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Grupo elabora lista de candidatos à eleição que integram a causa animal

Reprodução/FALA

A Frente de Ações pela Libertação Animal (FALA) está elaborando uma lista de candidatos às eleições que são compromissados com a causa animal. O objetivo é reunir nomes de políticos que não defendam apenas cães e gatos, mas todos os animais, inclusive aqueles que são explorados para consumo humano, como bois, porcos e frangos.

De acordo com o grupo, a lista dará “visibilidade a candidaturas em defesa dos animais de todo o país que se comprometam com uma ampla pauta que apresentaremos”.

“Estamos realizando essa ação nestas eleições pra ajudar a eleger o maior número possível de candidaturas alinhadas com a defesa de todos os animais. Nos dois primeiros dias de ação, já mapeamos candidaturas em mais de 50 municípios por todo o país! O Brasil tem mais de 5 mil municípios, então queremos mapear bem mais candidaturas até as eleições!”, explicou o grupo.

Para que o projeto siga adiante, a FALA pede a colaboração de voluntários. “Para essa ação ser realizada da melhor forma possível, precisamos da ajuda de voluntárias/os de todo o país pra identificarmos essas possíveis candidaturas e apresentarmos nossa carta compromisso. Quando essas candidaturas forem eleitas, também iremos precisar muito da ajuda de voluntárias/os de todo o país pra fazer um acompanhamento muito próximo do trabalho de cada pessoa eleita”, reforçou.

O objetivo é divulgar a lista de maneira ampla. No entanto, só terá a candidatura divulgada quem se comprometer com a pauta da FALA em defesa de todos os animais, “pois essa pauta vai dificultar que oportunistas se aproveitem da causa”.

“Pelas nossas redes sociais conseguimos chegar a literalmente milhões de pessoas, então usaremos essa nossa força pra buscar divulgar e eleger essas candidaturas”, acrescentou.

Interessados em colaborar com o projeto devem entrar em contato com Bruno pelo WhatsApp: 61-98227-7280. “Quem quiser se juntar à FALA nessa ação, pode ficar à vontade pra entrar em contato conosco, pois estamos estruturando grupos de voluntariado em cada estado do país pra realizarmos essa ação”, concluiu o grupo.

Pré-candidatos que tenham compromisso com os direitos animais também podem entrar em contato com a FALA, que os enviará uma “carta compromisso”.


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Destaques, Notícias

Europa prepara ação contra desmatamento que pode afetar exportação brasileira

(luoman/Getty Images)

O comércio entre Brasil e Europa pode ser prejudicado devido a ações promovidas por parlamentares brasileiros e pelo presidente Jair Bolsonaro que colaboram com o aumento das áreas desmatadas. Isso porque a Europa está preparando uma ação ambiental que visa incentivar o consumo de commodities de cadeias de abastecimento livres de desmatamento.

O projeto elaborado pela Comissão Europeia tem o objetivo de combater o “desmatamento importado”, segundo informações do jornal Valor Econômico.

O desmonte ambiental promovido por Bolsonaro tem desagradado a Europa. Segundo entrevistas concedidas ao jornal por fontes em Bruxelas, sede do bloco europeu, as principais commodities – isso é, produtos que funcionam como matéria-prima, produzidos em escala e que podem ser estocados sem perda de qualidade – exportadas pelo Brasil devem ser enquadradas como produtos que contêm risco de contribuir para o desmatamento de florestas tropicais.

Carne e couro de bois explorados para consumo, soja, milho, café, cacau, óleo de palma e borracha, conforme as fontes, são as commodities brasileiras que podem ser afetadas pela medida.

PL da Grilagem

Além da ação ambiental elaborada pela Comissão Europeia, um grupo de 40 supermercados britânicos publicou uma carta aberta por meio da qual ameaça boicotar produtos brasileiros caso seja aprovado um projeto de lei que, através da grilagem de terras, autoriza o desmatamento da Amazônia.

A Sainsbury’s, Tesco, Morrisons e Marks & Spencer são algumas das empresas que estão pressionando o Congresso para que o projeto seja rejeitado.

De acordo com o documento assinado pelas marcas, o projeto, ao se tornar lei, incentivaria “mais apropriação de terras e desmatamento generalizado”, colocando a Amazônia em risco, prejudicando os objetivos do Acordo de Paris de 2015 sobre as mudanças climáticas e ameaçando as comunidades indígenas.

“Acreditamos que isso também colocaria em risco a capacidade de organizações como a nossa de continuar comprando no Brasil no futuro”, diz a carta, divulgada pela Reuters.


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Jornalismo cultural, Notícias

Câmara vota parecer sobre maus-tratos a animais na terça

Relator sugere pena de dois a cinco anos contra quem pratica maus-tratos


Na terça-feira (17), às 14h30, a comissão especial que analisa o aumento da punição contra quem pratica maus-tratos a animais se reúne no plenário 10 da Câmara dos Deputados. A finalidade é votar o parecer do relator e deputado Celso Sabino (PSDB-PA) sobre o Projeto de Lei 1095/19, do deputado Fred Costa (Patri-MG).

Foto: Getty

Sabino é favorável à proposta, mas sugere que, em vez da pena de um a quatro anos de reclusão em regime inicialmente fechado e multa, a pena seja ampliada para dois a cinco anos de prisão, além de multa.

O projeto de lei que propõe alterações na Lei dos Crimes Ambientais abrange animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. Hoje, quem pratica esses crimes está sujeito à detenção em regime semiaberto ou aberto, de três meses a um ano e multa.


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Papa Francisco pede que os líderes mundiais se unam e enfrentem Bolsonaro para salvar a Amazônia

Foto: Convento da Penha/Reprodução
Foto: Convento da Penha/Reprodução

Indignado com o desmatamento e a queima da Floresta Amazônica que cresceu 82% no ciclo do presidente Bolsonaro no poder, o papa Francisco, em um discurso poucas vezes visto onde aborda temas ligados ao meio ambiente, pede que os líderes mundiais descruzem os braços e se unam para combater a destruição da floresta, que ele lembrou ser “um lugar representativo e decisivo para o mundo”.

Em mensagem publicada nesta quinta-feira (22) no jornal La Stampa, o papa lembrou que “Junto com os oceanos, a Floresta contribui determinantemente para a sobrevivência do planeta”. Ele convocou para outubro um sínodo de bispos sobre esse tema no Vaticano.

As evidências da destruição implacável que a floresta vem sofrendo estão nas imagens de radares e satélites, fartamente divulgadas em todo o mundo, e o comportamento do presidente que abriu mão de recursos destinados a salvar a floresta é notório. Além disso, o dirigente de um órgão importante que monitora e apresenta dados sobre o desmatamento, o INPE, foi sumariamente demitido.

A Floresta Amazônica está presente em nove países da América do Sul, a capacidade de sua imensa flora nativa na absorção de dióxido de carbono e por consequência seu papel fundamental no combate à mudança climática renderam à floresta o apelido de “pulmão do mundo”

Fogo crescente

Só em junho deste ano foram destruídos 920,2 km² de floresta na Amazônia – aumento de 88% em comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), serviço de alerta sobre o desmatamento e a degradação florestal na Amazônia. De abril a junho, houve o desmatamento de 1.907,1 km². Em 2018, foram registrados 1.528,2 km² no mesmo período, ou seja, houve um crescimento de 24,8%.

Francisco convidou os líderes políticos a abandonarem “os próprios conluios e corrupções” para que se concentrem nesses temas. “Devem ser assumidas responsabilidades concretas, por exemplo, sobre o tema das minas ao ar livre, que envenenam a água provocando tantas doenças”, afirmou Francisco,

A revista The Economist pediu um boicote à carne e à soja do Brasil, contra o desmatamento ilegal. A Alemanha congelou um financiamento de R$ 155 milhões para projetos de preservação da Amazônia e a Noguega anunciou a suspensão de uma cifra superior a R$ 130 milhões.

O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), o goiano Marcello Brito, CEO da Agropalma, também prevê prejuízos para a economia brasileira. Questionado pelo Valor se “é questão de tempo que parem de comprar do Brasil”, o presidente da Abag foi taxativo: “É questão de tempo”.

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Reino Unido pretende cortar o consumo de carne e laticínios de 50% até 2030

Foto: Adobe
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O Reino Unido deve reduzir seu consumo de carne e laticínios em 50% até 2030, conforme informações divulgadas por membros do parlamento do bloco de países no início desta semana.

A Aliança Eating Better (Comendo melhor, na tradução livre), formada por mais de 60 organizações, incluindo a Compassion in World Farming e a WWF, apresentou um relatório aos políticos, empresas e ONGs em Westminster, Inglaterra.

Segundo o lema da Aliança, “Melhor pela metade: um roteiro para menos e melhor carne e laticínios”, a iniciativa fornece “ações para ajudar a criar o ambiente certo para as pessoas se alimentarem melhor, de forma que elas façam bem para elas mesmas e para o planeta”.

Mudando hábitos alimentares

A Aliança Eating Better diz que o momento para agirmos e passarmos a comer “menos carne e laticínios e melhorar a qualidade da alimentação com vegetais” é bem evidenciado, citando o impacto nocivo que a criação de animais tem no planeta.

“O valor de diversificar a alimentação incluindo mais vegetais, grãos integrais, nozes, sementes e leguminosas é claro. Mas nem sempre é fácil para as pessoas fazerem boas escolhas alimentares. A aliança Eating Better entende que este é um desafio complexo que ninguém consegue por conta própria”, acrescenta.

A iniciativa identificou 24 ações voltadas para o governo, serviços alimentares, varejo, produtores de alimentos e investidores, dizendo que “fornecer o ambiente certo” será mais eficaz para fazer as pessoas mudarem a maneira de comer, do que “dizer às pessoas o que podem e não pode comer “.

Opções alimentares

“Sabemos que, onde vivemos, o trabalho desempenha um grande papel em nossa saúde e bem-estar. As crianças das áreas mais pobres, com os ambientes alimentares menos saudáveis, têm duas vezes mais chances de serem obesas do que suas contrapartes mais ricas”, disse Shirley Cramer da Royal Society for Public Health (Sociedade Real para Saúde Pública) disse em um comunicado.

“É vital que tenhamos políticas nacionais e locais robustas para melhorar o meio ambiente, para que a opção alimentar padrão seja saudável. Somente então começaremos a enfrentar nossas crescentes desigualdades em saúde.”

Comer de forma mais sustentável

“A Aliança Eating Better tem sido encorajada e apoiada por recentes anúncios do governo do Reino Unido. Eles estabeleceram uma legislação para o bloco de países com o objetivo de contribuir com zero emissões de gases de efeito estufa até 2050 e anunciaram uma revisão independente para informar uma Estratégia Nacional de Alimentos”, disse Simon Billing, executivo Diretor do Eating Better.

“Nós da Aliança estamos ansiosos para ver esses compromissos se tornarem ações, pois há um sentimento de que o governo ficou para trás dos consumidores, produtores e empresas de alimentos por muito tempo. Eles precisam estar à mesa para criar o ambiente certo para as pessoas comerem de forma mais sustentável”.

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Políticos são pressionados a destacar os benefícios do veganismo para o planeta

O Reino Unido foi a primeira nação do mundo a declarar emergência climática e ambiental com a provação de uma moção parlamentar requerendo ações urgentes em prol do planeta.

Tendo saído na frente em reconhecer a ameaça sobre a qual a humanidade tem vivido não é de se surpreender que mais um passo seja esperando do bloco de países em relação a proteção e ajuda ao planeta.

Agora são os políticos do bloco de países que estão sendo instados a centrar o veganismo nas políticas de alimentação e agricultura depois da declaração de uma emergência climática nacional.

Uma série de pesquisas recentes mostra como a adoção de uma alimentação vegana pode reduzir o impacto ambiental de um indivíduo, incluindo a pesquisa da Universidade de Oxford, que descreveu o movimento como a “maior e mais efetiva atitude” que as pessoas poderiam fazer pelo planeta.

Agora, a Vegan Society escreveu para os principais partidos políticos, pedindo-lhes para “traduzir esse anúncio [sobre a iminente crise climática] em ação” e adotar políticas que estimulem a alimentação baseada em vegetais, além de oferecer comida vegana em cantinas do setor público e apoiar fazendeiros deixar as atividades que envolvem de animais de criação.

Cartas formais

O executivo-chefe da Vegan Society escreveu ao Partido Trabalhista, aos Democratas Liberais, ao Parlamento do Reino Unido, ao Partido Nacional Escocês e ao governo galês, afirmando que o aumento do conhecimento e a absorção de alimentos vegetais são necessários não apenas para a mitigação da mudança climática, mas também para a saúde pública. como pode aliviar a pressão no NHS.

A carta pede aos partidos políticos que deem três passos: encorajar a nação a adotar uma alimentação cada vez mais baseada em vegetais, implementar políticas para instituições do setor público, como escolas, hospitais e lares de idosos, para oferecer uma boa refeição vegana como padrão nos cardápios todos os dias. como parte de sua campanha Catering for Everyone, e fornecer ajuda financeira e prática para os agricultores que desejam se afastar de animais de criação para o cultivo de culturas vegetais para consumo humano, como parte de sua campanha Grow Green.

Dieta vegana e política

“É amplamente reconhecido que comer produtos de origem animal tem um enorme impacto ambiental, mas isso não é de forma alguma incorporado à política”, disse George Gill, executivo-chefe da Vegan Society, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“A agricultura animal não tomou nenhuma atitude em relação a sua cota de emissões e está ficando cada vez mais claro que não poderemos cumprir o Acordo de Paris a menos que façamos uma mudança nacional em direção a alimentações baseadas em vegetais”.

“Estamos pedindo aos partidos políticos que cumpram suas promessas e deem um passo ousado para superar a emergência climática implementando políticas que encorajem uma alimentação realmente sustentável e baseadas em vegetais”.

Opções veganas para ser padrão

“Estamos fazendo campanha para que as opções veganas se tornem padrão em todo o setor público para garantir que haja sempre uma opção alimentar adequada para todos”, acrescentou Will Gildea, responsável por campanhas e políticas da Vegan Society.

“O governo deve também apoiar os agricultores que desejam uma agricultura sustentável ou restauração ecológica, o que ajudaria a cumprir sua promessa de dinheiro público para bens públicos.

“Em um nível individual, podemos fazer a diferença comendo uma alimentação baseada em vegetais – qualquer pessoa interessada pode se inscrever para o desafio Plate Up for the Planet de sete dias”.

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ONGs, pesquisadores, artistas e políticos assinam manifesto contra a caça a animais

Instituições da sociedade civil, técnicos, pesquisadores, artistas e políticos assinaram um manifesto contra projetos de lei que visam liberar a caça a animais silvestres no Brasil.

O manifesto lembra que existem atualmente quatro propostas na Câmara dos Deputados que querem liberar a caça. “Todas elas ignoram o Princípio da Dignidade Animal (art. 225, §1º, VII, da Constituição Federal de 1988), e de que animais são seres sencientes (Tratado de Amsterdã, 1999 e Declaração de Cambridge, 2012), não podendo ser
tratados como meras coisas ou mercadorias que podem ser mortos para diversão ou comercialização”, diz o documento.

(Foto: Pixabay / Ilustrativa)

De acordo com o manifesto, os projetos contrariam a opinião da maioria da população brasileira, que é contra a caça. “Em 2003, o PNUD/IBAMA realizou a mais abrangente pesquisa para aferir o que pensa o brasileiro sobre a caça. Denominada “Pesquisa de Opinião Pública – Utilização de Animais Silvestres”, envolveu um público aleatório de 1.676 pessoas, nas 27 unidades federativas brasileiras, totalizando 81 (oitenta e uma) cidades (incluindo todas as capitais dos estados brasileiros). Os entrevistados em momento algum souberam que o contratante era o IBAMA, para não influenciar nos resultados. Uma das perguntas do questionário, a ser respondida com “sim” OU “não”, foi a seguinte: “Deve ser permitido caçar animais?”. O resultado apontou que dos pesquisados, 1.521/1.676 (90,8%) são contra a caça, 92/1.676 (5,5%) são favoráveis e 63/1.676 (3,7%) não souberam ou não responderam”.

O documento expõe também a existência de “diversas outras manifestações da sociedade civil, do Ministério Público e da população foram realizadas, demonstrando a ampla rejeição aos projetos que pretendem liberar a caça, especialmente o PL 6.268/2016”, como as “cerca de 400 mil assinaturas eletrônicas (nas plataformas Change, Avaaz e outras) já foram coletadas contra o referido PL, sendo a mais conhecida a da Change.

Os responsáveis pelo manifesto também expuseram argumentos contrários à caça, dentre eles, o fato da fauna brasileira ser de alta biodiversidade e de baixa densidade populacional por espécie, o alto endemismo da fauna e a possibilidade de grande instabilidade nas populações faunísticas serem causadas pela caça, a falta de recursos humanos, logísticos e financeiros dos órgãos fiscalizadores e o risco de animais de outras espécies serem mortos pelos caçadores.

“A eventual aprovação destes PLs e a liberação da caça no Brasil também acarretará em implicações na
diminuição da geração de renda e empregos com atividades de turismo da natureza, bem como ameaças à
segurança pública e privada. Os biomas brasileiros atraem turistas do mundo todo. Caso seja liberada a caça,
haverá um declínio drástico da fauna em locais turísticos, como Amazônia e Pantanal Mato-grossense, e uma
consequente redução de turistas e de divisas para o país”, afirma o documento.

No texto, consta também o estímulo à violência, inclusive de crianças, por parte da prática da caça. “Ademais, a segurança àqueles que frequentam áreas naturais pode ser drasticamente afetada. Em uma rápida procura no Google é possível encontrar notícias sobre acidentes com caçadores ou terceiros (trabalhadores rurais, pesquisadores em atividades de coleta de campo, observadores de aves e trilheiros da natureza), vítimas de acidentes com armas e armadilhas durante caçadas”, afirma. “Na França, por exemplo, durante a temporada de caça 2017-2018, o Office National de la Chasse et de la Faune registrou 113 acidentes, incluindo 13 mortes (3 dos mortos não eram caçadores). Em 2013, mais de 7.000 americanos estiveram envolvidos em acidentes de caça”, completa.

O documento trata também do aumento da violência no campo, “uma vez que naturalmente haverá
conflito de interesses entre proprietários rurais que não desejam a atividade em suas propriedades”.

Por fim, o manifesto lembra que os cachorros explorados para caçar animais silvestres também sofrem maus-tratos. “A cada ano, cerca de 50 mil galgos são descartados na Espanha ao final da temporada de caça, que se encerra sempre no fim de fevereiro. Segundo a organização SOS Galgos, os cães são abandonados ou mortos pelos próprios caçadores – com tiros, amarrados em trilhos de trem, enforcados, degolados, queimados vivos ou lançados em poços de onde são incapazes de sair”, reforça.

Confira o manifesto na íntegra clicando aqui.

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Animais marinhos mortos vindos do oceano são empilhados em praia na Flórida

Centenas de peixes-boi, tartarugas marinhas e outros animais marinhos estão sendo empilhados em praia na Flórida, nos Estados Unidos.

Embora a ocorrência de marés vermelhas e a proliferação de algas aconteçam naturalmente, muitos dizem que esse problema foi exacerbado por altos níveis de poluição causada por esgoto, esterco e fertilizantes.

Políticos do estado como o governador Rick Scott, o comissário de Agricultura Adam Putnam e a Procuradora Geral Pam Bondi se opuseram às tentativas do governo de regular os animais, chamando as regulamentações de “onerosas”.

Em outros esforços para bloquear os regulamentos de poluição de esgoto, esterco e fertilizantes, Bondi e Scott entraram com uma ação em 2014 para suspender a limpeza da Baía de Chesapeake.

Animais marinhos estão sendo trazidos mortos pela água em praia na Flórida (Foto: Pixabay)

“Eles não estão processando em nome dos cidadãos da Flórida; eles estão processando em nome de grandes interesses agrícolas e de desenvolvimento que não querem que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA aplique leis de água limpa em qualquer lugar”, afirma Carl Hiaasen, do Miami Herald.

“Entre os grupos de lobby tentando desmantelar o Plano de Água Limpa da Baía de Chesapeake estão a American Farm Bureau Federation, National Home Builders e aquelas famosas pessoas de mentalidade cívica no Instituto de Fertilizantes. Querem que confiemos neles para regular sua própria poluição e para o inferno com a EPA”.

Rick Scott está concorrendo a um lugar no Senado, e os ambientalistas estão preocupados. Foi apresentada uma petição que exige que Scott renuncie à corrida.

“Scott também enfraqueceu a regulamentação de nutrientes que contribuem para a proliferação de algas e não apoiou políticas destinadas a prevenir a mudança climática, os efeitos dos quais fazem as algas se espalharem”, consta na petição.

“Essas decisões irresponsáveis ​​justamente lhe valeram o apelido de “Red Tide Rick”. Como governador, Rick Scott provou que ele não tem o melhor interesse dos moradores da Flórida no coração”.

Embora devamos observar que a ocorrência geral de zonas mortas no oceano no planeta se estende além da costa da Flórida, em geral, a ocorrência de zonas mortas oceânicas na Terra quadruplicou desde 1950, com a zona morta no Golfo do México maior do que jamais foi na história, e a questão da agricultura animal é em grande parte a culpada.

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Ativistas exigem penas mais rigorosas para crueldade animal na Índia

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Arun Sankar/AFP
Reprodução/Arun Sankar/AFP

Políticos e ativistas indianos estão exigindo que as leis arcaicas do país sobre crueldade contra animais sejam revistas e estabeleçam penas mais severas após uma série de atos cruéis que geraram indignação.

Há algumas semanas, circulou na internet um vídeo que exibia um grupo de adolescentes em Hyderabad queimando três filhotes de cachorro vivos, segundo o portal The National.

No início de julho, um episódio de crueldade contra animais também foi filmado em Chennai no início de julho. Dois estudantes de medicina jogaram um cão do telhado de um edifício e filmaram o ato.

Em outro incidente, um cavalo morreu depois de ser espancado supostamente por um político, em um comício em Dehradun em abril.
Sob a Lei de Prevenção da Crueldade Contra Animais, que existe desde 1960 e nunca foi alterada na Índia, a multa máxima para aqueles que cometem tais atos de abuso de animais é de apenas 50 rúpias, o que não equivale sequer a um dólar.

Poonam Mahajan, um membro do parlamento e do Partido Bharatiya Janata (BJP) está introduzindo um Projeto de Lei em um esforço para aumentar a multa.

Cerca de uma dúzia de políticos de todas as partes do país escreveu cartas ao primeiro-ministro indiano Narendra Modi pressionando o governo para estabelecer punições mais rígidas, de acordo com a Humane Society Internacional da Índia (HSI).

Mahajan declarou que penas brandas “tornam os animais completamente vulneráveis e sem recursos legais ou proteção real. Por muitos anos, a Índia teve uma cultura de compaixão com os nossos cidadãos não humanos e, de acordo com esta cultura, as leis devem ser mudadas”.
A HSI lançou uma campanha e uma petição online, que será enviada a Modi, que também exigem mudanças na legislação indiana. A petição já recolheu mais de 83 mil assinaturas.

“As leis precisam ser atualizadas. Isso deveria ter ocorrido cerca de quatro décadas atrás”, disse Shreya Paropkari, da HSI.

Segundo ela, a multa de 50 rúpias não é de forma alguma um impedimento à crueldade e são necessárias multas com valores mais altos e punições mais rigorosas, incluindo a prisão, para reduzir o abuso de animais.

A PETA também está tentando persuadir o governo indiano a introduzir novas leis para proteger os animais.

“Há muito tempo, pedimos ao governo para aumentar urgentemente as penas atuais”, disse Nikunj Sharma, da PETA da Índia.

“Estes casos de crueldade contra animais estão em ascensão porque os abusadores estão confiantes de que podem, literalmente, escapar após cometerem assassinatos, sem praticamente nenhuma repressão”, completou.

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Governo da Alemanha quer obrigar escolas a servirem carne de porco‏

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Brietbart
Foto: Brietbart

Não é incomum governos de países tentarem interferir na alimentação dos seus cidadãos.

Segundo uma reportagem do Brietbart, membros do partido da chanceler alemã Angela Merkel estão exigindo que a carne de porco seja um item mandatório no menu de restaurantes e cantinas de escolas públicas. A dramática insistência se dá após a recente remoção da carne de porco do cardápio desses estabelecimentos, algo que os políticos associam a uma determinação feita para acomodar a nova população muçulmana no país.

Políticos do partido Christian Democratic Union (CDU) estão lançando uma campanha no Parlamento pela preservação da carne de porco como alimento básico, citando a sua presença na cultura alemã. De acordo com essa premissa, não comer carne de porco seria “anti patriótico”.

No entanto, o pleito das autoridades esconde um fato sombrio. Segundo a reportagem, essa movimentação apenas mostra a influência que os criadores de porcos para consumo exercem sobre a classe política do país. “As vendas de produtos à base de porcos e as pessoas que se beneficiam de comoditizar esses animais tem muito mais a ver com isso do que uma percepção cultural”, diz o texto.

 

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Você é o Repórter

Políticos de diversas partes do país se mobilizam em Brasília a favor dos animais

Wagner Ferreira
press.wagner@gmail.com

O respeito aos direitos dos animais já faz parte da agenda política de diversos parlamentares em Brasília. Os deputados federais Ricardo Izar (PSD-SP), Ricardo Tripoli (PSDB-SP), Antonio Imbassahy (PSDB-BA), e também a vereadora por Salvador, Ana Rita Tavares (PV-BA), se mobilizaram nesta semana, na capital federal, para reforçar a necessidade de políticas públicas em defesa da fauna brasileira.

Na última quarta-feira (11), a Comissão de Meio Ambiente da Câmara realizou uma audiência pública que teve como tema o trabalho desenvolvido pela Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda), de Porto Alegre. Palestraram Regina Becker, secretária da Seda e Angela Branco, pesquisadora da USP. Também participaram a vereadora Ana Rita Tavares, o prefeito da capital gaúcha, José Fortunati, 20 deputados federais, entre eles, Giovani Cherini (PDT-RS), que presidiu a mesa, o presidente da Comissão, Luiz Penna (PV-SP), Ricardo Tripoli (PSDB-SP) e Sarney Filho (PV-MA).

Fortunati foi elogiado por Tripoli – que também defende a bandeira dos animais – por conta da sua coragem em criar uma secretaria específica que cuide dos animais. ” Imagino as críticas que você sofreu daqueles que não conseguem ver a importância de um trabalho como esse. Hoje Porto Alegre é uma referência a ser seguida em todo País”, elogiou o deputado. “Meio ambiente não é só árvore e água, os animais também fazem parte dele. Temos uma dívida com esses seres, pois fomos os responsáveis pela vinda deles para o nosso convívio”, respondeu o prefeito gaúcho.

Após a audiência, o senador Pedro Taques (PDT-MT), relator na comissão que discute mudanças no código penal brasileiro, se reuniu com Imbassahy, Regina Becker, a vereadora Ana Rita e o presidente da Comissão dos Direitos dos Animais da OAB-RJ, Reynaldo Velloso. O grupo reforçou a necessidade de se aumentar as penas para quem comete crimes de maus-tratos contra animais, mudança exigida pelos protetores de animais de todo o País.

O senador prometeu reavaliar sua posição de ter atenuado, em seu relatório, o aumento das penas de crimes praticados contra animais. A posição dele resultou uma avalanche de críticas na internet, que o levou a se justificar publicamente. Durante a reunião, se juntou ao grupo, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que também prometeu apoiar os pleitos propostos pela comitiva. “Este trabalho que vem sendo desenvolvido pela vereadora Ana Rita, com apoio de outros parlamentares, no qual me incluo, está sendo de grande importância. Precisamos mudar a realidade com que os animais são tratados em nosso país”, disse Imbassahy.

Foi a terceira visita da vereadora baiana Ana Rita Tavares à capital federal neste ano. Em paralelo ao trabalho realizado na Câmara Municipal de Salvador, ela tem reforçado para os deputados e senadores a necessidade de uma mobilização nacional na busca por políticas públicas de atenção aos animais. “Com relação aos animais domésticos, que sofrem nos centros urbanos, defendemos uma política nacional de controle populacional para cães e gatos, atendimento público veterinário gratuito, maior punição para quem comete maus-tratos e um programa de sensibilização e educação obrigatório para os agressores penalizados criminalmente”, resume Ana Rita.

Audiência Publica em Salvador – Está prevista para novembro uma audiência pública que irá destacar o trabalho realizado pela Secretaria Especial de Defesa dos Animais (Seda) em Porto Alegre.

O evento foi proposto pela vereadora Ana Rita Tavares (PV-BA) e vai contar com a presença da secretária da Seda e Primeira Dama de Porto Alegre, Regina Becker, e os prefeitos da capital gaúcha e soteropolitana, José Fortunati e ACM Neto.

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Congresso vai retirar lobo cinzento da lista de espécies ameaçadas e autorizar a sua caça nos EUA

O lobo cinzento será o primeiro animal a ser retirado da lista dos EUA de espécies em perigo por decisão do Congresso, e não devido a uma proposta científica nesse sentido, na sequência de um projeto de lei ontem enviado à Casa Branca, segundo o site Mother Nature Network. A nova legislação obrigará ao levantamento das medidas de proteção que abrangem os 1200 lobos cinzentos que vivem em Montana e Idaho, colocando-os debaixo do controle estatal e permitindo a sua caça mediante autorização prévia.

Foto: Divulgação

Ainda não está definido o número de lobos que podem ser caçados, mas de acordo com Gary Power, do Departamento de Caça e Pesca de Idaho, a proposta agora submetida ao Congresso prevê que o número de lobos em Montana e Idaho desça para os 150 em cada um dos estados. Contudo, Gary Power disse à Reuters não acreditar que o número de animais desça tanto. Em Idaho existem 700 lobos e, em Montana, cerca de 550.

A retirada do lobo cinzento da lista de espécies ameaçadas está a ser bem acolhida pelos rancheiros, que consideram que o aumento da comunidade de lobos no norte das Montanhas Rochosas é uma verdadeira ameaça para os seus rebanhos. Por outro lado, os ambientalistas defendem que a retirada de uma espécie da lista deverá ser tomada por biólogos e não por políticos. A administração Obama pediu aos ambientalistas para aceitarem os planos definidos para Montana e Idaho como adequados para manter um número equilibrado de lobos – sem proteção federal – agora que as comunidades se recuperaram.

Fonte: JN

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