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Relatório revela: empresas de carne são as maiores poluidoras de água do planeta

O setor de carnes representa uma das ameaças mais significativas ao suprimento global de água, de acordo com um novo relatório da organização sem fins lucrativos com foco em sustentabilidade, Ceres. A edição de 2019 do relatório “Feeding Ourselves Thirsty”, analisa de perto como 40 das maiores empresas de alimentos gerenciam a utilização e o risco da água em suas operações e na cadeia de suprimentos global.

De acordo com o relatório, o setor de carnes – que foi analisado em adição aos setores de produtos agrícolas, bebidas e alimentos embalados – é responsável por um terço das retiradas de água doce e da descarga de toneladas de poluentes perigosos nas hidrovias anualmente.

Em média, o relatório constatou que o setor está fazendo o mínimo para reduzir de forma proativa esses riscos. A Sanderson Farms – o terceiro maior produtor de aves dos Estados Unidos – obteve a menor pontuação na análise e não conseguiu estabelecer nenhum tipo de meta para reduzir o uso da água.

O relatório da Ceres sugere que essas grandes empresas precisam adotar práticas muito mais fortes e decisivas para reduzir sua demanda e impacto sobre os recursos hídricos limitados do planeta.

“Cultivar e processar os alimentos que ingerimos é um negócio que consome muita água, chegando a demandar mais de 70% dos recursos hídricos cada vez mais escassos do mundo”, disse Brooke Barton, vice-presidente de Inovação e Avaliação da Ceres e co-autora do relatório.

“No entanto, como nosso relatório revela, o C-suite (coletivo para gerentes de nível executivo) ainda vê a água como um insumo barato e ilimitado, ignorando seu papel central na lucratividade de seus negócios. Apesar da percepção mais ampla, somos encorajados pelo crescente reconhecimento dos riscos da água e acreditamos que qualquer ação tomada para avançar no gerenciamento interno de riscos da água é um passo na direção certa. Ainda assim, há um longo caminho a percorrer para muitos dos maiores usuários e poluidores de água do setor”.

À medida que a indústria de carne continua pressionando os recursos do mundo, marcas de carne de origem vegetal, como Beyond Meat e Impossible Foods, estão explodindo em popularidade.

De acordo com um relatório de sustentabilidade divulgado pela Impossible Foods, são necessários 75% menos água (além de 95% menos terras e 87% menos emissões de gases de efeito estufa) para produzir seu principal produto, o Impossible Burger, em comparação com um hambúrguer tradicional de origem animal.


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Documentário acompanha a vida de uma manada de elefantes por diversos anos na savana africana

Foto: Apple
Foto: Apple TV

“The Elephant Queen” é um documentário sobre a jornada de uma manada de elefantes e os desafios enfrentados pelos animais durante o trajeto em busca de comida e água. Narrado pelo ator Chiwetel Ejiofor e dirigido pelos premiados cineastas Mark Deeble e Victoria Stone, o filme aborda a imprevisibilidade da natureza e não se esquiva de mostrar as consequências da seca e da fome, mostrando alguns animais mortos nas cenas, segundo o Washington Post.

Especialmente tristes são as cenas que mostram um bebê elefante morrendo e o rebanho se reunindo para lamentar sua perda. Existem também algumas outras fotos de animais selvagens doentes, moribundos ou mortos. Os rituais de reprodução são discutidos ou retratados e, segundo o The New York Times, o filme passa uma mensagem forte sobre temas como perseverança e trabalho em equipe.

Gentil e esperançoso, “A Rainha Elefante” às vezes evita verdades difíceis. Mas, ainda segundo Ken Jaworowski, do Times, este documentário tem como objetivo celebrar essas criaturas, em vez de agitar a raiva sobre seu perigo de extinção. O crítico acredita que “considerando o público-alvo jovem, essa é uma estratégia inteligente”.

O filme se concentra em Athena, líder de uma extensa família de elefantes selvagens que vagueiam pela savana queniana. Em filmagens realizadas ao longo de vários anos, o rebanho é observado ao se reunir em seu poço de água, ter filhos e, durante uma seca, percorrer longas distâncias para encontrar uma nova fonte de água.

Também é mostrado como os elefantes são curiosos e perspicazes. Joworski ressalta especialmente uma cena em que o rebanho aparentemente reconhece os ossos de um membro morto e lamenta. Outras espécies também são observadas: “Os ciclos de vida de pássaros, répteis e insetos se entrelaçam com os dos elefantes e são tão fascinantes!”, diz o especialista.

Foto: Apple TV
Foto: Apple TV

Joworski observa ainda que as “omissões do filme podem ser flagrantes” – as mudanças climáticas estão afetando esses animais, mas nunca são mencionadas. Da mesma forma, a caça desenfreada mata dezenas de milhares de elefantes todos os anos.  Segundo o crítico, se essa insanidade não parar, a extinção é garantida: “Somente no final é mencionado o massacre, quase de passagem. Os telespectadores jovens certamente poderiam lidar com mais alguns fatos mais fortes”.

“No entanto, ‘The Elephant Queen’ decide, antes de tudo, usar uma narrativa para criar compaixão. E aqui, uma boa história é tão eficaz quanto um grito”, conclui o crítico.

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Jornalismo cultural, Notícias

Startup recebe mais US$ 10 mi para ampliar produção de alternativas à carne

Por David Arioch

A startup Good Catch Foods, dos Estados Unidos, anunciou esta semana que arrecadou mais dez milhões de dólares por meio das empresas de investimentos New Crop Capital e Stray Dog Capital para ampliar a produção de alternativas à carne e aos animais marinhos consumidos pela população. A empresa já havia arrecadado 9,2 milhões de dólares por meio da CPT Capital.

Alternativas ao atum, aos hambúrgueres de peixes e aos alimentos baseados em siri estão entre as apostas da Good Catch (Foto: Divulgação)

Com esses recursos, a Good Catch pretende abrir uma unidade de produção de 20 milhões de dólares em Ohio, nos Estados Unidos, com previsão de produção anual de 100 milhões de dólares em proteínas de origem vegetal.

“Estamos incrivelmente confiantes sobre o futuro da proteína baseada em vegetais”, disse o cofundador e CEO da Good Catch, Chris Kerr, à Forbes. A startup surgiu com o objetivo de mostrar que é possível oferecer boas opções alimentícias sem a necessidade de matar animais ou prejudicar o meio ambiente.

Alternativas ao atum, aos hambúrgueres de peixes e siri estão entre as apostas da Good Catch. A cofundadora da startup, Marci Zaroff, disse anteriormente ao PRNeswire que hoje em dia quando os consumidores buscam por fontes de nutrição, e principalmente de proteínas, eles encontram um campo minado de escolhas. Por isso, o melhor caminho são as alternativas baseadas em vegetais.

A New Crop Capital tem se tornado uma das mais importantes firmas dos EUA na captação de recursos para empresas dedicadas ao mercado vegetariano e vegano. Além da preocupação com o meio ambiente e da oposição à exploração animal, outra razão para a Good Catch seguir por esse caminho é que a previsão é de que até 2050 as proteínas alternativas vão comandar pelo menos 1/3 do mercado global de proteínas.


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Ascensão do veganismo afeta fazendas de criação diminuindo a demanda por carne

Foto: Adobe
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Com a maior conscientização da população sobre a crueldade animal envolvida na produção de carne e nas fazendas de criação de animais, a indústria da carne tem sofrido golpes no mundo todo. O último exemplo disso são os produtores de carne em Bristol (Inglaterra) que, de acordo com especialistas, já estão sentindo o impacto causado pela ascensão do veganismo e queda da demanda.

Alex Demetriou é o diretor administrativo da Regency, que abastece a indústria de catering (distribuição de carne) do Reino Unido. Ele diz que a demanda por carne de bois e vacas caiu 5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ele citou vários fatores para o declínio, incluindo o impacto do iminente Brexit (saída da Inglaterra da União Europeia), e o aumento nos estilos de vida vegetariano e vegano.

Movimento vegano

“Parece que isso foi impulsionado pelo movimento vegano, vegetariano e flexitário, que está se tornando cada vez mais popular como uma escolha de estilo de vida, em vez de qualquer tipo de tendência passageira”, disse Demetriou ao Bristol Live.

Hambúrguer vegano da Beyond Meat | Foto: Beyond Meat
Hambúrguer vegano da Beyond Meat | Foto: Beyond Meat

“Houve um aumento na demanda no primeiro trimestre por causa de toda a incerteza em torno do Brexit e do impacto potencial nos mercados de carne bovina se tivéssemos saído da UE no final de março, como planejado”.

Produtores de carne no vermelho

De acordo com o periódico do setor de produção Farmers Weekly, os problemas para os produtores de carne de bois e vacas se espalharam para além de Bristol.

Ela afirma que a queda na demanda é resultado do fato de os consumidores receberem “uma variedade de mensagens negativas sobre carne vermelha, incluindo advertências sobre obesidade, câncer e o efeito da criação de animais sobre o meio ambiente”.

Mensagens que inclusive – faça-se um adendo – são estudos divulgados pela mídia contendo informações corroboradas por especialistas, tanto médicos, como cientistas e pesquisadores.

Ele diz que isso está levando à queda da demanda nos setores de varejo e hospitalidade, e cita Sam Chesney, presidente do conselho de carne de boi e cordeiro da Ulster Farmers Union: “Eu diria que a maioria dos produtores de carne está definitivamente no vermelho no momento”.

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Especialistas ressaltam a importância do mel para abelhas

Foto: Livekindly/Reprodução
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Muitas pessoas usam mel como adoçante para chá e alguns produtos assados, mas o produto é feito por abelhas, a questão de seu status vegano ser uma discussão em andamento nas comunidades.

Algumas das dúvidas mais frequentes das pessoas é sobre o que seria o mel e como as abelhas o produzem, como isso acontece?

Primeiro, o néctar – um líquido açucarado encontrado nas flores – é coletado por uma abelha usando sua probóscide, uma espécie de língua longa e fina semelhante a palha. O inseto armazena o néctar em seu estômago extra, chamado de “colheita”. O néctar é tão importante para as abelhas que, se uma abelha operaria de mel encontra uma boa fonte, ela é capaz de comunicá-la a outras abelhas por meio de uma série de danças.

Foto: Livekindly/Reprodução
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O pólen é tão importante quanto o mel: os grânulos amarelos encontrados nas flores são uma fonte de alimento para as abelhas, ricos em proteínas, lipídios, vitaminas e minerais. Eles são armazenadas em favos vazios e podem ser usados para fazer “pão de abelha”, um alimento fermentado que os insetos fazem umedecendo o pólen. Mas a maioria dos alimentos é coletada via busca por alimentos.

Enquanto as abelhas zumbem em torno da coleta de pólen e néctar, as enzimas em seu estomago se misturam com o néctar que ele já possui. Isso transforma sua composição química e pH, tornando-o melhor para armazenamento a longo prazo.

Uma vez que a abelha retorna à sua colmeia, ela passa o néctar para outra abelha via regurgitação em sua boca (daí porque alguns chamam mel de “vômito de abelha”). O processo é repetido até que o néctar, transformado em um líquido mais espesso rico em enzimas do estômago, seja depositado em um favo de mel.

Foto: Livekindly/Reprodução
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As abelhas ainda têm mais trabalho para transformar o néctar em mel. Os insetos usam suas asas para “ventilar” o néctar, acelerando o processo de evaporação. Uma vez que a maioria da água se foi, as abelhas finalmente têm mel. Uma abelha vai selar o favo de mel por meio da secreção de seu abdômen, que endurece em cera de abelha, e o mel pode ser armazenado indefinidamente. Do início ao fim, as abelhas reduzem o teor de água de 90% do néctar para 20%.

Segundo a Scientific American, uma colônia pode produzir cerca de 250 libras (carca de 113 kg) de néctar – um feito significativo, considerando que a maioria das flores produzirá apenas a mais ínfima gota de néctar.

Um pote típico de mel requer um milhão de visitas à flores. Uma colônia pode produzir entre 50 a 100 potes de mel por ano.

As abelhas precisam de mel?

As abelhas tem bons motivos para trabalhar tanto para fazer mel.

De acordo com BeeSpotter, uma colônia média consiste em cerca de 30 mil abelhas residentes. Estima-se que as abelhas usem entre 135 a 175 galões (ou cerca de 2.100 libras) de mel anualmente.

O pólen é a principal fonte de alimento das abelhas, mas o mel também é importante. Abelhas operárias usam o mel como fonte de carboidratos para manter seus níveis de energia elevados. Ele também é consumido por abelhas adultas antes dos vôos de acasalamento e é essencial para ajudar seus filhos (larvas) a crescer. Quando o néctar é escasso, leva a uma alta chance de falha no desenvolvimento em adultos.

Foto: Livekindly/Reprodução
Foto: Livekindly/Reprodução

Um dos usos mais importantes do mel é durante o inverno, quando as abelhas operárias e a rainha se agrupam e metabolizam para gerar calor. Há poucas flores para polinizar após a primeira geada, então o mel se torna uma fonte vital de alimento. A ação ajuda a proteger a colônia do clima frio, mantendo-a a 85 ° F (cerca de 29°C). A colônia perecerá se o suprimento de mel ficar aquém.

O homem e o mel

O mel tem sido parte da alimentação humana por milhões de anos.

Alyssa Crittenden, ecologista comportamental e antropóloga nutricional da Universidade de Nevada, em Las Vegas (EUA), escreveu sobre a história do consumo humano de mel na revista Food and Foodways. Ela argumenta que o mel pode ter sido uma importante fonte de alimento assim como carne e batata para ajudar os primeiros membros do gênero Homo a evoluir.

Embora não existam fósseis para provar que os primeiros humanos comiam mel, há evidências. Arte rupestre retratando favos de mel, enxames de abelhas e coleta de mel que remontam a 40 mil anos atrás foi encontrada na África, Europa, Ásia e Austrália.

Crittenden aponta para uma série de outras provas de que os primeiros seres humanos podem ter incluído o mel em suas dietas. Primatas como babuínos, macacos e gorilas são conhecidos por comer mel. Por causa disso, ela disse ao Smithsonian, “é muito provável que os primeiros hominídeos fossem tão capazes de coletar mel”.

Foto: Livekindly/Reprodução
Foto: Livekindly/Reprodução

A Science Magazine reforça esse argumento com mais evidências: os hieróglifos egípcios que descrevem abelhas datam de 2400 aC. Cera de abelha foi encontrada ao lado de panelas de barro com 9 mil anos de idade na Turquia – especula-se que se eles impermeabilizavam os vasos ou poderia ser um resíduo de favo de mel usado como adoçante. O mel também foi encontrado em túmulos egípcios do Faraó.

O mel é vegano?

É possível que o mel, assim como a carne, o leite, o queijo e os ovos, possa ter sido uma parte antiga da dieta humana. Mas comer mel é parte da ética vegana?

De acordo com a The Vegan Society, “o veganismo é um modo de vida que procura excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de exploração e crueldade dos animais para alimentação, vestuário ou qualquer outro propósito”.

Seguindo esta definição, o mel não é vegano, é o mesmo que usar animais para comida. Mas alguns podem argumentar que enquanto o mel produzido comercialmente não é bom, o mel coletado das abelhas de quintal é. Mas a Vegan Society afirma que nenhum mel é vegano:

“O mel é feito pelas abelhas para as abelhas e sua saúde pode ser sacrificada quando é colhido por humanos. É importante ressaltar que colher mel não se correlaciona com a definição de veganismo da The Vegan Society, que procura excluir não apenas a crueldade, mas a exploração”.

O mel não é apenas importante para a sobrevivência de uma colônia, mas também é uma tarefa que exige muito trabalho. A Vegan Society observa que cada abelha produzirá apenas uma duodécima de uma colher de chá de mel durante a vida.

A prática de tirar o mel das abelhas também pode prejudicar a colmeia. Quando os apicultores convencionais “colhem” o mel, ele o substituem como um derivado do açúcar que não possui os micronutrientes encontrados no mel.

Também não é correto criar abelhas selvagens apenas para coletar pólen. Assim é feito com bois e vacas, as abelhas criadas para aumentarem a eficiência são criadas especificamente para elevar a produtividade. O pool genético estreito que resulta da criação seletiva torna a colônia mais suscetível a doenças e a extinções em larga escala.

Além disso, as colônias são regularmente destruídas após a colheita, em nome de manter os custos baixos. As abelhas rainhas, que normalmente deixam a colmeia para começar novas colônias, têm suas asas eliminadas.

As abelhas produtoras de mel são comercializadas para fins de polinização e produção de mel, mas não são nativas da América do Norte e sua presença tem um efeito negativo sobre os polinizadores (abelha mangava) e sobre o meio ambiente.

Doenças causadas por overbreeding (reprodução exagerada) podem se espalhar para polinizadores nativos, como as abelhas mangava, que fazem o trabalho de polinização melhor do que as abelhas de mel, de acordo com uma pesquisa da Universidade da Califórnia.

Outros estudos descobriram que as abelhas têm um efeito negativo sobre as populações de polinizadores nativos, mas a questão é complicada – as abelhas contribuem com 20 bilhões de dólares para a produção agrícola dos EUA anualmente.

As abelhas enfrentam outras questões, como o Transtorno do Colapso das Colméias (CCD), uma morte em massa misteriosa de abelhas que tem sido ligada a pesticidas, estresse de ser transportado como vacas e bois para “serviços de polinização” e outras questões, de acordo com a EPA (Agência de Proteção Ambiental). O CCD diminuiu nos últimos anos, mas suas causas ainda não são totalmente compreendidas. A maior parte do mel do mundo é coletada dessas abelhas usadas para polinizar culturas de monoculturas.

Para o mel que vem de abelhas de quintal, alguns podem comê-lo, enquanto outros veganos o evitam porque as abelhas fazem isso por si mesmas, não por seres humanos.

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Jornalismo cultural, Notícias

Criadores de gado se tornam veganos e investem na produção de cogumelos

Por David Arioch

A estrada tem sido longa, mas já aprendemos muito e estamos cheios de esperança em relação ao futuro”, revela (Acervo: Jennifer Barrett/Free From Harm)

Jennifer e Rodney Barrett vivem em uma fazenda no sudoeste do Arkansas, nos Estados Unidos, onde criaram bovinos e frangos para consumo por 18 anos. Em 2011, Rodney foi diagnosticado com colite ulcerativa e Jennifer sofria de artrite, depressão, obesidade e hipertensão.

Na busca por mais saúde, eles começaram a reduzir o consumo de alimentos de origem animal. E isso teve um resultado positivo para os dois. Jennifer conseguiu perder peso e passou a se sentir melhor, segundo seu próprio relato no artigo “Our journey from cattle & chicken farmers to vegan mushroom farmers”, publicado na semana passada no site Free From Harm.

Em maio de 2016, eles decidiram ir além e experimentaram uma dieta sem nada de origem animal. Jennifer relata que na terceira semana do programa se sentiu uma nova pessoa. “Minha mente estava tão clara. Eu estava dormindo como um bebê e tinha muita vitalidade, energia e alegria. Foi revolucionário, mas trouxe um milhão de perguntas”, enfatiza.

A partir daí, o casal começou a considerar não apenas eles mesmos – foi como se um véu tivesse caído.

“Me lembro de estar em um dos nossos galinheiros um dia antes do abate e me senti tão pesada, foi como sentir a dor de todos que iriam morrer. E foi difícil, duro para nós, em todos os sentidos. Fazíamos isso com orgulho porque acreditávamos que estávamos fornecendo um produto que servia a um bem maior, e que nos permitia viver em nossa amada terra”, explica.

Jennifer admite que pensou que poderia seguir adiante nesse negócio, mas em dezembro de 2018 a situação se tornou insustentável. “Foi tão frustrante reconhecer que todo esse sofrimento e morte e decadência, essa situação de holocausto, é tão desnecessário, mas ainda existe. Comecei a ver os frangos de forma diferente. Nunca tinha olhado par eles como indivíduos”, reconhece.

E acrescenta: “Após meses de incerteza, tomamos a decisão de cancelar nosso contrato de produção de aves e parar de criar e vender gado. O dinheiro rapidamente acabou e nosso plano backup falhou.”O casal se tornou vegano e conheceu Renee King-Sonnen do Rowdy Girl Sanctuary, que também foi pecuarista, abraçou o veganismo e fundou um santuário.

Renee e a equipe do Rancher’s Advocacy Program (RAP) os ajudaram a deixar a agropecuária e a colocar em prática um plano para evitar que perdessem a fazenda.

“O RAP garantiu a nossa sobrevivência enquanto fizemos a transição para a cultura de cogumelos. Ainda estamos em um processo de mudanças, mas nossos corações foram abertos e continuamos a evoluir à medida que abraçamos nossa reverência por animais que por tanto tempo foram reprimidos. A estrada tem sido longa, mas já aprendemos muito e estamos cheios de esperança em relação ao futuro”, revela.

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Alemanha investe US $780 mil dólares na produção de carne vegana

O governo alemão investiu US $ 780.000 em um projeto de pesquisa que examina novas maneiras de produzir carne vegana com uma textura mais parecida com carne de verdade.

Foto: Quorn

Chamado de Mecanismos de Texturização na Extrusão Molhada de Proteína de Soja e Ervilhao projeto permite que pesquisadores da alemã TU Berlin e do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe (KIT) inovem os métodos de produção de carne à base de plantas.

Atualmente, a indústria alimentícia usa um processo de extrusão no qual uma massa crua é misturada com água, aquecida e depois empurrada através de um bico resfriado. A interação entre a temperatura e a pressão é o que cria a textura do produto resultante.

O engenheiro de processo do KIT, Azad Emin, e seus colegas estão concentrando suas pesquisas nessas interações, usando medições precisas, simulações baseadas em computador e visualizações detalhadas da microestrutura da carne vegana, o que lhes permite desenvolver uma compreensão de como a mudança de parâmetros físicos criaria resultados diferentes.

“Desenvolvemos uma abordagem e um método que permitem que o processo seja examinado e controlado com o foco em mudanças na textura”, disse Emin para o ZME Science.

Em uma pesquisa mais aprofundada, Emin espera testar um novo processo que adiciona lipídios e componentes de proteína pré-texturizados à carne vegana para criar um produto que replique a textura fibrosa e mastigável de produtos de origem animal, como peito de frango e bifes.

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Novo documentário pró-vegano expõe verdade por trás da cultura das dietas

O novo documentário de longa-metragem chamado “Diet Fiction” será lançado em 1 de janeiro de 2019. A produção visa descobrir as informações enganosas por trás da cultura da dieta.

Criado por Michal Siewierski, o premiado cineasta do documentário da Netflix “Food Choices”, o filme investiga questões de dietas da moda, vício alimentar, epidemia de obesidade e marketing da indústria da dieta.

“Diet Fiction” compartilha evidências científicas de como toda a dieta alimentar, baseada em vegetais, pode levar à perda de peso sustentável a longo prazo e trazer melhorias para a saúde.

O filme questionará modelos de dietas e promove benefícios do veganismo (Foto: Pixabay)

O filme apresenta 33 especialistas em perda de peso, saúde e nutrição baseada em vegetais, incluindo Neal Barnard, MD, presidente do Comitê de Médicos para a Medicina Responsável (PCRM) e Michael Greger, MD, autor de “How Not To Die”.

Também estão presentes Rich Roll, o atleta de resistência vegana e autor de “Finding Ultra” e Julieanna Hever, uma nutricionista vegana e autora do “Guia Completo dos Idiotas para a Nutrição Vegetal” e “A Dieta Vegetal”.

“A indústria da dieta é uma indústria multibilionária que é extremamente enganosa, esmagadoramente contraditória e descaradamente errada, deixando milhões de pessoas desesperadas, frustradas e presas em um estado de purgatório da saúde”, disse Hever ao VegNews.

“No entanto, a mensagem mais importante é que você não está quebrado. É sempre a comida. Neste novo documentário extraordinário, a pesquisa atual é destacada, a indústria da dieta é desafiada e a ficção é exposta”.

“Uma dieta baseada em vegetais e alimentos integrais é, sem dúvida, a melhor escolha para a perda de peso sustentável e a saúde ótima a longo prazo”, ele afirma.

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Câmera escondida mostra bezerros machos sendo baleados em fazenda leiteira

As imagens no vídeo acima foram feitas pela Humane Society (HSUS, na sigla em inglês) na fazenda leiteira McArthur na Flórida (EUA). O vídeo mostra um dos métodos cruéis utilizados por fazendas leiteiras para matar bezerros do sexo masculino.

Bezerros de apenas um dia de vida sendo assassinados apenas por não serem fêmeas. Se assim o fossem, estariam condenadas a uma vida de escravidão e exploração onde seriam constantemente inseminadas para produzirem leite, esse leite seria roubado diariamente de forma dolorida e cruel e veriam seus bebês assassinados logo após o nascimento.

Essa é a rotina das fazendas leiteiras, o motor da indústria de derivados do leite, onde milhões de vacas e bezerros, sofrem e morrem diariamente para abastecer o apetite por dinheiro e laticínios do ser humano.

Conforme as cenas mostradas, além dos funcionários da fazenda atirarem na cabeça dos bezerros – muito deles com apenas um dia de vida – os deixam sangrar até a morte em uma vala comum de forma desrespeitosa. O funcionário não faz nenhum esforço especial para que o tiro seja disparado de uma forma que cause uma morte rápida. Ele mal mira de forma displicente e dispara, como se o animal não se tratasse de um ser capaz de sentir, como se o ato de roubar-lhe a vida não fosse um crime. Mas é. Um crime financiado pela humanidade consumidora de leite e derivados diariamente.

O desprezo e a crueldade são tamanhos que cada bezerro recebe apenas uma bala para economizar custos. Caso ela não seja suficiente, o tempo e a agonia serão maiores, mas levarão a um mesmo fim: a morte.

Foto: Humane Society
Foto: Humane Society

Como as vacas só podem produzir leite após dar à luz, as fazendas leiteiras precisam inseminá-las consecutivamente, reproduzindo de forma artificial e acelerada um processo orgânico natural do animal. Como resultado, muitos bezerros nascem. Como os bezerros machos nunca produzirão leite, eles são “inúteis” para a produção de leite. Existem fazendas que deixam os bezerros viverem por alguns meses para abatê-los mais tarde na intenção de comercializar carne de vitelo. Outros nem se incomodam e os matam quando estão com apenas poucos dias de vida.

A única maneira de parar esse assassinato em série provocado pela indústria de laticínios, e ajudar os animais a escapar deste destino miserável e inescrupuloso é adotar o veganismo. Essa atitude compassiva tem diversos impactos: além de ajudar a salvar o planeta e poupar a natureza, trazer inúmeros benefícios para o corpo humano ainda salva os animais de mortes

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Programa de TV chinês abusa de animais e os força a se comportarem como humanos

Um programa semanal televisionado na China obriga um chimpanzé e um buldogue a se vestirem como crianças e a realizarem uma série de tarefas humanas.

De acordo com informações da MailOnline, os dois animais foram regularmente espancados e ameaçados nos bastidores quando não realizavam as atividades.

Miya, o chimpanzé, e Dongdong, o buldogue, estrelam o programa chamado “We Are Friends”. Nele, os dois são obrigados a completar três desafios em cada episódio, como lavar a louça, usar um smartphone e até assistir a uma aula com crianças.

Miya, o chimpanzé, e Dongdong, o buldogue, são forçados a realizarem um programa de TV na China (Foto: Daily Mail Online)

Uma fonte anônima, que alega ter trabalhado para o programa, enviou uma queixa dos maus-tratos à PETA Asia no mês passado logo após o lançamento do programa.

Ela teria mandado uma compilação de vídeos que mostram os treinadores arrastando e chutando os animais em várias ocasiões.

Também é dito que os dois animais foram vistos se machucando no local das filmagens, um comportamento interpretado por especialistas em animais como sinal de medo e ansiedade.

Um insider forneceu um vídeo para a PETA Asia mostrando os animais sendo abusados pela produção (Foto: Daily Mail Online)

Outro ex-funcionário do programa disse ao MailOnline que ele teve que parar de trabalhar para o programa porque “não podia suportar a maneira como a equipe de produção tratava os animais”. A fonte alegou que o show foi filmado na Tailândia no verão.

Ele acrescentou que alguns trabalhadores no local protestaram contra o tratamento dos animais, mas o diretor do programa insistiu em continuar filmando.

Crueldade disfarçada de entretenimento

Em cada episódio do programa, um narrador conta uma história e explica o que os animais devem sentir e pensar, como se fossem crianças pequenas.

Miya é o personagem principal para enfrentar desafios, enquanto Dongdong é o seu companheiro. No final de cada episódio, o narrador encoraja as crianças a seguirem o “bom exemplo” dos personagens.

Miya é obrigada a passear com Dongdong em uma coleira no reality show chinês (Foto: Daily Mail Online)

Até agora, Miya foi obrigada a andar com Dong Dong na coleira, limpando as janelas, calçando sapatos de couro, fazendo compras em uma loja de animais, usando um banheiro e escrevendo os deveres de casa.

O narrador diz aos espectadores que Miya rega todas as flores em seu jardim todos os dias (Foto: Daily Mail Online)

Para isso acontecer, entretanto, os dois animais foram submetidos a abusos físicos e obrigados a trabalhar mais de 10 horas por dia, afirmou um insider.

De acordo com “We Are Friends”, Miya e Dongdong embarcaram em uma “viagem mágica para entrar na sociedade humana” na Tailândia e devem dar bons exemplos para as crianças com seu comportamento.

Miya e Dongdong são obrigados a assistir a uma aula com um grupo de crianças no programa (Foto: Daily Mail Online)

Miya é descrita como “inteligente”, “cautelosa” e “desobediente”, enquanto Dongdong é “gulosa”, “corajosa” e “impulsiva”.

Lançado em 9 de setembro, o “We Are Friends” é transmitido todos os domingos no horário nobre, através da Zhejiang Satellite Television Station para os telespectadores da China.

É comercializado como um show familiar. Cada um dos seus 12 episódios tem uma hora de duração.

A estação de televisão por satélite de Zhejiang é uma das mais influentes estações de televisão por satélite na China e é conhecida pelos seus vários espetáculos de entretenimento.

Miya sendo obrigada à lavar a louça em episódio (Foto: Daily Mail Online)

O posicionamento da organização

A PETA Asia pediu, por meio de uma publicação na plataforma Weibo, um boicote contra o programa, descrevendo-o como “extremamente cruel”, “imortal” e “enganoso”. Os usuários da rede social expressaram apoio à campanha.

Um porta-voz da PETA Ásia disse ao MailOnline: “A única realidade neste show é a crueldade. Este é apenas mais um exemplo de animais sendo explorados e abusados ​​na China e na Tailândia, onde as leis de proteção animal são fracas e inexistentes”.

Miya é encarregada de colocar um par de sapatos antes de ir para uma aula com um grupo de crianças (Foto: Daily Mail Online)

Um usuário de nome HeiMinZheng escreveu: “Animais são animais. A produção não deve abusar deles por valor de entretenimento para aumentar a audiência. Eles são fofos e parecidos com humanos, mas isso não significa que os humanos podem forçá-los a fazer o que eles acham que são coisas ‘mágicas'”.

Outro usuário de nome Zhou Beilei Manon1994 exigiu que o programa fosse suspenso e que os animais fossem resgatados.

O chimpanzé recebe um celular para promover um aplicativo chamado TUES (Foto: Daily Mail Online)

Comentários de usuários sugeriram que o programa foi baseado em “A Aventura de Pan e James”, um reality show do Japão de 2005, que também contava com animais: o chimpanzé Pan-kun e o buldogue James.

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Notícias

Produção do óleo de palma está colocando orangotangos em risco de extinção

Cerca de 80% das áreas das florestas tropicais nas ilhas indonésias de Bornéu e Sumatra foram reduzidas nas últimas duas décadas para a produção de óleo de palma.

As florestas tem sido “limpas” por meio de incêndios para dar lugar à plantação de palmeiras. Essa prática, entretanto, representa uma ameaça iminente aos animais que têm esse local como o seu lar.

As ilhas são o habitat de orangotangos, e devido a essa exploração humana, a espécie está ficando cada vez mais ameaçada. Os animais que fogem das florestas ficam vulneráveis serem capturados e vendidos no comércio exótico de animais domésticos.

A foto da organização Save The Orangutan foi tirada após os incêndios catastróficos na floresta tropical em Bornéu, em 2015. Esses incêndios foram em grande parte atribuídos aos padrões climáticos do El Niño, que causaram mais de 125 mil incêndios na Indonésia.

Orangotango jovem que perdeu sua casa e família para a produção do óleo de palma é resgatado por organização (Foto: One Green Planet)

Ao derrubar florestas tropicais para a produção do óleo de palma, liberamos quantidades indevidas de dióxido de carbono na atmosfera. Essencialmente, o óleo de palma está impulsionando o aumento das emissões e reduzindo a capacidade das florestas de absorver carbono e mitigar alguns dos impactos mais prejudiciais da mudança climática, como flutuações climáticas intensas.

De acordo com a Union of Concerned Scientists, o desmatamento tropical é responsável por cerca de 10% das emissões totais de aquecimento global. No final, abrindo espaço para plantações de palmeiras não apenas torna as áreas mais propensas a incêndios severamente prejudiciais, mas também contribui para o surgimento dos incêndios em primeiro lugar.

O novo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU descobriu que temos 12 anos para reduzir as emissões de carbono em 40%, se quisermos evitar alguns dos piores desastres ambientais.

O óleo de palma pode ser encontrado em mais de 50% dos bens de consumo, como xampus, maquiagem e alimentos. Este óleo é barato e estável em prateleiras, o que o torna um ingrediente chave para grandes corporações.

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Destaques, Notícias

Adoção mundial do veganismo poderia alimentar 10 bilhões de pessoas

Um estudo publicado na revista Nature afirma que mudar para o veganismo, reduzir pela metade o desperdício de alimentos e melhorar as práticas agrícolas existentes pode alimentar a população mundial projetada de 10 bilhões até o ano de 2050.

A descoberta foi feita por pesquisadores do Centro de Resiliência de Estocolmo. O estudo foi o primeiro a quantificar como a produção global de alimentos e os hábitos alimentares afetam as fronteiras planetárias, que permitiriam que a humanidade se sustentasse.

“Nenhuma solução única é suficiente para evitar cruzar fronteiras planetárias. Mas quando as soluções são implementadas em conjunto, nossa pesquisa indica que pode ser possível alimentar a população em crescimento de forma sustentável ”, disse o principal autor do estudo, Dr. Marco Springmann do Programa Martin Martin.

Os pesquisadores descobriram que não é possível mitigar com sucesso a mudança climática sem uma mudança mundial para uma dieta baseada em vegetais, observando que mais indivíduos deveriam adotar hábitos alimentares mais flexíveis.

Estudo apontou que mudança global para o veganismo poderia alimentar 10 bilhões de pessoas (Foto: Pixabay)

Enquanto um estudo de julho de 2017 publicado na revista Climatic Change mostrou que reduzir conscientemente o consumo de carne diminui a pegada de carbono de um indivíduo, a análise recente e detalhada de produção de alimentos afirma que uma dieta vegana é o meio mais eficaz de combater as alterações climáticas.

“Sem uma ação concertada, descobrimos que os impactos ambientais do sistema alimentar poderiam aumentar de 50% a 90% até 2050 como resultado do crescimento populacional e do aumento de dietas ricas em gorduras, açúcar e carne”, continuou ele.

“Nesse caso, todas as fronteiras planetárias relacionadas à produção de alimentos seriam superadas, algumas delas por mais de duas vezes”.

A melhoria da tecnologia agrícola e das práticas de manejo agrícola que regulam o uso da terra, água doce e fertilizantes, bem como o aumento do rendimento agrícola das terras agrícolas existentes, também foram meios apontados para reduzir pela metade o impacto ambiental da indústria.

Segundo os pesquisadores, a implementação de todas as mudanças poderia reduzir as emissões de gases de efeito estufa em mais da metade.

“Muitas das soluções que analisamos estão sendo implementadas em algumas partes do mundo, mas será necessária uma forte coordenação global para que seus efeitos sejam sentidos”, continuou Springmann.

Muitos líderes mundiais e pesquisadores estão percebendo que a ação imediata é necessária para que a humanidade se sustente, após uma apresentação no início desta semana pelo Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudanças Climáticas.

O relatório pede aos governos mundiais que façam “mudanças sem precedentes” em todos os aspectos da sociedade, a fim de evitar desastres ambientais provocados pelo aquecimento global.

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