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Primeiro curso de especialização em Direito Animal à distância está com matrículas abertas

O Centro Universitário Internacional (UNINTER) está com inscrições abertas para o primeiro curso de especialização em Direito Animal à distância. A pós-graduação lato sensu, promovida em ambiente totalmente virtual, é uma parceria da UNINTER com a Escola da Magistratura Federal do Paraná (ESMAFE-PR).

(Foto: Pixabay)

O curso surgiu a partir da iniciativa do jurista Prof. Dr. Vicente de Paula Ataíde Junior, que apresentou um projeto sobre o tema para a ESMAFE. Ataíde Junior também foi responsável pela proposta que levou a incorporação de uma disciplina denominada Tutela Jurisdicional dos Animais ao currículo da Universidade Federal do Paraná (UFPR), após aprovação do Conselho Setorial do Setor de Ciências Jurídicas. A disciplina formou sua primeira turma no final do primeiro semestre de 2019.

No caso da pós-graduação da UNINTER, o jurista considera que a construção do Direito Animal no Brasil é um passo histórico e que o curso integralmente na modalidade de Ensino à Distância (EAD) aumenta “o acesso ao conhecimento das instituições de Direito Animal, ampliando-se a sua difusão, seu reconhecimento e sua autonomia científica. Alunos de todos os cantos do Brasil – e do Mundo! – poderão formar-se em Direito Animal, tornando-se especialistas e coautores da elaboração dogmática desse novo ramo jurídico”.

Ataíde Junior lembrou também que a interdisciplinaridade é característica intrínseca do Direito Animal e que, por isso, o curso não se destina apenas a graduados em Direito. “É aberto a todos os graduados em Medicina Veterinária, Zootecnia, Ciências Biológicas e em todas as áreas do saber que se relacionam com animais”, explicou. O início das aulas está previsto para o dia 08 de julho de 2019.

“O curso foi planejado de modo a fornecer ao aluno uma ampla visão de todos os principais temas relacionados com o Direito Animal. Desde os seus fundamentos históricos e filosóficos até a sua estruturação dogmática. A tutela jurídica dos animais é analisada nos planos constitucional, penal e processual, sem descurar das notícias do direito comparado. Um módulo especial, chamado direito animal especial, trata das grandes questões envolvendo a vulneração dos direitos fundamentais animais: indústria, experimentação científica, caça de animais silvestres, cultura e entretenimento, além da peculiaridades envolvendo animais domésticos”, completou o jurista.

De acordo com Ataíde Junior, pensadores e profissionais da área, não apenas vindos do Direito, mas também da Medicina Veterinária, integram o curso, que tem o próprio jurista como coordenador pedagógico.

O objetivo do curso é capacitar para a defesa dos animais em juízo, permitindo que surjam novos especialistas na área. “O Direito Animal aponta para um sonho: vida digna para todos, independente da espécie. Para participar dessa luta – a luta pelos mais indefesos – é preciso capacitação adequada”, disse Ataíde Junior.

O jurista explicou ainda que o Direito Animal é um conjunto de regras e princípios que estabelece direitos fundamentais aos animais não-humanos, independentemente da função ambiental ou ecológica de cada um deles. “Como ramo jurídico autônomo, emancipa-se do Direito Ambiental ao conceber os animais não-humanos como indivíduos conscientes dotados de dignidade própria e, por conseguinte, titulares de um catálogo mínimo de direitos fundamentais: os direitos fundamentais de 4ª dimensão”, afirmou.

“No Brasil, o Direito Animal positiva-se a partir do dispositivo constitucional que proíbe a crueldade contra animais (art. 225, §1º, VII, CF), do qual se extrai o princípio da dignidade animal, eixo central da sua construção dogmática. Como campo jurídico novo, o Direito Animal, com sua pretensão contínua de reconhecimento, espraia-se pelos currículos das mais renomadas faculdades de direito”, acrescentou.

Confira um vídeo feito pelo Prof. Ataíde Junior sobre a pós-graduação:


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Fiozcruz lança pós-graduação sobre alternativas aos testes em animais

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) irá abrir neste ano a primeira turma da pós-graduação lato sensu em Métodos Alternativos ao Uso de Animais de Laboratório. As aulas serão realizadas no campus Manguinhos, no Rio de Janeiro e serão oferecidas pelo Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB).

O curso é voltado para profissionais graduados nas áreas das ciências da saúde e agrárias e terá carga horária total de 480 horas, com duração de 12 meses. As aulas serão realizadas durante uma semana a cada mês.

Foto: Pixabay

 

As inscrições serão realizadas de 6 a 31 de maio e o início das aulas está previsto para agosto de 2019. As informações são do site oficial da Fiocruz.

A pós-graduação foi criada em parceria entre a Fiocruz e o Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos (BraCVAM). O objetivo da especialização é formar profissionais capacitados a desenvolver, divulgar e aplicar novos procedimentos em pesquisa e ensino que substituam ou reduzam a exploração de animais em experimentos científicos.

“Até hoje, a maior parte da formação nessa área acontece por meio de cursos avulsos ou limita-se a disciplinas específicas de cursos de pós-graduação. Essa especialização vai focar exclusivamente no tema dos métodos alternativos, visando fortalecer a pesquisa e mostrar o potencial do Brasil nesta área”, ressalta o pesquisador Octavio Presgrave, coordenador do BraCVAM. O profissional é também responsável por coordenar a nova pós-graduação, em parceria com Etinete Gonçalves, coordenadora de ensino do ICTB/Fiocruz.

“É um curso pioneiro no Brasil, e ainda desconhecemos a existência de uma especialização como essa em outros países. Também haverá foco na área educacional, visando a substituir o uso de animais em graduações de medicina veterinária, biologia e zootecnia”, destaca Etinete.

Nos últimos vinte anos, a Fiocruz tem buscado métodos alternativos para reduzir ou substituir por completo a exploração de animais em pesquisas. Em 2016, quando criou o mestrado profissional em ciência em animais de laboratório, também oferecido pelo ICTB/Fiocruz, a Fundação deu mais ênfase a uma formação com base no princípio internacional dos 3R’s, que são, em inglês: redução, refinamento e substituição de animais na ciência, com foco no bem-estar animal e na criação e implementação de métodos alternativos.

“O novo curso será de grande importância estratégica para toda a Fiocruz, pois estaremos na vanguarda dessa modalidade, proporcionando pesquisas que utilizam essas novas metodologias e que têm se mostrado extremamente promissoras na substituição de animais de laboratório, colaborando para o fundamento dos 3R’s”, avalia a vice-diretora de ensino e pesquisa do ICTB/Fiocruz, Fátima Fandinho.

A especialização terá disciplinas de ciência em animais de laboratório, métodos alternativos na experimentação e na educação, boas práticas em laboratório, biossegurança e cultivo celular, metodologia de pesquisa, legislação e bioética, entre outras.

O edital para inscrição será publicado nos próximos meses no site www.ictb.fiocruz.br. Mais informações pelo e-mail ensino.ictb@fiocruz.br ou telefone (21) 3194-8452.

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Advogado cria pós-graduação em direitos animais em homenagem póstuma a cães

O advogado Marcelo Turra, que é coordenador do Núcleo de Prática Jurídica das Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA), professor de Direito e ativista pelos direitos animais, decidiu homenagear dois cachorros tutelados por ele, que morreram em 2017, criando um curso de pós-graduação em Direito dos Animais, organizado em parceria com o também advogado Daniel Braga Lourenço, que, segundo Turra, “é um dos maiores advogados da área dos direitos animais do país” e colaborou com o projeto de forma essencial, permitindo que a pós-graduação fosse organizada em curto espaço de tempo. As aulas são ministradas nas dependências da FACHA, no município do Rio de Janeiro.

Marcelo, Fubá e Zeca (Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal)

“Idealizei essa pós-graduação no final do ano passado por conta do falecimento dos meus cães Zeca e Fubá em meados de outubro. Os dois faleceram em um lapso de tempo muito curto entre um e outro e como forma de amenizar a minha dor, idealizei a pós”, contou Turra. “Num primeiro momento nós pensávamos que ela era a única do Brasil, logo em seguida a gente descobriu que ela não é a primeira do Brasil, mas sim a primeira da América Latina”, completou.

Atualmente, a pós-graduação conta com 11 alunos matriculados, que finalizam o curso em outubro de 2019. No momento, inscrições estão abertas através do site oficial da FACHA. Os alunos da segunda turma iniciarão as aulas em março do próximo ano.

Pós-graduação está com inscrições abertas (Foto: Divulgação)

“Nossa equipe de professores é a mais renomada em matéria animalista do Brasil. São vários módulos durante 19 meses, todos os sábados ininterruptamente. O curso é presencial. Tivemos procura do país inteiro, mas infelizmente a pós-graduação é presencial”, explicou Turra. “O curso tem disciplinas de fundamentação teórica e metodológica nas áreas de ética e do direito e disciplinas voltadas à análise de problemas reais e casos práticos envolvendo a sociedade, o meio ambiente e os animais, fazendo com que os profissionais possam ficar atualizados e qualificados para essa questão animal. O curso pretende oferecer as bases teóricas para compreensão da relação entre homem e animal”, acrescentou. Entre as disciplinas ofertadas pela pós-graduação, Turra ressalta o que ele classifica como algo inovador, que é uma matéria que aborda a espiritualidade dos animais.

“Tudo foi feito, pensado, planejado com o maior carinho em memória dos meus dois cães e em homenagem a todos os animais não humanos”, concluiu Turra.

Primeira turma da pós-graduação (Foto: Divulgação)
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Nutrição vegana é tema de pós-graduação inédita em Recife (PE)

Veganismo
Divulgação

As aulas da primeira turma, segundo a instituição, vão acontecer um fim de semana por mês, sábado e domingo, das 8h às 17h. A mensalidade custa R$ 575 ou R$ 402, com desconto, no caso de pessoas filiadas à SVB.

Na grade curricular, aulas teóricas e lições práticas de culinária e atendimento clínico. “Apresentar subsídios aos profissionais da nutrição para atender pacientes veganos e aqueles que desejam adotar a alimentação e formar base para uma ação transformadora da realidade, que possa atuar de maneira mais consciente, ética e sustentável sobre os impactos da alimentação em nossa sociedade” são alguns dos objetivos do curso, segundo a FSH.

No corpo docente estão profissionais do Brasil inteiro, todos com mestrado e especialização na área, entre eles: Ana Ceregatti (SP), Ana Paula Magalhães (PE), Camila Mercali (PR), Denise Bacelar (PE), Diego Guedes (PE), Eric Slywitch (SP), Gabriella Andrade (RJ), Luiza Savietto (SP), Marcela Brecailo (PR), Marise Berg (SP), Mayara Brasil (PE), Melissa Pepper (SP), Natalia Chede, Esp. (PR), Natália Werutsky (SP), Paula Gandin (SP), Pierre Felix (PE) e Silvana Portuga (MG), Thaisa Navolar (SC), Tiago Barreto (PE).

Eles vão auxiliar os alunos em aulas expositivas, atividades práticas de atendimento clínico e gastronomia, com “foco no exercício do diálogo e debate de ideias”. Analisar criticamente literatura técnico-científica especializada também está na programação. Entre as disciplinas ministradas no curso está “Alimentação viva”, “Práticas integrativas – Ayuvédica, antroposofia e vegetarianismo”, “Planejamento de cardápio”, Prescrição nutricional e atendimento clínico”, “Nutrição na gestação e na infância”, “Nutrição estética” e “Interpretação de exames”.

Fonte: Folha Pernambuco

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Faculdade brasileira lança primeira pós-graduação em nutrição vegetariana

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Divulgação

A forma como nos alimentamos (e de que jeito ela impacta em nossa saúde e na saúde do planeta) é uma preocupação cada vez maior da sociedade moderna. Dietas alimentares como o vegetarianismo, veganismo e crudivorismo ganham cada vez mais espaço e, com elas, surge a necessidade de profissionais capacitados para orientar os adeptos desses movimentos.

De olho nessa tendência, a Faculdade de Santa Helena, localizada em Recife, lança a primeira pós-graduação do Brasil focada em nutrição vegetariana. Voltado para nutricionistas, médicos e demais profissionais da área da saúde, o curso foi montado em parceria com a Sociedade Vegetariana Brasileira.

Entre as disciplinas da especialização estão:
– Nutrição vegetariana para atletas;
– Nutrição vegetariana para gestantes e crianças;
– Interpretação de exames;
– Planejamento de cardápio;
– e Práticas fitoterápicas integrativas. Todas ministradas por especialistas no assunto!

E, se você mora longe, uma boa notícia: com duração de um ano e meio, o curso terá aulas sempre aos fins de semana e uma única vez no mês. Assim já facilita um pouco a participação daqueles que não moram na cidade de Recife.

Animou? A primeira turma da pós-graduação começa em setembro. Mais informações podem ser obtidas por e-mail (fsh@fsh.edu.br).

Fonte: The Greenest Post

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Pesquisa revela lacunas nos sistemas de conservação da fauna

Foto: Reprodução/ EPTV
Foto: Reprodução/ EPTV

Uma radiografia sobre a formação dos pesquisadores e os estudos em conservação da biodiversidade no Brasil, realizada pela analista ambiental Márcia Gonçalves Rodrigues, do Instituto Chico Mendes (ICMBio), apontou a necessidade de o governo federal, em parceria com seus ministérios, estabelecer um programa definitivo capaz de favorecer as pesquisas e as intervenções na área.

A pesquisadora analisou 25 programas de pós-graduação em ecologia reconhecidos pela Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Foto: Reprodução/EPTV
Foto: Reprodução/EPTV

Um dado que chamou bastante a atenção da pesquisadora foi o de que apenas 14 trabalhos (1,5% do total) se dedicaram à pesquisa de espécies de fauna e flora ameaçadas de extinção.

“O Brasil é detentor do maior número de espécies no mundo, mas o volume de pesquisas ainda é muito restrito”, observou.

Para Márcia, além da ampliação da consciência das pessoas, a mídia tem um papel extremamente importante, principalmente a televisão, uma vez que é visível o aumento do número de programas que abordam a questão ambiental.

“É necessário, portanto, trabalhar tanto o lado educacional quanto a construção de um pacto social para a conservação da biodiversidade do país”, concluiu.

Fonte: EPTV

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