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Prefeitura do RJ inaugura castramóvel para esterilizar animais de comunidades

Foto: Hudson Pontes/ Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou o “ônibus castramóvel”, que será responsável por levar profissionais da medicina veterinária até as comunidades da cidade, castrando os animais.

As cirurgias serão feitas por uma equipe da Subsecretaria de Bem-Estar Animal dentro da unidade-móvel de saúde, que conta com centro cirúrgico adaptado.

O ônibus foi inaugurado na última segunda-feira (8) graças à lei 6351/2018, de autoria do vereador Luiz Carlos Ramos Filho, que institui o serviço como forma de facilitar o acesso à castração por parte dos moradores das comunidades.

“O castramóvel terá corpo médico, medicamentos e insumos para os procedimentos. Oferecendo castração gratuitamente, nós estamos combatendo também o abandono”, disse ao G1 Roberto de Paula, subsecretário de Bem-Estar Animal.

Os veterinários irão atender mais de 40 animais por dia. Para ter acesso ao atendimento, o tutor deve baixar o aplicativo “Bicho Rio – Subem” e agendar a cirurgia, preenchendo dados como CPF, endereço, telefone e características do animal. No aplicativo, serão disponibilizadas datas e endereços de circulação do castramóvel. O objetivo do agendamento prévio, em tempos de pandemia, é evitar aglomerações de pessoas.

“A castração é um serviço essencial para o controle de natalidade dos animais e o castramóvel facilitará a oferta desse serviço nas áreas mais carentes. O castramóvel vai chegar nas comunidades, onde é grande o número de animais pelas ruas”, afirmou o vereador Luiz Carlos Ramos Filho.

A expectativa é de que cerca de 300 animais sejam castrados em cada região atendida pelo serviço. Os veterinários atenderão animais do Morro do Tuiuti, em São Cristóvão, no próximo dia 22 de junho. Para isso, o ônibus será levado à Cadeg.

As próximas comunidades atendidas pelo castramóvel são: Morro do Borel, Mangueira, Rocinha, Rio das Pedras, Cidade de Deus e Vila Kennedy.

Estimativas da administração municipal indicam que mais de 3 mil animais devem ser castrados por meio da unidade móvel. Em 2019, a prefeitura castrou 21.067 cães e gatos.

Os moradores do Rio de Janeiro também podem contar com cinco unidades de atendimento veterinário gratuito. Confira os endereços abaixo.

– U.S.M.V. Bonsucesso: Av. Brasil, esquina com a Rua Teixeira Ribeiro (passarela 9).
– U.S.M.V. Engenho de Dentro: Rua Dois de Fevereiro, 711 (Ao lado da Escola Especial Municipal Dr. Ulisses Pernambuco).
– U.S.M.V. Guaratiba: Fazenda Modelo – Estrada do Mato Alto, 5.620 (Ao lado do Posto de saúde Maia Bittencourt.
– U.S.M.V. Manchinha – Campo Grande: Estrada do Tingui – s/n – Praça da Oiticica.
– U.S.M.V. Thor – Bangu: Rua Sidney, altura do Nº97A – Praça Guilherme da SIlveira.


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Teresina (PI) pode ter castração de cães e gatos para população carente

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Uma parceria entre o Hospital Veterinário Universitário (HVU) da Universidade Federal do Piauí (Ufpi) e a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina poderá oferecer castração de cachorros e gatos a preços simbólicos à população de baixa renda. O serviço ainda não está definido, mas uma reunião entre as entidades já começou a discutir a melhor forma de controle de natalidade de animais em Teresina, que sofrem com o abandono.

De acordo com o diretor do HVU, o médico veterinário João Macedo, o Hospital poderá absorver a demanda de até 40 castrações por semana, cada uma a um custo de R$ 50. “Seria uma ação fixa para castrar os animais, machos e fêmeas de cães e gatos. O serviço auxiliaria principalmente a população de baixa renda”, informou.

A FMS informou que o convênio ainda tem muitos detalhes a serem definidos, mas que o foco está no controle de natalidade dos animais, que hoje sofrem com o abandono na capital piauiense em virtude da grande quantidade de nascimento de animais indesejados pelos tutores ou que se reproduzem nas ruas.

Membro da Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa), Isabel Moura disse que a ação é de extrema importância e que, por isso, a própria associação está buscando construir seu próprio Centro de Castração.

“Estamos buscando apoio com o objetivo de finalizar a construção de duas salas no centro cirúrgico do Centro de Castração. Queremos que seja possível realizar o procedimento de castração de pelo menos dez animais por dia”, disse.

Novas reuniões na próxima semana devem definir de que a forma a parceria vai acontecer e a partir de quando estará disponível à população.

Fonte: Cidade Verde

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CCZ de Campinas será obrigado a oferecer atendimento veterinário gratuito aos animais da população carente

Vicente da UPA
imprensa.vicentedaupa@gmail.com

Com 23 votos favoráveis, a Câmara Municipal de Campinas (SP) aprovou nesta quarta-feira (01/12), em segunda discussão, projeto de autoria do vereador Vicente da UPA (PV), que prevê o atendimento veterinário gratuito aos animais tutelados por pessoas de baixa renda. De acordo com a proposta, caberá ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) a responsabilidade pelo atendimento de consultas e encaminhamento dos animais aos procedimentos cirúrgicos, quando necessários. As despesas geradas por estas prestações de serviços correrão por conta de verbas destinadas à Secretaria de Saúde do município.

Segundo o vereador, a proposta vem em consonância com a orientação de governo do Executivo. “A Prefeitura diz que atende primeiro os que mais precisam. O nosso projeto é direcionado justamente a esta população à qual o prefeito faz menção, já que as pessoas carentes possuem animais de estimação e muitas vezes não têm condições de zelar por eles como deveria”, justificou Vicente.

Vicente Carvalho argumentou que o modelo de gestão atual onera as ONGs, já que o município não dispõe de um programa para atendimento dos animais que estão sob os cuidados da população de baixa renda, obrigando o terceiro setor a suprir esta carência. “As ONGs que militam em prol dos direitos dos animais acabam arcando com a responsabilidade do Poder Público, que dispõe de verbas orçamentárias para promover programas de apoio. O terceiro setor não tem recursos para este tipo de projeto, mas a Prefeitura tem. É para o Executivo que os cidadãos pagam impostos e é dele que devem cobrar o atendimento de suas necessidades. Não é certo que esta responsabilidade recaia sobre as ONGs que atuam por mera liberalidade e amor à causa”, declarou o vereador.

A proposta segue agora para a sanção do prefeito, Dr. Hélio de Oliveira Santos (PDT).

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‘Castramóvel’ da UFPR realiza primeiras cirurgias no PR

Além da castração, Unidade Móvel de Esterilização e Educação em Saúde da universidade também pretende conscientizar a comunidade sobre a tutela responsável de animais

A Unidade Móvel de Esterilização e Educação em Saúde (Umees) da UFPR, também conhecida como “Castramóvel”, promoveu na terça-feira (29), em Antonia, a segunda ação de castração gratuita de cães desde que entrou em funcionamento.

A primeira ação aconteceu cerca de três meses atrás, no campus Centro Politécnico, onde era grande a concentração de cães errantes. Depois disso, a unidade esteve nas cidades de Pinhais e São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Nas duas, porém, não foram realizadas intervenções cirúrgicas e a Umess se concentrou em trabalhos de educação a respeito da importância da tutela responsável de cães e gatos.

Depois do período eleitoral, a unidade deve começar a cumprir agenda em bairros da cidade de Curitiba, que serão definidos pela administração municipal. Ainda este ano deve fazer também mais uma visita a São José dos Pinhais, aí sim visando a castração dos animais.

Mais importante do que a castração, segundo a equipe da UFPR, é o processo de conscientização sobre a tutela responsável de animais, que também acompanha o projeto.

A Umees é, na verdade, mais uma fase de uma rede de projetos que está em prática há quatro anos. Ela inclui iniciativas de controle de zoonoses (doenças que afetam tanto animais quanto seres humanos) na região metropolitana, no litoral e na Apa do Iraí, além de um projeto de conscientização dos chamados “carrinheiros”, pessoas que vivem do recolhimento de material reciclável nas ruas da cidade e que geralmente têm cães de companhia. Todas visando levar informação à população, o que inclui visitas domiciliares em comunidades carentes e palestras em escolas de primeira à quarta série.

“Hoje, 70% das novas doenças que surgem são zoonoses”, informa o professor de Veterinária da UFPR e vice-coordenador da Umees, Alexandre Biondo.

Para o professor Felipe Wouk, coordenador da Umees, apenas a castração não resolve o problema. “Se você só castra o animal e não educa o tutor para a tutela responsável, para que mantenha o cão em casa, o animal vai voltar para a rua, onde vai continuar podendo transmitir doenças”, explica.

De acordo com o censo realizado em Antonina, existem cerca de cinco mil cães na cidade, um para quatro habitantes. Mas em Piraquara, segundo Biondo, o número chega a um cão para cada dois habitantes. Grande parte desses animais, afirmam os professores, são semidomiciliados (têm casa, mas passam grande parte do tempo perambulando pelas ruas, oferecendo riscos à comunidade). “Conscientizar a população a manter esses animais longe das ruas é uma questão de saúde pública”, diz Wouk.
Segundo ele, a castração é só mais um elo na cadeia de informação e conscientização. Biondo concorda. “A castração é uma ação pontual, mas a conscientização que trazemos junto com isso tem um efeito multiplicador”, calcula.

O casamento entre prática cirúrgica e conscientização popular foi considerado tão benéfico que o Conselho Federal de Medicina Veterinária, órgão máximo do setor no país, baixou uma resolução regulamentando as atividades de castração em unidades móveis baseada na prática inaugurada pela UFPR.

Fonte: Bem Paraná

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