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Porto de Galinhas: um paraíso para os turistas, um inferno para os animais!

Thais
thafl@hotmail.com

Porto de Galinhas é uma badalada vila de praia do município de Ipojuca, estado de Pernambuco. Um lugar extremamente lindo! Isso é incontestável.

Porém, a falta de respeito com os animais abandonados é chocante. A cada esquina há cachorros magros e debilitados, naquele calor infernal sem o mínimo de atenção e sequer um pote de água para matar a sede. Na orla da praia também há vários animais, especialmente grávidas atrás de uma migalha de comida.

E não pensem que eram só cachorros. Inúmeros gatos estão definhando nas vielas de Porto de Galinhas.

Segundo o dono de uma banca de jornais  da região, simplesmente não existe nenhum apoio ou controle de zoonoses no local. O mais próximo é no centro de Ipojuca, que fica há cerca de 40 km de distância e claro, sendo somente clínica veterinária paga. Ou seja, se algum animal for atropelado, morre sem ajuda alguma porque as pessoas parecem passar por esses animais sem enxergar que são pobres seres vivos dependentes de afeto e atenção humana. São muitos animais nesta situação. De cortar o coração.

Se ao menos houvesse um plano de castração. Esses pobres seres vivem de forma desprezível. E isso não vai acabar nunca porque as fêmeas vão sempre continuar a procriar. A tendência é piorar na verdade.

Isso tudo continuará acontecendo até que algum governante do estado do Pernambuco se dê conta dessa triste realidade, de um lugar tão bonito mas que trata tão mal os animais.

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Barragem ameaça crustáceo que corre risco de extinção, em PE

A descoberta de uma espécie de crustáceo ameaçada de extinção na área onde será construída barragem no Rio Ipojuca deve dar o tom das discussões de audiência pública para discutir o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) da obra, na sexta (16), às 9h, no Hotel Armação, em Porto de Galinhas (PE).

A espécie rara é encontrada na área que vai ser inundada pela barragem. Foto: Divulgação

Trata-se Macrobrachium carcinus, conhecido como pitu. O animal é um dos 238 animais que figuram na Instrução Normativa nº 5, do Ministério do Meio Ambiente, de 21 de maio de 2004, conhecida como Lista Nacional das Espécies de Invertebrados Aquáticos e Peixes Ameaçadas de Extinção.

A barragem, que vai inundar uma área de 604 hectares no Engenho Maranhão, abastecerá o Complexo Industrial e Portuário de Suape a as praias do Litoral Sul, de Nossa Senhora do Ó a Toquinho.

O Rima, disponível no site da CPRH, não cita que o pitu está na lista de espécies ameaçadas. Segundo Petrônio Coelho, especialista em crustáceos, na fase de larva o pitu se desenvolve no estuário, retornando para o rio quando adulto. “Se o curso da água é interrompido, esse movimento migratório não será mais possível e o pitu desaparecerá do Rio Ipojuca”, prevê.

Fonte: JC Online

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Ecoturismo pode provocar extinção de espécies em Porto de Galinhas (PE)

O movimento intenso de turistas que buscam sol e paisagens paradisíacas na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca (litoral sul de Pernambuco), tem provocado danos ambientais à região.

Parte da fauna marinha dos recifes vem sendo destruída em razão do ecoturismo desenfreado, conforme estudo da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).

Os trechos de recifes onde o acesso é livre (7% do total) apresentaram redução de 55% na quantidade de animais que vivem em meio às algas, segundo a bióloga Visnu Sarmento, 25, que estudou o tema durante o mestrado.

Ainda segundo a bióloga, a passagem de turistas sobre os recifes provocou diminuição de 11% entre as espécies de microcrustáceos -pequenos animais, parentes distantes de camarões e siris, que servem de alimento para os peixes dos recifes.

Jangadeiros e turistas pisam em coral em Porto de Galinhas (PE) danificando. (Foto: Joel Silva/Folhapress)

Cerca de 800 mil pessoas visitam a praia todos os anos para conhecer as águas cristalinas das piscinas naturais e as bancadas de recifes – cartões-postais do local.

Por R$ 15, é possível ir de jangada até os recifes, para caminhar sobre as formações calcárias e mergulhar em meio a peixes coloridos e cavalos-marinhos. Na maré baixa, o programa pode até ser feito a pé.

“A continuidade da exploração agressiva do turismo pode provocar a extinção de espécies nos recifes de Porto de Galinhas. A longo prazo, também pode levar a um desequilíbrio na cadeia alimentar da fauna local”, afirma.

Os recifes danificados levam até 200 anos para se recuperarem totalmente.

Pesquisadores da UFPE pisotearam por três dias uma faixa de recife protegida. Após três meses sem nenhum contato humano, o local apresentou os mesmos índices de quantidade de animais e espécies anteriores.

Para a bióloga, o rodízio dos passeios em diferentes pontos dos recifes é uma medida simples para amenizar o impacto do turismo.

Fonte: Folha

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