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Estrela da série ‘Diários do Vampiro’ cria fundação para combater crueldades contra os animais

O ator Ian Somerhalder criou uma fundação para defender animais. Foto: reprodução Spoilers Guide

(da Redação)

Quando o ator Ian Somerhalder, estrela da série de TV Diários do Vampiro (Warner) soube do assassinato brutal de 100 cães de trenó (huskies siberianos), em British Columbia,  Canadá, ficou indignado. “Como pessoas, não podemos aceitar este tipo de matança sem sentido. Esses animais foram brutalmente assassinados e os responsáveis devem ser processados sob o rigor da lei”, declarou à repórter Stephanie Feldstein da Change.org.

Mas, segundo o ator, este caso não pode ser simplesmente concluído com o processo penal. “A lei de prevenção contra crueldade aos animais tem muitas brechas e ambiguidades, favorecendo os criminosos. As leis devem ser alteradas para que este tipo de crueldade seja compreendido como uma violência que depõe contra a própria vida e que, portanto, não pode ser tolerada”, disse Ian Somerhalder.

A Fundação Ian Somerhalder criou uma petição pela Change.org para fazer exatamente isso. Em apenas um dia, mais de 4.500 pessoas já aderiram ao convite à apresentação de British Columbia para reformar as suas leis contra a crueldade animal.

A paixão de Somerhalder pelos animais se traduz em suas ações pessoais e de sua fundação. Foto: reprodução truebluestyleps

O rescaldo das mortes de cães de trenó tornou claro que a British Columbia precisa repensar não só as suas leis em defesa dos animais, mas também como os cães de trenó são tratados. Os cães de trenó podem ser reabilitados e posteriormente adotados por famílias. Uma saída feliz para todos.

Entre as demandas da petição está uma nova exigência de que a SPCA de British Columbia e outros abrigos avaliem cada animal em vez de condená-los sumariamente com base de onde eles vêm. (A discussão do destino dos cães de trenó, no Canadá, é semelhante ao debate que temos visto nos EUA a respeito dos cães resgatados de rinhas).

Somerhalder espera que a campanha para reformar as leis de British Columbia seja um exemplo global aos governos e organizações para financiar e criar programas que dão aos animais resgatados uma segunda chance. “Há sempre uma outra forma de permitir que esses animais vivam, eu quero que esses animais tenham uma vida longa, feliz e produtiva.”

Ele acredita no poder da internet para defender os animais. Foto: reprodução zastavki.com

A paixão pelos animais de Somerhalder se traduz em suas ações pessoais e de sua fundação. “Nós não somos melhores do que qualquer outra espécie, só temos polegares opositores, uma linguagem escrita e um cérebro grande”, diz ele.

E completa, “nós temos o poder da internet. Se colocarmos tudo isso junto, nós podemos tornar o mundo um lugar melhor para os animais, começando com a British Columbia.

Gordon Campbell disse que a matança é inaceitável. Foto: reprodução The Tyee

Em comunicado, o premier de BC, Gordon Campbell, disse: “Os detalhes trágicos e desconcertantes, que surgiram em torno da forma cruel como estes cães foram tratados cruel não são aceitáveis para British Columbia ou para seu governo”, disse o premier à Change.org.

Uma força-tarefa foi convocada para analisar a indústria de cães de trenó e fazer recomendações ao Ministro da Agricultura. A força-tarefa deverá apresentar seus resultados no próximo dia 25 março.

Conheça a fundação criada pelo ator Ian Somerhalder para defender os animais: www.isfoundation.com

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Referendos nas legislativas americanas tratarão entre outras coisas da criminalização das “fábricas de filhotes”

(da Redação)

Os americanos decidirão, em referendos locais nesta terça-feira (02), paralelamente às eleições legislativas, temas variados entre eles a proibição de criadouros de cães.

As legislativas de meio de mandato estarão acompanhadas de 160 referendos organizados em 50 estados do país, sem contar com as centenas de consultas previstas em condados e comunidades. Quarenta referendos estaduais surgiram de “iniciativas cidadãs”.

Foi o caso da proposta de criminalizar “a crueldade nas fábricas de filhotes”, apresentada por defensores de animais do estado do Missouri.

Consultas popular

Arizona: NÃO! Proposição 109
Proposição 109 é uma tomada de poder por políticos e interesses especiais que querem despojar do direito de voto no Arizona e negar ao povo uma oportunidade para apresentar algumas iniciativas de proteção animal. Esta medida entrega todo o poder sobre a política da vida selvagem para os legisladores estaduais, que geralmente são muito obcecados com armas, caça. A Proposição 109 foi escrita de forma tão abrangente que poderia até mesmo revogar medidas anteriores aprovadas pelo eleitor, como o plebiscito de 1994, que proibiu armadilhas de mandíbulas de aço e outras armadilhas cruéis em terras públicas. Para obter mais informações, visite NoOn109.com.

Califórnia: SIM!  Proposição 21
Proposição 21 irá proteger parques e vida selvagem, criando uma fonte adequada e estável de financiamento para manter os parques estaduais e praias, e promover a conservação da vida selvagem e proteção dos habitats. Para obter mais informações, visite YesForStateParks.com.

Missouri: SIM!  Proposição B
Missouri é a capital das fábriacsde filhotes de cães dos Estados Unidos. Nessas fábricas, os cães são amontoados em gaiolas pequenas e sujas, negado atendimento veterinário, expostos a condições extremas de calor e frio, e não existe qualquer forma de afeição humana. A proposição B vai acabar com os abusos desses criadouros no Missouri.  Para obter mais informações, visite YesonPropB.com.

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Polícia de SP encontra 80 pássaros em porta-malas de carro

A Polícia Militar Rodoviária de São Paulo apreendeu, por volta das 19h30 de sábado, 80 pássaros silvestres dentro de um carro, no município de Praia Grande, no litoral do Estado. As aves foram encontradas por policiais que realizavam patrulhamento de rotina na rodovia Padre Manoel da Nóbrega.

Os policiais abordaram o carro após desconfiar do motorista. Durante a vistoria, foram apreendidos 80 filhotes de pássaros silvestres, que estavam dentro de uma caixa. Deste total havia 35 guaturamas, 27 colerinhas, 13 sanhaços e cinco saíras sete cores. Foi acionado apoio ao 3° Batalhão de Policiamento Ambiental.

O homem foi conduzido ao DP de Praia Grande para prestar esclarecimentos. Após assinar um o termo circunstanciado de transporte de animais silvestres sem autorização e maus-tratos, ele foi liberado. Os animais foram encaminhados ao Centro de Tratamento de Animais de São Vicente.

Fonte: Terra

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Polícia mata chimpanzé nos Estados Unidos

Por Ana Cardilho
em colaboração para a ANDA

HARTFORD, Connecticut – Uma chimpanzé mascote de 90 quilogramas, que já apareceu em anúncios de televisão, lesionou na segunda-feira, 16, uma mulher que visitava sua proprietária e encurralou um policial e sua patrulha antes que os disparos causassem sua morte, disseram as autoridades. Também ficaram feridos a proprietária da chimpanzé de 15 anos e dois agentes, ainda que a polícia tenha dito que a extensão de suas lesões não foi conhecida de imediato. Ferida pelos policiais, a chimpanzé fugiu. Conklin disse que a polícia seguiu o rastro de sangue pela entrada dos carros, desde a porta principal da casa até o local onde vivia o mascote, que morreu por causa dos ferimentos.
……..

Os policiais que atiraram em mim, com balas de verdade e não anestésicos, declararam que não sabem o que aconteceu. Por que eu, uma chimpanzé de 15 anos, de repente fiquei agressiva, mordi a amiga de minha dona e depois disso não consegui me acalmar?

Especialistas em comportamento animal foram consultados, professores-doutores em chimpanzés certamente serão ouvidos. Cada um pode traçar sua própria teoria. Eu, se pudesse falar, contaria a minha versão dos fatos.

Não nasci de chocadeira, mas fui tirada do meu habitat, da minha família, antes mesmo de poder abrir os olhos direito e ver o mundo. Desde muito cedo estive rodeada de pessoas e apartada dos espécimes da minha raça, roubada do que deveria ser meu lugar no mundo: uma selva. Antes de completar um ano de idade fui vendida a uma família e virei o mascote da casa. Não bastavam gatos, cachorros e pássaros presos. Eles achavam bonito ter uma chimpanzé sentada no sofá. Achavam divertido me vestir com roupas e babados e riam a valer tentando me ensinar a usar a colher na hora da comida: hambúrguer, batata frita e sorvete.
Da janela de casa eu via algumas árvores lá fora. Meu corpo gritava por elas. Sentia vontade de escalar, me balançar, saltar de um galho ao outro. Eu queria respirar o cheiro do mato, eu precisava viver minha essência animal. Mas, nem pensar! Minha dona determinou que eu deveria dormir numa cama, usar perfume francês, andar o mais ereta possível e conseguiu que eu trabalhasse em alguns comerciais. Estive em várias agências publicitárias enfrentando longas horas de fotos e filmagens.

Quinze anos. Esse foi o tempo. A família quase nem se lembrava de que eu era uma chimpanzé. Pensavam em mim como a macaquinha de estimação que rendia uns cachês interessantes vez ou outra.

Só que eu nunca me esqueci de quem sou e nunca aceitei que eles achassem que poderiam roubar-me o direito a uma vida de verdade.

Na manhã do ataque eu acordei intratável. Sonhei com uma selva fechada, a chuva caindo, dezenas de chimpanzés soltos, correndo, saltando. Os sons dos meus iguais, o chamado deles. Estava irritada, é bem verdade, mas piorei muito quando a amiga de minha dona chegou para uma visita. Ela sentia medo de mim, exalava o cheiro do medo e, quando começou a gritar depois que lhe mostrei os dentes numa careta caprichada, eu também comecei a tentar gritar e não vi mais nada. Acho que a mordi e mordi também minha dona, que tentou me conter. Depois vieram os policiais, eu estava encurralada e fiz o que qualquer animal faria numa hora dessas: tentei me defender partindo para o ataque. E então vieram os tiros. Fugi, mas era tarde. Não havia mais vida em mim.

Na verdade, nunca houve. Há 15 anos eu já estava morta.

Ana Cardilho é escritora e jornalista. Com um olho na realidade e outro na prosa imaginária conta com mais de 20 anos de experiência em rádio e TV, tendo feito reportagens, edição e fechamento de telejornais e programas, e é ficcionista.

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