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Soltura de 40 milhões de tartarugas é celebrada com animais libertos no mar

As tartarugas foram soltas no mar pelo Projeto Tamar, que está comemorando 40 anos de dedicação à preservação desses animais


Para comemorar a soltura de 40 milhões de tartarugas, entre filhotes, juvenis e adultas, realizada neste ano no litoral brasileiro, o Projeto Tamar encaminhou ao mar cem filhotes de tartaruga na Praia do Forte, na Bahia.

Foto: Reprodução/TV Bahia

Como sofrem com o sol, os filhotes sempre são soltos no final da tarde. A soltura aconteceu na sexta-feira (13) e foram levados ao mar filhotes com menos de uma dia de vida.

De acordo com a bióloga do Projeto Tamar, Denise Santos, os animais foram mantidos no laboratório antes de serem soltos e cuidados foram tomados para que eles não se estressassem. As informações são do portal G1.

“Essas tartaruguinhas ficam aqui o menor tempo possível. A gente deixa elas aqui por conta dessa temperatura agradável e depois solta na praia”, explicou.

As comemorações, porém, não se restringem à soltura dos 40 milhões de animais, mas também ao aniversário de 40 anos da instituição, que se dedica à preservação das tartarugas.

“Esse 40 milhões [de animais soltos no mar] nos dão a certeza de que realizamos muito, temos muitos desafios e uma responsabilidade maior como um todo que é entregar de volta o mar, que é o lar da tartarugas”, explicou Neca Marcovaldi, coordenadora de conservação e pesquisa do Projeto Tamar.

Após serem soltos, os filhotes nadam por cerca de uma semana até chegarem em alto-mar. Como possuem uma reserva de energia, eles não precisam se alimentar durante esse período. Quando completarem 30 anos, muitas tartarugas retornarão às praias nas quais nasceram para desovar.

Vazamento de óleo

A soltura de tartarugas chegou a ser suspensa em praias da Bahia por conta do vazamento de óleo que atingiu a região.

Foto: Divulgação/Grupo de Amigos da Praia (GAP)

Por conta das praias contaminadas, o Projeto Tamar e o ICMBio precisaram soltar 2,3 mil tartarugas em alto-mar, no litoral do Sergipe. Pela mesma razão, 1,6 mil filhotes foram levados ao extremo norte do estado da Bahia para que pudessem ser soltos na Praia do Forte.

A espécie foi a mais afetada pelo óleo. De acordo com o Ibama, 104 tartarugas foram encontradas oleadas em 10 estados.

Atualmente, com as praias limpas, os animais puderam ser soltos novamente na areia, respeitando o instinto da espécie.

A soltura muitas vezes é assistida pela população, que se encanta com os filhotes. “Eu acho muito lindo de ver as tartarugas, não pode fazer mal a elas”, disse Lauren Araújo, de 8 anos.


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Soltura simultânea de tartarugas marinhas será realizada neste sábado em várias regiões do Brasil

A iniciativa é do Projeto Tamar que está antecipando a comemoração de seus 40 anos a serem completados em 2020

Filhotes e tartarugas reabilitadas serão devolvidos ao mar em evento dos 40 Anos do Projeto Tamar. Foto: Skeeze/Pixabay

A “Caminhada da tartaruga 40 milhões ao mar”, com a soltura simultânea de filhotes e tartarugas reabilitadas, acontece neste sábado (14) nas praias onde estão localizadas as bases do Projeto Tamar na Bahia, Sergipe e São Paulo e também no litoral do Ceará, Espirito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A iniciativa faz parte das comemorações dos 40 anos do projeto apoiado pela Petrobras e reconhecido internacionalmente como uma das mais bem-sucedidas iniciativas de conservação marinha do mundo.

Já nesta sexta (13), em Ubatuba (SP), haverá também apresentação musical de Arnaldo Antunes e trio, no Espaço Cultural Projeto Tamar Ubatuba. No sábado (14), além da soltura das tartarugas na Praia do Forte (BA) haverá apresentação musical de João Donato. E em Aracaju (SE), a banda local The Baggios fará a apresentação principal do palco do Oceanário do Tamar.

O Projeto estima que a tartaruga de número “40 milhões” nasça neste verão, na atual temporada de desova, de um dos milhares de ovos depositados pelas fêmeas no litoral brasileiro. Um dos fundadores do Projeto Tamar, Guy Marcovaldi, explica que a cada mil tartarugas que nascem, apenas uma ou duas sobrevivem: “As espécies de tartaruga têm ciclo de vida longo, de 20 a 30 anos para se reproduzir. Antigamente registrávamos nascimento de filhotes apenas no período de quatro a seis meses e hoje acontecem ao longo do ano todo. O apoio da Petrobras e a participação das comunidades costeiras foram fundamentais para o crescimento do número de animais protegidos e devolvidos ao oceano. A população local deixou de utilizar as tartarugas para consumo e passou a preservá-las”.

A população de quatro espécies de tartarugas marinhas estão sendo recuperadas com a ajuda do Projeto Tamar. Foto: Marcelo Rabozzi/PixabayQuatro espécies de tartarugas marinhas (tartaruga-oliva, tartaruga-de-pente, tartaruga-cabeçuda e tartaruga-de-couro) tiveram suas populações recuperadas pelo Tamar em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICM-Bio), além da estabilidade da tartaruga-verde em Fernando de Noronha (PE) e Trindade (ES).

Hoje o projeto está presente em 26 localidades do Brasil e suas ações se estendem por cerca de 1.100 km de praias, distribuídas em áreas prioritárias de desova, alimentação, migração e descanso das cinco espécies, todas ameaçadas de extinção. A principal missão é a recuperação das populações de tartarugas marinhas, desenvolvendo ações de pesquisa, a conservação e inclusão social.

Todo esse trabalho conta com o apoio das comunidades costeiras dos locais onde há a ocorrência das espécies ameaçadas. Além disso, anualmente, são atendidas diretamente cerca de 1.000 pessoas em ações socioeducativas, de valorização da cultura, de capacitação e inclusão social.

O Projeto Tamar estima que neste verão o número de tartarugas evolvidas ao mar chegará a 40 milhões. Foto: Shundra Moore/Pixabay

O Tamar é membro da Rede de Projetos de Biodiversidade Marinha (Rede Biomar), grupo composto também pelos Projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Coral Vivo, Golfinho Rotador e Meros do Brasil, todos patrocinados por meio do Programa Petrobras Socioambiental. As informações são da Agência Petrobras.

Confira programação do evento no site da Petrobras.

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Manchas de óleo matam 10 filhotes de tartaruga na Bahia

As manchas de óleo, identificado como petróleo cru, tem sido registradas nas praias do Nordeste desde setembro


O óleo que tem sido registrado nas praias do Nordeste desde setembro matou pelo menos 10 filhotes de tartaruga na Bahia, conforme denuncia o Projeto Tamar.

Manchas de óleo foram registradas na Praia do Forte ( Foto: João Arthur/Tamar)

O Tamar informou ao G1 que as tartarugas foram encontradas em diversas praias – Arembepe, em Camaçari, e Praia do Forte, em Mata de São João, foram algumas delas.

Por conta do período reprodutivo desses animais, o Tamar intensificou o monitoramento à espécie no extremo norte da Bahia.

A princípio, a soltura de tartarugas nas cidades Jandaíra e Conde haviam sido suspensas. No entanto, nesta quarta-feira (16) o Tamar resolveu começar a direcionar as solturas segundo às condições das praias.

Além dos filhotes mortos, três tartarugas adultas foram encontradas com óleo sobre seus corpos na praia de Mangue Seco, em Jandaíra. Resgatadas, elas receberam os cuidados necessários. Uma delas, no entanto, não sobreviveu. As outras foram deixadas em observação.


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Brasil salva e devolve ao mar 35 milhões de tartarugas em 38 anos

O Brasil salvou, por meio do Projeto Tamar, 35 milhões de tartarugas, que foram devolvidas ao mar, em 38 anos de trabalho. Dois milhões de filhotes de tartaruga recebem auxílio do projeto anualmente. Entretanto, a cada mil deles, apenas dois sobrevivem ao ciclo natural dos ecossistemas marinhos.

(Foto: Divulgação / Projeto Tamar)

Entre as causas de mortandade dos filhotes estão a poluição, a circulação de veículos nas praias de desova e as mudanças climáticas. Além do trabalho com as recém-nascidas, cinco mil tartarugas jovens e adultas são resgatadas de situações de risco, presas em redes e anzóis, todos os anos.

“Essa marca de 35 milhões não só celebra um esforço de 38 anos de existência do trabalho, mas também o aumento da conscientização das pessoas sobre o assunto. Isso é importante já que ainda é cedo para falarmos que as tartarugas estão livres de ameaças”, afirma o biólogo e gestor da central de visitantes do projeto em Ubatuba (SP), Bruno Amir.

O marco é considerado uma grande conquista para o país para o coordenador nacional do Tamar, Guy Marcovaldi. “A tartaruga (de número) 35 milhões simboliza essa importante conquista para a conservação marinha brasileira. E seguimos em frente, pois ainda temos muito o que fazer”, diz.

O projeto, que é a soma de esforços entre a Fundação Pró-Tamar e o Centro Tamar/ICMBio, atua na conservação de cinco espécies, todas ameaçadas de extinção: a tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), a tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), a tartaruga-verde (Chelonia mydas), a tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) e a tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea).

(Foto: Sérgio Oliveira/Terra da Gente)

Cerca de 1.100 quilômetros de praias, em 26 localidades, são protegidos pelo projeto na Bahia, Ceará, Espírito Santo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. Os locais contam com áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso das tartarugas marinhas, no litoral e ilhas oceânicas. As informações são do portal G1.

Atividades foram realizadas no último final de semana nas 26 praias para comemorar a conquista de 35 milhões de tartarugas salvas e marcar a renovação da parceria entre a Fundação Pró-Tamar e a Petrobras. Um investimento de R$ 13,3 milhões será feito no projeto nos próximos três anos, informa a estatal.

Tartaruga-de-pente

A espécie foi quase extinta devido à pesca, feita com o objetivo de utilizar a carapaça do animal para a fabricação de pentes, aros de óculos, talheres e outros artefatos. Na China e no Japão, essa tartaruga é covardemente morta para consumo humano. Em diversas nações, a captura e comércio do animal é proibido por lei.

A tartaruga-de-pente tem um casco que, muitas vezes, mede um metro de comprimento e é formado por escamas marrons e amarelas, sobrepostas umas às outras. Conhecida também como tartaruga-de-casco-vinho, tartaruga-legítima e tartaruga-verdeira, ela chega a pesar 150 quilos e tem a boca em forma de bico.

A espécie é a mais associada a águas tropicais. Costuma acasalar em lagoas rasas nas proximidades de praias, nas quais provavelmente irá nidificar, e nos demais períodos é solitária. Com 30 anos chega a maturidade e, na natureza, costuma viver até meio século.

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Mais de 1,7 mil tartarugas são encontradas mortas em SC

A tartaruga-verde é a espécie mais ameaçada (Foto: Luiz Souza/NSC TV)

Somente em 2017, mais de 1,8 mil tartarugas foram recolhidas pelo Programa de Monitoramento de Praias no litoral de Santa Catarina.

Cerca de 1,7 mil já estavam mortas, totalizando 95%, de acordo com o Jornal do Almoço.

As tartarugas são comuns no litoral de Santa Catarina por que se alimentam de algas, presentes em grandes quantidades nas praias da região.

Dados da pesquisa mostram que a causa de morte de 40% das tartarugas são o aprisionamento pelas redes de pesca fixas, que são proibidas.

A fiscalização contra quem faz essa prática é ineficiente, e por isso, muitas das tartarugas morrem afogadas.

Outro grande problema, além da pesca, é o lixo presente nas águas. Cerca de 20% das tartarugas mortas encontradas tinham ingerido lixo, porque confundiram com alimento.

O lixo, composto de papel e plástico, fica preso no estômago, gerando fraqueza e morte por engasgamento.

Recuperada

Tartaruga foi encontrada na praia da Atalaia, em Itajaí, presa a uma rede de pesca (Foto: Luiz Souza/NSC TV)

Uma tartaruga-verde voltou para a casa após três semanas de tratamento. Ela foi encontrada na praia da Atalaia, em Itajaí, presa numa rede de pesca.

Exames confirmaram a desidratação e anemia, e então ela foi reabilitada pelo Projeto Tamar, em Florianópolis. Nesta quarta-feira (20), ela voltou ao mar.

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Tartarugas foram encontradas nas areias de praias do Norte do RJ
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Projeto Tamar encontra nove tartarugas mortas em praias do Norte do RJ

O Projeto Tamar, que atua na preservação de tartarugas-marinhas, encontrou nesta sexta-feira (23) nove tartarugas de diferentes espécies mortas em praias da região Norte Fluminense, nas cidades de Campos dos Goytacazes, São João da Barra e Quissamã, no Rio de Janeiro.

Tartarugas foram encontradas nas areias de praias do Norte do RJ
Para Tamar, as mortes podem ter sido causadas por redes de pesca ou por vento forte (Foto: Osiel Azevedo/Inter TV)

Segundo integrantes do projeto, as mortes podem ter sido causadas por redes de pesca ou por um forte vento que atingiu a região na sexta-feira, e que pode ter arrastado as tartarugas para a areia.

Fonte: G1

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Tartaruga com mais de 100 quilos é devolvida ao mar em Ubatuba (SP)

Uma tartaruga com 116 quilos e aproximadamente um metro de comprimento, foi devolvida nesta terça-feira (23), ao mar, em Ubatuba, São Paulo.

O animal era um macho adulto, que teve que passar por um processo de recuperação de um mês do Projeto Tamar, após ter sido capturado por acidente em uma rede de pesca.

Equipe do Tamar levou a tartaruga em uma embarcação até o local de soltura
Tartaruga foi solta no litoral norte de São Paulo (Foto: Divulgação / Projeto Tamar)

De acordo com o projeto é raro ver tartarugas-cabeçudas sendo capturadas na região. Por ano, aproximadamente 600 tartarugas recebem os cuidados do Tamar após serem capturadas durante atividade de pesca. Sendo que, geralmente, apenas três são do tipo cabeçuda. Trata-se de uma espécie ameaçada de extinção.

A tartaruga foi devolvida próximo à Ilha de Couves, onde foi encontrada. Uma equipe do projeto levou o animal em uma embarcação para uma região de mar aberto, onde foi solta.

Antes de ter sido capturada pela rede de pesca, a tartaruga havia perdido uma nadadeira dianteira, o que deve ter feito com que ela se afastasse das águas mais profundas, chegando até o barco de pesca.

Animal recebeu os cuidados do projeto por um mês até se recuperar totalmente
Tartaruga foi capturada em estado grave de saúde e sem uma das nadadeiras (Foto: Divulgação / Projeto Tamar)

Quando o Projeto Tamar resgatou a tartaruga, viram que era preciso tratá-la para que houvesse uma completa cicatrização da nadadeira. Após um mês sob cuidados do projeto, ela ganhou sete quilos e atingiu as condições necessárias para ser devolvida.

Segundo os biólogos do projeto, apesar do animal não ter um membro, ele continua tendo condições de caçar e de reproduzir e, por isso, foi devolvido ao mar.

 

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Tartaruga de mais de 100 quilos voltará ao mar no litoral de SP

O projeto Tamar irá devolver uma tartaruga de 116 quilos ao mar um mês após o animal ter sido capturada por acidente em uma rede de pesca em Ubatuba, São Paulo.

Tartaruga recebeu os cuidados do Projeto Tamar durante um mês
A tartaruga ficou um mês internada para se recuperar (Foto: Divulgação / Tamar)

A tartaruga é um macho da espécie tartaruga-cabeçuda que foi entregue ao projeto, o qual atua na proteção das tartarugas marinhas. De acordo com os biólogos, é comum a espécie aparecer em alto mar, mas deve ter chegado à costa por conta da saúde debilitada após perder a nadadeira dianteira direita. O animal tem aproximadamente um metro de comprimento de casco.

José Henrique Becker, biólogo do Projeto Tamar, disse ao G1 que capturar tartarugas desta espécie é algo raro. Por ano, 600 tartarugas são levadas para receber os cuidados do Tamar, sendo apenas três da espécie cabeçuda.

“É difícil vermos desse tipo próximo à costa. Isso porque elas são de alto mar e só vem quando estão debilitadas. Ele é um macho adulto, tem poder de defesa e dificilmente vêm para a região das praias”, explicou.

Tartaruga da espécie cabeçuda dentro de uma piscina sendo alimentada por integrantes do Tamar
A tartaruga da espécie cabeçuda é rara no Litoral (Foto: Divulgação / Tamar)

Recuperação

A tartaruga ficou um mês internada para conseguir cicatrizar completamente o ferimento da nadadeira. Ela já está com 7 kg a mais do que quando chegou ao Tamar e deve ser devolvida ao mar a partir desta segunda-feira (13).

O único empecilho é aguardar a liberação da Secretaria Estadual de Meio Ambiente que precisa aprovar a soltura.

O biólogo explicou ao G1 que apesar do animal não possui mais uma das nadadeiras dianteiras, o macho ainda tem a capacidade de conseguir se alimentar na natureza e se reproduzir. “Ele está com menor capacidade de sobrevivência, pode ter dificuldade de fugir de predadores, mas é um macho saudável e precisa voltar ao habitat. Ele tem capacidade de reprodução e o natural é que ele volte e perpetue sua espécie”, explica José Henrique.

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Tartaruga voltará ao mar após ser resgatada sem uma das nadadeiras em Ubatuba (SP)

Uma tartaruga macho voltará ao mar nos próximos dias, após ser entregue ao Projeto Tamar em estado grave e sem uma das nadadeiras.

De acordo com o porta-voz do projeto, o animal, da espécie tartaruga-cabeçuda, foi capturado por acidente em uma rede de pescadores da Vila Picinguaba, na região norte de Ubatuba, São Paulo.

O animal tem um metro de comprimento de carcaça e pesa 116 kg. Quando os pescadores a entregaram para receber os cuidados do Projeto Tamar, ela estava muito debilitada e sem a nadadeira anterior direita. Durante um mês, a tartaruga recebeu alimentação, antibióticos e foi reidratada. Após isso, ela ganhou 7 kg e já está pronta para voltar ao mar.

Integrantes do Projeto Tamar cuidando da tartaruga debilitada
Tartaruga foi resgatada em estado grave de saúde e sem uma das nadadeiras (Foto: Divulgação)

A oceanógrafa Berenice Gomes, coordenadora do projeto Tamar de Ubatuba, disse ao Portal Meon que tartaruga desta espécie e deste tamanho são raras na região de Ubatuba. “Certamente a perda da nadadeira dificultou a natação do animal e consequentemente sua alimentação, culminando em um quadro de debilidade que o trouxe, através das correntes, para próximo da costa”, explicou.

Ela contou ainda que o projeto Tamar já encontrou diversos casos de tartarugas sem nadadeira. “Muitas vezes a amputação se deve à predação por peixes carnívoros, como os tubarões. Outras vezes, pedaços de redes e linhas de pesca enrolados nas nadadeiras provocam o estrangulamento e perda gradual do membro”, explicou.

Tartaruga-cabeçuda

A espécie é a mais comum a desovar na costa brasileira, principalmente na Bahia. O Brasil é o país na terceira posição para desova da espécie no Oceano Atlântico. As tartarugas-cabeçudas estão ameaçadas de extinção e podem ser encontradas em todos os oceanos do planeta.

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Reserva monitora tartarugas marinhas em período reprodutivo no litoral maranhense

Por Sophia Portes / Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

Foto: Divulgação / Projeto Tamar

Começa em maio o monitoramento de tartarugas marinhas por parte da Reserva Extrativista (Resex) de Cururupu no local da unidade de conservação, localizada no litoral maranhense. A ação continuará até agosto, durando todo o período reprodutivo dos animais.

O trabalho contará terá o apoio do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação das Tartarugas Marinhas e Biodiversidade Marinha do Leste (Tamar).

De acordo com o Tamar, as fêmeas de tartaruga-de-pente, que se reproduzem no litoral do Rio Grande do Norte, possuem telemetria satelital, e assim conseguiram identificar que elas alcançaram a região das Reentrâncias Maranhenses, permanecendo ao largo Resex Cururupu.

Mês passado o Tamar capacitou uma bióloga para promover trabalhos que monitorassem espécies de tartarugas que estão aparecendo na região da reserva de forma qualificada.

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Turistas denunciam tartarugas mantidas em tanques com água escura

Por Sophia Portes / Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

A analista ambiental do Instituto de Conservação de Biodiversidade Chico Mendes, explicou que a água advém de um poço e possui sedimentos, mas isso não representa um problema aos animais (Foto: Reprodução / Facebook)

A coloração da água de um tanque de tartarugas tem preocupado turistas que visitam o Projeto Tamar em Guriri, São Mateus, no Espírito Santo. As fotos mostram que a a água tinha um aspecto turvo e acabou gerando dezenas de compartilhamentos no Facebook.

Para entender do assunto, o jornal Folha Vitória procurou o Projeto Tamar e Kelly Bonach, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiersidade (ICMBio), que explicou que a água vem de um poço que possui sedimentos, mas isso não oferece risco às tartarugas. Ela disse ainda, que o ideal era que os animais estivessem em tanques de água do mar, mas as bombas que proporcionam isso estão queimadas.

Folha Vitória

“Já tem uns 17 ou 18 dias que estamos com as bombas queimadas. Conseguimos recursos com uma empresa particular para pagar o conserto, mas tudo é muito devagar. Até para achar essa empresa e solicitar o patrocínio leva um tempo e não tem como ficar sem água. Por conta disso, estamos colocando a água do poço. Só em um tanque são 18 mil litros de água. Imagina isso saindo de um poço? É claro que sai com sedimento. A água está turva por conta desses sedimentos, mas a gente troca a cada dois dias, e as tartarugas são alimentadas. Esse sedimento não implica em problemas de saúde para o animal”, explicou a especialista.

Bonach lamentou o ocorrido, principalmente pelo fato da pessoa que compartilhou a foto não ter procurado o projeto para obter mais informações e checar se afeta ou não a vida do animal.

O Projeto Tamar foi criado há mais de 30 anos com o objetivo de proteger as tartarugas marinhas do Brasil e diminuir os impactos humanos na preservação da vida deste animais, conservando também, os ecossistemas marinhos e costeiros e o desenvolvimento sustentável das comunidades.

 

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Filhotes de tartarugas são soltos em praia de Itapuã, em Salvador (BA)

Filhotes de tartaruga são das espécies Cabeçuda, Pente e Oliva, que estão ameaçadas de extinção (Foto: Adriano Cardoso/Ag. Haack)

Trinta filhotes de tartarugas foram soltos na praia da Pedra do Sal, em Itapuã, em Salvador, na manhã desta quarta-feira (8). A ação foi feita por integrantes do projeto Tamar e da Guarda Civil Municipal, que têm uma parceria para reforçar a proteção da desova desses animais entre as praias da Barra e de Itapuã.

Conforme a bióloga Manuela Borja, do projeto Tamar, os filhotes nasceram na noite de terça-feira (7). Eles são das espécies Cabeçuda, Pente e Oliva, que estão ameaçadas de extinção. Só no ano passado, foram encontrados 202 ninhos de tartaruga no trecho entre as praias de Itapuã e Aleluia. O trajeto tem cerca de 5km. Só em 2017, essa parceria resultou no recolhimento de 126 ovos de tartaruga que estavam em áreas que apresentavam risco de integridade por conta da movimentação de pessoas.

A ação de soltura é também uma forma de conscientizar a população sobre a importância de proteger as tartarugas. “São atividades de sensibilização. Um momento que a gente oportuniza para a população para estar mostrando nossos resultados para a comunidade para que ela tenha contato com o animal, se sensibilize e nos ajude a proteger as tartarugas marinhas”, afirmou Manuela Borja.

Conforme a bióloga, a soltura dos animais é feita sempre até as 9h da manhã ou a partir das 1h por conta da temperatura do ambiente, que influencia na atividade das tartarugas. “Elas [tartarugas] regulam a temperatura do corpo de acordo com a temperatura do ambiente. Então, é um horário em que elas estão mais ativas para chegar até o mar”, explicou Manuela Borja.

A Guarda Civil Municipal de Salvador tem dado auxílio ao projeto Tamar no resgate de ninhos e filhotes de tartarugas ao longa da costa soteropolitana. “Nós temos uma parceria com o projeto Tamar no sentido de resgatar as tartarugas que encalham aqui no nosso litoral. Também [resgatamos] os filhotes que nascem, geralmente à noite, e vão para as calçadas, para as ruas. Os ninhos, quando são identificados, nós pegamos esses ovos e levamos até o projeto Tamar para eles fazerem esse monitoramento”, explicou Robson Nunes, supervisor da Guarda Municipal de Salvador.

A bióloga Manuela Borja explicou que, além de Salvador, todo Litoral Norte da Bahia é uma área de grande reprodução de tartarugas marinhas, por isso a importância de conscientização da população sobre os cuidados com esses animais. Há uma orientação específica sobre as luzes acessas perto das praias onde há desova.

“Elas [tartaruga] nascem à noite e se orientam pela luz do horizonte, elas vão procurar o reflexo da lua, luz das espumas, é assim que elas se orientam. Por isso que em áreas onde tem muita iluminação, esses ninhos podem ser desorientados. Pedimos sempre para manter as luzes apagadas. Os postes com aparatos corretos, para que não incida a luz na praia e elas não se desorientem”, explicou.

A especialista indica o que deve ser feito caso um filhote seja encontrado na praia. “Se alguém achar um filhote na praia ou na rua deve colocar ele diretamente no mar. Se encontrar filhotes [no ninho] nascendo ao mesmo momento também deve direcionar eles ao mar, longe de um foco de luz, que é o que pode desorientar eles, um poste de luz, luzes das casas. Se o filhote estiver muito debilitado, pode entrar em contato com o projeto [Tamar] ou com a Guarda [Municipal], que a gente vai até o local e resgata o animal”, disse.

Para fazer a solicitação de recolhimento de ovos, e resgates de tartarugas encontradas nas praias soteropolitanas, a população pode acionar a Guarda Muncipal pelo telefone (71) 3202-5312 ou projeto Tamar pelos telefones 71 99988-5133, 9 9979-0392, 98127-0038. 3676-1045. Além do cuidado com as tartarugas marinhas, a Guarda Municipal atua no resgate de animais silvestres, combate ao tráfico de animais e fiscalização ambiental.

Fonte: G1

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