Jornalismo cultural, Notícias

Preço de hambúrguer vegetal cai nos Estados Unidos

A princípio, a redução é uma forma de conquistar mais distribuidores e favorecer maior circulação do produto no mercado de food service


Mesmo com a crescente demanda por seu hambúrguer vegetal na América do Norte, a Impossible Foods anunciou que está reduzindo os preços da sua linha de produtos em 15%, visando motivar quem ainda não está oferecendo ou consumindo seus produtos.

(Foto: Burgatory/Impossible Foods)

A princípio, a redução é uma forma de conquistar mais distribuidores e favorecer maior circulação do produto no mercado de food service. Com isso, a startup mais conhecida pelo Impossible Burger pode atingir um novo patamar de consumo, ainda que seus produtos já sejam oferecidos em milhares de estabelecimentos só nos Estados Unidos.

Além disso a redução do preço é uma medida vantajosa, considerando que o CEO Patrick O. Brown já anunciou em 2019 que pretende voltar também a atenção para o mercado internacional.

Produto atrai consumidores de carne

Uma pesquisa concluída e divulgada em 2019 pelo NPD Group, empresa de análise de mercado, revelou que os hambúrgueres vegetais têm atraído mais consumidores de carne.

A estimativa da NPD Group é de que 95% das pessoas que compram hambúrgueres à base de plantas são consumidores de carne experimentando novas alternativas. O que é apontado como uma tendência global, já que a disponibilidade é o que atrai esses consumidores.

Nos Estados Unidos, por exemplo, enquanto o consumo de hambúrgueres tradicionais não registra crescimento há muito tempo, suas versões à base de vegetais vêm experimentando aumento no consumo de pelo menos 10% ao ano.

A pesquisa diz que muitos consumidores não estão preparados para deixarem de consumir carne, mas que pelo menos estão se abrindo para as possibilidades de alternar com as versões vegetais.

Isso também é um indicativo de uma predisposição à mudança e do reconhecimento de que as versões à base de plantas já estão agradando ao paladar de quem não se via experimentando um “substituto de carne”.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Após aumento no preço da carne, bois são levados por criminosos

Caminhões que transportam carne também se tornaram alvo dos bandidos


Casos de bois levados por criminosos têm se tornado mais frequentes desde a alta no preço da carne. Explorados para consumo humano, esses animais são covardemente mortos.

Pixabay/L0nd0ner

Roubos de carne também estão aumentando, o que tem levado, inclusive, à contratação de escolta para tentar impedir os crimes. Mas nem sempre funciona. Há pouco mais de uma semana, o vigilante Carlos Henrique Menoio de Carvalho, de 40 anos, foi morto enquanto escoltava um caminhão que transportava carne no Rio de Janeiro.

De acordo com um levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, em dezembro de 2019 secretarias de 11 estados e do Distrito Federal registraram 23 ocorrências de roubos de carne e sequestro de animais vivos.

Graças ao aumento das exportações de carne para a China, a oferta deste produto de origem animal diminuiu no Brasil, fazendo com que os preços subissem. Atualmente, um caminhão com carne vale entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão.

O alto custo da carne está atraindo criminosos e levando transportadoras a contratar escolta armada. De acordo com o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Segurança Privada (Contrasp), João Soares, os bandidos que roubam caminhões de carne são os mesmos que atacam empresas de transporte de valores e agem de maneira semelhante.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Partido holandês apresenta projeto para tributar matadouros

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Em breve, a Holanda poderá estabelecer impostos aos estabelecimentos que matam animais para consumo, o que elevaria o preço da carne no país.

O Partido Holandês pelos Animais apresentou a proposta que poderá fazer com que a Holanda se torne o primeiro país do mundo a tributar efetivamente os produtos à base de carne. O deputado do partido, Lammert van Raan, desenvolverá a estratégia para transformar o projeto em lei, diz um comunicado à imprensa.

Como o próprio nome sugere, o partido defende os direitos animais. O grupo também está comprometido com a sustentabilidade e com o combate à crise climática.

O partido apresentou a proposta tendo como premissa a proteção do meio ambiente. Van Raan disse em um comunicado: “A Holanda é o segundo maior exportador de produtos agrícolas (ligados a criação de animais) do mundo e, portanto, está lidando com uma importante questão de nitrogênio e clima. Então, este é o lugar perfeito para começar”.

A pecuária é responsável por um grande número de questões ambientais, incluindo altas emissões de gases de efeito estufa. Em 2018, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente disse que reduzir o consumo de carne é o “problema mais urgente do mundo”.

“Uma mudança radical” do sistema alimentar

O Partido pelos Animais espera ajudar a mudar o sistema alimentar para que a dependência de proteínas animais seja abandonada.

Para alcançar seu objetivo, o partido há muito pede um imposto sobre a carne, mas “as propostas para criar esse imposto usando a alta taxa de IVA continuam encontrando objeções em relação à execução”, observa o comunicado à imprensa.

Para atender às preocupações ambientais, os representantes do partido apresentaram uma iniciativa de tributação logo na etapa inicial do processo de produção de carne, onde os animais são mortos.

“Uma mudança radical do nosso sistema alimentar é absolutamente essencial”, disse Van Raan. “Estamos em uma crise ecológica e climática e uma das principais causas é o nosso enorme consumo de carne”.

Ele acrescentou que a Agência de Avaliação Ambiental da PBL da Holanda já pediu uma redução nacional no consumo de carne: “É a única maneira de garantir a sustentabilidade a longo prazo do nosso sistema alimentar”.

“Queremos usar o sistema tributário para taxar a morte de animais”, acrescentou Van Raan. “Para que fabricantes e consumidores sejam tentados a reduzir o consumo de carne e optar mais facilmente por alternativas à base de vegetais”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Destaques

Veterinária usa Facebook para vender filhotes de canguru

Foto: Facebook
Foto: Facebook

Animais não são produtos para serem precificados são vidas sencientes, companheiros de planeta e qualquer tentativa de lucrar sobre eles, e afastá-los de seu habitat natural, tornando-os de animais selvagens em animais domésticos trará imensos danos e sofrimento a esses seres.

Uma criadora de animais americana enfrentou uma onda de revolta e criticas ferozes dos usuários da rede social por vender cangurus bebês no Facebook por 7100 dólares cada.

A mulher que se diz natural e residente do Texas (EUA), se descreve como uma “veterinária simples e exótica” no Facebook, vende também “zebras de qualidade, camelos e cangurus” online.

Foto: Facebook
Foto: Facebook

Seu último post provocou protestos violentos depois que a veterinária postou uma foto de seis filhotes de canguru, com um preço inicial de 7,1 mil dólares para cangurus do sexo feminino e 2800 dólares cangurus do sexo maculino.

Infelizmente não é considerado ilegal pela lei americana possuir um canguru no estado do Texas, mas os marsupiais não podem ser treinados em casa.

Eles podem crescer até dois metros de altura e pesar até 90 kg e requerem espaço adequado para se movimentar e correr.

Grupos que atuam em defesa dos direitos animais questionaram se a prática da veterinária era legal, alegando que os animais precisavam ser criados livres na natureza, de onde jamais deveriam ter saído.

“Estes animais indefesos jamais deveriam estar à venda, eles pertencem a natureza e não devem ser criados em cativeiro! Pobres filhotes de cangurus! Isso é absolutamente horrível! ”, escreveu um deles.

“Especialistas em animais devem estar envolvidos”, comentou outro.

Foto: Facebook
Foto: Facebook

“Eles não poderiam estar em estado selvagem agora, eles todos ainda tomam mamadeira infelizmente eles não se ajustariam em estado selvagem agora. Pelo menos na minha compreensão, mas devem ser soltos quando estiverem maiores, prontos e adaptados”, explicou um deles.

Desde então, a veterinária removeu a postagem do Facebook, mas ainda anuncia em seu site a venda dos animais selvagens, segundo informações do Daily Mail.

Animais selvagens nativos da Austrália sendo vendidos em redes sociais

Os animais nativos mais emblemáticos da Austrália estão sendo negociados por criadores americanos que os vendem como animais domésticos por milhares de dólares.

A repercussão do terrível comércio de animais nativos surgiu depois que os australianos ficaram chocados com um kookaburra chamado “Thunder” sendo vendido em uma gaiola em uma loja de animais em Virginia Beach por 1.200 dólares (cerca de 5 mil reais).

Infelizmente, Thunder é apenas a ponta do comércio crescente de animais nativos australianos nos EUA.

Uma pesquisa rápida em sites de animais domésticos nos EUA revela que cangurus, wallabies, planadores de açúcar e emas estão disponíveis – por um preço. Um criador divulgou online de seis cangurus albinos 45 mil dólares (cerca de 175 mil reais).

Jeff, que mora no estado de Nova York e cria emus, disse ao Daily Mail na quinta-feira (28) que entendia completamente a popularidade dos animais nativos da Austrália – especialmente os cangurus.

“Quem não gostaria de um?” ele disse.

“Eles são fofos e fofinhos quando são bebês – não há nada como ter um canguru, as pessoas enlouquecem quando o veem.”

Ele disse que viu uma pessoa passeando com seu canguru em uma loja dentro um carrinho de compras para o deleite de outros compradores.

Chris, que cria lorikeets, disse ao Daily Mail Austrália que ela estava confusa sobre o motivo pelo qual os australianos ficaram tão indignados ao saber que um kookaburra estava à venda, e alega que animais australianos nativos foram legalmente enviados para zoológicos nos Estados Unidos na década de 1970, e esses zoos passaram o excedente para os criadores – o que significa que não é ilegal para os criadores americanos venderem os animais.

De acordo com a lei australiana, os animais nativos não podem ser retirados do país, mas Chris disse que não acredita que “Thunder” tenha sido obtido ilegalmente, pois conhece seu criador – um homem idoso que está no mercado há décadas. A loja de animais também negou que o Thunder fosse contrabandeado para o país.

Anúncios em lojas de animais online mostram que os animais australianos estão à venda em todos os EUA, com preços que atingem mais de alguns milhares de dólares.

Casais de baby emus são vendidos online de 500 a 979 dólares (cerca de 2 a 4 mil reais), com um site oferecendo até mesmo o envio de aves nativas australianas para qualquer lugar dos EUA via avião.

O petauro-do-açúcar é outro animal faz sucesso entre os americanos, com os marsupiais sendo criados para uso doméstico por mais de uma década nos Estados Unidos. As informações são do Daily Mail.

O pet shop onde está “Thunder” disse em um comunicado postado em sua conta do Facebook que não há qualquer irregularidade da parte deles, mas explicaram com detalhes de onde o kookaburra veio.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

​Read More
Para a realização do foie gras, um pato ou ganso são submetidos a situações torturantes em procedimentos cruéis, como manter o animal enjaulado durante toda a vida e o alimentar forçadamente durante todo o dia (Foto: Pixabay)
Notícias

Ativistas impedem restaurante de servir foie gras na Inglaterra

Um pub em Bath, na Inglaterra, planejava vender foie gras em evento, mas suas intenções foram barradas por ativistas que lutam contra a crueldade animal.

A Câmara Municipal de Bath implementou a proibição do foie gras em 2011, graças à campanha do grupo de proteção animal Viva!. Mas mesmo sendo contra a lei, o restaurante Star Inn anunciou que venderia foie gras em um festival que acontecerá em junho na cidade de Bath.

Em retaliação à notícia, grupos de ativistas mobilizaram-se para impedir que a perpetuação de refeições feitas com o alimento de fígado de pássaros maltratados continuassem a ser vendidas.

Para a realização do foie gras, um pato ou ganso são submetidos a situações torturantes em procedimentos cruéis, como manter o animal enjaulado durante toda a vida e o alimentar forçadamente durante todo o dia (Foto: Pixabay)
Para a realização do foie gras, um pato ou ganso são submetidos a situações torturantes em procedimentos cruéis, como manter o animal enjaulado durante toda a vida e o alimentar forçadamente durante todo o dia
(Foto: Pixabay)

Um porta-voz do grupo de defesa e direitos animais mencionou em comunicado: “O Viva! recebeu a notícia, e agiu rapidamente para mostrar o seu apoio [contra o foie gras], lembrando os membros do Conselho Municipal de Bath e do Pub da proibição”.

Eventualmente, os esforços da organização juntamente com a Bath Animal Rights fizeram com que os organizadores do evento e do pub confirmassem que não utilizariam mais o foie gras.

“Como uma organização vegana de campanhas, é claro que a Viva preferiria que os organizadores deixassem de lado toda a carne do cardápio, mas pelo menos esse é um passo para mostrar que esse produto cruel não é aceitável”, reforçou o porta-voz da organização de defesa animal.

(Foto: PETA)

Tortura enlatada
O foie gras é alimento produzido pelo fígado inflamado de patos ou gansos. Para isso, os animais são mantidos presos em gaiolas tão apertadas que mal conseguem mover-se, e são forçados a alimentarem-se até seus fígados incharem, sendo que podem chegar a tamanhos até 10 vezes maiores que o natural. O procedimento é extremamente cruel e invasivo aos animais.

Lex Rigby, administradora da campanha do Viva!, disse em comunicado: “Estamos muito contentes que o Conselho Municipal de Bath esteja honrando a sua palavra e mantendo a proibição do foie gras na cidade. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer até que esta horrível indústria termine”.

A produção de foie gras é ilegal na Grã-Bretanha por motivos éticos, mas sua importação e venda ainda são permitidas. Campanhas estão atualmente trabalhando para que a proibição de importação entre em vigor.

​Read More
Notícias

Criação de salmão causa desequilíbrio no ecossistema marinho

De acordo com um estudo publicado no Canadian Journal of Fishers and Aquatic Sciences (Jornal Canadense de Pescadores e Ciências Aquáticas, em tradução livre), as águas mais quentes de locais fechados causam alterações climáticas que influenciam na propagação dos piolhos.

Salmão sendo morto para consumo
Os piolhos consomem o sangue a pele dos salmões dentro das fazendas de criação (Foto: Mercy for Animals)

Esses parasitas atacam principalmente os peixes que vivem confinados em viveiros ou fazendas de reprodução. Todavia, na tentativa de combater a epidemia de parasitas marinhos, as fazendas de criação de peixes para consumo têm importado toneladas de peixes selvagens e inserido nos viveiros.

Esses peixes, considerados “mais limpos”, consomem os piolhos de salmão e são muitas vezes usados para combater essas infestações, ao invés de produtos químicos. Contudo, a importação desses peixes selvagens causa sérios danos às populações naturais.

“Estamos muito preocupados com o fato de uma grande pesca local ter se desenvolvido rapidamente nos últimos dois anos – com um grande número de peixes selvagens sendo tomados das águas locais – sem gerenciamento adequado ou qualquer indicação de sua sustentabilidade”, afirma Samuel Stone, da Marine Conservation Society (Sociedade de Conservação Marinha, em tradução livre). “É uma preocupação real”, diz.

Segundo o jornal News Scientist, as capturas anuais de peixes selvagens por tripulações norueguesas de pesca foram de 2 milhões em 2008 para 22 milhões em menos de uma década.

Essa diminuição da população no ambiente natural causará um efeito imprevisível no ecossistema marinho. E o pior de tudo é que, após esses peixes consumirem os piolhos, eles são mortos e descartados, sem terem a chance de serem reinseridos na natureza.

Além disso, um estudo feito em 2016 pela organização Mercy For Animals descobriu que os salmões criados em fábricas se tornaram “tão deprimidos que desistem da vida”.

Veja a seguir o vídeo publicado com o estudo feito pela organização, em uma instalação onde os peixes são mortos:

​Read More
Vegetais
Notícias

Reduzir preços de vegetais pode salvar mais de 150 mil vidas humanas

Os pesquisadores usaram o modelo de Política Alimentar US IMPACT  para calcular o impacto de subsidiar frutas e vegetais comparado à instituição de um imposto sobre refrigerantes.

Vegetais
Foto: Reprodução/VegNews

Foi descoberto que 10% de produto subsidiado era cinco vezes mais efetivo ao prevenir ou retardar a morte até 2030 do que um imposto sobre refrigerantes.

Os dados também sugerem que subsidiar a produção poderia aumentar o consumo de frutas e vegetais em 14% enquanto 10% de aumento no preço dos refrigerantes apenas reduziria o consumo em 7%.

Os pesquisadores concluíram que a melhor abordagem para melhorar os hábitos alimentares dos norte-americanos e reduzir a taxa de mortalidade causada por doenças cardíacas – responsáveis pelo maior número de mortes do país – é uma combinação de duas estratégias fiscais.

Pesquisas recentes  provam que uma dieta bem planejada à base de vegetais é ótima para a saúde. Um estudo longitudinal de 32 anos publicado ano passado revelou que substituir carne por frutas e vegetais reduz o risco de contrair doenças cardíacas e as taxas de mortalidade diminuem em 10%.

​Read More
Notícias

Campanha fotográfica revela o verdadeiro preço do cativeiro para orcas e golfinhos

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: SeaSheperd
Foto: SeaSheperd

O poder dos meios de comunicação deve ser reconhecido. Seja para o bem ou para o mal, a mídia molda a maneira como pensamos e formamos opiniões sobre temas específicos.

Um anúncio do SeaWorld ou de qualquer parque marinho, por exemplo, pode facilmente convencer os pais de que uma viagem para ver baleias e golfinhos é uma atividade familiar divertida. Sem nenhum conhecimento prévio de como os parques marinhos são realmente prejudiciais aos animais aprisionados, por que eles pensariam de outra maneira?

As baleias e os golfinhos confinados são mostrados em situações que parecem felizes e excitantes. Treinadores ficam de pé, fazendo gestos grandiosos na frente de magníficas baleias que executam truques e fotos mostram golfinhos com a boca aberta como se estivessem sorrindo.

Infelizmente, este “lugar feliz” é pouco mais do que uma fantasia vendida por empresas publicitárias. Um tanque de peixes glorificado é o último lugar em que essas criaturas, que percorrem centenas de quilômetros diariamente na natureza, deveriam ficar.

Foto: SeaSheperd
Foto: SeaSheperd

Golfinhos e baleias são animais altamente inteligentes, cujos laços com membros de sua espécie não são tão diferentes das famílias humanas – na verdade, eles podem ser ainda mais fortes porque orcas tendem a ficar com suas companheiras durante toda a vida.

O que aqueles que se opõem ao cativeiro desses animais podem fazer? Podemos expor a verdade por trás do mito de que eles prosperam em cativeiro. Os cetáceos em cativeiro demonstraram ter comportamentos repetitivos conhecidos como zoochosis, agressão aos membros dos tanques, tentativas de suicídio e outras ações autodestrutivas. Educar as pessoas sobre a realidade do cativeiro marinho é exatamente o objetivo da nova campanha da Sea Shepherd Conservation Society.

O Sea Shepherd destaca a realidade infeliz dos cetáceos prisioneiros que são forçados a participar de performances em parques marinhos em todo o mundo.

Foto: SeaSheperd
Foto: SeaSheperd

Cada imagem da campanha mostra uma fotografia de um cetáceo mantido em cativeiro, seu nome e como o confinamento provocou sua morte prematura e trágica, segundo o One Green Planet.

De acordo com Nicolas Dumenil, diretor de arte que mora em Paris (França), que criou os projetos para a Sea Shepherd, “passar de um esguicho de água a uma quebra de um vidro foi uma maneira simples, mas poderosa para ilustrar a cruel realidade do cativeiro. Os parques marinhos trabalham duro para esconder o que as pessoas não devem ver e se empenham ainda mais para camuflar todas as vezes em que um animal morre”.

Existem várias maneiras que podem ajudar a acabar com o cativeiro destes belos animais. Nunca devemos financiar parques e outras instalações que lucram às custas do sofrimento dessas espécies. É fundamental também conscientizar outras pessoas sobre a realidade por trás desses locais e que os animais merecem viver livres na natureza.

​Read More
Notícias

Safáris turísticos no Pantanal para matar onças custavam até US$ 40 mil

Um safári turístico para matar onças no Pantanal podia custar de US$ 30 a US$ 40 mil. Os cálculos foram divulgados hoje pelo superintendente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), David Lourenço. Segundo ele o pacote é completo e inclui desde passagem aérea, translado e hospedagem em hotel até equipamento necessário para acampar na mata e armamento para matar o animal silvestre.
Superintendente falou sobre caça de onças que acontece no Pantanal. Foto: Paulo Ribas

O superintendente estima ainda que os safáris turísticos eram promovidos há pelo menos quatro anos na fazenda Santa Sofia, em Aquidauana, onde foram encontradas ontem à noite, duas cabeças de onças, peles de vários animais silvestres, entre eles uma sucuri de mais de três metros, cinco rifles, armas e outros artefatos. As contas foram feitas, de acordo com ele com base no vídeo, que foi gravado há cerca de dois anos e já divulgava a prática.

Lourenço destacava ainda que os turistas ainda levavam um troféu. “Depois de matar a onça, eles fazem um recorte em formato de travesseiro no lombo do animal. Isso é considerado o troféu do safari”, revelou.

Por enquanto o Ibama, Polícia Federal e Embrapa Pantanal estão fazendo um trabalho de perícia. Após a conclusão eles devem fazer um relatório do caso que deve ser enviado ao Ministério Público Estadual (MPE) para as devidas providências. Os responsáveis identificados também responderão a processo administrativo no Ibama.

Fonte: Correio do Estado

​Read More
Notícias

Castrações ilegais podem causar a morte de animais

Em carta publicada esta semana na Gazeta do Sul o mecânico Airton Andres alertou a população para castrações ilegais de cães em Santa Cruz do Sul (RS). As denúncias estão sendo investigadas pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e pela Vigilância Sanitária do município.
Foto: Ag. Assmann/Rodrigo Assmann

Atraído por um preço atrativo, de R$ 80,00, o mecânico contratou o serviço de dois veterinários, indicados por uma casa agropecuária e que fizeram a castração de dois cães (fêmeas) nos fundos da sua residência, sem cuidados com a assepsia. Os profissionais seriam de outro município e viriam a Santa Cruz semanalmente para atender os clientes do estabelecimento.

Logo depois dos procedimentos, as suturas, feitas com linha de pesca, infeccionaram e as cachorrinhas Cindi, daschund, e Lessi, SRD, quase morreram. Elas precisaram ser internadas em uma clínica, onde ficaram por quase dez dias em tratamento. Revoltado, Andres denunciou o caso à Polícia Civil, ao Ministério Público e ao CRMV, além de mover processo contra os veterinários e a agropecuária.

O coordenador da Vigilância Sanitária da Prefeitura, veterinário Paulo César Rutkowski, confirmou a denúncia e disse que não foi a primeira envolvendo os dois profissionais. No entanto, como o caso não ocorreu dentro de um estabelecimento, o setor não pôde agir. “Nós recomendamos a realização do boletim de ocorrência na Polícia Civil e a denúncia à promotoria e ao CRMV.”

Ética

Rutkowski esclareceu que não é permitida a realização de cirurgias a céu aberto ou em domicílio. Frisou que qualquer procedimento desse tipo só pode ser feito em sala exclusiva e apropriada, com equipamentos esterilizados e adequados, em locais licenciados pela vigilância.

Destacou que os dois veterinários feriram a ética profissional. Explicou que, por terem passado por uma universidade, conhecem os procedimentos legais para uma cirurgia. Como agiram fora das normas, disse que estão lesando os clientes. “Quem contrata o serviço de um profissional tem a expectativa de que ele irá atuar dentro dos padrões técnicos e éticos.”

Desconfie do preço baixo

Conforme Paulo Rutkowski, os tutores de animais devem desconfiar de “promoções”. Explicou que a castração de uma cadela de porte médio, com todos os cuidados recomendados pelo CRMV, custa entre R$ 250,00 e R$ 300,00. De um macho, o preço médio é de R$ 150,00. Avaliou que uma castração por R$ 80,00 não estará respeitando as normas técnicas e de assepsia. Só o frasco de anestesia custa R$ 70,00 em uma casa veterinária.

O coordenador da vigilância disse que uma cirurgia feita sem os cuidados necessários poderá levar o animal à morte. Pela forma como teriam agido os alvos de denúncia, Rutkowski diz que até duvida se realmente são veterinários. Lembrou que, em algumas localidades, é comum a existência de “práticos”, que acabam causando danos irreversíveis em muitos procedimentos.

Fonte: Gaz

​Read More
Notícias

Apreensões dobram na região de Sorocaba (SP) em dois anos

Números da polícia mostram crescimento no 1º trimestre deste ano em relação a igual período de 2009

A quantidade de animais silvestres apreendidos em ocorrências de tráfico dobrou na região de Sorocaba em dois anos, se comparado o primeiro trimestre deste ano em relação a igual período de 2009. Os dados são do 1º Batalhão da Polícia Ambiental, que atende 77 municípios da região sul-paulista e graças à parceria com a Polícia Rodoviária tem conseguido aumentar a eficiência no combate a este tipo de crime.

Pássaros são os principais alvos dos traficantes. Muitos animais precisam de reabilitação antes de voltarem para a natureza. Foto: Erik Pinheiro/ CS

Nos primeiros três meses deste ano, foram apreendidos 1.163 animais, o que representa um aumento de 106% em relação ao primeiro trimestre de 2009, quando foram apreendidos 564 exemplares da fauna brasileira. Para comprovar a tendência de aumento do número de apreensões, o ano de 2010 também apresentou elevação em relação ao ano anterior. No primeiro trimestre do ano passado, foram apreendidos 749 animais.

Por outro lado, quando comparados os números consolidados do ano todo, 2010 teve menos apreensões que 2009. Em números reais, foram capturados 2.532 animais no ano passado, enquanto que em 2009 foram 2.821.

A maior parte desse número refere-se a aves, principalmente aquelas que possuem canto harmonioso, por serem facilmente capturadas e transportadas ilegalmente. Outros animais como sagui e tatu também são apreendidos, porém o número é bem inferior, segundo o capitão Marco Aurélio Venância. No ano passado, foram 2.455 aves apreendidas e outros 77 animais.

No último domingo, 810 canários da terra foram apreendidos na rodovia Castello Branco. As aves estavam engaioladas, dentro de um porta-malas de veículo que vinha do Mato Grosso com destino a São Paulo. Duas pessoas foram indiciadas e responderão pelo crime em liberdade.

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que só no Brasil são traficados cerca de 38 milhões de animais por ano, o que movimenta algo em torno de R$ 2,4 bilhões. Essa modalidade de tráfico já é a terceira maior do mundo, ficando atrás apenas do tráfico de entorpecentes e do tráfico de armas.

O capitão Venância fala que as rodovias Raposo Tavares e Castello Branco são as principais rotas da região para o transporte ilegal. Os criminosos capturam os animais nas regiões Norte e Nordeste e revendem no eixo Rio-São Paulo, onde já têm compradores certos. O capitão da Polícia Ambiental comenta que é necessário localizar esses compradores, pois a fiscalização dentro das matas onde os animais estão sendo capturados é muito difícil. “Os órgãos de fiscalização pegam apenas a ponta do iceberg”, coloca.

Traficar é crime

Os animais silvestres podem ser criados em cativeiro com uma autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), porém a diferença do preço do animal traficado para o animal com autorização é bem diferente.

E é justamente essa diferença que alimenta o tráfico, já que as pessoas acabam comprando os pássaros no chamado “mercado negro”, por preço mais barato. Elas esquecem, no entanto, que portar um animal ilegalmente é crime ambiental, com pena prevista de seis meses a um ano de detenção, além de multa de R$ 500 por animal apreendido.

Para o médico veterinário Rodrigo Teixeira, o aumento no número de apreensões no início deste ano aponta uma melhora no patrulhamento da Polícia Ambiental. “Ou o tráfico cresceu ou a polícia melhorou, e eu prefiro apostar no segundo”, brinca.

Devolver ao habitat

O Batalhão da Polícia Ambiental busca soltar a maioria dos animais apreendidos. No ano passado, dos 2.532 animais apreendidos, 2.334 “voltaram para casa”. O capitão Venância comenta que por causa dos maus-tratos sofridos no transporte, muitos animais não conseguem voltar ao seu ambiente de origem.

O veterinário Rodrigo Teixeira lembra que é preciso ter uma série de cuidados para soltar os animais no meio-ambiente. “Para devolver o animal ao seu habitat é preciso saber de onde ele é, se tem alguma doença e se ele pode sobreviver. As pessoas acham que é fácil, mas eu não posso soltar sem mais nem menos”, comenta. Teixeira conta que muitos animais são cegados na captura para torná-los mais dóceis.

O apelo do capitão da Polícia Ambiental é para que as pessoas tenham consciência e não comprem animais de origem suspeita. “O animal que é traficado tem 40% menos de vida, pois não exerce mais a sua função dentro do meio-ambiente. A população tem que lembrar que tráfico de animais é crime e passível a processo”, completa.

Fonte: Cruzeiro do Sul

​Read More