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Protetora que resgatou 48 animais precisa de ajuda para mantê-los em Goiânia (GO)

Dona Gilda, 54 anos, vive em Goiânia (GO) em uma casa humilde onde cria sozinha mais de 40 cães e oito gatos, todos resgatados. Alguns encontrados na rua, outros chegaram por acaso. A maioria trouxe consigo as consequências do abandono: sarna, desnutrição, vermes, fraturas por causa de atropelamentos e acidentes.

Na cidade, são pessoas como dona Gilda que se responsabilizam pelo cuidados com os cães e gatos de rua. Ela conta que cria animais desde a infância, mas que começou a adotá-los na época em que trabalhou em um petshop. Muitos  chegavam machucados e eram abandonados pelos tutores no local.

Dona Gilda resgatou 40 cães e oito gatos (Foto: Amanda Sales/Mais Goiás)

O trabalho atual de dona Gilda é como diarista. O salário não é suficiente nem mesmo para colocar comida em sua mesa, que dirá para alimentar as quase 50 bocas pelas quais ela é responsável. Ela disse, em entrevista ao portal Mais Goiás, que quando algum dos animais adoece é tão desesperador que contas já deixaram de ser pagas para custear tratamentos veterinários. A dívida acumulada por ela em clínicas é grande, mas eventualmente os profissionais fazem consultas e procedimentos gratuitos em solidariedade à realidade enfrentada por ela.

A maioria dos cachorros resgatados por dona Gilda não tem raça definida. Isso tem relação direta com o fato de que entre comprar um cão de raça e adotar um sem raça, muitas pessoas optam pela compra. Sendo assim, o destino desses animais são os abrigos e lares temporários.

Um grupo de proteção animal procurou dona Gilda como lar temporário para que ela acolhesse a cadela Vitória enquanto ela se recuperava, para que então ela pudesse ser adotada por alguém de forma definitiva. O tempo passou, Vitória não foi adotada, tampouco a ONG a buscou – mesmo com os pedidos de dona Gilda para que a pegassem de volta -, e hoje a cadela, que é uma das velhas, é a que está a mais tempo com Gilda.

Atualmente, Gilda e os animais se mantém por meio de doações. Mas há necessidades que não são supridas. Nem todos são castrados e isso faz com que filhotes continuem nascendo no local. A adoção para eles é mais fácil, já que as pessoas preferem os mais novos.

Gilda precisa de ajuda com ração, castração, medicamentos e vacinas (Foto: Amanda Sales/Mais Goiás)

A adoção de filhotes, no entanto, muitas vezes acarreta em um novo abandono mais tarde. Por não saber o tamanho que eles ficarão, muitos são descartados com a desculpa de que cresceram demais. É importante, portanto, conversar com um veterinário para estimar o tamanho que o animal ficará e adotar de forma responsável, sabendo que trata-se de uma vida que não pode ser deixada de lado.

Um gato doente é a atual preocupação de Gilda. Ele está debilitado e precisa operar. Enquanto não há condições de fazer a cirurgia, remédios para dor são administrados pela tutora em casa, mas não é sempre que ela consegue comprá-los.

Dona Gilda também precisa quitar as dívidas nas clínicas veterinárias e vacinar os animais. O contato para quem tiver interesse em contribuir para melhorar a realidade dos resgatados de Gilda é o 62  3225-3978.

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Cadela filhote será devolvida às ruas por falta de recursos de protetora em SP

Teka Avarese
tcavarese@hotmail.com

Foto: Divulgação

Uma protetora independente cuida de mais de 30 cães em sua casa em Cidade Dutra, São Paulo. Sem condições de abrigar mais animais, ela resgata cadelas em situação de rua, castra e devolve às ruas. Uma dessas cadelinhas já foi castrada e será devolvida. É uma filhote sem raça definida muito dócil e carinhosa.

Quem puder oferecer lar temporário à cadelinha, pode contatar Marleide pelo telefone (11) 5668-6565 ou Teka pelo telefone e whatsapp (11) 96416-6019.

 

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