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Brasileiro planta sua própria floresta com 50 mil árvores

GIBBY ZOBEL

Antonio Vicente deixou um bonito legado às futuras gerações: plantou sua própria floresta. Em 1973, o idoso comprou uma propriedade de 30 hectares perto de São Francisco Xavier, a 200 km da capital de São paulo, e iniciou o plantio das mudas.

O altruísmo de Vicente foi bastante questionado por pessoas que não eram capazes de fazer o mesmo que ele e, por isso, não entendiam seu propósito. Mas ele não desistiu.

“Quando comecei a plantar, as pessoas me diziam: ‘você não viverá para comer as frutas, porque essas árvores vão demorar 20 anos para crescer'”, contou Vicente ao repórter Gibby Zobel, do programa Outlook, do Serviço Mundial da BBC.

“Eu respondia: ‘Vou plantar essas sementes, porque alguém plantou as que estou comendo agora. Vou plantá-las para que outros possam comê-las”, completou.

Preocupado com o desmatamento e a forma como a retirada de árvores interfere nos recursos hídricos, Vicente decidiu tomar uma atitude. “Quando era criança, os agricultores cortavam as árvores para criar pastagens e pelo carvão. A água secou e nunca voltou”, lamentou.

“Pensei comigo: ‘a água é o bem mais valioso, ninguém fabrica água e a população não para de crescer. O que vai acontecer? Ficaremos sem água”, acrescentou. Além de evitarem a erosão do solo, as árvores preservam a água quando absorvem e retém esse recurso natural em suas raízes.

Aos 14 anos, Vicente abandonou o campo e foi morar na cidade, onde trabalhou como ferreiro. A vida não foi fácil, mas tudo ficou melhor quando ele pôde comprar sua propriedade, com o dinheiro da venda de seu negócio, e plantar sua própria floresta em uma região de planície perto de São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos, no interior de São Paulo.

“A vida na cidade não era fácil. Acabei tendo de viver debaixo de uma árvore porque não tinha dinheiro para o aluguel. Tomava banho no rio e vivia debaixo da árvore, cercado de raposas e ratos. Juntei muitas folhas e fiz uma cama, onde dormi”, contou. “Mas nunca passei fome. Comia sanduíches de banana no café da manhã, almoço e jantar”, completou.

Quando finalmente conseguiu retornar ao campo, Vicente passou a plantar mudas que deram origem a uma floresta úmida tropical com aproximadamente 50 mil árvores.

Na contramão da sociedade, enquanto Vicente plantava, outros desmatavam. Dados da Fundação SOS Mata Atlântica e do Inpe relevam que a cobertura de Mata Atlântica no estado de São Paulo, antes de 69%, caiu para 14%.

GIBBY ZOBEL

Apesar de tamanha destruição, Vicente não desiste de fazer o que está ao seu alcance: preservar o pedaço de terra que lhe pertence. Orgulhoso, ele mantém um quadro pendurado na parede de sua casa com uma foto da época em que sua “floresta particular” ainda não existia para lembrar a si mesmo da transformação que promoveu.

“Em 1973, não havia nada aqui, como você pode ver. Tudo era pastagem. Minha casa é a mais bonita de toda essa região, mas hoje não se pode tirar uma foto desse ângulo porque as árvores a encobrem, porque estão muito grandes”, disse.

E os efeitos do replantio de árvores já podem ser vistos. Quando a propriedade foi comprada, havia apenas uma fonte de água no local. Hoje, são aproximadamente 20. Os animais também se aproximaram e fizeram morada na região.

“Há tucanos, todo tipo de aves, pacas, esquilos, lagartos, gambás e, inclusive, javalis”, revelou. “Temos também uma onça pequena e uma jaguatirica, que come todas as galinhas”, concluiu.


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Ave oceânica é resgatada em plantação de arroz a mais de 100 km do mar

Um albatroz-de-sobrancelha-negra, ave que vive a maior parte do tempo em regiões de mar aberto à procura de alimento, foi encontrada em uma plantação de arroz a mais de 100 quilômetros do mar, na cidade de Rodeio, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

Resgatado pela Polícia Ambiental de Blumenau, o animal foi encontrado por um casal de agricultores, que acionou as autoridades. As informações foram repassadas ao G1 pela Associação R3 Animal.

Foto: Nilson Coelho/R3 Animal

Após o resgate, a ave foi levada para o Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM), em Florianópolis.

A médica veterinária Janaina Rocha Lorenço, que prestou atendimento ao albatroz, explicou que o animal é um macho jovem. Ele chegou ao CePRAM parcialmente debilitado, estressado, com febre e penas quebradas. No entanto, depois de receber os cuidados necessários, a ave já apresentou melhora.

De acordo com a Associação R3 Animal, o animal será reabilitado por meio do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) e, depois, retornará à natureza.


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Cidades dão desconto no IPTU para quem adotar cães e plantar árvores

As medidas incentivam a população a realizar boas ações em prol dos animais e da natureza


As prefeituras de determinadas cidades estão oferecendo descontos para quem adotar cachorros, plantar árvores e preservar áreas verdes.

Pixabay/Nietjuh/Imagem Ilustrativa

Em Quinta do Sol, no Paraná, os moradores podem ter descontos de 30% a 50% no IPTU se adotarem um cão retirado da rua. A lei, que instituiu em junho de 2019 o Programa de Resgate de Cães Abandonados, também garante auxílio-veterinário. As informações são do UOL.

O desconto será medido de acordo com o porte do animal. Quem adotar cães de grande porte terá 50% de desconto. Os de porte médio levam a um desconto de 40% e 30% para pequeno porte. O benefício é garantido a quem assinar um termo de guarda responsável na sede da Associação de Proteção e Bem Estar Animal Melhor Amigo, que firmou parceria com a prefeitura.

Em Araquari, no estado de Santa Catarina, os moradores também podem conseguir descontos no IPTU quando adotam um animal. A medida vale desde 2016, mesmo ano em que foi instituída uma lei semelhante em Petrolina (PE), que também garante desconto no IPTU para adotantes de animais.

Já em Sabará (MG), os moradores podem conquistar desconto de até 25% caso plantem jabuticabeiras no quintal de suas casas. A dedução é de 5% por árvore, com limite de cinco pés por imóvel. Cada jabuticabeira tem que ter no mínimo cinco centímetros de diâmetro. Para ter acesso ao benefício, o morador deve acionar a prefeitura, que enviará um técnico ao local.

Também em Minas Gerais, uma lei de 1993 garante isenção no IPTU aos moradores de Belo Horizonte que tenham áreas verdes preservadas, conhecidas como reservas particulares ecológicas. Caracteriza-se como área verde locais com “condições naturais primitivas ou semiprimitivas” que façam a “preservação do ciclo biológico de espécies da fauna ou da flora nativas do Brasil”.

Moradores interessados em garantir a isenção devem entrar em contato com a prefeitura para solicitar um técnico ambiental, que fará uma inspeção para verificar seu “valor ecológico”. Após garantida, a isenção só será mantida se o proprietário realizar a manutenção do local.


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Novo programa ajuda criadores de galinhas a converterem seu negócio em plantio de vegetais

Foto: SARE, Edwin Remsberg.
Foto: SARE, Edwin Remsberg.

O grupo que atua em defesa dos direitos animais, Mercy For Animals (MFA), anunciou na terça-feira (12/11), o lançamento do “Transfarmation Project” – uma iniciativa que ajudará os produtores e criadores de galinhas e frangos a sair da indústria da criação de animais.

A MFA desenvolveu o projeto para ajudar o nicho de produtores, que muitas vezes ficam em dívida com as grandes corporações sob contratos restritivos. “Espera-se que a indústria de alimentos à base de vegetais alcance o valor de 85 bilhões de dólares até 2030, e como um número crescente de consumidores opta por alimentos à base de vegetais para melhorar sua saúde, há uma oportunidade real para os agricultores atenderem a essa demanda”, disse a presidente da MFA, Leah Garcés.

“Nosso objetivo é ajudar os produtores a fazer a transição para o cultivo de cânhamo, cogumelos, alface hidropônica e outras culturas – e até para produzir energia solar e eólica. Reuniremos investidores, engenheiros, agricultores, empresários, formuladores de políticas e advogados para projetar modelos replicáveis que impulsionem as economias rurais e construam um sistema agrícola mais compassivo”.

Mike Weaver, ex-criador de frangos contratado da Pilgrim’s Pride, recentemente converteu seus celeiros de aves em uma instalação de produção baseada em vegetais, cultivando cânhamo para a crescente indústria de CBD.

Durante seu melhor ano, Weaver conseguiu ganhar 7 mil dólares com a criação de galinhas. Quando sua produção de cânhamo estiver pronta para ser comercializada em escala, Weaver espera faturar aproximadamente 2 milhões de dólares e empregar quatro vezes mais pessoas.

“Os fazendeiros criadores de animais da América estão em péssimas condições”, disse Weaver. “Todo o país precisa se preocupar com o que está acontecendo com as fazendas familiares e na região rural. Empresas maiores assumiram o controle da produção e estão expulsando os pequenos produtores familiares. Os fazendeiros estão prontos para uma mudança e iniciativas como o ‘Transfarmation Project’ podem ajudar muito”.

Enquanto a MFA trabalha para ajudar os criadores de frango, a marca vegana Miyoko’s Creamery procura transformar a indústria de laticínios. Na semana passada, a marca – conhecida por seus queijos e manteigas veganos – anunciou sua intenção de converter uma fazenda de vacas leiteiras da Califórnia em uma instalação de pesquisa e desenvolvimento para seus produtos não lácteos.

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Bolsonaro revoga decreto que proibia expansão da cana-de-açúcar na Amazônia

Além da Amazônia, o decreto também protegia o Pantanal. Com a revogação, os biomas poderão ser desmatados para o plantio da cana-de-açúcar


O presidente Jair Bolsonaro revogou nesta quarta-feira (6) um decreto que estabelecia o zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar e impedia que o cultivo fosse expandido em áreas como a Amazônia e o Pantanal.

Reuters

O decreto 6.961, de 2009, foi aprovado inclusive pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e beneficiou o etanol brasileiro, que passou a ser visto como um produto que garantia a proteção dos biomas contra o desmatamento. As informações são do portal Notícias ao Minuto.

Em março de 2018, a Unica se posicionou contra um projeto de lei do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) que pretendia liberar o plantio da cana-de-açúcar na Amazônia. De acordo com a entidade, essa liberação traria riscos aos biocombustíveis e  ao açúcar no mercado internacional. O Fórum Sucroenergético também foi contra a proposta, que foi engavetada.

A revogação foi feita pelo presidente e pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina. A decisão do governo contraria um parecer de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais, que enviaram um estudo à ministra comprovando que no Brasil há área suficiente para plantar cana-de-açúcar sem desmatar o Pantanal e a Amazônia.

“O etanol é o único biocombustível de primeira geração aceito pela União Europeia, Japão e outros países como medida de redução das emissões de efeito estufa”, comentou o pesquisador Raoni Rajão, que liderou a análise enviada à ministra. “O etanol de milho, por ter um balanço energético menos vantajoso, ou seja, emite gases de efeito estufa em proporção maior do que remove durante o crescimento, é excluído. Isso significa que o Brasil tem uma vantagem competitiva importante perante seus concorrentes, contanto que possa garantir que a cana-de-açúcar não gere desmatamento”, completou.

“A manutenção desse zoneamento é condição necessária para que a União Europeia mantenha a cota de importações de 850 milhões de litros do Mercosul”, disse o pesquisador, que descobriu, por meio de um estudo encomendado pela Comissão Europeia, que a cana-de-açúcar só é considerada de baixo impacto por conta do zoneamento restritivo.

O pesquisador explicou também, no estudo enviado à ministra, que a Amazônia é pouco favorável ao plantio de cana. Segundo o levantamento, 10 milhões de hectares do Brasil são destinados à cana-de-açúcar, sendo 5 milhões na Mata Atlântica e 4.8 milhões no Cerrado – principalmente em São Paulo e em Minas Gerais. Na Amazônia há apenas 144 mil hectares, o que representa aproximadamente de 1.5% do total da área plantada no Brasil, com as plantações concentradas no sul do Mato Grosso.

“Tendo em vista a pouca representatividade das lavouras de cana-de-açúcar no bioma Amazônia, da baixa favorabilidade, da disponibilidade de áreas para expansão dessa cultura em outros biomas e do grande risco econômico da mudança do zoneamento é fortemente recomendado que seja mantido o atual zoneamento estabelecido pelo Decreto 6.971/2009”, concluiu.

No ano passado, uma crítica à expansão do plantio de cana-de-açúcar na Amazônia foi feita pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, grupo que reúne o setor produtivo e organizações ambientalistas. De acordo com a entidade, a medida “contraria os esforços feitos pelo governo federal, setor produtivo e sociedade rumo à produção sustentável de cana-de-açúcar no país” e poderia causar uma pressão por mais desmatamento, afetando a imagem da cana internacionalmente.

O Museu Paraense Emílio Goeldi também se posicionou, à época, contra a proposta e alertou que a expansão do plantio pode não só aumentar o desmatamento, mas afetar a oferta de água.


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Etiópia planta 350 milhões de árvores para combater a mudança climática

Foto: Reuters
Foto: Reuters

A Etiópia acaba de bater um recorde mundial na luta contra a mudança climática.
Em um único dia, o país plantou mais de 350 milhões de árvores.

Anteriormente, a Índia detinha o recorde de mais árvores plantadas em um dia, o país atingiu 50 milhões de árvores em 24 horas em 2016.

O sucesso do plantio de árvores na Etiópia foi o resultado de um esforço nacional conjunto contra as mudanças climáticas. A iniciativa nacional Legado Verde – uma campanha do governo por uma Etiópia mais verde, mais limpa e mais amiga do meio ambiente – tem como objetivo que quatro bilhões de árvores sejam plantadas em todo o país até o final do verão.

Foto: Egypttoday
Foto: Egypttoday

O governo está incentivando todos os cidadãos a plantar pelo menos 40 mudas de árvores. Até mesmo os escritórios públicos foram fechados em 29 de julho para que os funcionários públicos pudessem participar da campanha.

Uma solução simples?

No mês passado, um estudo revelou o potencial incomparável das árvores no combate às mudanças climáticas. Os cientistas revelaram que o plantio de bilhões de árvores ao redor do mundo é a maneira mais rápida e barata de ganhar mais tempo aos seres humanos para salvar o planeta.

Segundo o professor Tom Crowther, da universidade suíça ETH Zürich, onde o estudo foi realizado, o plantio de árvores é uma solução mais simples do que a maioria,porém mais eficaz, relata o Guardian.

Não envolve convencer o presidente Trump do perigo da mudança climática ou a invenção da tecnologia difundida para sugar o dióxido de carbono do ar. É uma maneira dos indivíduos se envolverem de maneira mais fácil e instantânea. Todos podem plantar uma árvore.

Foto: Livekindly Reprodução
Foto: Livekindly Reprodução

“As árvores não apenas ajudam a mitigar a mudança climática absorvendo o dióxido de carbono no ar, mas também têm enormes benefícios no combate à desertificação e à degradação da terra, particularmente em países áridos”, disse o Dr. Dan Ridley-Ellis, chefe do centro de ciência e tecnologia da madeira na Edinburgh Napier University, para o Guardian.

Ele continuou: “elas também fornecem comida, abrigo, combustível, forragem (alimento para animais), remédios, materiais e proteção do suprimento de água. Esse feito verdadeiramente impressionante [da Etiópia] não é apenas o simples plantio de árvores, mas parte de um enorme e complicado desafio para levar em conta as necessidades de curto e longo prazo das árvores e das pessoas ”.

“O mantra do engenheiro florestal” a árvore certa no lugar certo “precisa cada vez mais considerar os efeitos da mudança climática”, acrescentou ele, “bem como a dimensão ecológica, social, cultural e econômica envolvidas no processo”.

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Estudo revela que o plantio de árvores é a solução mais efetiva no combate à mudança climática

Foto: sharegoodstuffs
Foto: sharegoodstuffs

O plantio de bilhões de hectares de árvores em uma área do tamanho dos EUA pode ser a “solução mais eficaz para combater a mudança climática até hoje”, dizem os pesquisadores.

Um estudo descobriu que há potencial extra para o plantio de mais 900 milhões de hectares (2,2 bilhões de acres) de árvores em áreas que naturalmente seriam de bosques e florestas.

À medida que crescem e amadurecem, as árvores podem absorver e armazenar 205 bilhões de toneladas de carbono, segundo a análise publicada na revista Science.

Se a maior desse carbono parte provêm da atmosfera, as árvores poderiam absorver cerca de dois terços dos 300 bilhões de toneladas extras de carbono que estão na atmosfera por causa da atividade humana desde a revolução industrial.

Em seu estudo, os cientistas suíços do Laboratório Crowther ressaltam que “a restauração global de árvores é a solução mais eficaz para a mudança climática até o momento”.

No entanto, outros especialistas afirmaram que o estudo superestimou a quantidade de carbono que essa restauração florestal poderia tirar da atmosfera, e que o foco deveria ser a eliminação das emissões de combustíveis fósseis.

O professor Tom Crowther, autor principal do estudo, disse: “Todos nós sabíamos que a restauração das florestas poderia desempenhar um papel no combate às mudanças climáticas, mas não tínhamos conhecimento científico do impacto que isso poderia causar.

“Nosso estudo mostra claramente que a restauração florestal é a melhor solução disponível atualmente e fornece evidências concretas para justificar o investimento.

“No entanto, levará décadas para novas florestas amadurecerem e atingirem esse potencial”.

“É de vital importância que protejamos as florestas que existem hoje, busquemos outras soluções climáticas e continuemos a eliminar os combustíveis fósseis de nossas economias para evitar mudanças climáticas perigosas.”

Só no Reino Unido, estima-se que 4,6 milhões de hectares de cobertura florestal poderiam ser criados, em grande parte em terras de pastagens que poderiam continuar a alimentar bois e vacas, ao mesmo tempo em que armazenam carbono, dizem os pesquisadores.

A análise utilizou quase 80 mil imagens de satélite de alta resolução de áreas protegidas para avaliar os níveis naturais de cobertura de árvores em áreas que vão desde a tundra do Ártico à savana, mata aberta e florestas densas.

O Laboratório Crowther descobriu que as florestas poderiam ser reaproveitadas em 1,7 a 1,8 bilhão de hectares de terra em áreas com baixa atividade humana que atualmente não são usadas como terras urbanas ou agrícolas, adicionando 900 milhões de hectares de cobertura florestal.

O estudo conduzido pelo Dr. Jean-François Bastin também sugere que há mais potencial para replantio de árvores em terras agrícolas e áreas urbanas.

Os pesquisadores estimam que 700 milhões de hectares de cobertura florestal poderiam ser adicionados através de árvores da cidade e “agroflorestamento” – por exemplo, plantar linhas de macieiras através de plantações só no Reino Unido.

Comentando o estudo, o professor Simon Lewis, da University College London, disse que a estimativa de que as florestas extras poderiam armazenar 200 bilhões de toneladas de carbono era “muito alta”.

Ele acrescentou: “Novas florestas podem desempenhar um papel na limpeza de algumas emissões residuais de carbono, mas a única maneira de estabilizar o clima é que as emissões de gases de efeito estufa cheguem a zero, o que significa cortes drásticos nas emissões de combustíveis fósseis e desmatamento”.

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Casal refloresta 600 hectares de área para abrigar 500 espécies sob risco de extinção

Um casal brasileiro reflorestou 600 hectares de área em Minas Gerais para abrigar 500 espécies ameaçadas de extinção. O famoso fotógrafo Sebastião Salgado e sua esposa decidiram plantar as árvores após retornar ao local onde ele viveu na infância e encontrar um cenário de devastação que comprometia a existência de diversos animais.

Foto: Reprodução / Portal do Animal

“A terra estava tão doente quanto eu – tudo foi destruído. Apenas 0,5% da terra estava coberta de árvores. Então eu e minha esposa tivemos a ideia desafiadora de replantar a floresta. E quando começamos a fazer isso, aos poucos, todos os insetos, pássaros e peixes retornaram; graças ao aumento do número de árvores, eu também renasci como pessoa”, disse Salgado, segundo informações do jornal britânico The Guardian.

Pouco tempo depois, Salgado criou, com o apoio da família, o Instituto Terra e ele e sua esposa plantaram mais de dois milhões de árvores em um período de 20 anos. Segundo o portal Science Insanity, a primeira muda foi plantada em dezembro de 1999. No início, cerca de 24 trabalhadores foram contratados para ajudar no trabalho de reflorestamento. No entanto, logo que a notícia sobre a ação do casal repercutiu, dezenas de pessoas se ofereceram para ajudar de forma voluntária. O casal também recebeu uma doação de 100 mil mudas de árvores.

Foto: Reprodução / Portal do Animal

Com o passar dos anos, as árvores da região começaram a florescer e deram origem a uma floresta densa, que resultou no aumento pluvial da região, além de propiciar um clima ligeiramente mais frio. As informações são do Portal do Animal.

“As florestas são essenciais. Precisamos de árvores nativas para coletarmos os frutos que utilizamos para nos alimentar, assim como os herbívoros. Sem elas, não há ciclo da vida”, disse Salgado. “Precisamos ouvir o que os nativos falam sobre a mãe terra. Extraímos muito da natureza, e precisamos devolver isso de alguma forma. A mãe terra necessita de algum tipo de retorno espiritual. Temo que seremos comprometidos se não olharmos com mais amor para a natureza”, completou.

A área reflorestada pelo casal conta atualmente com 293 espécies de árvores e rejuvenesceu uma área equivalente a 1,5 mil acres de floresta tropical.

Foto: Reprodução / Portal do Animal
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Nove bilhões de animais são mortos por ano pela indústria de carne na União Europeia

Os políticos da União Europeia estão na mira de eleitores, ativistas, ambientalistas e da população em geral, para que ajudem os fazendeiros que vivem da criação de animais em larga escala (agropecuária industrial) a fazer a transição para a agricultura de cultivo de legumes, verduras, e frutas a fim de impulsionar a tendência crescente da alimentação baseada em vegetais que vem se consolidando cada vez mais.

Em um evento ocorrido esta semana no parlamento europeu, organizado pela Humane Society International, fazendeiros, ecologistas e acadêmicos concordaram que há uma necessidade urgente da União Europeia apoiar essa transição ajudando os fazendeiros a se adaptarem e aproveitarem a oportunidade econômica que a mudança na alimentação dos consumidores (queda no consumo de carne, laticínios e ovos) vem causando.

Um importante relatório da Fundação Rise advertiu recentemente que a produção de carne e laticínios da Europa deve ser reduzida pela metade até 2050, como exemplo de atitude responsável a ser tomada, dada sua contribuição significativa para a degradação ambiental do planeta, com as emissões de gases de efeito estufa e a perda de biodiversidade.

Atualmente, a UE cria 9 bilhões de animais para alimentação por ano – com mais de 360 milhões desses animais gastando toda ou parte de suas vidas em sistemas intensivos de criação em cativeiros – e, globalmente, estima-se que 82 bilhões de animais sofram por causa da alimentação humana.

Dr. Marco Springmann, da Universidade de Oxford, e Dra. Helen Harwatt, da Universidade de Harvard, participaram do simpósio realizado em Bruxelas, realizado pelo ecologista e especialista em transição, Alan Watson Featherstone, e pelo agricultor sueco Adam Arnesson, que esta fazendo a transição de sua fazenda de criação de porcos para agricultura de cultivo de aveia para uma empresa de leite vegetal.

Os incentivos políticos também foram tratados na primeira exibição pública na Europa do curta-metragem premiado BAFTA 2019, “73 Cows”(73 vacas, na tradução livre), sobre os fazendeiros britânicos Jay e Katja Wilde que mandaram todo o seu rebanho para um santuário e mudaram seu negócio para o cultivo de colheitas de legumes e vegetais.

Foto: 73 Cows/Divulgação
Foto: 73 Cows/Divulgação

“Os consumidores europeus estão mais conscientes do que nunca das questões relacionadas ao bem-estar animal e aos impactos ambientais da produção de carne, laticínios e ovos. O nível atual de produção de carne de origem animal é simplesmente insustentável, e o crescimento contínuo das alternativas à base de vegetais é inevitável”, disse Alexandra Clark, consultora de política alimentar da HSI/Europa, em um comunicado.

“O momento oferece aos fazendeiros de criação europeus uma oportunidade única de atender a essa demanda variável, fazendo a transição da criação animal industrial para a produção de culturas de vegetais e frutas. Com a atual reforma da política agrícola da UE, os deputados têm uma clara oportunidade de ajudar os fazendeiros na direção dessa transição, deslocando os subsídios da produção animal industrial, para apoiar os fazendeiros a mudar para frutas, legumes, cereais e leguminosas que estão crescendo em demanda para um público cada vez mais consciente e compassivo”, disse Clark.

A UE está atualmente reformando sua política agrícola, com uma votação crucial planejada na Comissão de Agricultura para o início de abril. A Dra. Helen Harwatt, da Universidade de Harvard, acredita que esta é uma grande oportunidade para os políticos assumirem a liderança em em relação as mudanças necessárias para migrar da criação animal para o plantio e cultivo vegetal.

A Dra. Harwatt disse: “Reaproveitar porções de terras utilizadas na agropecuária para remover o dióxido de carbono da atmosfera será crucial para limitar o aquecimento a 1,5°C. Por sua vez, a restauração desta terra ao seu habitat natural abrirá as portas para a reintrodução de espécies animais, o que ajudaria a combater a crise da vida selvagem. Mudanças da criação de animais para consumo para cultivo de colheitas são essenciais e os políticos devem garantir que medidas de apoio sejam implementadas para ajudar os fazendeiros a fazerem essa transição inevitável”.

O agricultor sueco Adam Arnesson mudou sua criação de animais pela carne para o cultivo de várias culturas para consumo humano, incluindo aveia para a produção de leite. Ao fazer isso, ele dobrou o número de pessoas que sua produção alimenta anualmente e reduziu pela metade o impacto climático de seu negócio por caloria.

Os fazendeiros Jay e Katja Wilde, que estrelam o curta-metragem “73 cows” de Alex Lockwood, expressam seu desejo de que os deputados europeus compreendam que a pressão e o medo que muitos fazendeiros sentem pelo futuro poderiam ser aliviados se houvesse apoio para que eles pudessem mudar com segurança e pelo bem do planeta.

Ao falar no evento da exibição do curta “73 cows”, no parlamento europeu, Jay Wilde disse: “Estamos entusiasmados com o fato do nosso filme ter chegado ao parlamento europeu, onde esperamos que inspire os políticos a votarem num futuro melhor tanto para os fazendeiros como para os animais. Dando nossas vacas para um santuário para viver em um refúgio seguro foi a melhor decisão de nossas vidas, tornou-se a única decisão certa quando enviá-las para o matadouro não era mais algo que eu poderia fazer e viver com isso. Mas tem sido uma jornada muito assustadora também porque você está entrando em território desconhecido.

“Essa mudança não é apenas uma escolha pessoal, é necessário proteger o meio ambiente, então, se houvesse apoio financeiro e prático para ajudar os fazendeiros como eu a plantar pelo planeta, isso tornaria a vida muito mais fácil”, disse ele.

A eurodeputada finlandesa Sirpa Pietikäinen disse que “se todos mudassem a sua alimentação para uma dieta a base de vegetais, isso seria benéfico para a saúde pública, o bem-estar dos animais, a biodiversidade e o clima”.

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De olho no planeta

Polônia convoca todos os países a plantar mais árvores para conter o aquecimento global

Estudo publicado na revista Earth's Future revela que apenas o plantio de mais árvores não é suficiente para conter o aquecimento global | Foto: Reprodução/Pinterest
Estudo publicado na revista Earth’s Future revela que apenas o plantio de mais árvores não é suficiente para conter o aquecimento global | Foto: Reprodução / Pinterest

O governo polonês pede que mais árvores sejam plantadas em todo o mundo num esforço para reduzir as emissões de carbono. A Reuters informa que o convite à ação acontece um mês antes da 24ª Conferência dos Participantes do Quadro da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP24), que acontecerá no próximo mês.

O país lançou campanhas para promover o plantio de florestas a fim de reduzir sua pegada de carbono. O ministro do Meio Ambiente, Henryk Kowalczyk, mencionou na semana passada que o Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudança Climática revelou que os governos mundiais devem fazer “mudanças sem precedentes” em todos os aspectos da sociedade dentro de 12 anos para conter de forma efetiva o aquecimento global.

“A presidência polonesa chama a atenção para isso incentivando o mundo a tomar medidas concretas neste campo”, disse Kowalczyk em entrevista coletiva. Além disso, a Polônia pretende incentivar o uso de veículos elétricos para reduzir a poluição por diesel. Espera-se que seus projetos florestais de carbono absorvam cerca de 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono (CO2).

Apesar das boas intenções, o grupo ambientalista internacional Greenpeace diz que o anúncio é pouco mais do que um “bandaid” para as questões mais amplas da mudança climática.

“As Fazendas de Carbono Florestais têm pouca base científica e significado marginal para a absorção das emissões de gases de efeito estufa na Polônia”, disse a organização. “Este não é o caminho para alcançar a neutralidade climática, mas, na melhor das hipóteses, um golpe de relações públicas”.

Dependência de combustíveis fósseis e extração ilegal de madeira

A Polônia foi duramente criticada no passado por sua dependência do carvão, que é responsável por liberar altos níveis de CO2 na atmosfera além de outros poluentes atmosféricos. O país é atualmente o maior produtor de energia de carvão da UE, respondendo por 80% de seu uso de energia. Em outubro do ano passado, o governo anunciou que planeja cortar esse número para 50% até 2040 e voltar-se para fontes de energia renováveis.

A nação também foi acusada pela extração de madeira na Floresta Bialowieza, a última seção remanescente de uma floresta primitiva que cobriu a Europa há mais de 10.000 anos. A floresta também abriga pássaros, lobos, linces e 25% da população de búfalos da Europa. Apesar das proteções, o Greenpeace afirmou no começo do ano que a Polônia pode ter derrubado até 100.000 árvores.

Embora o governo do país tenha argumentado que ação tinha por objetivo controlar um surto de besouro – ignorando pedidos da UNESCO e de manifestantes para deter o desmatamento – a UE decidiu em abril passado que cortar árvores causou mais danos à floresta. Agora o país enfrenta uma multa mínima de 4,3 milhões de euros (em torno de 17 milhões de reais), a menos que a derrubada de árvores pare.

As árvores tem o poder de combater a mudança climática? 

O plantio de árvores foi apresentado no passado como um meio eficiente de reduzir as emissões de CO2, mas pesquisas recentes mostram que essa pode ser uma solução falsa. Um estudo de maio de 2017 publicado na revista Earth’s Future (O Futuro da Terra, na tradução livre) revelou que, para manter o aumento da temperatura média global abaixo de 2°C, grandes e possivelmente insustentáveis mudanças teriam que ser feitas.

As plantações de árvores exigiriam a conversão de grandes áreas em paisagem natural, o desequilíbrio dos ecossistemas naturais e a necessidade de conversão de terras agrícolas, também se fariam necessários, causando impacto no suprimento global de alimentos. Sem falar que as árvores também exigiriam enormes quantidades de fertilizante de nitrogênio, que contribuem para as emissões de gases de efeito estufa.

Embora as árvores possam não ser uma solução, vários estudos indicam que a adoção uma alimentação vegana é o melhor para o planeta. A maior análise de produção de alimentos de todos os tempos, publicada na revista Science este verão, revelou que a remoção de alimentos que causam tributação ambiental como carne, peixe, laticínios e ovos é realmente a maneira mais eficaz de reduzir a pegada de carbono de uma pessoa.

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Carne alemã contribui para desmatamento na América do Sul

A carne consumida na Alemanha é responsável pelo desmatamento na América do Sul. É o que aponta um relatório da organização de proteção ambiental Mighty Earth.

Soja utilizada para alimentar animais é responsável por expansão do desmatamento (Foto: Reprodução/TV Morena)

De acordo com o estudo, milhares de hectares do Gran Chaco – região localizada na fronteira entre Argentina, Bolívia e Paraguai e que inclui parte do Pantanal brasileiro – são desmatados para o cultivo de soja que alimenta bois explorados para consumo humano na Alemanha e em outros países da Europa.

O desmatamento, porém, não é o único problema. A organização denuncia ainda o uso de “enormes quantidades de fertilizantes químicos e pesticidas tóxicos, como o produto fitossanitário glifosato”.

Três quartos da soja produzida no mundo é utilizada para alimentar animais, segundo a Mighty Earth. Em 2016, um total de 27,8 milhões de toneladas de soja foram exportadas da América Latina para a Europa, sendo que 3,7 milhões de toneladas de grãos e farinha de soja foram destinadas, anualmente, à Alemanha.

“Assim que a soja chega à Alemanha, é comprada por produtores de ração para animais ou de carne e usada para criação de animais. De lá [dessas empresas], a soja chega a supermercados e restaurantes e é comprada pelos consumidores”, alerta a organização.

A organização lembra que redes de supermercado na Alemanha frequentemente vendem salsichas, Schnitzel e hambúrgueres como sustentáveis e de origem local, mas não revelam as terríveis consequências geradas pela produção de grãos utilizados para alimentar os animais que, depois de serem covardemente mortos, dão origem a esses produtos. “[Mas] enquanto o frango e a carne suína e bovina vendidos por eles [supermercados] normalmente são criados na Alemanha, os alimentos desses animais costumam ser comprados a milhares de quilômetros de distância e, assim, têm consequências muito mais amplas para o meio ambiente”, afirma a Mighty Earth.

A Holanda, a França e a Espanha também estão entre os países que mais importam soja da América Latina, ao lado da Alemanha, segundo a organização de defesa do meio ambiente. As informações são do portal G1.

De acordo com as pesquisas da Mighty Earth, a soja utilizada como ração animal na Alemanha contribui para o avanço, especialmente, do desmatamento nos dois principais produtores de soja na América do Sul: Argentina e Paraguai. “Os resultados batem com o nosso estudo anterior sobre o desmatamento em grande escala para a produção de soja no Cerrado brasileiro e na Bacia Amazônica na Bolívia. Somados, esses quatro países são responsáveis pela maior parcela da produção de soja latino-americana”, explica a Mighty Earth.

O estrago causado pela soja destinada à alimentação animal, entretanto, poderia ser evitado. “Há mais de 650 milhões de hectares já desmatados só na América Latina”, afirma a organização, que acredita que essas áreas deveriam ser usadas para o cultivo de soja “sem ameaçar os ecossistemas nativos”.

“Especialistas que conseguiram praticamente eliminar o desmatamento para a soja na região amazônica do Brasil estimam que a ampliação do sistema de vigilância da floresta a outras regiões produtoras de soja latino-americanas – incluindo o Gran Chaco – custaria apenas entre 750 mil e um milhão de dólares”, afirma a Mighty Earth ao falar da chamada “Moratória da soja”, um pacto ambiental firmado em 2006 por ONGs de proteção ambiental e empresas que produzem soja, como a Cargill e a Bunge.

“Infelizmente, essa iniciativa se restringe apenas à região amazônica brasileira, possibilitando a continuidade do amplo desmatamento na Argentina, no Paraguai, na Bolívia e no Cerrado brasileiro”, denuncia a organização.

As respostas dadas por empresas alemãs que utilizam soja nas cadeias produtivas ou de fornecimento, segundo a consultora da Mighty Earth, Tina Lutz, evidenciaram que “não existe um sistema exato o suficiente para que as empresas reconheçam a origem da soja que utilizam ou para que constatem se os seus produtos contribuem para a destruição do meio ambiente”.

O pedido da organização é que as empresas produtoras de soja ampliem o sistema da Moratória da Soja a outras áreas na América Latina, incluindo o Gran Chaco, e que as empresas alemãs compradoras de soja aumentem o controle sobre a origem do grão para que seja adotada uma política de preservação das florestas.

“Já que 97% da soja usada para a produção de ração na Europa são importados, é responsabilidade da Europa exigir que essa soja não contribua para o desmatamento das florestas e [a destruição] dos ecossistemas locais”, conclui a Mighty Earth.

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Notícias

Prefeitura de Maringá (PR) vai notificar tutores que deixarem animais soltos

Os tutores de bois e cavalos terão prazo de 60 dias para recolher os animais soltos em Maringá (PR) sob pena de notificação, multa e apreensão do animal. O prazo foi definido em uma reunião nesta quinta-feira (10) entre o prefeito em exercício, Cláudio Ferdinandi, e representantes de secretarias municipais, órgãos de segurança e Ministério Público.

Segundo o secretário de Meio Ambiente, Umberto Crispim, há casos de tutores que rompem o cercamento dos fundos de vale e utilizam a área de preservação para a alimentação de animais. A prática tem causado a destruição de mudas e comprometido o trabalho de reflorestamento, bem como coloca em risco à segurança de pedestres e motoristas.

“A administração municipal faz um trabalho de cercamento, plantio de mudas e calçamento ecológico nos fundos de vale, mas infelizmente há casos de bois e cavalos nestas áreas, prejudicando o trabalho de recuperação ambiental e exigindo ainda mais recursos públicos para consertar os estragos, além de protegê-los”, lamenta Crispim.

Fonte: O Diário

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