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Especialistas combatem estudo que defende o consumo de carne vermelha

Foto: The Bureau Investigates
Foto: The Bureau Investigates

Um novo estudo recentemente publicado virou notícia esta semana ao legar (sob evidências insustentáveis) de que a redução de carne vermelha processada, em três porções por semana, produz uma redução menor do que o esperado na redução do risco de doenças.

A partir disso, os autores concluem que a carne vermelha processada não é tão prejudicial quanto se pensava anteriormente e que os consumidores podem continuar a comer carne nos níveis atuais sem preocupações. Previsivelmente, essa afirmação resultou em manchetes dizendo “a carne está de volta ao menu”.

Estudo da carne

O estudo analisou os efeitos de reduzir o consumo de carne em apenas três porções por semana, sem dizer a quantidade as pessoas estavam consumindo para começar, de acordo com informações do Plant Based News.

Da mesma forma, em termos de comparação, um estudo analisou os fumantes que consumiram apenas 10 cigarros por dia e concluiu que com essa quantidade eles podem ter uma pequena redução no risco de doenças pulmonares, isso não elimina o risco implícito e óbvio da continuidade do hábito nocivo.

Falta de evidências

Ainda segundo o Plant Based News, todas as evidências deste estudo foram avaliadas como fracas ou insustentáveis em evidências – portanto, na melhor das hipóteses, os resultados não são confiáveis.

“Muitos dos participantes da pesquisa eram jovens e dificilmente sofreriam doenças no curto período de tempo envolvido nos ensaios. Indivíduos não desenvolve câncer de intestino duas semanas depois de comer um sanduíche de bacon, argumenta o site”.

Falhas expostas

Especialistas criticaram as conclusões do estudo. O professor Walter Willett dá aulas de Epidemiologia e Nutrição na Escola de Saúde Pública de Harvard e é o principal autor da Comissão EAT-Lancet, que defende uma dieta baseada em vegetais para a sustentabilidade ambiental e pelo bem da saúde.

Ele disse: “Este relatório tem camadas e camadas de falhas e além de distorcido é o abuso de evidência mais flagrante que eu já vi”.

“Uma desgraça”

Em um comentário no site da Annals of Internal Medicine, Henning Ansor, do Departamento de Saúde Pública do condado de Santa Barbara, nos EUA, disse: “Para os um site prestigiado como esse publicar este artigo (e para os autores escreverem sem preocupação com os efeitos ambientais das escolhas alimentares) mostra até que ponto nós, como médicos, estamos fora de contato com o mundo real. É uma vergonha!”.

O World Cancer Research Fund também não aceita a nova interpretação das evidências feita pelo estudo.

Giota Mitrou, diretor de fundos de pesquisa e relações externas da ciência, disse: “Isso pode colocar as pessoas em risco, sugerindo que elas possam comer o máximo de carne vermelha processada que quiserem, sem aumentar o risco de câncer”.

“A mensagem que as pessoas precisam ouvir é que devemos evitar a carne vermelha processada por completo. Mantemos nossa rigorosa pesquisa nos últimos 30 anos e exortamos o público a seguir as recomendações sobre uma alimentação à base de vegetais”, concluiu o especialista.

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Notícias

Estudo aponta que consumo de carne aumenta os riscos de morte prematura

Foto: Vegnews/Reprodução
Foto: Vegnews/Reprodução

Comer carnes vermelhas e processadas, mesmo em pouca quantidade, pode aumentar o risco de morte prematura, de acordo com um novo estudo realizado pela Universidade de Saúde Loma Linda, na Califórnia (EUA).

O estudo avaliou as mortes de mais de 7 mil homens e mulheres todos adventistas do sétimo dia, nos Estados Unidos e no Canadá, durante um período de 11 anos. A análise incluía uma avaliação da alimentação dessas pessoas por um questionário de frequência alimentar e dados de mortalidade obtidos do National Death Index (Índice de Mortalidade Nacional, na tradução livre).

Os adventistas foram selecionados para o estudo em razão de sua população única: aproximadamente 50% são vegetarianos, e aqueles que consomem carne o fazem em níveis muito baixos, com 90% deles consumindo cerca de 60 gramas ou menos de carne vermelha por dia.

Isso permitiu aos pesquisadores investigar o efeito de baixos níveis de ingestão de carne vermelha e processada em comparação com a ingestão zero em um cenário amplo.

Quase 2.600 das mortes relatadas foram ocasionadas por doenças cardiovasculares, e mais de 1.800 foram mortes relacionadas ao surgimento de um câncer.

O estudo indicou que o consumo total de carne vermelha e processada estava comprovadamente associado aos riscos relativamente maiores de mortes por doenças cardiovasculares.

“Nossas descobertas dão um peso adicional à evidência já sugerida que comer carne vermelha e processada pode impactar negativamente na saúde e na expectativa de vida”, disse o co-autor do estudo Michael Orlich, médico PHD.

As novas descobertas dão suporte a um corpo significativo de pesquisas que afirmam os potenciais efeitos negativos do consumo de carnes vermelhas e/ou processadas.

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Você é o Repórter

Petição online explica ação da ativista processada no Rio de Janeiro

José Antônio Rodriguez

joserey1506@gmail.com

A petição está disponível na internet em 4 idiomas: http://www.petitiononline.com/svb2010/

Bianca Kölling Turano, brasileira, ativista e coordenadora do “GRUPO RIO”, da Sociedade Vegetariana Brasileira(SVB), na cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, militante do Movimento pela Libertação Animal, está sendo processada judicialmente juntamente com a SVB, em razão de seus atos em favor e em defesa dos animais.

O fato:

Bianca Turano foi testemunha de uma situação de isolamento contínuo imposta a uma cadela da raça Boxer chamada Shakira. Essa cadela, que vivia sozinha a maior parte de seus dias e noites em uma sacada de apartamento com 12m², tendo pouco contato com os humanos, demonstrava visíveis sinais de depressão e de tristeza. Fotografias feitas no local demonstram bem essas circunstâncias.

Não só Bianca Turano foi testemunha do isolamento e do confinamento vividos pela Boxer Shakira, mas também a vizinha do apartamento em que vivia o animal. Essa vizinha propôs uma ação judicial contra os responsáveis pela cadela, conseguindo, então, a sua guarda provisória por meio de liminar posteriormente revogada. Com a revogação da liminar, o animal teve de voltar para seus antigos guardiões.

A atitude:

Por importar-se com o destino e o bem-estar de Shakira, Bianca Turano endereçou uma carta ao guardião do animal relatando sua preocupação. Sem nenhuma intenção dolosa, a ativista divulgou a situação de isolamento e de confinamento vivida pela Boxer Shakira para outros ativistas em prol dos direitos dos animais, além de participar de uma manifestação aberta pela libertação de Shakira.

O ativismo de Bianca Turano em favor de Shakira foi noticiado pelos jornais e pela televisão. Por causa disso, Bianca responde a dois processos judiciais e a Sociedade Vegetariana Brasileira responde a um processo, sendo interessante esclarecer que a SVB é uma entidade sem fins lucrativos, organizada em âmbito nacional, que trabalha para que o vegetarianismo seja conhecido e aceito como uma opção alimentar benéfica para a saúde humana, para os animais e para o planeta.

Os processos judiciais:

Bianca Turano e a SVB estão sendo processadas pela responsável(?) por Shakira, que se ressente pelo fato de a ativista ter tornado pública a situação de isolamento e de confinamento a que a cadela era submetida todos os dias. A acusada tentou de todas as formas conciliatórias fazer com que Shakira fosse melhor tutelada, buscando, como cidadã e como ativista em defesa dos animais, tornar pública a questão – tamém com o intuito de obter material probatório. Em nenhum momento, Bianca tentou autopromover-se e conquistar novos adeptos para a causa do vegetarianismo. Em suma, Bianca agiu pensando em melhorar a situação vivida pela cadela Boxer Shakira.

Ativismo:

Bianca sempre foi muito dedicada às causas referentes ao vegetarianismo, em especial, ao veganismo. Ela é defensora, principalmente, dos animais que, infelizmente, são mortos e transformados em alimento para consumo humano. Mesmo sendo sobretudo uma defensora dos bovinos, caprinos, suínos, entre outros animais de consumo, ela se mostrou solidária em ajudar Shakira e, de forma alguma, pensou em se aproveitar dessa circunstância para conquistar fama e adeptos ao vegetarianismo.

Bianca mantém em atividade uma barraquinha no Bairro da Glória, no Rio de Janeiro, todos os sábados, para a promoção do vegetarianismo e afins, além de organizar e participar de diversas ações de ativismo. Como prova de sua dedicada atuação, Bianca recebeu, da Sociedade Vegetariana Brasileira, o prêmio de Ativista do Ano no 12 Vegan Festival – ocorrido na Pontifícia Universidade Católica, no Rio de Janeiro, entre os dias 22 e 25 de julho de 2009.

Apoio:

Para oficializar o vosso apoio a Bianca Turano e à Sociedade Vegetariana Brasileira, favor assinar esta petição. Este documento está escrito em quatro idiomas: Português, Inglês, Espanhol e Francês, pois temos diversos ativistas no mundo que se solidarizaram e querem ajudar a Bianca.

Vamos mostrar a força que nós ativistas detemos. Diga NÃO à censura das atuações em favor da defesa animal.

Agradecimentos:

O Comitê Organizador agradece a todas as pessoas que participaram na confecção desta Petição Online. Sugestões e considerações podem ser enviadas para marcelohcury@gmail.com

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