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Assembleia Legislativa da Califórnia aprova proibição de testes em animais

Uma proposta aprovada em votação unânime pela Assembléia Legislativa da Califórnia, se apoiada pelo governador, tornará a Califórnia o primeiro estado a proibir a venda de cosméticos testados em animais. A decisão foi tomada na última sexta-feira (31).

O projeto de lei, a princípio, se aplicaria aos testes realizados por empresas após 2019, mas permitiria que as exceções fossem abertas, desde que elas cumprissem os requisitos da Administração de Alimentos e Medicamentos ou de agência estrangeira.

Reprodução | LiveKindly

Os legisladores, infelizmente, alteraram o projeto para restringir o alcance da proibição, concentrando-se em testes em animais conduzidos pelo fabricante ou fornecedores de cosméticos. A versão anterior, que encontrou oposição significativa, seria aplicada mesmo quando o grupo que conduzia os testes em animais não tinha relação direta com a empresa de cosméticos.

“O foco da cadeia de suprimentos ajudou a remover a maioria da oposição significativa”, disse a autora do projeto, a senadora democrata Cathleen Galgiani. Os legisladores removeram uma cláusula que colocaria uma data de expiração de 2023 na isenção da regulamentação estrangeira.

A China foi uma questão central para o debate, já que todos os cosméticos importados de lá são testados em animais. Os oponentes do projeto disseram que isso levaria as empresas a mudarem a produção para a China, eliminando empregos americanos.

Reprodução | LiveKindly

Os defensores, no entanto, disseram que a lei chinesa foi fracamente aplicada e provavelmente mudará antes que a isenção das regulamentações estrangeiras expirasse. Eles apontaram para empresas livres de animais que conseguiram comercializar produtos para consumidores chineses.

O novo idioma do projeto de lei manteria a isenção das regulamentações estrangeiras em vigor por tempo indeterminado, desde que o fabricante não use provas de testes em animais para garantir a segurança do produto na Califórnia. Depois que as mudanças foram feitas, o Conselho de Produtos de Cuidados Pessoais, que se opôs à versão anterior, expressou seu apoio.

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Volkswagen se compromete a abolir testes em animais

Em uma carta divulgada nesta segunda-feira (04) pela organização em defesa dos animais PETA, a companhia automobilística alemã Volkswagen promete que não usará mais animais em testes de efeitos de emissão de gases na atmosfera.

“Projetos de pesquisas e estudos devem estar sempre balanceados com considerações de questões éticas e morais,” disse Herbert Diess, o chefe executivo de produção dos carros. “A Volkswagen explicitamente se distancia de todas as formas de exploração animal. No futuro, nós iremos acabar com todos os testes em animais, desde que não tenham razões urgentes – como legais – que os tornassem necessários.”

Apesar de ter questionado as práticas e os abusos cometidos aos macacos, Diess também afirmou em sua carta que, mesmo antiéticos, os testes não foram contra as leis dos Estados Unidos, onde eles eram realizados.

A briga vem de longa data, e envolve bem mais polêmicas: há cerca de cinco meses, a ONG acusou a empresa de testar os efeitos da emissão do diesel na atmosfera espirrando o gás dentro de uma câmara fechada, com 10 macacos dentro.

Começou então uma campanha para que estes experimentos fossem banidos, mas a empresa, no momento, já lidava com outras graves acusações – envolvendo o diesel e a emissão de gases estufa na atmosfera, o mesmo que testavam nos animais.

Reprodução | The New York Times

De acordo com informações do jornal The New York Times, a Volkswagen montou de forma ilegal o software de milhões de carros para parecer que eles estavam dentro dos padrões de poluição. O problema é que, além da trapaça inicial, isso ainda alterou a percepção das pessoas de uma maneira geral sobre o quanto o diesel é danoso para a atmosfera.

Muitos passaram a optar por esse combustível, altamente prejudicial e que tem sido cada vez mais restringido em diversos países, por acreditarem nos estudos realizados pela empresa – que é a maior do ramo em toda a Europa.

Até agora, por conta do envolvimento neste escândalo, a Volkswagen já pagou mais de U$ 25 bi em multas e danos civis. Dois executivos foram sentenciados à prisão, e vários outros estão enfrentando processos jurídicos.

Proibir os testes em animais é apenas um passo em uma caminhada muito mais longa. A emissão de gases que intensificam o efeito estufa tem sérios prejuízos para o meio ambiente, como o aquecimento global que leva à extinção de diversas espécies animais.

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A influência do Reino Unido na proibição dos testes cosméticos em animais tem repercutido no parlamento britânico (Foto: Cruelty Free International)
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Reino Unido manifesta-se a favor da proibição global de testes cosméticos em animais

O debate sobre a proibição de testes em animais para a indústria cosmética está se intensificando no Reino Unido. Com o apoio de políticos que reconhecem a influência global do Reino Unido na banição mundial dos testes, ativistas destacam o posicionamento como um passo mais próximo para o progresso.

Em Westminster, políticos de vários partidos têm debatido sobre o assunto, e grande parte demonstra apoio à discussão, liderada pela Dra. Lisa Cameron, do Partido Nacional Escocês.

Segundo a organização Cruelty Free International, que acompanha o processo de perto, o progresso é mais do que necessário. A instituição, junto com a empresa de cosméticos livre de crueldade animal The Body Shop, lançaram uma campanha para proibir os testes cosméticos em animais ao redor do mundo. A campanha tem recebido intensa visibilidade e apoio na luta contra testes cruéis em animais.

A influência do Reino Unido na proibição dos testes cosméticos em animais tem repercutido no parlamento britânico (Foto: Cruelty Free International)
A influência do Reino Unido na proibição dos testes cosméticos em animais tem repercutido no parlamento britânico (Foto: Cruelty Free International)

Na sessão, a parlamentar Lisa Cameron mencionou: “Estou defendendo a Cruelty Free International e a campanha da The Body Shop do Reino Unido para proibir testes cosméticos em animais em todo o mundo, o que tem um apoio público esmagador e deve ser adotado em uma resolução das Nações Unidas”.

Falando sobre alternativas, ela acrescentou que métodos rápidos e mais confiáveis, sem a utilização de animais em testes, tem se tornado cada vez mais efetivos. “Os métodos modernos são mais relevantes para os seres humanos e do que métodos tradicionais de modelos animais”, ressaltou Lisa.

Michelle Thew, que é CEO da Cruelty Free International, exaltou sua satisfação diante dos progressos realizados pelos parlamentares. “O objetivo agora é que uma resolução seja aprovada na ONU para impor regras harmonizadas que serão boas para a indústria, para os animais e também os consumidores, que querem ver o fim da prática cruel, desnecessária e desatualizada de testes de cosméticos em animais”, manifestou Michelle em comunicado.

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Defensores de animais exigem que laboratório sustente chimpanzés torturados em testes

(da Redação)

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A organização defensora de animais The Humane Society está arrecadando dinheiro para custear o sustento de chimpanzés que, no passado, foram torturados em testes de laboratório. As informações são do MyFoxNY.

Em 1974, o New York Blood Center começou a fazer pesquisas biomédicas envolvendo chimpanzés. O objetivo do projeto era garantir que o sangue doado ficasse livre de doenças, mas a empreitada foi interrompida há cerca dez anos.

Desde então, o Centro continuou pagando pelos cuidados com os chimpanzés, que somam cerca de 30 mil dólares por mês. Em março desse ano, o estabelecimento interrompeu os pagamentos necessários para manter os animais, que atualmente se encontram na Libéria.

“O apoio do Blood Center aos chimpanzés era inteiramente voluntário, oferecido por motivos filantrópicos, até que o Governo da Libéria pudesse assumir,” segundo pronunciamento do New York Blood Center.

O NYBC tem a responsabilidade de continuar pagando pelo sustento desses animais que cruelmente explorou no passado. A Humane Society, dente outras entidades defensoras de animais, exigem que a instituição cumpra com seu dever perante os chimpanzés. Por isso, coletaram cerca de 200 mil assinaturas para pressionar o Centro a continuar pagando para manter os chimpanzés.

 

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