Notícias

Agropecuária é responsável por 71% das queimadas em imóveis rurais neste ano na Amazônia

(Foto: Daniel Beltrá/Greenpeace)

Dados do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) revelaram que 71% das queimadas em propriedades rurais na Amazônia, no período de janeiro a junho de 2020, foram causadas pela agropecuária.

O fogo é usado para limpar o terreno recém-desmatado para que a área seja usada na criação de bois explorados para consumo ou no plantio de vegetais – em sua maioria esmagadora, grãos utilizados na alimentação desses animais, como a soja.

Um relatório sobre o levantamento foi elaborado com base na plataforma Modis, da Nasa. De acordo com os números, 24% foram incêndios florestais e 5% são desmatamentos recentes.

As queimadas para manejo agropecuário são as mais comuns na Amazônia e são usadas para limpar o terreno desmatado. Há, no entanto, outros tipos. São eles: os incêndios florestais, que atingem a floresta em pé ou a vegetação nativa não-florestal e normalmente surgem a partir de outros tipos de queimada, como desmatamento e manejo agropecuário; e o desmatamento recente, que se caracteriza pela queima de árvores derrubadas após desmate.

Metade dos focos de calor identificados no primeiro semestre ocorreram em propriedades rurais de médio e grande porte, onde o manejo agropecuário predominou.

“Esses números demonstram como o fogo é ainda amplamente utilizado no manejo de pastos e áreas agrícolas, independentemente do tamanho do imóvel, do lote e do negócio, e a despeito da existência de técnicas mais modernas que o substituem”, diz o relatório.

O levantamento apontou ainda queimadas detectadas de 2016 a 2019, sendo 22% em áreas recém-desmatadas e 42% em locais convertidos para uso agropecuário. Outros 36% foram causadas por incêndios florestais.

“Em 2019, o fogo na Amazônia se distribuiu de forma relativamente equilibrada entre os três tipos mais comuns. As queimadas associadas ao manejo agropecuário e o fogo ligado ao desmatamento recente responderam por 36% e 34%, respectivamente, enquanto os incêndios florestais responderam por 30% dos registros”, explicou o Ipam.

A Amazônia, no entanto, não é o único bioma a sofrer as consequências do fogo. No Pantanal, 1.684 focos de incêndio foram identificados em julho – o que garantiu um recorde negativo durante o mandato do presidente Jair Bolsonaro (que já soma diversos recordes de devastação ambiental): o mês registrou o maior número de queimadas desde o início das medições do Inpe, em 1998.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Mudança de temperatura mata cerca de 2,7 mil ovelhas no Rio Grande do Sul

Uma mudança brusca de temperatura matou cerca de 2,7 mil ovelhas nas cidades de Alegrete, Quaraí e Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

Rafael de Castro Santos / Arquivo pessoal

As mortes foram registradas entre o último final de semana e a segunda-feira (14). Alegrete, por exemplo, registrou máxima de 33,7ºC e mínima de 22ºC no domingo (13), segundo a Somar Meteorologia. Já na segunda-feira (14), a temperatura variou entre 23,2ºC e 11,3ºC. As informações são do jornal GaúchaZH.

Técnicos da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul visitaram as propriedades rurais nas quais as mortes foram registradas e afirmaram que os animais morreram devido à variação térmica e ao frio.

Até o momento, foram registradas 1,2 mil mortes em Alegrete, mil em Quaraí e 500 em Uruguaiana. Os números, porém, podem aumentar.

O diretor de Defesa Agropecuária da Secretaria do Estado, Antonio Carlos Ferreira Neto, explicou que o choque térmico em ovelhas gera problemas respiratórios e pode levar os animais à morte – o que pode acontecer dentro de algumas horas ou de um dia para o outro.

De acordo com Neto, não é a primeira vez que a situação é registrada, já que em anos anteriores ovelhas já foram encontradas mortas devido à mudança de temperatura.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Antibióticos aplicados em animais estão afetando humanos

Uma prática aplicada nos Estados Unidos está prejudicando dezenas de cidadãos e colocando suas vidas em risco. O uso de antibióticos em animais, como a penicilina, por exemplo, gera uma linhagem de bactérias resistentes a outros antibióticos.

Não só pessoas que vivem no campo, em fazendas, e têm contato direto com animais, mas cidadãos que habitam grandes centros urbanos também correm o risco de se infectarem pela bactéria.

Os fazendeiros dos EUA normalmente aplicam cerca de 8% a mais de antibióticos a cada ano em criações de porcos, gado e galinhas para tratar infecções no pulmão, no sangue e na pele. Porém, foi constatado que 13% dos antibióticos utilizados em propriedades rurais norte-americanas, no ano de 2008, foram aplicados em animais sadios, para que se desenvolvessem mais rapidamente.

“Esse assunto é extremamente sério e deveria ser analisado globalmente, pois é um problema que, se não for resolvido, poderá prejudicar humanos e animais de todas as partes do mundo”, explica a médica veterinária e tutora do Portal Educação, Danielle Pereira.

Fonte: Universo Alimentos

​Read More