Notícias

Madeireiros incendeiam pontes da Transamazônica em retaliação ao Ibama

Madeireiros que atuam junto à exploração ilegal de madeira incendiaram duas pontes da Transamazônica (BR-230) na segunda-feira (15). A ação, feita em retaliação a uma operação de fiscalização do Ibama, foi realizada em Placas (PA).

Foto: YouTube/reprodução

Pneus e madeira foram usados para queimar as pontes. Dezenas de pessoas participaram da ação, bloqueando a rodovia nos dois sentidos e praticamente impedindo o acesso à cidade de Placas.

Uma equipe do Ibama que estava na cidade teve que contar com escolta da Polícia Civil. As informações são do portal O Tempo.

Essa não é a primeira vez que ações do tipo são realizadas. No dia 4 de julho, um caminhão-tanque a serviço do Ibama foi queimado durante uma operação contra extração ilegal na Terra Indígena Zoró, em Espigão d’Oeste (RO). Em resposta, as 47 madeireiras da cidade foram embargadas pelo órgão. O senador Marcos Rogério (DEM) tentou retirar o embargo, mas até o momento não obteve sucesso.

Sob condição de anonimato, fiscais do órgão admitem que a fiscalização tem sido mais arriscada desde que Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito, isso porque o discurso e as atitudes do presidente incentivam retaliações ao Ibama.

Crítico do órgão, Bolsonaro acusa o Ibama de promover uma “indústria de multa”, acusação sem qualquer fundamento, visto que as multas são corretamente aplicadas para punir crimes ambientais. O presidente escolheu ainda, como ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que tem promovido, sob o aval presidencial, um desmonte da agenda ambiental do país. 


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Pontes e dutos ao redor do mundo protegem animais de atropelamentos

Foto: Divulgação

Pontes para passagens de animais têm se tornado cada vez mais usado por conservacionistas para manter todos livres de atropelamentos. Cada vez mais, a prática vem sendo empregada, a fim de preservar os animais silvestres.

Apenas nos Estados Unidos, estima-se que 1/5 da área do país seja afetada pelos sistemas rodoviários. Colisões de veículos com animais custam US$ 8 bilhões por ano.

As primeiras pontes para animais surgiram na França, na década de 1950. Na verdade, a Europa ainda é líder no sector. Só a Holanda tem 66 viadutos e túneis para proteger as populações de texugos, javalis e veados.

Nos últimos 30 anos, Canadá e Estados Unidos têm cada vez mais utilizado para proteger os animais. Por exemplo, o Parque Nacional de Banff em Alberta tem uma rede de passagens subterrâneas e pontes que os animais têm cruzado desde que ela foi construída, há 25 anos.

Fonte: Vírgula

​Read More
Notícias

Pontes sobre as rodovias oferecem travessia segura aos animais

B38 – Birkenau, Alemanha
B38 – Birkenau, Alemanha

Muitas vezes, a construção de estradas e rodovias interferem nos habitats dos animais. Cuidados devem ser tomados para não interferir nos processos de migrações e rotas dos animais. Claro, alguns obstáculos enfrentados pelos animais são naturais, mas quando o obstáculo é feito pelo homem, temos a necessidade e a responsabilidade de afetar a natureza da forma menos perturbadora possível. É aí que estas pontes e túneis para animais entram.

Pela lei da natureza, alguns animais precisam migrar para outras regiões em determinada estação do ano e outros precisam encontrar pastos verdes. Além disso, se os animais ficarem confinados em áreas pequenas, então você pode sofrer uma perda da diversidade genética e testemunhar a morte lenta da população de algumas espécies. Este, por sua vez afetará o resto dos animais e a vida selvagem da região.

Reserva indígena Flathead, Montana, Estados Unidos
Reserva indígena Flathead, Montana, Estados Unidos

A diversidade da natureza significa que uma solução pode trabalhar para uma espécie mas não para outra, portanto, um bom estudo deve ser feito. Com milhões de quilômetros de estradas e auto-estradas no mundo este, obviamente, não é um problema que pode ser resolvido do dia para a noite, mas está havendo um progresso no que diz respeito a construção de travessia para os animais, e isto tem tomado mais atenção nos últimos anos.

Somente nos Estados Unidos, estima-se que cerca de 1 milhão de animais são atropelados pelos carros nas rodovias por ano. Se o animal é grande, ele pode até resultar em um acidente capaz de tirar a vida das pessoas no carro também. Mesmo se o animal é pequeno o acidente pode ainda dar prejuízo aos usuários das rodovias.

Parque Nacional de Banff, Alberta, Canadá
Parque Nacional de Banff, Alberta, Canadá

Então, essas maravilhosas travessias, não só protegem a natureza salvando a vida dos animais, como também salvar vidas humanas e talvez um monte de dinheiro do seu bolso.

Fonte: Boa Informação

​Read More
Notícias

Saiba como uma ponte pode salvar milhares de animais todo ano

Divulgação
Divulgação

As pontes vivas são passagens que cruzam grandes rodovias com o objetivo de oferecer uma travessia segura aos animais que vivem nas florestas nos seus arredores. Nessas estradas, existe uma grande quantidade de acidentes entre motoristas e animais, e para mitigar esses acontecimentos, passagens cheias de vegetação são construídas aumentando a segurança de ambos.

Em sua composição, as pontes possuem camadas de rocha, solo, vegetação rasteira e até árvores médias. O tamanho das pontes varia de acordo com o tipo de espécies que vivem no local e fazem a travessia. Áreas florestais que tem a presença de ursos, linces e outros mamíferos de grande porte, as estruturas são mais fortes e maiores.

As pontes vivas também são conhecidas como eco-dutos, pontes verdes e viadutos de vida selvagem, e já podem ser vistas em diversos lugares do mundo. No Parque Nacional de Banff, no Canadá, por exemplo, existem atualmente 41 estruturas de travessia que ajudam na locomoção da fauna local e previnem acidentes na movimentada rodovia Trans-Canada. Desde de sua inauguração, cerca de 11 espécies diferentes de grandes mamíferos já passaram pelas pontes mais de 200 mil vezes.

A Holanda também decidiu implantar as passagens verdes em suas estradas e hoje, já conta com mais de 600 passagens para animais, que contribuem até para a preservação de espécies ameaçadas.

Fonte: Viva Green

​Read More
Notícias

Pilares de ponte serão pintados com desenhos de animais para passar mensagem de preservação

Poderá uma construção rodoviária ter uma componente ambiental? A Estradas de Portugal (EP) acredita que sim e, por isso, até ao final de março, os pilares da Ponte 25 de Abril localizados no Tejo e em Lisboa vão ser decorados com diversos animais, como golfinhos, orcas ou flamingos.

O Ponte Viva, que resulta de uma parceria entre a EP e a associação projeto Delfim, visa alertar para a necessidade de proteger as espécies representadas e insere-se nos trabalhos de reabilitação das sapatas da estrutura, que apresentavam fissuras. As pinturas – executadas com um revestimento de proteção específico – são já a última fase da intervenção.

A iniciativa está integrada nas obras de manutenção da Ponte 25 de Abril, iniciadas em agosto de 2010 e com conclusão prevista para o final deste ano de 2012. Tal como até agora, a maioria das tarefas deverá ocorrer nos períodos de menor tráfego rodoviário, de modo a não causar perturbações no trânsito.

Fonte: DN Portugal

​Read More
Notícias

Grupo leva pontes para macacos à área urbana de Porto Alegre

Muitos macacos bugios vivem em áreas urbanas e estão mais expostos a riscos se precisam descer ao solo (Foto: Adriano Becker/Divulgação)

Voluntários em Porto Alegre (RS) irão instalar no domingo (18) pontes para a travessia de animais silvestres na zona sul da cidade. Integrantes do Programa Macacos Urbanos – um grupo formado por biólogos, veterinários e outros defensores da natureza – irão pendurar sobre ruas do bairro Lami duas pontes que foram criadas para ajudar na movimentação de macacos bugios.

As duas novas estruturas vão se somar a outras sete que já estão em uso. Antes da iniciativa, os bugios eram atropelados, eletrocutados nos fios da rede elétrica ou atacados por animais domésticos. Apesar de pensadas para os macacos, as pontes também têm ajudado outros animais, como gambás e ouriços, de acordo com Renata Pfau, bióloga voluntário do programa.

Segundo ela, há registros fotográficos – feitos por câmeras escondidas – e também relatos de moradores sobre a utilização das pontes pelos animais. O grupo começou a instalação das estruturas em 1995 e depende, principalmente, da venda de camisetas para conseguir recursos financeiros. O programa é vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a ação de domingo é aberta à participação da comunidade, começando às 14h na Estrada Passo da Taquara.

Vitória no Ministério Público

Além de criar alternativas para a travessia de animais em zonas urbanas, o grupo de voluntários conseguiu obrigar a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) a encapar os fios elétricos que ameaçavam a vida dos bugios. Após abrir uma denúncia no Ministério Público por maus tratos aos animais com o argumento de que a companhia possuía a tecnologia necessária para evitar o eletrocutamento de animais, mas não a utilizava, a CEEE ficou obrigada a isolar os fios em todas as áreas onde há registro de morte, queimaduras ou perda de membros nos animais devido a choques elétricos.

Inspiração

O Programa Macacos Urbanos prestou consultoria ao Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, em São Paulo, que enfrentava um problema semelhante ao da zona sul de Porto Alegre. Bugios confinados no Zoológico de São Paulo atravessavam uma grande avenida para circular entre o zoo e o parque e muitos foram atropelados na via. Hoje, duas passarelas conectam as áreas e ajudam bugios e preguiças a se movimentar ‘com segurança’.

Fonte: Terra

​Read More
Artigos

Construir pontes, antes que os continentes se afastem

Por mais que alguns maestros da escola tradicional de regência tentem mostrar o oposto, o melhor desempenho de uma orquestra não se consegue pela disciplina com que os seus músicos seguem a vontade do seu regente. Só se consegue a melhor textura de som, a melhor profundidade, a melhor amplitude emocional de uma música quando o maestro sabe aproveitar a vivência e a sensibilidade emocionais de cada um dos músicos e desperta neles a vontade coletiva de produzir sons que atravessem com excelência o espaço entre o palco e o coração dos ouvintes. Não basta ter músicos talentosos com excelentes instrumentos e apaixonados pelo que fazem. Isso é pouco. 

É interessante refletir sobre a situação de alguns movimentos sociais utilizando esse mesmo olhar da regência que carrega, fortemente, as bases das filosofias recentes de gestão de pessoas. Ao fazer isso, percebe-se, por exemplo, que o movimento em defesa dos direitos animais não tem pontes construídas. Que ele ainda não descobriu a linguagem que seja compreensível às pessoas que nunca perceberam o assunto com o coração.  O movimento caminha para dentro dos que já têm paixão pela causa. Não se alarga, porque não desvenda novas fronteiras. 

Nenhuma causa é capaz de crescer e de sustentar-se sem atingir a emoção da maioria da sociedade. Como na música, sem linguagem que desperte a paixão, que tenha objetivo de criar pontes entre pessoas de qualquer idade, qualquer cultura, qualquer ofício, qualquer função social, não há sentido para existir.

Construir pontes exige despojamento, curiosidade para compreender o outro e espírito de invenção para descobrir caminhos. Exige disposição permanente para o aprendizado em voo, isto é, experimentar ideias e exercitar o fazer.

No caso do movimento em defesa dos direitos animais, talvez o fato novo seja a realização de uma ação que tenha um olhar que não simplifique o mundo entre amigos e inimigos da causa. Algo que reavive a capacidade humana de sonhar com a paz entre as vidas, o espírito de aventura que significa descobrir novos caminhos de sobrevivência e o desejo de experimentar a alegria de vivenciar mundos que antes não sabiam existir.

Falar sobre a prática da crueldade contra a vida animal com dedo em riste, em tom de guerra ou de superioridade, certamente não é a linguagem que conquistará a sociedade. Para avançar, é preciso um exercício paciente de perceber o mundo do outro, aprendendo a dialogar de forma harmônica com os anseios das pessoas.         

A sociedade sonha em viver melhor. Mesmo que esse sentimento seja confuso, pontuado por crises de valores, isso significa que existe entre nós uma predisposição para coisas que falem diretamente ao desejo de acordar menos pressionado e de passar os dias com sensação de paz pessoal.    

Qual são as dificuldades que existem para fazer a conexão entre a prática da crueldade contra os animais e a busca de uma vida melhor dos seres humanos? Entre muitas coisas, talvez a principal seja a falta de conhecimento de como a ação cruel contra outras vidas sabota a sua própria vida.

É uma compreensão possível de ser assimilada e mobilizada, mesmo sem acessar o complexo mundo emocional de cada pessoa, apontando, inicialmente, apenas a lógica racional para os desejos que vivem no âmbito dos sonhos coletivos.

Mas para que essa conexão seja concretizada, há outro desafio. É fundamental a aceitação generosa dos que lutam pelos direitos animais, no sentido de que não há possibilidade de ter paz entre as vidas da natureza, sem fazer o caminho inicial de acolher os sentimentos individualistas. Sem essa disposição, não será possível começar a construir o entendimento.

O movimento em defesa dos direitos animais dará passos definitivos, quando houver essa caminhada em direção ao outro. No meu entender, acredito que chegamos ao momento de seguir um plano estratégico de ações que dê direção aos esforços e produza resultados palpáveis, antes que o tempo acabe impondo o esmorecimento dos ânimos.

​Read More