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Elefantes são acorrentados e espancados para participar de torneio de polo

Um vídeo expôs um polêmico evento de caridade envolvendo a exploração de elefantes na Tailândia. Ativistas têm exigido o encerramento da prática.

Foto: Reuters/Soe Zeya Tun

Realizado na capital Bangkok, o Torneio de Polo de Elefante da Copa do Rei alega realizar uma campanha de arrecadação de dinheiro para programas de bem-estar de elefantes e outras causas. Em seu 16º ano, a Copa disse ter “gigantes gentis, emoção esportiva e [uma] aura luxuosa de glamour”.

O Anantara Hotels, que organiza e sedia o evento, descreveu-o como “um destaque dos calendários sociais anuais da alta sociedade internacional e uma extravagância de mídia inigualável”.

A variedade de patrocinadores locais e internacionais do evento incluiu a Autoridade de Turismo da Tailândia, Chang Beer, o Citibank, o Dilmah Tea, o Hooters Asia e o Ricoh. Os participantes no torneio representaram empresas como consultoria PWC, a IBM e a Johnny Walker.

“Eles são elefantes que normalmente podem trabalhar em acampamentos em algum local e nosso intuito é trazê-los aqui por uma semana de férias. Temos nossos veterinários aqui, eles têm sido bem alimentados, estão se divertindo”, afirmou um dos organizadores antes do evento.

No entanto, um vídeo divulgado pela PETA mostra uma realidade completamente diferente. A filmagem mostra manipuladores, conhecidos como mahouts, usando bullhooks (uma ferramenta afiada) para golpear os animais na cabeça e arrastando-os pelas orelhas, revela o Asian Correspondent.

Foto: Reuters/Soe Zeya Tun

“O único modo de fazer elefantes tolerarem humanos em suas costas para jogos de polo ou qualquer outro motivo é  ‘quebrá-los’. Eles são acorrentados e espancados com bullhooks ou outras armas e constantemente ameaçados de violência. Se olharmos com honestidade para a realidade da vida em cativeiro para elefantes em comparação à vida que eles deveriam ter na natureza, podemos ver como os adestradores degradaram esses animais magníficos”, disse a PETA.

Após a investigação da organização, o Anantara Hotels emitiu uma declaração alegando que o tratamento dos elefantes mostrados nos vídeos era “totalmente contraditório” com o propósito do torneio”.

O evento deste ano arrecadou US$ 128 mil que serão revertidos para projetos de “proteção de elefantes”, segundo o The Nation. Os organizadores da exploração alegam que o torneio arrecadou quase US$ 1,5 milhão até hoje.

A PETA disse que o protesto contra os abusos cometidos contra elefantes fez com que a empresa Tiger Tops parasse de sediar a Competição Internacional de Polo de Elefante enquanto o Guiness World Records removeu qualquer menção da prática em suas publicações.

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Notícias

Lacoste substitui crocodilo de camisas por animais ameaçados de extinção

O crocodilo, famoso símbolo da Lacoste, foi substituído nas camisas fabricadas pela marca por animais ameaçados de extinção. A empresa escolheu dez espécies para exibir nas polos: iguana de Anegada, tigre de Sumatra, saola, condo da Califórnia, papagaio kakapo, gibão negro cristado oriental, rinoceronte de Java, iémure desportivo do Norte, tartaruga de Myanmar e vaquita.

Lacoste escolheu dez espécies ameaçadas de extinção (Divulgação/Veja SP)

O projeto é uma parceria com a União Internacional para a Conservação da Natureza, organização sueca de proteção ambiental, e terá o lucro da venda das camisas revertido para o programa Save Our Species (salve as nossas espécies, em tradução livre).

A edição limitada do projeto conta com 1.775 camisas, número que equivale a quantidade de animais restantes de cada uma das dez espécies ameaçadas. As informações são da Veja.

A vaquita, mamífero marinho de águas pouco profundas, é a espécie que corre maior risco de extinção entre as escolhidas pela marca. Isso porque existem apenas 30 animais na natureza. A iguana de Anegada, nativa da Ilha Virgem Britânica de Anegada, por mais que tenha população maior que a da vaquita, também corre risco. Atualmente, são 450 animais vivos.

As polos serão vendidas pelo e-commerce da marca em algumas cidades da Europa e dos Estados Unidos por 150 euros cada.

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Ativistas conseguem cancelar jogo de polo sobre elefantes na Índia

Foto: Reprodução

Uma partida de polo sobre elefantes foi cancelada recentemete em Jaipur, na Índia, após ativistas dos direitos animais denunciarem que o esporte é cruel com os animais.

O polo sobre elefantes é praticado no Nepal, Sri Lanka, Tailândia e parte da Índia.

Cada elefante carrega dois jogadores. O campo é menor porque os elefantes são mais lentos que cavalos. Em 2007, uma partida terminou com dois atletas feridos e um micro-ônibus destruído, após uma reação de fúria de um dos animais.

Com informações do Paraíba.com.br

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Burros são explorados em partida de pólo, no México

Por Lobo Pasolini (da Redação)

Burro é humilhado durante o evento em Otumba. (Foto: Henry Romero / Reuters)

Os equinos são os animais mais explorados para trabalho pelo ser humano: eles puxam carroças, charretes, transportam pessoas, aram a terra etc. Além de trabalho, são também usados em ‘entretenimento’ como o turfe, disputas de peso etc. Eles são os escravos mais visíveis no mundo contemporâneo.

Foto: Henry Romero / Reuters

E a imaginação perversa da exploração sempre encontra novos jeitos de explorar os eqüinos, cuja doçura favorece tanta exploração. No ano passado empresários russos jogaram um pobre burro de paraquedas para promover um balneário. Como ver um animal aterrorizado pousar em uma praia de paraquedas pode promover qualquer coisa realmente é um enigma. Detalhe: a matéria original diz que o burro saltou de paraqueda.

Mais recentemente na cidade de Otumba no México os participantes de uma partida de pólo usaram burros como suporte e vassouras como tacos. Segundo informações do G1, o evento é realizado desde 1960 e conta também com corridas de animais nas ruas. O artigo, sem uma faísca de ironia, diz que os burros são muito celebrados no México. A palavra celebrar obviamente tem um significado muito diferente para o jornalista que escreveu o texto sobre essa crueldade.

Chegou a hora de deixarmos os eqüinos em paz. Eles já contribuíram excessivamente para o ser humano. Sem eles, não haveria civilização. Está na hora de retribuirmos e deixá-los viver suas vidas longe das rédeas, selas e chicotes e serem reverenciados como os indivíduos magníficos que eles e elas são.

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Livro Guinness bane polo com elefantes do ranking por não aceitar maus-tratos com animais

Por Tiago Claus  (da Redação)

Guinness, o livro dos recordes mundiais, concordou em parar de documentar as vitórias em polos com elefantes (“jogo” comum com cavalos). Os editores tomaram essa decisão após receberem da PETA a denúncia de que elefantes confinados para esses jogos, na Índia e Tailândia, são separados de suas família, apanham e sofrem violência física com objetos de metal com ponta fina.

Em uma carta de resposta, Craig Glenday, editor chefe do Guinness, escreveu: “Esta decisão está em conformidade com nossa política de não aceitar ou reconhecer qualquer recorde baseado na morte ou maus-tratos com animais.”

Foto: ravikiran rao/cc by 2.0

Dentre outros recordes que o livro não reconhece estão a caça de raposa e a tourada.

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Príncipe inglês é acusado de crueldade contra cavalo

Por Giovanna Chinellato (da Redação)

O príncipe inglês Harry está sob críticas de defensores dos animais por ter maltratado visivelmente um cavalo explorado em uma partida de polo. Fotos foram divulgadas recentemente mostrando o príncipe montando um cavalo com um sangramento visível no flanco, provavelmente causado pela espora do príncipe. Apesar de o caso ter ocorrido em julho, as fotos só foram divulgadas recentemente.

De acordo com a Animals Change, uma testemunha anônima disse ao Daily Mail que Harry continuou o jogo cruel com o cavalo ferido.

Essa não é a primeira vez que Harry suja o nome com os defensores dos animais, nem a primeira vez que um acidente de polo acontece perto dele. No começo do ano, um dos cavalos de polo morreu de ataque do coração. Em 2007, Harry foi questionado como suspeito de atirar em duas galinhas protegidas de uma fazenda vizinha à da família real em Norfol.

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