Destaques

Ato mundial alerta para a preservação do meio ambiente e o futuro do planeta

Convidamos você para participar da Ação Mundial pelo Planeta no dia 02 de junho, evento idealizado para chamar atenção das pessoas, instituições governamentais e não-governamentais sobre os grandes danos ambientais que o planeta vem sofrendo devido à exploração desenfreada de recursos.

Foto: Pixabay

Para muitos especialistas, 2019 é o ano limite para um debate real e decisivo sobre meio ambiente e o futuro do planeta. Atualmente os seres humanos produzem cerca de 50 milhões de toneladas de plástico de uso único anualmente e grande parte deste material não reciclável está em todos os oceanos e continentes. Palavras como aquecimento global, mudanças climáticas, desmatamento e poluição se tornaram parte da rotina e agenda de todos os países do mundo. Um recente relatório da ONU aponta que cerca de 1 milhão de espécies de animais e plantas correm risco de extinção na próxima década se esforços radicais não forem adotados em caráter emergencial. Todos estes danos foram causados exclusivamente pela ação humana e sua ganância descontrolada.

Muitas consequências causadas pela industrialização e inconsciência humana são irreversíveis, mas ainda há muito que pode ser feito se todos assumirem a responsabilidade na luta pela preservação do meio ambiente. Este é o objetivo da Ação Mundial pelo Planeta, uma grande manifestação pacífica que será realizada em vários locais do mundo no dia 02 de junho para alertar sobre a importância do impacto da ação humana sobre o meio ambiente e conscientizar a toda a sociedade que salvar o planeta é um dever de todos. “O meio ambiente é nossa casa! É nosso ar! É nossa água! É nossa saúde! É nosso alimento! É nosso futuro!”, lembra a página do evento no Facebook.

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A ação foi idealizada pela organização independente VIVA Baleias, Golfinhos e cia / Instituto Verde Azul com a coorganização da Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) e de um coletivo de ONGs e grupos de proteção animal e ambiental como a Proteção Animal Mundial (WAP, na sigla em inglês), Greenpeace, WWF Brasil, Fundação Mamíferos Aquáticos, AMPARA Animal, Projeto Baleia Jubarte, Faos/SP, Projeto Baleia à Vista, Nação Vegana Brasil, Instituto Nina Rosa, e muitas outras organizações, incluindo coorganizadores de Portugal e do Canadá. A página do evento pede que todos os participantes levem faixas, cartazes e vão vestidos de verde e azul, simbolizando o planeta Terra.

Para a jornalista e presidente da ANDA, Silvana Andrade, o evento será realizado em um momento oportuno para a discussão sobre o tema, principalmente no país. “O Brasil vive atualmente a maior onda de retrocesso ambiental da história. Com o atual governo, vemos o desmonte de políticas e ações voltadas para a defesa do meio ambiente. É preciso clarear a consciência humana para aquilo que temos de mais urgente e importante: nosso planeta”, afirmou.

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A crise ambiental é mundial e cresce diariamente. Os parlamentos do Reino Unido e da Irlanda declararam emergência climática. O partido português Pessoas, Animais e Natureza (PAN) fez um apelo para que toda a União Europeia também declare estado de emergência climática e adote medidas de conversão para um modelo de produção sustentável em até 10 anos. Nos últimos 120 anos o mundo perdeu 20% de toda sua biodiversidade. Das 1 milhão de espécies que estão ameaçadas, mais de 40% são anfíbios. Cerca de 33% dos corais e mais de um terço de todos os mamíferos marinhos estão ameaçados. Estima-se que aproximadamente 700 espécies de vertebrados tenham sido levadas à extinção desde o século 16, segundo informações da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES).

O ato chama a atenção também para consequências da criação, confinamento e exploração de animais para consumo humano. Dados da IPBES apontam também que um terço das áreas terrestres e cerca de 75% de toda água limpa usada no mundo são destinados à agropecuária. Há ainda outros problemas envolvendo esta indústria, como a destruição de ecossistemas e destruição de habitats, desmatamento, poluição, destruição e contaminação do solo e da água. Três quartos do ambiente terrestre e cerca de 66% do ambiente marinho foram significativamente alterados por ações humanas.

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Desde 1980 as emissões de gás carbônico dobraram, levando ao aumento da temperatura global em pelo menos 0,7 graus Celsius. A derrubada de árvores aumentou cerca de 45% e aproximadamente 60 bilhões de toneladas de recursos renováveis e não renováveis são extraídos globalmente a cada ano. A poluição plástica aumentou dez vezes. Cerca de 400 milhões de toneladas de metais pesados, solventes, lamas tóxicas e outros resíduos de instalações industriais são despejados anualmente nas águas do planeta. Fertilizantes que entraram nos ecossistemas costeiros produziram mais de 400 “zonas mortas” oceânicas, totalizando mais de 245.000 km2, uma área maior que todo o território do Reino Unido.

Para a bióloga e fundadora da organização VIVA, Mia Morete, é necessário um esforço conjunto para mudar o quadro atual. “Nossa casa, nosso planeta está em risco. É preciso unir esforços para garantir o futuro da humanidade e da preciosa e vital biodiversidade”, disse. A conservação da fauna e da flora também é considerado um ponto vital para a bióloga do VIVA Rafaela Souza. Segundo ela, preservar a natureza também é assegurar a sobrevivência humana e o futuro das nações. “A perda de biodiversidade não é apenas uma questão ambiental, mas também uma questão econômica, de segurança, social, moral e de desenvolvimento. Esse evento foi idealizado para chamar a atenção das pessoas, instituições governamentais e não governamentais, dos grandes danos ambientais que nosso planeta está sofrendo”, afirmou.

Pixabay

Representando o coletivo Nação Vegana Brasil, a ativista em defesa dos direitos animais Raquel Sabino (Kaz), acredita que a manifestação é uma forma de chamar atenção para a sobrevivência dos seres humanos e dos animais. “Entendemos, sabemos e lutamos por um planeta livre de exploração abusiva, descontrolada e irresponsável. Todos os preciosos recursos naturais, água, terra, os minerais, todos estão sob a ameaça de grandes exploradores, grandes empresas que buscam apenas o lucro. Nós estamos aqui, muito como veganos que têm uma visão ampla da dinâmica da exploração que atinge os animais humanos e não humanos. A nossa luta é por todos. A extinção de todos está em risco. O nosso planeta pede socorro”, disse em entrevista à ANDA.

Para a bióloga do VIVA Marina Leite Marques, lutar pela preservação do meio ambiente é uma atitude política e um dever de todos. “Precisamos que os governos sejam mais efetivos em ações para conter a perda de espécies, combatendo o desmatamento, tráfico e a poluição ambiental e promovendo medidas para evitar as mudanças climáticas. Nosso objetivo principal é levar às ruas o maior número de pessoas vestidas de verde e azul para que possamos mostrar nossa indignação com a destruição ambiental. Será uma ação apartidária e pacífica. Temos que cobrar ações urgentes para minimizar nosso impacto no planeta e no nosso futuro”, asseverou.

Serviço

São Paulo capital

Ação Mundial pelo Planeta
Avenida Paulista, em frente ao Parque Trianon, no Centro de SP
Dia 02 de junho (sábado), às 14h
Confirme sua participação no evento clicando aqui.

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Notícias

Escultura feita de lixo plástico critica a morte de baleias pela poluição

Artista se inspirou nas baleias de verdade que morreram ao ingerir plástico em seu organismo.

Foto: Associated Press

A quantidade de plástico descartado no mar tem crescido gradativamente ao longo dos anos, causando imensos problemas no habitat de animais marinhos. Em casos recentes, baleias morreram ao ingerir quantidades descomunais de dejetos de plástico que flutuam nas águas ao confundi-los com comida.

Para atrair a atenção para o problema, um artista nas Filipinas expôs uma instalação enorme que estranhamente se assemelha a uma baleia morta, com seu intestino feito de plástico esparramado no chão.

O artista Biboy Royong projetou a peça, denominada “O Choro da Baleia Morta” em português, para ser exposta no lado de fora do Cultural Center of Philippines. A baleia é feita de lixo, incluindo garrafas plásticas, canudos, e sacos encontrados espalhados na costa. Com 23 metros de comprimento, a intenção é de parecer com uma baleia real ao ser olhada à distância.

Foto: Biboy Royong

Royong expôs uma peça parecida em Naic, Cavite, em 2017.

É estimado que cerca de 100 mil mamíferos marinhos morrem com a poluição do plástico todo o ano, segundo dados do World Wide Fund for Nature.

Em março, a carcaça de uma baleia de 4 metros de comprimento e pesando quase 500 Kg encalhou em uma praia no Vale de Compostela nas Filipinas. O mamífero ingeriu cerca de 40 Kg de plástico, levando-a a morrer de fome e desidratação, segundo especialistas que a encontraram.

Poucos dias depois, uma baleia que estava grávida foi encontrada morta na costa de Sardinia, Itália. Ela tinha 22 Kg de plástico em seu corpo.

Filipinas é um dos maiores poluidores do oceano no mundo, de acordo com um relatório de 2015, publicado pela revista Science. Em abril de 2018, um estudante da San Beda University gravou imagens de ondas cobertas de lixo, durante uma ação voluntária de limpeza do mar.


Infelizmente, países como as Filipinas são culpados pela poluição de plástico no oceano, mesmo que os detritos sejam produzidos pelos Estados Unidos e Europa, segundo o Greenpeace.

Um relatório de março da Global Alliance for Incinerator Alternatives revelou que a Nestlé e a Unilever eram as principais fontes de poluição plástica nas auditorias de resíduos realizadas nas Filipinas.

Os países estrangeiros também enviam seus resíduos para países em desenvolvimento, como as Filipinas, para serem processados e descartados. Na semana passada, o presidente filipino, Rodrigo Duterte, ameaçou travar uma guerra contra o Canadá ao longo de uma disputa de um ano sobre o lixo que o país norte-americano envia para os portos das Filipinas.

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De olho no planeta

Poluição plástica nos oceanos tende a dobrar até 2030

A análise também revela que o dióxido de carbono liberado pela queima do material irá triplicar até 2030 e que os compostos plásticos da incineração estam ligados a doenças cardíacas. A WWF quer que plásticos de uso descartáveis, como sacolas de compras e canudos, sejam eliminados até 2030.

A cada minuto, mais de nove milhões de toneladas de plástico entram no oceano – o equivalente a 1,4 milhão de garrafas plásticas de meio litro.

Por serem mais baratos, os produtos plásticos são descartados com menos de três anos de uso e segundo a WWF, apenas 20% deles são coletados para reciclagem em todo o mundo, enquanto mais da metade é queimada ou enviada para aterros sanitários.

“O plástico está sufocando o planeta, das emissões causadas em sua produção aos animais prejudicados quando vazam em nossos oceanos”, disse Lyndsey Dodds, chefe de política marinha do WWF.

“A natureza não é descartável, é essencial – precisamos dela para nossa saúde, riqueza e segurança. Este é um problema global que requer uma solução global e é por isso que estamos pedindo um acordo legal das Nações Unidas para impedir o despejo de plásticos nos oceanos do nosso planeta até 2030”.

Segundo a organização, quase metade dos resíduos de plástico na Terra atualmente foi produzida depois do ano 2000, principalmente para embalagens e indústrias de construção e automóveis.

O WWF diz que mais de 270 espécies de animais foram prejudicadas por detritos plásticos, o que significa que pelo menos 1.000 tartarugas marinhas morrem a cada ano. Além disso, focas e golfinhos morrem presos a redes de pescas ou a outros pedaços de plásticos e amimais maiores como baleias engolem quantidades assustadoras destes materiais.

Segundo a Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA), o número de animais mortos ou feridos por lixo plástico não para de cresce e atingiu a maior alta de todos os tempos.

Os autores do relatório afirmam: “Todos os anos, humanos e outras espécies animais ingerem mais e mais nano-plásticos a partir de alimentos e água potável, com os efeitos completos ainda desconhecidos.

Marco Lambertini, diretor geral da WWF International, disse: “Nosso método atual de produzir, usar e descartar o plástico está fundamentalmente quebrado. As informações são do Daily Mail.

“É um sistema sem responsabilidade, e atualmente opera de uma maneira que praticamente garante que volumes cada vez maiores de plástico vazem para a natureza.”

Iniciativas

A atriz de cinema Bonnie Wright está se unindo a cientistas e ativistas para lançar uma pesquisa nacional sobre poluição de plástico em rios do Reino Unido e ajudará a coletar amostras de água de três pontos ao longo do rio Wye.

Amostras de rios de toda a Grã-Bretanha serão analisadas pela Universidade de Exeter para os níveis de microplásticos.

Redes de supermercados também estão direcionando seus esforços para acabar com o uso de plásticos em seus produtos.

A “Islândia” pretende eliminar completamente o plástico descartável de seus produtos de marca própria até 2023 e os testes serão lançados na loja-conceito Food Warehouse, uma das maiores lojas abertas pela empresa, em North Liverpool.

Ela não é a única a trabalhar para eliminar o plástico. No mês passado, a varejista Marks & Spencer anunciou que testaria 90 linhas de produtos sem embalagem em sua loja em Londres. O varejista também trocou adesivos de código de barras por uma opção ecologicamente correta, eliminou 75 milhões de peças de talheres e substituiu os canudos de plástico por alternativas de papel.

Além disso, Lisboa proibirá o uso de copos plásticos até 2020, o Reino Unido planeja banir completamente o uso de material descartável nas escolas até 2022, a Austrália cortou, 80% do uso de sacolas plásticas em apenas 3 meses e, no Brasil, a ilha Fernando de Noronha (PE) proibiu a venda e o uso de itens descartáveis.

Recentemente, companhia aérea portuguesa Hi Fly tomou medidas sem precedentes para melhorar a sustentabilidade, eliminando o plástico descartável em seus voos.

A empresa lançou um teste sem plástico em quatro voos no fim do passado, substituindo os talheres por xícaras e colheres de bambu. Saleiro e pimenteiro, pratos, potinhos de manteiga, garrafas de refrigerante e escovas de dentes foram trocados por alternativas mais sustentáveis.

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Notícias

Balões de ar são uma ameaça à vida das aves marinha

Foto: Adobe

Pesquisadores do Instituto de Estudos Marítimos e Antárticos, da Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth e do Centro de Pesquisa Cooperativa de Clima e Ecossistemas da Antártida examinaram a causa da morte de 1.733 aves de 51 espécies diferentes, concluindo que um em cada três tinha ingerido detritos marinhos. As principais consequências são infecções ou outras complicações causadas por obstruções gastrointestinais.

Eles afirmam também que, se ingeridos, os balões são 32 vezes mais propensos a matar estes animais do que os plásticos duros.

“A evidência é clara de que, se queremos impedir as aves marinhas de morrerem de ingestão de plástico, precisamos reduzir ou remover detritos marinhos de seu meio ambiente, principalmente os balões”, disse a líder da pesquisa, Dra. Lauren Roman.

A poluição plástica

Outro estudo com golfinhos, focas e baleias mortas nas praias britânicas encontrou plástico no sistema digestivo de cada um deles. Os cientistas examinaram 50 animais de 10 espécies diferentes e em todos eles foram encontradas partículas “microplásticas”, com menos de cinco milímetros de diâmetro, em seus estômagos e intestinos.

A grande maioria das partículas eram fibras sintéticas que podem ser de roupas ou redes de pesca, os outros eram fragmentos de peças originalmente maiores que poderiam ter vindo de embalagens de alimentos ou garrafas plásticas.

No mês passado, uma baleia foi encontrada morta com 115 copos, quatro garrafas, 25 sacos, um par de chinelos e outros pedaços de plástico não identificados no estômago. O caso aconteceu em Wakatobi, na Indonésia. O animal tinha 6 quilos de plástico no organismo.

Na Austrália e da Nova Zelândia, a espécie mais prejudicada pelo plástico é a pardelas-de-patas-rosadas, uma ave marinha – pelo menos 90% dos filhotes já ingeriram algum tipo do material.

Recentemente, na Inglaterra, um mergulhão-de-crista ‘presentou’ sua companheira com um pedaço de plástico. Grandes mergulhões são conhecidos por suas elaboradas demonstrações de cortejo. Pares balançam a cabeça um para o outro durante uma ‘dança’ na água e mergulham para coletar pedaços de ervas daninhas e outras plantas para oferecer ao seu parceiro.

Infelizmente, esses registros demonstram o impacto do lixo no meio ambiente.

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De olho no planeta

Voluntários se reúnem para recolher o lixo da praia e encontram mais de 400 itens

Poluição em todas suas formas é uma catástrofe que devasta o planeta e a plástica está se espalhando para o meio dos oceanos. Em registros de 5.010 mergulhos diferentes, 3.425 itens de detritos feitos pelo homem foram contados. Mais de 33% dos detritos eram de plástico, seguidos de metais (26%), borracha (1,8%), utensílios de pesca (1,7%), vidro (1,4%), tecido / papel / madeira (1,3%) e “outros” itens antropogênicos (35%).

Empresas e pessoas ao redor do mundo lutam contra essa catástrofe e fazem sua parte na conservação do planeta.

Um grupo de voluntários se reuniu na costa da Grã-Bretanha para tentar limpar a sujeira humana na areia de praia. Em apenas uma hora, eles coletaram mais de 400 itens.

Cerca de 80 crianças locais – entre dois e oito anos de idade – e cerca de 20 adultos vasculharam a areia na praia de Mablethorpe, no dia 21 de janeiro.

Entre os resíduos recolhidos pela equipe de Lincolnshire estavam pedaços de balões, sacolas plásticas, cotonetes, pontas de cigarro, redes de plástico e até calcinhas.

Cerca de 13 peças foram encontradas, incluindo duas calcinhas femininas, várias sacolas com cocô de cachorro e uma fralda suja.

O grupo vasculhou um trecho de praia com cerca de 800 metros de comprimento e 33 metros de largura, enchendo 27 sacos com cerca de 15 quilos cada.

Alison Green, 63 anos, é voluntária de marketing da Mablethorpe in Bloom e organizou o mutirão.

“É chocante quando você olha para ela. Os sacos plásticos poderiam ter entrado na boca dos animais e eles morreriam”, disse a professora aposentada.

“Pegamos sacos cheios de cocô de cachorro. As pessoas recolheram as fezes mas as colocaram na sacola mas depois jogaram na praia. Fico muito frustrada com isso”.

Os voluntários também encontraram inúmeras garrafas de plástico, de vidro e latas de alumínio.

Green, que mora na cidade vizinha de Theddlethorpe desde 1994, acrescentou: “A quantidade de lixo na praia está piorando. As pessoas estão ficando mais preguiçosas para levarem seu lixo”.

“Quando cheguei aqui, costumava descer e a praia era bastante agradável e limpa.Mas agora, quando você vê pessoas saindo da praia, você as vê deixando o lixo em pilhas e isso é algo que você não via há 20 anos”.

“Estamos em uma luta muito difícil, mas chegaremos lá.”

Green disse que o grupo planeja limpar a praia a cada três meses.

“Vamos fazer outro depois do feriado bancário de maio para comparar o quanto de lixo os turistas nos deixaram”.

“Isso é importante porque mostrará a quantidade de lixo há na praia que não pertence a ela”.

As crianças da creche Smarty Pants, nas proximidades, e da Mablethorpe Primary Academy enfrentaram os ventos de 3°C no dia da limpeza da praia.

“Fiquei muito impressionada como quanto as crianças sabiam sobre lixo e reciclagem”, disse Green.

 

 

 

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De olho no planeta

Plásticos são encontrados em 100% dos animais marinhos mortos em praias

Um estudo com golfinhos, focas e baleias mortas nas praias britânicas encontrou plástico no sistema digestivo de cada um deles. Os cientistas examinaram 50 animais de 10 espécies diferentes e em todos eles foram encontradas partículas “microplásticas”, com menos de cinco milímetros de diâmetro, em seus estômagos e intestinos.

A grande maioria das partículas eram fibras sintéticas que podem ser de roupas ou redes de pesca, os outros eram fragmentos de peças originalmente maiores que poderiam ter vindo de embalagens de alimentos ou garrafas plásticas.

A pesquisadora chefe Sarah Nelms, da Universidade de Exeter, disse: “É chocante mas não surpreendente que todos os animais tenham ingerido plásticos”. As informações são do Daily Mail.

O número de partículas em cada animal atingiu a média de 5,5, sugerindo que elas eventualmente passam pelo sistema digestivo quando não são regurgitadas.

“Ainda não sabemos exatamente quais efeitos que os microplásticos, ou da química neles presentes, podem ter sobre os mamíferos marinhos.”

Animais que morreram como resultado de doença infecciosa tiveram um número ligeiramente maior de partículas do que aqueles mortos por ferimentos ou outras causas.

O professor Brendan Godley, do Centro de Ecologia e Conservação da Universidade de Exeter, disse que não foi possível tirar conclusões definitivas sobre essa descoberta.

Mas ele acrescentou: “Estamos nos primeiros estágios de compreensão desse poluente onipresente”.

“Os mamíferos marinhos são os sentinelas ideais dos nossos impactos no meio ambiente marinho, pois são geralmente longevos e muitos se alimentam no alto da cadeia alimentar.

“Nossas descobertas não são boas notícias.”

A equipe, cujos resultados aparecem na revista Scientific Reports, disse que bactérias, vírus e contaminantes carregados no plástico eram motivo de preocupação.

As espécies estudadas incluíam o golfinho-do-mato-branco, o golfinho-comum, o golfinho-comum, a foca-cinzenta, o boto, o foca-marinho, o cachalote pigmeu, o golfinho de Risso, o golfinho listrado e o golfinho de bico branco. A pesquisa foi apoiada pelo grupo Greenpeace.

“É preocupante que cada mamífero marinho testado tenha microplásticos em seu sistema digestivo e mostre a escala da poluição plástica em nossos mares”, disse Louise Edge, chefe da campanha de plásticos oceânicos do Greenpeace no Reino Unido

“Esta é mais uma evidência de que o governo e as grandes empresas precisam concentrar seus esforços na redução drástica do uso e desperdício de plásticos, para conter o fluxo de poluição em nossos rios e oceanos e na dentro da vida selvagem marinha.”

Um estudo diferente publicado no ano passado por cientistas da Universidade de Manchester encontrou altos níveis de microplásticos nos rios do Reino Unido e evidências de que grande parte deles seja levada em direção ao mar durante as inundações.

Os pesquisadores também  testaram sedimentos de rios em 40 locais em toda a Grande Manchester e encontraram microplásticos em todos eles, incluindo alguns “hotspots” urbanos que continham centenas de milhares de partículas de plástico por metro quadrado.

 

 

 

 

 

 

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De olho no planeta

Número de animais marinhos mortos pela poluição plástica bate triste recorde

Um selo com um frisbee verde em volta do pescoço tomado em Horsey Beach, Norfolk, Inglaterra, em outubro do ano passado.

Segundo a Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA), o número de animais mortos ou feridos por lixo plástico não para de cresce e atingiu a maior alta de todos os tempos. Focas, baleias, golfinhos e cisnes estão entre as vítimas dos resíduos plásticos.

A caridade de proteção animal foi convocada em 579 incidentes envolvendo lixo plástico no ano passado.

Animais que vivem no mar, rios ou lagos – onde grande parte do lixo plástico do Reino Unido acaba foram as mais afetadas. De acordo com a instituição, o aumento de ferimentos e mortes pelo lixo plástico cresceu quatro vezes. As informações são do Daily Mail.

A ANDA já mostrou diversos casos de animais, incluindo focas e baleias feridas ou mortas em consequência da poluição nos oceanos.

Golfinho morte e preso por um pedaçõ plástico, em Porthkidney Sands, na Inglaterra.

O chefe da vida selvagem da RSPCA, Adam Grogan, disse: “Todos os anos, a RSPCA lida com um número crescente de mamíferos, aves e répteis que se emaranharam ou que foram afetados de alguma forma pelo plástico descartado.

“Focas são feridas profundamente causadas por plásticos que cortam seus pescoços. Cisnes e gansos presos em linhas de pesca ou redes, o plástico está claramente tendo um impacto crescente no bem-estar animal”.

“Nossos dados mais recentes infelizmente refletem a crise mais ampla de lixo que está causando em todo o mundo e a ação é urgentemente necessária. Cabe a cada um de nós fazer a nossa contra isso”.

As focas são criaturas curiosas que nadam para investigar frisbees na água e, às vezes, acabam com eles presos em suas cabeças. Elas podem viver por meses com esses brinquedos cortando sua carne.

A RSPCA está apoiando a campanha “Great British Spring Clean da Keep Britain Tidy” para enfrentar esta terrível realidade.

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Notícias

Ave aquática “presenteia” sua companheira com um pedaço de plástico

A poluição nos mares tem causado danos irreversíveis ao ecossistema. Estudos apontam que até 2025, os oceanos do planeta estarão três vezes mais poluídos com plástico e estima-se que já existem pelo menos 5,25 trilhões de pedaços deles.

Uma imagem comovente mostra um pássaro aquático oferecendo um presente a sua companheira na esperança de impressioná-la.

O que o grande mergulhão-de-crista não sabe é que seu “mimo” nada mais é do que um pedaço de plástico.

Capturada em um lago em Derbyshire, na Inglaterra, a foto demonstra o terrível impacto do lixo no meio ambiente.

Grandes mergulhões são conhecidos por suas elaboradas demonstrações de cortejo. Pares balançam a cabeça um para o outro durante uma ‘dança’ na água e mergulham para coletar pedaços de ervas daninhas e outras plantas para oferecer ao seu parceiro.

Este pobre mergulhão, no entanto, emergiu com apenas um pedaço de plástico potencialmente jogado por humanos.

A fotógrafa Mary Wilde, que tirou a foto em um lago perto de Clay Cross, no sul de Chesterfield, no domingo passado (20), disse sobre o ritual: “Geralmente é uma bela vista. Os pássaros mergulham para oferecer uns aos outros pedaços de erva e agitam suas cabeças para frente e para trás. As informações são do Daily Mail.

“Este apenas deixou cair o plástico de volta na água. Foi muito triste e eu pensei que é um problema atual com as pessoas jogando lixo”.

O plástico está arruinando os mares e oceanos. Normalmente, os efeitos deles são sentidos em climas mais frios, com criaturas marinhas morrendo depois de comê-los ou se emaranhar neles. Mas este exemplo mostra como o impacto também é sentido por todos os animais.

O grande mergulhão-de-crista, dos quais existem 4.600 casais reprodutores na Grã-Bretanha, prefere nadar a voar e, por suas plumas ornamentadas, já foi muito caçado fazendo com que os números despencassem.

A Kaite Helps, do Derbyshire Wildlife Trust, disse que os pássaros muitas vezes oferecem um ao outro “algo bonito” quando tentam conquistar o parceiro.

Ela acrescentou: “A poluição plástica tem sido notícia recentemente graças a programas como o Planeta Azul da BBC, mas o problema é tão próximo de casa, não apenas em oceanos distantes, e essa foto é um lembrete gritante disso”.

“Em Derbyshire, o plástico está entupindo nossos rios e lugares que deveriam ser abrigos para a vida selvagem”.

“Todos nós contribuímos e todos nós precisamos fazer mudanças para evitar resíduos plásticos. No ambiente ele representa uma ameaça tão grande para a vida selvagem, porque não desaparece apenas, ele simplesmente se decompõe em pedaços cada vez menores”.

“Além dos perigos de ficarem presos ou feridos, os animais frequentemente ingerem fragmentos de plástico, com o potencial de se acumular nos corpos dos maiores da cadeia alimentar.”

No ano passado, a Great Plastic Pick Up foi parabenizada pela primeira-ministra Theresa May, depois que 20.000 voluntários removeram toneladas de lixo por todo o país.

Em apenas três dias, recolheram lixo suficiente para encher 17.000 lixeiras e 120.000 sacos de garrafas, alumínio e resíduos.

A campanha será relançada com a Keep Britain Tidy pedindo para que as pessoas deixem a nação limpa de 22 de março a 23 de abril.

 

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De olho no planeta

Cientistas israelenses encontram plástico no organismo de invertebrados marinhos

Um novo estudo da Universidade de Tel Aviv (TAU), em Israel, descobriu que microplásticos – minúsculos pedaços de plástico ingeridos por animais aquáticos – estão presentes em ascídias solitárias, invertebrados marinhos, ao longo da costa israelense.

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Foto: Pixabay

A pesquisa também confirmou a presença de aditivos plásticos, que são substâncias adicionadas aos plásticos para aumentar sua flexibilidade, transparência, durabilidade e longevidade.

A pesquisa, liderada pelo professor Noa Shenkar da Escola de Zoologia da Faculdade de Ciências Biológicas da TAU e do Museu Steinhardt de História Natural, foi publicada na edição de janeiro de 2019 do Boletim de Poluição Marinha. O estudo foi conduzido em colaboração com o professor Dror Avisar, chefe do Centro de Pesquisa Marinha na Faculdade de Ciências Exatas da TAU, e com o estudante pós-graduado Aviv Kaplan, do laboratório de Avisar.

“Este é o primeiro estudo que examina a contaminação por aditivos plásticos em organismos marinhos no Mediterrâneo Oriental e no Mar Vermelho”, diz Gal Vered, co-autor do estudo e um estudante de doutorado no laboratório de Shenkar.

“As ascídias solitárias são animais filtradores altamente eficientes e são excelentes exemplos do estado de poluição que afeta muitos outros organismos marinhos. Nossas descobertas são extremamente perturbadoras. Mesmo em praias protegidas, havia evidências de microplásticos e aditivos plásticos em ascídias. De fato, em todos os locais de amostragem, descobrimos níveis variados desses poluentes.”

Shenkar observou que “este é um resultado direto do uso humano do plástico. Pode parecer que os sacos plásticos e os outros produtos plásticos volumosos que vemos flutuar no mar são o maior problema. Mas um motivo de preocupação mais importante é a fragmentação desses produtos em pequenas partículas que são ingeridas por muitos organismos e chegam até mesmo às zonas mais profundas do oceano.”

Cerca de 350 milhões de toneladas de plástico são produzidas em todo o mundo a cada ano, e este número está aumentando. A pesquisa sugere que, se o material é encontrado nas ascídias, provavelmente também está presente em outras criaturas marinhas.

Os pesquisadores estão preparando seus resultados para os políticos interessados ​​em evitar mais danos à costa israelense. Eles também continuam investigando a extensão e o efeito da poluição plástica no recife de corais de Eilat.

“Ao comunicar nossos resultados ao público”, disse Shenkar, “esperamos aumentar ainda mais a conscientização pública sobre as ações que todos podem tomar para acabar com a poluição plástica”.

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De olho no planeta

Detritos plásticos causam encalhes de animais na África do Sul

Divulgação

Um relatório feito pela organização KZN Marine Stranding Network aponta que detristos plásticos e marinhos estão aumento o número de mortes e encalhes de animais na costa de Durban, na África do Sul. A ONG, especializada em proteção marinha, afirma que 62% dos animais que chegara à costa tinham plástico no interior de seus corpos.

A KZN afirma que esse lamentável fenômeno vem ocorrendo desde 2016 e está dobrando anualmente deste então. Um gráfico feito pela organização mostra o status de animais como resultado de atritos marinhos em 2017 para KZN.

Uma pequena porcentagem foi encontrada viva e liberada (18%) enquanto a maior porcentagem de animais não resistiram após uma tentativa de resgate (55%). Quase um terço dos animais (27%) já estavam mortos quando foram achados na praia.

A KZN afirma que coletar dados e produzir relatórios extremamente importante, pois comprova como a ação humana impacta diretamente na vida e morte dos animais marinhos e na saúde de seus habitats.

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De olho no planeta

Disney proibirá canudos e agitadores plásticos em todos seus estabelecimentos

A The Walt Disney Company, conhecida apenas como Disney, anunciou que proibirá todos os canudos e agitadores de bebidas de plástico de uso único. A medida entrará em vigor em julho de 2019 e será implementada em todas as propriedades da empresa em todo o mundo.

A The Walt Disney Company, conhecida apenas como Disney, anunciou que proibirá todos os canudos e agitadores de bebidas de plástico de uso único.
Foto: Reprodução

Em uma declaração, a proibição foi descrita como uma tentativa de “diminuir o impacto ambiental da empresa”. A Disney afirmou que a mudança representará uma redução de mais de 175 milhões de canudos e 13 milhões de agitadores por ano.

Além disso, a empresa também adotará produtos reutilizáveis em seus hotéis e cruzeiros, reduzirá o número de sacolas plásticas em todos os parques próprios e operados, e eliminará copos de poliestireno em todas as suas lojas.

O presidente da Disney Parks, Experiências e Produtos de Consumo, Bob Chapek, disse: “A eliminação de canudos e outros itens de plástico representa um passo significativo em nosso compromisso de longa data com a administração ambiental. Esses novos esforços globais ajudam a reduzir nosso impacto ambiental e a avançar nossas metas de sustentabilidade de longo prazo”.

A Disney se junta a outras grandes empresas, como a Starbucks e a American Airlines, ao abandonar os plásticos. As atitudes das companhias em prol do planeta têm sido celebradas por ambientalistas.

Cerca de 100 mil animais marinhos morrem anualmente devido à ingestão de plástico. O banimento de plásticos de uso único é extremamente necessário para salvar milhões de espécies marinhas que são diretamente afetadas pelo descarte indevido de lixo plástico.

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Atriz Pamela Anderson pede esforços na luta contra a poluição plástica

A atriz vegana e ativista dos direitos dos animais, Pamela Anderson, pediu através do Twitter para que seus seguidores parassem de usar plástico. O pedido ocorreu após a estrela receber seu almoço vegano em uma sacola plástica.

“Precisamos usar o que temos, e não consumir mais plástico”, escreveu ela. “O recipiente de plástico, mesmo que cheio de comida vegana, ainda não é bom o suficiente.”

Em um comentário após o post inicial, Anderson disse que “já falhou” em seu próprio esforço para parar de usar plástico, citando produtos de beleza, escova de dentes, xampu, secador de cabelo. “Está em toda parte”, disse ela. “Apenas comecei meu dia”, publicou usando a hashtag #beaware para chamar a atenção de seus seguidores para o problema.

Anderson se junta a um número crescente de celebridades se posicionando contra o plástico descartável. Em maio, o músico vegano Moby pediu que celebridades como o ex-presidente Barack Obama desistissem de garrafas plásticas de água.

“Fato horripilante: usamos um milhão de garrafas plásticas de água, a cada minuto de cada dia e, em 2050, haverá mais plástico nos oceanos do que peixes”, explicou Moby. “Desistir de garrafas plásticas de água é muito, muito fácil. Você pode substituí-lo por uma garrafa de água reutilizável”.

Com o Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano focado na poluição plástica, celebridades como os atores James Cromwell, William Shatner e Barbara Hershey, a modelo Gisele Bündchen, e a conversista e primatologista Jane Goodall, prometeram desistir dos plásticos descartáveis.

A atriz vegana e ativista dos direitos dos animais, Pamela Anderson, pediu através do Twitter para que seus seguidores lutassem contra a poluição plástica.
Foto: Divulgação

A poluição plástica tornou-se uma grande ameaça para os oceanos e a vida marinha do mundo. Filmes como o albatroz de Chris Jordan, lançado recentemente, destacam a imensa ameaça que o plástico representa para a vida marinha, incluindo aves marinhas como o albatroz. Peixes, pássaros e outros animais marinhos geralmente consomem plástico que são confundidos com comida.

Estima-se que 5 a 13 milhões de toneladas de plástico são despejadas no oceano todos os anos. Dados recentes sugerem que pode haver mais plástico no oceano do que peixes até 2050.

Felizmente, um número crescente de campanhas globais com o objetivo reduzir o uso de canudos plásticos têm sido instituídas. Apenas nos EUA, mais de 500 milhões de canudos de plástico são jogados fora todos os dias, que afetam diretamente a vida marinha e a cadeia alimentar.

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