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Prefeituras promovem adoção de mais de 600 animais no 1º semestre e São Paulo (SP)

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Juntas, cinco das sete prefeituras do Grande ABC fizeram com que 608 cães e gatos conseguissem um novo lar no primeiro semestre deste ano por meio das feiras de adoção de animais, que ocorrem, geralmente, uma vez por mês em cada cidade.

De janeiro a junho deste ano, Santo André foi a campeã de adoções. Foram 123 cães e 62 gatos, totalizando 185 animais. No mesmo período do ano passado, foram adotados 162 cachorros e 116 gatos, somando 278 animais. Segundo a Prefeitura, a maioria daqueles que estão no canil atualmente veio por abandono, principalmente no caso de idosos e filhotes.

“A feira que fazemos mensalmente no Parque Central é organizada pela Prefeitura e também aberta para ONGs cadastradas. Para estar no evento, todos os animais precisam estar castrados e vacinados contra raiva”, explica o gerente de Controle de Zoonoses da cidade, Robson Oliveira Lopes.

Os mais procurados são, como previsto, cães filhotes, de pequeno porte e que tenham um aspecto de docilidade e afinidade com crianças. O próprio Lopes, no ano passado, adotou a Luvinha. “Levei meus três filhos à feira e eles fizeram um motim. Não sairiam de lá sem a cachorra. O nome foi meu filho que escolheu por ela ter patas brancas e o resto do corpo marrom, como se ela estivesse de luva mesmo.”

No CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Diadema chegam animais em sofrimento, atropelados ou abandonados, fêmeas amamentando nas ruas, cães invasores em departamentos públicos e vítimas de maus tratos. Todos são medicados, cadastrados e colocados para a adoção.

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No primeiro semestre, 83 cães e 51 gatos (134 animais) conseguiram um novo lar. Em 2015, foram adotados 91 cachorros e 45 felinos (somando 136). O maior contingente de cães aptos para adoção no CCZ diademense hoje é de médio porte, todos sem raça definada. “Há também procura por cães de grande porte ou agressivos, geralmente, por parte de empresas. Alguns deles são submetidos à castração para diminuir os níveis de testosterona, na tentativa de torná-los mais calmos. Tratamentos psicológicos que incluem passeios diários, com socialização entre animais e pessoas, carinhos diários e banhos frequentes têm dado retorno positivo em relação à socialização desses animais. Assim, algumas práticas que não eram do costume deles, muitas vezes os tornam animais mais sociáveis”, disse a Administração por meio de nota.

Só nos primeiros seis meses do ano, São Caetano conseguiu atingir quase a mesma quantidade de adoções realizadas durante todo ano de 2015. No ano passado foram 43 cães e 51 gatos e, neste ano, 48 cães e 39 gatos. Na cidade, além da castração e da vermifugação, todos os animais recebem um chip.

“Nesse chip tem todos os dados e também uma foto do animal. As informações são gravadas em uma base de dados online. Funciona como uma forma de controle da população animal”, afirma Caio Williams Castro Junior, diretor do Civisa (Centro Integrado de Vigilância à Saúde) de São Caetano.

Em São Bernardo, o número de cães e gatos adotados neste ano é quase o mesmo: 41 e 44, respectivamente. A quantidade está aquém da primeira metade do ano passado, quando 77 cães e 64 gatos arrumaram novos tutores. “Os animais disponíveis para adoção são esterilizados, dóceis e passam por avaliação veterinária”, disse a Administração em nota. No site do CCZ, é possível encontrar ainda fotos e raças de cães e gatos disponíveis para adoção.

Já Mauá informou que 81 cães e 36 gatos tiveram a oportunidade de conseguir um novo tutor este ano. Em 2015, 78 cachorros e 20 felinos conseguiram lares por meio das feiras de adoção.

O levantamento feito pelo Diário OnLine não inclui Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, já que os dois municípios não responderam os questionamentos da reportagem.

Fonte: Diário do Grande ABC

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Em Minas Gerais é lei: cuidar dos animais é dever das prefeituras

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“Cuidar dos animais é dever das prefeituras, e não das ONGs. Agora é lei e todos os municípios vão ter que cumprir. As prefeituras têm que fazer parceria com as ONGs. Elas se viram como podem mas o trabalho que fazem é responsabilidade das prefeituras”.

Estas foram algumas das mensagens passadas pela médica veterinária e advogada Carla Sassi, coordenadora do Centro de Zoonoses (CCZ) de Conselheiro Lafaiete (MG) e responsável pelo projeto de castração “Quem ama castra”, modelo para todo o Brasil. Em três anos o projeto castrou seis mil cães e gatos. “Temos que educar a população e fazer castrações em massa, senão vamos enxugar gelo o resto da vida”, alertou.

Carla fez palestra dia 24 de junho em Caeté (MG) a convite da Sociedade Galdina Protetora dos Animais e da Natureza (SGPAN) para apresentar o projeto a gestores municipais e subsidiar prefeituras para o cumprimento da lei 21970. Ela vale para todos os municípios de Minas Gerais e define que eles implementem ações de combate ao abandono, resgate, abrigamento, vacinação e castração em massa de cães e gatos. “As ONGs estão procurando o Ministério Público para fazer com que a lei seja cumprida”, salientou a veterinária.

Ao apresentar como funciona o projeto em Lafaiete, Carla disse que veterinários de cada cidade têm que tomar a frente das ações. “Em Lafaiete laboramos um projeto e lutamos por ele para chegar ao que é hoje, o projeto de maior destaque na área da Saúde em Lafaiete. Prefeitos, secretários e veterinários de todo o pais nos visitam para conhecer o projeto”, afirmou.

Em Lafaiete 150 animais ficam numa grande área verde a espera de adoção. “Temos resgate, internação, ambulatório, os animais são castrados, vacinados e vermifugados. É estrutura super simples e que funciona muito bem. A parceria com a ONG de Lafaiete é muito positiva e a taxa de adoção é alta”, informou a veterinária, ao destacar que voluntários de ONGs de outras cidades estão estafados, adoecendo e cheios de dívidas. Em Lafaiete, o CCZ tem um castramóvel e tem parceria com Bombeiros, polícias civil, militar e de meio ambiente.

O processo de castração dos animais começa com um cadastro no programa Saúde da Família e também através de palestras nas escolas. Os alunos recebem folhetos, levam para os pais e os devolvem assinados e preenchido. O CCZ dá retorno e agenda a data da castração.

Ao final da apresentação em Caeté, a SGPAN distribuiu uma nota (abaixo) aos gestores municipais em que pede o cumprimento da lei. “Os voluntários não são servidores públicos mas mesmo assim fazem um trabalho que é responsabilidade das prefeituras. A SGPAN sempre pediu parceria com a Prefeitura desde 2008, mas nunca foi atendida”, ressaltou a presidente da SGPAN, Patrícia Dutra.

A promotora de Caeté Anelisa Cardoso reconheceu o trabalho da SGPAN, pediu a continuidade as reuniões entre ONG e prefeituras e também que sejam estabelecidas parcerias.

Participaram da apresentação secretários de Saúde, veterinários e agentes públicos de Caeté e Nova União, além de Marcela Brandão, da Promotoria de Sabará.

Mensagem aos Gestores Públicos Municipais

A Sociedade Galdina Protetora dos Animais e da Natureza (SGPAN/Caeté) foi criada em 2008 e é uma organização não-governamental sem fins lucrativos. Atua em Caeté resgatando cães e gatos doentes – e também outros animais, na medida do possível – que estão nas ruas porque foram abandonados pelos seus ‘donos’ e pelo poder público.

Resgatamos, transportamos para atendimento veterinário, medicamos, vacinamos, castramos, arrumamos lar temporário, adotantes e quando não há onde abrigá-los, medicamos na rua mesmo. Na medida do possível, atendemos denúncias de maus tratos e socorremos animais de pessoas pobres. Fazemos também, dentro do possível, ações de conscientização para a guarda responsável.

Por tudo isto acumulamos uma dívida hoje congelada em 27 mil reais com a Clínica Veterinária Cães e Cia, do dr Horácio Alves.
Nosso compromisso é quitar o que for possível desta dívida congelada e pagar todo mês o valor total gasto no mês. Em maio de 2016 a conta foi 3.188 reais, correspondentes ao atendimento de 32 animais. Conseguimos pagar apenas 1.250 reais que conseguimos em doações. Não fosse a ajuda do Ministério Público, que desde abril de 2015 nos repassa valores de penas pecuniárias, já teríamos suspendido nossas atividades. Não fosse a parceria com o dr Horácio e seu interesse em nos ajudar, já teríamos parado de prestar socorro a dezenas de animais atropelados e doentes que ficariam agonizando pelas ruas da cidade.

Falamos aqui em nome dos protetores e ONGs de todas as cidades aqui presentes. Não somos gestores públicos. Não somos servidores públicos.

Somos cidadãos comuns, somos poucos voluntários da causa, trabalhamos o dia todo, pagamos nossos impostos, temos compromissos familiares e profissionais. Mas por termos amor e compaixão pelos animais, arrumamos tempo e tiramos dinheiro do bolso para fazer um trabalho que é dever dos governos, pois é um trabalho de promoção da saúde pública.

Nossos telefones particulares estão nas mãos da população que, desamparada pelo poder público, nos liga a qualquer hora do dia ou da noite. Até mesmo o poder público repassa nossos contatos sem, no mínimo, ter acertado parceria conosco.

Esperamos que esta realidade que relatamos seja coisa do passado. Agora temos a lei 21.970. Em vigor desde janeiro de 2016, ela define que todos os municípios façam proteção, identificação e o controle populacional de cães e gatos no Estado.

Tudo o que pedimos é que esta lei seja cumprida.
Caeté, 21 de junho de 2016
Colegiado Diretor da SGPAN

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ONGs de Araraquara (SP) denunciam não cumprimento de acordos que beneficiam animais na cidade

Por Rafaela Pietra (da Redação)

Membros das Associações de Araraquara (SP) formalizaram uma denúncia contra a Prefeitura do município pelo não cumprimentos de determinações, assinadas em 26 de março, no Termo de Ajustamento de Conduta frente ao Ministério Público onde a Prefeitura de Araraquara se comprometia a cumprir com as exigências consideradas necessárias pela Promotoria do Meio Ambiente e da Área de Saúde para a adequação e funcionamento do Centro de Proteção de Animais domésticos através de diversas medidas que precisariam ser tomadas até dia 30 de Junho de 2013.

O prazo venceu e grande parte das exigências para que os animais recebam o atendimento que a Promotoria exigiu foram ignoradas. A Castração Gratuita não foi retomada, pelo contrário, após oito meses sem programa de castração a proteção animal continua arcando com os custos das castrações dos animais carentes desta cidade, chegando ao absurdo de ter que pagar a castração de fêmeas recolhidas pela prefeitura para evitar que as mesmas fiquem prenhas no canil ou sejam doadas sem castrar.

“Não vemos nenhuma preocupação na destinação de recursos para o bem estar dos animais recolhidos, pois sabemos que atualmente não existe nem material básico como luvas, gazes, etc. e muito menos remédios, que possam atender sequer as necessidades básicas para minimizar a dor dos animais atropelados ou a febre dos animais doentes recolhidos pelo CTA”, declarou Betty Peixoto, da SOS Melhor Amigo.

O prazo para a promulgação da lei complementar 827/2012 de 10 de Julho de 2012, da autoria da Vereadora Juliana Damus, que trata sobre a Guarda Responsável também não foi cumprido. Ações como cadastro e microchipagem dos animais não saíram do papel e o executivo, após um ano de sua aprovação, não promulgou a lei, bem como não destinou para a Secretaria do Meio Ambiente os recursos para que as ações venham acontecer na prática. Assim como a emenda parlamentar que a vereadora destinou para a compra de um veículo para a castração móvel em bairros periféricos também não aconteceu.

“Gostaríamos de informar que existe um projeto de terceirização do abrigamento dos animais, projeto estudado e discutido nas diversas reuniões do Conselho de Proteção Animal e que também não obteve a atenção do executivo, pois desde a data de assinatura do referido TAC a abertura de licitação do serviço não aconteceu. Até sexta feira passada, último dia útil do prazo concedido pela Promotoria, não existia nenhuma informação que confirmasse a abertura deste processo”, disse.

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Animais são exterminados por prefeituras para o carnaval

O Carnaval é um período de alegria para todos, menos para os cachorros e gatos, sobretudo no Interior. Os prefeitos cearenses pretendem fazer um verdadeiro extermínio desses animais com o objetivo de “limpar” suas cidades para o período momino. É muita crueldade!

As entidades protetoras dos animais já entraram em campo para impedir o holocausto dos bichinhos, salvo aqueles doentes que precisam ser sacrificados. Sabe-se que no Interior os animais, apesar de ter um humano responsável, vivem livremente, e muitos os tomam como abandonados.

Para aqueles que vivem realmente ao léu, as entidades pretendem fazer uma campanha de estímulo à guarda responsável e também a esterilização.

Divulguem, cidades como essas não merecem o status turístico.

Fonte: Diário do Nordeste

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