização das pessoas não é muito grande”, admite. Até porque há, por exemplo, aeroportos em África com lojas onde se vende peças em marfim, cuja importação para Portugal é proibida.

Os técnicos do ICNF lembram que muitas pessoas que estiveram em África antes do 25 de Abril – quando a convenção, criada há 41 anos, ainda dava os primeiros passos – terão em casa artigos cuja importação seria hoje ilegal. Para poderem comercializá-los em antiquários, por exemplo, precisam de um certificado, que custa cerca de 20 euros, com as características da peça e a autorização dos países de origem e destino. “A coima mínima pela detenção ilegal de espécimes CITES é de 20 mil euros”, diz João Loureiro. Embora não saiba se alguém pagou este valor em Portugal, recomenda: “É melhor prevenir”.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Público

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GNR resgata três tigres em circo na cidade da Guarda

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A GNR resgatou nesta sexta-feira (07) três tigres do Circo Nery Brothers Show, que está instalado junto do parque industrial da Guarda, por não terem registo português ao abrigo da convenção sobre comércio internacional de animais selvagens.

Fonte do Comando Territorial da GNR da Guarda disse que os animais foram resgatados durante a realização de uma ação de fiscalização efetuada por elementos do Núcleo de Proteção Ambiental do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA).

De acordo com a mesma fonte, os animais “têm registo francês [ao abrigo da convenção CITES – Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção], mas estão em situação ilegal, uma vez que não têm o registo português”.

Os três tigres “encontravam-se na posse do seu tutor, que desempenha funções de artista no Circo Nery Brothers Show”, disse a GNR, indicando que foi elaborado um auto de notícia e enviado ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

“O proprietário foi nomeado fiel depositário dos animais, mas não os pode utilizar nos espetáculos”, adiantou, referindo que fica sujeito ao pagamento de uma contraordenação cujo montante mínimo é de 20 mil euros por animal.

Os espetáculos do Circo Nery Brothers Show realizam-se este fim de semana na cidade da Guarda.

Com informações de Diário Digital.

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Gaia acolhe caminhada pela proteção dos animais selvagens

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Vila Nova de Gaia vai receber no dia 23 de março, domingo, a caminhada Walk Animal, que vai ter como ponto de partida a Douro Marina (Afurada).

Com a finalidade de celebrar a chegada da Primavera e o Dia Mundial da Floresta, a Walk Animal vai organizar uma tarde com várias atividades de sensibilização para as causas animal e ambiental.

Esta edição vai reverter para o Centro de Recuperação da Fauna e Flora Selvagem do Parque Biológico de Gaia. É missão do Centro de Recuperação do Parque Biológico de Gaia receber, tratar e recuperar animais selvagens encontrados abandonados, debilitados ou feridos e promover a sua devolução à Natureza.

Na caminhada, podem participar todos aqueles que tenham ou não animais domésticos. Todos os participantes que levarem os seus animais vão ter direito a brindes.

Os animais não precisam de inscrição e por cada inscrição realizada vão ser doados dois euros ao Centro de Recuperação da Fauna e Flora Selvagem do Parque Biológico de Gaia.

As inscrições vão poder ser feitas online, através do website ou da página do Facebook da iniciativa.

Cada inscrição custa 5€ e está prevista a aplicação de descontos para quem fizer mais de duas inscrições.

No dia do evento, vai ser possível fazer inscrição com o custo de 6€.

O Walk Animal tem recolhido fundos para associações de proteção animal, através da organização de caminhadas em várias cidades portuguesas.

Fonte: Correr por Prazer

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Extinção de espécies protegidas é até mil vezes superior ao que seria natural

A taxa de extinção das espécies protegidas é entre cem a mil vezes superior ao que seria natural, alertou esta segunda-feira o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

O comércio de espécies protegidas da fauna e flora gera anualmente 14 milhões de euros, o que o torna no quarto delito mais lucrativo do mundo – a seguir ao narcotráfico, falsificação e tráfico de pessoas -, segundo o Fundo Mundial Para a Natureza(WWF).

Entre as principais fontes de rendimento contam-se a caça de elefantes, o roubo de grandes símios e o transporte ilegal de madeira, alertou o PNUMA, que designou três de março como o Dia Internacional da Fauna e Flora.

Além da ameaça que representa a degradação ambiental para espécies como o urso polar, as baleias e algumas aves migratórias, as Nações Unidas destaca os prejuízos causados pela caça e a situação de pobreza e exploração em algumas comunidades.

Em alguns casos, o roubo e abuso dos recursos naturais surge ligado à pobreza e seria atenuado potenciando o desenvolvimento sustentável e as designadas economias verdes, sustentam as Nações Unidas.

O comércio de espécies em extinção afeta diretamente a paz e a segurança internacional, assegura o PNUMA em comunicado.

As apreensões de marfim – que em 2013 alcançaram o máximo histórico, com um total de 41,6 toneladas – indicam que o tráfico deste material é feito através de redes internacionais.

O número de elefantes vítimas de caça em África duplicou na última década, enquanto o comércio de marfim triplicou.

Em 2012 foram assassinados 22 mil paquidermes, cifra que se estima ter aumentado em 2013.

Também os rinocerontes são procurados por caçadores, que já conseguiram acabar com algumas comunidades na Ásia e em África.

Cada ano cerca de três mil símios – chimpanzés, gorilas, e orangotangos – são sequestrados das florestas africanas e do sudoeste asiático, destinados principalmente à indústria do turismo.

Investigações feitas pelo PNUMA e pela Interpol calculam que entre 50% e 90% da atividade madeireira nos países da Amazónia, África Central e África do Sul é feita pelo crime organizado.

“À margem do papel dos governos, nós, como cidadãos, temos um papel vital para conseguir o fecho dos mercados que sustentam este comércio, que ameaça a sobrevivência de espécies icónicas como os elefantes ou os rinocerontes”, sublinhou o diretor do PNUMA, Achim Steiner.

A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies de Flora e Fauna em Risco de Extinção foi adotada há 41 anos.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: TVi24

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