Colunistas, Desobediência Vegana

Finanças para mulheres ativistas – parte 2

Amor próprio e respeito por si mesma são as bases para começar qualquer mudança de hábito. No caso da economia, a preocupação com o meio ambiente e com os animais ajudam também. Pois, pelo exemplo dos países desenvolvidos, onde há melhorias para a população, para o ambiente e para os animais, o nível de vida se eleva de maneira surpreendente para todos os envolvidos.

Já nos países onde cada um quer levar vantagem, roubar nas pequenas coisas e nas grandes, vemos que a pobreza não atinge somente os mais pobres, acaba atingindo a todos.

Segue uma continuação de dicas que aprendi com a vida e com pessoas que admiro:

4- Não invista todos os seus recursos num só tipo de investimento. Pesquise sobre as diversas opções de investimento e tenha coragem de ousar. Os homens tem! Leia sempre e muito sobre o tipo de investimento que lhe interessa. Nunca assine nada sem ler. A poupança é a forma de investimento mais segura e preferida dos brasileiros, mas existem formas mais rentáveis. Essas formas tem impostos, portanto pesquise bem, mas arrisque
um pouco. Conforme a idade aumenta, o risco deve ser cada vez menor. Mas vale pelo menos pensar na idéia e consultar as fontes disponíveis, internet especialmente e tentar rentabilizar da melhor forma seu dinheiro.

Não confie totalmente no gerente do seu banco, pois ele pode oferecer produtos pensando mais no banco do que em você.

5- Pense positivo. Dinheiro não é coisa do mal, ao contrário. Com ele podemos ter liberdade, se soubermos o que é isso. Só uma pessoa madura sabe lidar com dinheiro e isso não é fácil, mas não é motivo para fugirmos dele. Ele é necessário e abre portas em qualquer lugar do mundo. E por mais que hipócritas falem contra o dinheiro, ninguém vive sem. A sociedade se fundamenta nele e não vejo mal nenhum nisso. Outras coisas sim precisam ser mudadas, mas para isso também precisamos de dinheiro e distribuição de renda.

Alguns reacionários da classe média são os primeiros a chiar, quando o Governo distribui melhor a renda (Governo Lula foi o pioneiro nisso, reconhecido internacionalmente), coloca meios de acesso ao trabalho e cotas para auxiliar quem tem dificuldade. Essa mesquinhez não leva a nada, pois um país de miséria afeta a todos, inclusive os mais ricos.

6- Assim como você reserva um tempo para cuidar de uma coisa que você acredita, reserve um tempo para cuidar do seu dinheiro. Isso significa conferir o próprio salário, saldos e extratos do banco, controlar as despesas e se controlar.

7- Ajude sempre. Invista nas causas que acredita. Colabore com quem ajuda os animais. Compre de pessoas que, como você, também trabalham na causa pelos animais. Conheci gente da causa animal que montou negócio, mas seus clientes, na sua maioria, não eram ativistas pelos animais. Onde estão indo os ativistas? Para quem estão dando seu dinheiro? Ajude grupos que fazem produtos veganos, sem lactose, sem ovos, sem produtos de
origem animal. Estes comerciantes entram num negócio promissor, mas precisam do apoio de nós consumidores interessados nestes produtos.

Compre de lojas que possuem produtos sintéticos (de tecido, reciclados, couro vegetal, etc) e fale para todos onde encontrar estes produtos.

Estas atitudes fazem a diferença para um mundo novo, onde cada um de nós está investindo tempo e dinheiro para mudar o cenário atual. Talvez não conseguiremos abolir o sofrimento e exploração total, mas ao menos colocaremos mais opções e mostraremos às pessoas que existem alternativas e que são ainda melhores e mais saudáveis para si e para o ambiente.

Recentemente li sobre trabalho escravo nas lojas Zara. Infelizmente o Brasil é palco para este tipo de exploração. Jamais permita que sua grana entre num negócio sujo. Saiba sempre onde está indo seu dinheiro. A moda no Brasil é marcada por trabalho escravo e exploração de funcionários, recursos naturais e animais. Cuidado para não patrocinar isso.

8- Tenha uma vida frugal. Boa parte dos milionários levam uma vida frugal, discreta. O que vemos de luxo e absurdo é somente a ponta do iceberg. Muita gente vem adotando esse estilo de vida, seja por segurança, pois ostentação só gera inveja e violência. Seja por questões de princípios, como a preocupação com o meio ambiente, dar bom exemplo aos filhos, aproveitar o instante e aproveitar tudo o que temos.

Muita gente tem muita coisa, mas não curte, não aproveita. Compra e esquece. Aproveite tudo o que tem, não deixe nada guardado. Dê para alguém, recicle, jogue fora, mas viva o que você tem. Isso além de economia, nos ensina o valor de viver no presente.

9- Por fim, ajude financeiramente grupos que trabalham e fazem coisas que você não faz. Não importa o porquê de você não fazer, se é por falta de tempo, falta de vontade, coragem, etc. O fato é que muitas pessoas só reclamam, lamentam e criticam, mas elas não fazem absolutamente nada para mudar. Não seja mais uma ‘reclamação ambulante’. Aja proativamente. Deposite uma quantia, entregue pessoalmente, todos os meses. Não
adianta ajudar só no natal. Os grupos dependem de doações e todos os dias há demandas inacreditáveis. Só quem já esteve nesse meio sabe o que é.

Para os curiosos, escrevi somente para as mulheres, pois senti vontade de escrever para todas elas e fazer deste artigo um lembrete para mim mesma.

Dicas de sites:
http://www.blogdoinvestidor.com.br/

http://www.financasforever.com/

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Colunistas, Desobediência Vegana

Finanças para mulheres ativistas – parte 1

Brigitte Bardot canalizou sua beleza, fama e dinheiro em beneficio dos animais.

Entender de finanças sempre foi uma tarefa atribuída aos homens e são eles que dominam o mercado financeiro.

Ultimamente muitas mulheres estão encarando a tarefa de ler sobre o assunto e, quem sabe, investir.

Eu sou uma delas. Como as mulheres têm expectativa de vida mais longa e um potencial de consumo estratosférico, nada melhor do que um planejamento detalhado e coragem de encarar números, contas, organizar sua vida.

Tempos atrás nem conferia o quanto eu ganhava. Mas aprendi com meu pai a valorizar o dinheiro e usar em coisas que promovam o bem.

Como ativista pelos direitos animais, sempre ouço das pessoas frases de comoção, de que adorariam ajudar mas não podem etc.

Os grupos e ONGs, na sua grande maioria, contam com ajuda financeira de voluntários, e não raro acontece de um grupo estar na penúria, por falta de dinheiro. Se falta mão de obra, imagina quando pesa no bolso?

A proposta aqui, nada modesta e nada original, é colocar algumas dicas sobre finanças para quem deseja ajudar não só com seu empenho, mas com dinheiro, que é fundamental.

1- Sugiro que as mulheres coloquem sempre no papel suas despesas; é uma dica velha, mas vem a calhar quando o assunto é fazer seu dinheiro render.
Há diversos sites na internet que ensinam um modo prático de fazer isso, mas um bloco de notas na bolsa ajuda muito.
Pesquise preços, confira prioridades, avalie a necessidade de tudo o que comprar.

2- Controle o impulso de comprar tudo. O mundo é voltado para as mulheres, para que elas comprem cada vez mais.
Conheço gente que gasta fortunas em tratamentos de beleza que não fazem efeito algum.

A belíssima Brigitte Bardot em seu livro de memórias conta que jamais faria plástica, pois seu dinheiro será todo empregado na luta pelos direitos animais.

Ela tem um instituto de defesa dos animais na França e é um exemplo para todas as mulheres. Um fator importante é a falta de exemplos femininos nessa área, mas pesquisando encontraremos boas inspirações.

3- Poupe uma quantia todos os meses, pague-se em primeiro lugar. Isso significa depositar uma quantia qualquer em seus investimentos, poupança etc. Antes de comprometer esse dinheiro com contas diversas. As mulheres devem pensar no futuro e conciliar o presente com o que esperam do amanhã. Isso significa a difícil tarefa de viver bem o presente e assegurar um bom futuro. É um desafio, mas quem não quer tentar conquistar esse prêmio do bem viver?

Outra sugestão é nunca depender de ninguém. E cuidar do próprio dinheiro é garantir a independência.

Todos os sites sobre finanças têm artigos ótimos sobre questões importantes, como, por exemplo, qual a real necessidade de se ter um carro? Casa própria?

Cada um sabe de suas necessidades, mas em vez de já ir fazendo um longo financiamento sobre um bem que comprometerá infinitos meses de seu trabalho, que tal pensar numa forma diferente? Economizando para mais tarde comprar o  item à vista e com um ótimo desconto?

Muitas vezes um aluguel barato em um bom local vale muito mais do que empenhar uma grana forte num financiamento que se prolonga pela eternidade. Sem planejamento não dá.

A questão do carro ainda é mais delicada, pois vivemos numa época em que ter carro significa ficar horas no trânsito e não representa mais o conforto que um dia representou. É um bem que gera muitas despesas e só deveria ter quem realmente necessita dele. Mas no Brasil a produção e venda a cada dia aumentam mais. Com isso o trânsito está cada vez mais lento, a poluição aumentando mais e a falta de educação no trânsito está gritante.

É algo a ser repensado com urgência.

Para quem tem filhos imagino que a preocupação com o futuro deva ser mais urgente, e uma economista sugeriu, certa vez, que a mulher que tem filhos deve primeiramente investir em si mesma, pois assim ela poderá ajudar-se e ajudar seus filhos. Pois a mulher que investe somente nos filhos e não em si poderá depender deles e nem sempre eles terão condições de ajudar, ou mesmo podem não querer ajudar, como muitas vezes acontece. Filhos são feitos para o mundo, mudam de país, somem do mapa. Como eu sempre digo, é sempre bom ser independente!

Uma boa formação, muita leitura e informação sobre finanças podem garantir um bom futuro para as mulheres. Assim esperamos.

Continuação em breve…

Dicas de sites:

Fundação Brigitte Bardot http://www.fondationbrigittebardot.fr

Elas e lucros – finanças para mulher http://elaselucros.blog.uol.com.br/

Livro: O sexo oculto do dinheiro: formas de dependência feminina.  Coria, Clara. Ed. Rosa dos Tempos.

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