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Equipes organizam detalhes da transferência do chimpanzé Black para santuário

Ativistas e funcionários da Prefeitura de Sorocaba (SP) se reuniram na sexta-feira (3) para tratar dos últimos detalhes da transferência do chimpanzé Black do Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros” para o Santuário dos Primatas. A transferência do animal, que tem 48 anos e já foi maltratado e explorado em um circo, será realizada na segunda-feira (6).

Black (Foto: Arquivo pessoal)

Ativistas afirmaram que equipes da prefeitura e do santuário trabalharão em conjunto na operação de transferência. O objetivo é transportar o animal sem fazer uso de sedativo, induzindo Black a entrar na gaiola onde ficará durante o percurso. As informações são do portal G1.

Em um primeiro momento, o chimpanzé deve ser mantido sozinho em um recinto, até que seja feito o processo de socialização com outros animais.

A transferência de Black foi decretada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), em atendimento a uma ação judicial movida pela Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) e pela Associação Sempre Pelos Animais de São Roque.

Santuário para onde Black será levado (Foto: Arquivo pessoal)

Black vive aprisionado no zoológico, sendo explorado para entretenimento humano, há 40 anos. No santuário, ele viverá em um espaço mais adequado e não será tratado como um objeto em exposição. O local é uma propriedade particular mantida pela família fundadora.

Afiliado ao Great Ape Project/Projeto dos Grandes Primatas (GAP), o santuário já havia recebido Black em 2014, porém de forma temporária, apenas para que o zoológico pudesse fazer uma manutenção na jaula em que o animal vivia.

De acordo com os ativistas, o período em que o chimpanzé ficou no santuário foi importante para a socialização dele com outros animais da espécie que vivem no local, dentre eles, a companheira Margarete.

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Corvos também são capazes de planejar o futuro, afirma estudo

Os corvos também são capazes de planejar o futuro em diferentes situações, segundo um estudo publicado pela revista Science, na semana passada. Além disso, eles também estão dispostos a renunciar algo do presente em prol de um ganho futuro.

Corvos possuem a mesma capacidade dos grande primatas, mas os supera em alguns pontos
Os corvos são capazes de planejar o futuro como uma criança de 4 anos (Foto: Paulo Ricca / Publico.pt)

Segundo os pesquisadores, essas aves são os únicos animais não hominídeos que possuem capacidade de planejar além do tempo presente. Essa capacidade, segundo o estudo, é tão boa quanto a de uma criança de 4 anos.

Os corvos são animais surpreendentes. Segundo um estudo publicado em 2016, na Royal Society Open Science, eles são tão sociais e inteligentes quanto chimpanzés.

Contudo, eles e grandes primatas não possuem antepassados comuns há pelo menos 300 milhões de anos. Por isso, é capaz dessa capacidade cognitiva de planejamento ter surgido nas aves como um caminhado evolutivo separado.

E segundo o estudo, em certas coisas eles já ultrapassaram os primatas. Os corvos planejam suas decisões com mais cautela do que os primatas e possuem os mesmos resultados quando o assunto é a utilização de ferramentas, apesar da falta de habilidade para manusear.

 

 

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Cair na estrada com o animal exige planejamento

Divulgação
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Dizem que viajar faz bem até pra alma. E deve fazer mesmo. Afinal, quem é que não gosta de conhecer novos lugares, pessoas? Não há quem. Mas o curioso é que novos ares fazem bem até mesmo para os animais domésticos.

Porém, para quem vai levá-los junto é preciso alguns cuidados, para que não tenha problemas com a lei durante a viagem e, principalmente, não prejudique a saúde do animal.

Pré-viagem

De acordo com o médico veterinário Everton Schuster Beê, antes de por o ‘pé na estrada’, é necessário que o animal passe por uma consulta, pois é necessária a emissão de um atestado sanitário, que só pode ser feito por esses profissionais. Além disso, segundo o veterinário, o animal precisa estar com a vacinação e vermífugo em dia.
“Os animais que forem viajar para o estado de Santa Catarina, por exemplo, devem, preferencialmente, estar utilizando coleira repelente, o que evita que o animal seja picado pelo mosquito palha, vetor da leishmaniose”, explica.

Cuidados com a saúde

Caso a pessoa vá viajar para o exterior, é necessário certificado sanitário internacional, emitido gratuitamente pelo Ministério da Agricultura.

Também, segundo Beê, é essencial não esquecer de “fazer a mala” do animal doméstico: guia e coleira, ração que o animal está habituado a comer, em quantidade necessária, potes de água e comida, bem como a caminha e os brinquedos do animal.

“Se o destino das férias é uma propriedade rural, é bom ter cuidado com ectoparasitos (pulgas, carrapatos e bernes), pois podem ser vetores de doenças. É muito importante que ao final de cada dia, o animal seja inspecionado para verificar se não existem ectoparasitas neles”, aconselha o profissional.

Conforme ele, assim como os humanos, os animais também podem ser alérgicos a várias coisas (picadas de insetos, grama, pólen, entre outros), por isso, é bom se informar com um veterinário quais as medidas a serem tomadas em caso de crises alérgicas.

Alimentação

“Antes de sair viajar, é preferível deixar o animal em jejum, para evitar náusea e vômitos durante o percurso”, indica Beê, complementando que se a viagem for de carro, é importante ter em mente que são necessárias paradas para o animal beber água, fazer xixi e cocô. “Vale ressaltar que devem deslocá-los em caixas de transporte, obedecendo às normas do código brasileiro de trânsito”.

Na viagem

O médico veterinário recomenda sempre andar com o animal na guia, pois os que estiverem soltos correm riscos, tais como atropelamento, agressão de outros animais, acidentes. É indispensável, ter a identificação com nome e número de telefone na coleira do animal.

“Os animais doméstico, especialmente os cães, se sentem extremamente incomodados com fogos de artifício. Providencie um local seguro para seu cão se refugiar. Normalmente, eles gostam de ficar dentro da caixa de transporte, debaixo de camas ou poltronas, eles escolhem estes lugares é porque se sentem protegidos e o barulho causado pelos fogos é abafado”, explica Everton Beê.

Amor ao animal

Quem nunca deixa as duas cachorrinhas para trás é Vanessa Padilha. Ela conta que sempre que vai viajar para casa de parentes e conhecidos e que vai de carro leva as duas ‘menininhas’.

“Dão trabalho. O certo é transportar elas em caixinhas, mas como são choronas é complicado. Ai vão no colo mesmo. Levamos sempre porque elas são muito apegadas, e ficamos com medo de deixá-las em hotel”, revela Vanessa, dizendo que se é pra ter cachorro tem que tratar bem.

Ela conta que antes de sair de casa com as animais, leva-lo ao veterinário para conseguir um atestado de viagem, e dá menos comida e água, pra evitar que passem mal.

Quem também tem um cãozinho ao qual é muito apegada é Ana Rithielli. No entanto, ela revela que quando viaja não leva junto, pois o seu cão não gosta.

Fonte: Correio do Povo

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Planejamento pretende monitorar comportamento de animais no entorno da BR-163

Foto: Divulgação
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Conhecido por ser um dos estados com maior diversidade de biomas, Mato Grosso passa a ter mais um aliado na preservação das espécies. A Rota do Oeste concluiu, em maio, o primeiro ciclo do seu Plano de Preservação da Fauna Silvestre, que tem como objetivo definir estratégias e medidas para reduzir o impacto da rodovia na fauna local. Desde julho de 2014, a concessionária monitora o comportamento animal no entorno da BR-163 e já registrou 13.219 bichos ao longo de mais de 450 quilômetros de rodovia.

Os resultados ainda são preliminares, mas já apontam características importantes sobre os animais que vivem próximos à rodovia. O monitoramento deverá se tornar um valioso instrumento para catalogar os seres vivos, identificar comportamentos e desenvolver ações que ajudem na preservação das espécies.

O levantamento foi feito com base em seis pesquisas de campo realizadas entre os meses de julho de 2014 e maio de 2015. Em cada uma delas, os pesquisadores a serviço da Concessionária permaneceram uma semana em áreas amostrais registrando as espécies que passavam pelo local. Durante esse período, os animais foram catalogados por meio de imagens, de acordo com suas características e hábitos.

O material está sendo utilizado para traçar medidas que possam mitigar os impactos das obras de duplicação da rodovia sobre o ambiente e a vida dessas espécies. Neste primeiro momento, as pesquisas apontaram que as obras, em si, têm pouca influência na rotina dos animais. A supressão vegetal, etapa inicial das obras de duplicação, faz com que os animais busquem novas áreas de vivência, sem que haja perdas significativas, uma vez que a migração ocorre para áreas próximas. Todas as etapas das obras são conduzidas pela Rota do Oeste com o acompanhamento de equipe especializada.

O maior impacto está na convivência dos animais com o tráfego de veículos. O coordenador de Meio Ambiente da Rota do Oeste, Pedro Ely, explica que o atropelamento de animais é o principal ponto de atenção. Diante disso, uma das primeiras ações do plano será construir passagens de fauna ao longo do trecho em duplicação, o que deverá reduzir a incidência de atropelamentos. “Por se tratar de uma rodovia com grande fluxo de veículos de carga, o atropelamento é um impacto já sentido pela fauna e deve ser mitigado a partir da implantação das passagens sob a rodovia”, diz.

Para aumentar a eficiência, as passagens de fauna serão construídas nas regiões com maior propensão à travessia de animais, como em locais próximos de cursos d’água. As travessias serão implantadas sob a rodovia e deverão ser amparadas de cercas para induzir os animais a passarem pelo dispositivo. As primeiras passagens de fauna estão em fase de projeto e deverão ser construídas no trecho sul da rodovia, onde estão as frentes de duplicação atualmente. Conforme as obras forem avançando, os dispositivos serão instalados ao longo da rodovia.

Para realizar o monitoramento dos animais, foram montados quatro módulos amostrais, cada um com 5 km², ao longo do trecho com obras sob responsabilidade da Rota do Oeste. Os módulos amostrais estão localizados da seguinte forma: dois em Rondonópolis, um em Nova Mutum e outro em Vera. Conforme as obras de duplicação avancem, os locais de monitoramento poderão ser revistos.

Desde que a pesquisa teve início, seis campanhas foram realizadas, com o registro de 13.219 indivíduos de 334 espécies. As aves são as que possuem maior participação no estudo, com 222 espécies catalogadas até o momento. Depois, os mamíferos são os que mais aparecem, com 45 espécies, seguidos dos anfíbios, com 32 espécies identificadas e dos répteis, com 31 espécies.

O levantamento é feito a partir da captação de imagem e por observação de especialistas sem captura de indivíduos, opção que foi adotada para evitar interferências nos hábitos dos animais. As aves, por exemplo, muitas vezes são identificadas pelo canto ou pelos ovos encontrados. Os registros fotográficos também são feitos por câmeras com sensor de presença instaladas em locais estratégicos.

Entre as espécies consideradas raras ou endêmicas, que são encontradas em biomas específicos, estão exemplares de anuros como o sapo-quatro-olhos (Eupemphix nattereri), cobra-de-cabeça-preta (Taeniophallus affinis), a ema (Rhea amecina) e o araçari-de-pescoço-vermelho (Pteroglossus bitorquatus).

Fonte: Só Notícias

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Prefeitura planeja construção de centro de recuperação de animais

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Prefeitura de Campinas está planejando construir um Centro de Recuperação de Animais Selvagens, no Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim. A intenção é que a unidade se torne referência em Campinas e região nos cuidados a animais silvestres. O local seria preparado para receber animais atropelados, vítimas de maus-tratos e traficados.

O local que pode receber a unidade fica em frente à portaria 2, que tem acesso direto à Rodovia José Roberto Magalhães Teixeira. A área é uma possibilidade, mas a Prefeitura procura alternativas.

A proposta será apresentada na quarta-feira desta semana, ao Conselho Diretor do Fundo de Recuperação, Manutenção e Preservação do Meio Ambiente. Se aprovada, será licitada, e a previsão é que até o final do ano o projeto executivo esteja pronto.

O projeto ainda não foi iniciado, mas é uma exigência após a criação, em 2013, do Departamento de Bem-Estar Animal.

Fonte: CBN

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CCZ conclui censo de animais em Três Lagoas (MS)

Segundo consta no resultado do censo, Três Lagoas possui 19.923 cães e 5.974 gatos. (Foto: Jornal Dia Dia)
Segundo consta no resultado do censo, Três Lagoas possui 19.923 cães e 5.974 gatos. (Foto: Jornal Dia Dia)

Um censo de animais foi realizado em todos os bairros de Três Lagoas, no período de 13 de maio a 13 de agosto de 2013, por uma equipe de 14 servidores do CCZ, incluindo o acompanhamento e supervisão de um veterinário.

“Com esses dados em mãos, melhoram as condições de planejamento de campanhas preventivas e de vacinação, como é o caso da antirrábica, periodicamente promovida pelo Ministério da Saúde”, comentou o coordenador do CCZ, médico veterinário, Antônio Luiz Teixeira Empke.

Por exemplo, “nas campanhas de vacinação, por estimativa do Ministério da Saúde, Três Lagoas recebia apenas 10 mil doses da vacina. De agora em diante, o número necessário de doses deverá ser revisto e ajustado, para maior ampliação do número de animais que precisam ser imunizados”, explicou Antônio Emkpke.

Segundo consta no Censo, entre a população canina de Três Lagoas (19.923), 8.660 são machos e 9.089 são fêmeas. Desse total de cães, os tutores não souberam informar o sexo de 2.174 animais.

“O número maior de fêmeas, se não houver controle por parte dos tutores desses animais, tendo consciência de guarda responsável, é preocupante para o CCZ, porque em curto espaço de tempo, poderemos ter considerável aumento na população canina”, comentou o médico veterinário.

Apesar das dificuldades encontradas, a equipe do Censo também apurou que a população de gatos (5.974) é dividida em 2.563 machos, 2.256 fêmeas e 1.155 de sexo ignorado.

“No caso dos gatos, a situação é mais preocupante ainda, pelo número maior de fêmeas, pelas dificuldades que os tutores têm de controlar os animais e também pela rapidez da gestação, que é de três meses”, alertou o coordenador do CCZ.

Fonte: Jornal Dia Dia

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Vereador diz que falta vontade para tirar animais das ruas, em Angra dos Reis (RJ)

O presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Angra dos Reis (RJ), vereador Ilson Peixoto (PT), disse que falta vontade política e não dinheiro para resolver a questão dos animais de rua. O assunto foi debatido ontem (3) durante uma reunião da comissão, que aconteceu no plenário da Câmara.

– Primeiro é preciso orientar a população e depois prover a manutenção dos serviços, através de programas contínuos. Dinheiro a prefeitura tem, o que falta é vontade política – disse o vereador.

Para Maria Cristina, representantes da Sociedade Angrense de Proteção aos Animais (SAPA), a castração dos animais seria uma das soluções para o problema.

– Não adianta falar em construção de Centro de Zoonoses, o que precisamos é de um programa de castração. Quando houver em Angra um governante com pulso firme, a questão será solucionada – comentou a Maria Cristina.

Lili, moradora do Abraão e participante da sociedade protetora dos animais, também acredita que o problema seja político.

– Em Angra os programas não têm continuidade. Muda-se a gestão e o projeto fica para trás. O que precisamos é de planejamento e que este tenha continuidade, independente do prefeito – afirmou Lili.

Cláudia Grego, da vigilância em Saúde, explicou que o município tem um projeto para levar para as comunidades um veículo adaptado para castração dos animais.

– Este veículo castraria animais de rua e animais cujos donos são de baixa renda – informou Cláudia.

Ainda assim, a coordenadora de zoonoses, Luciana Borges, opinou que antes de tudo é necessário que haja o fortalecimento da educação em saúde.

– Sem a educação nenhum projeto vai à frente – declarou Luciana.

Participaram ainda do encontro representantes da secretaria de Saúde de Angra e os vereadores Cordeiro (PT) e Manoel Parente (PHS).

Embora o grupo não tenha concluído as discussões, o tema da próxima reunião da comissão será o acolhimento aos portadores de câncer no município, contando com a presença da Associação dos Portadores de Câncer e Amigos de Angra dos Reis (APCAR).

Fonte: Diário do Vale

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Cães de abrigo estão sendo mortos em Flores da Cunha (RS)

Prefeitura já tem nova área para chácara da Upeva
Nove cachorros foram mortos. Foto: Daniela Xu

Desde que a chácara da ONG União Pela Vida Animal (Upeva), em Flores da Cunha (RS), começou a funcionar, há três anos, cães por ela abrigados têm sido mortos. O último caso ocorreu há uma semana, quando nove animais foram encontrados sem vida, todos com sinais de envenenamento. O abrigo fica no bairro São Caetano e acolhe em média 150 cães. A sede é alugada. Para oferecer um espaço maior e mais segurança para os bichos, a prefeitura pretende colocá-los em uma chácara maior e mais afastada de habitações, no bairro Medianeira.

De acordo com a presidente da Upeva, Justina Salvador, além dos nove mortos, outros cinco cães desapareceram.

“Há ainda um internado em uma clínica veterinária, com a bacia quebrada”, afirma a presidente.

A ONG cobra mais apoio do município e maior agilidade na mudança de endereço.

“A prefeitura não paga mais o aluguel da chácara e temos dificuldade para arcar com os custos das castrações”,  afirma a voluntária Neura Calgaro, afirmando que a entidade acumula uma dívida de R$ 22 mil.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Moacir Matana, ao assumir o Executivo, a nova gestão julgou que o aluguel da chácara era irregular e, por isso, parou de pagar. O poder público municipal avaliou que a maneira correta de apoiar a ONG deveria ser em forma de repasse de verbas e que parte delas fosse destinada ao pagamento pelo uso do imóvel. O último valor destinado à Upeva foi de R$ 10 mil, no início de 2010.

“Um novo repasse já está sendo estudado pela prefeitura, mas ainda não há previsão de quando será liberado” explica Matana.

Sobre a nova chácara, o projeto para as obras está sendo analisado pelo setor de planejamento da administração e deve ser encaminhado à Câmara de Vereadores em 15 dias. Na futura chácara ficarão os cachorros do atual abrigo e os que estão nas casas de voluntários, aproximadamente 100. O Centro de Controle de Zoonoses Municipal também será transferido para a nova área.

Fonte: Pioneiro

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São Bernardo (SP) irá duplicar castrações de cães e gatos

A Secretaria de Saúde de São Bernardo (SP) divulgou ontem (3) balanço sobre o número de castrações realizadas em 2010 em cães e gatos comunitários – os que vivem nas ruas ou são criados pela comunidade. O objetivo da Pasta é dobrar os procedimentos de 1.550, realizados entre fevereiro do ano passado e janeiro deste ano, para pelo menos 3.000 até o início de 2012. Agora, será possível realizar até 260 esterilizações por mês.

“Visamos a proteção e o bem-estar do animal, mas também prevenimos as pessoas de doenças e possíveis agressões, monitorando também os maus-tratos. É fundamental essa intervenção de controle”, destacou o secretário de Saúde, Arthur Chioro. A entrega da reforma do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), que custou R$ 1 milhão, está planejada para o dia 20 e possibilitará melhores condições de trabalho aos profissionais e de acomodação dos animais.

Riacho Grande

A região do pós-balsa, no Riacho Grande, concentra o maior número de animais abandonados, de acordo com o secretário. Por isso, a Prefeitura planeja um mutirão de atendimento aos animais com previsão de início em junho. Somada à atuação preventiva de agentes comunitários de casa em casa e às instruções em escolas municipais, o objetivo é orientar os donos a terem guarda responsável do animal.

A ação conjunta é promovida com a Subprefeitura do Riacho, Guarda Ambiental, Secretaria de Gestão Ambiental e com as sociedades protetoras dos animais.

Fonte: Diário do Grande ABC

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Câmara Municipal de Porto Alegre debate criação da Secretaria dos Direitos Animais

Começou a ser debatido pela Câmara Municipal de Porto Alegre nesta quarta-feira (20/4), no período destinado à discussão preliminar de pauta, o projeto do Executivo que propõe a criação da Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda). A nova Secretaria, se aprovada, seria instituída no âmbito da Administração Centralizada do Executivo Municipal e teria o objetivo de executar políticas públicas destinadas à saúde, proteção, defesa e bem-estar animal.

Pela proposta, a Seda terá, entre suas atribuições, o planejamento, coordenação e execução de ações voltadas à efetivação das políticas para os animais, por meio da interlocução com a sociedade civil, entidades e Poder Público. A Seda deverá também promover e acompanhar a execução dos contratos e convênios, bem como dar continuidade aos acordos vigentes.

Terá ainda a responsabilidade de promover e organizar eventos com o objetivo de discutir diretrizes para as políticas públicas a serem desenvolvidas e implantadas na área da defesa e bem-estar animal no Município, assim como fortalecer e apoiar as ações voltadas aos movimentos e organizações não-governamentais. A nova Secretaria proposta pelo Executivo teria também a função de planejar e adotar as providências necessárias para garantir o cumprimento da legislação, bem como organizar, gerenciar e capacitar grupo de voluntários para dar suporte a projetos relacionados à causa animal.

Caso o projeto seja aprovado pela Câmara, todas as atividades públicas municipais referentes aos animais de companhia passarão a ser administradas pela Seda. A criação da nova Secretaria, no entanto, respeitará e manterá as competências da Equipe de Vigilância de Zoonoses (EVZ), pertencente à Coordenadoria-Geral de Vigilância em Saúde (CGVS) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Cargos

A proposta também prevê a criação de cargos em comissão (CC) e funções gratificadas (FG), a serem lotados na Seda, conforme segue: chefe de gabinete (um), gestor C (um), assistente (3), gestor D (um), gerente (um), chefe de equipe (4), oficial de gabinete (um), gerente A (3), chefe de núcleo (3) e chefe de setor (3). A estrutura organizacional da Seda, a definição das competências regimentais, bem como a lotação dos cargos em comissão e funções gratificadas, serão regulamentados por decreto, a ser publicado em até 60 dias após a data de publicação da Lei.

Com a aprovação do projeto, o Executivo Municipal também fica autorizado a utilizar, para o funcionamento da Seda, servidores cedidos de outras secretarias, autarquias e fundação do Município, bem como de outras esferas da federação, preferencialmente aqueles com experiência comprovada, interesse e formação na área de proteção animal.

A nova Secretaria terá dotações orçamentárias próprias, ficando o Executivo Municipal autorizado a abrir créditos especiais, no Orçamento do Município, para remanejar recursos que possibilitem a execução de projetos e atividades a serem exercidas pela Seda.

Políticas

Ao justificar o projeto, o prefeito José Fortunati observa que o Poder Executivo, desde 2005, “tem realizado diversas iniciativas no sentido de promover políticas públicas de proteção aos animais”. Ele cita como exemplo a entrada em vigência da Lei nº 9.945, de 27 de janeiro de 2006, que instituiu o Programa de Proteção aos Animais Domésticos no Município.

De acordo com o prefeito, a Lei permitiu o estabelecimento de premissas nos cuidados dos animais de companhia, tais como: a tutela responsável, a esterilização, a adoção e o cadastramento, bem como a vedação da eutanásia indiscriminada.

“Porto Alegre apresenta um cenário com um grande número de animais abandonados, semi-domiciliados e advindos de famílias em vulnerabilidade social, como resultado de descontrole e falta de conscientização da população ao longo dos anos, tornando-se uma questão de saúde pública do Município”, afirma Fortunati.

Fonte: Câmara

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Atlas pretende ser instrumento de proteção de animais ameaçados de extinção

Peixe-boi e várias espécies de grandes felinos, como onça-pinta, jaguatirica e onça-preta da Amazônia estão na lista ameaçadas de extinção

A divulgação do Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção deve ser um instrumento de aprimoramento de políticas públicas para a proteção dessas espécies.

Lançado na última segunda-feira (11), o atlas foi organizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Onça é uma das espécies da Amazônia ameaçadas de extinção citada no Atlas elaborado pelo ICMBio. Foto: Antônio Lima

Ivan Campos, analista ambiental e um dos coordenadores do atlas, disse ao acritica.com, que esta foi a primeira vez que o ICMBio elaborou um panorama da fauna ameaçada de extinção que vive nas áreas de unidade de conservação federal no país.

“Essa compilação é para avaliar as espécies ameaçadas para que a gente tenha um balanço e um maior conhecimento. Saber se as nossas UCs estão protegendo as espécies ameaçadas ou não. A ideia é aprimorar o levantamento. A meta do governo é proteger essas espécies”, disse Campos.

O trabalho do ICMBio constatou que das 627 espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção, 313 tem presença em unidades de conservação federais.

Somente na Amazônia, das 57 ameaçadas de extinção, 31 estão unidades de conservação.

No Amazonas, são 12 espécies ameaçadas de extinção que vivem em 41 UCs federais.

A espécie mais ameaçada é o peixe-boi, seguida de várias espécies felinas, como gato-do-mato, maracacará, onça-pintada, onça-preta, jaguatirica e onça-canguçu. Também está nesta lista o cachorro-do-mato-vinagre, cachorro-vinagre e ariranha.

Conforme Campos, a próxima etapa do trabalho é englobar todas as espécies de unidade de conservação e verificar se as populações dentro delas são “viáveis”, ou seja, têm chances de continuar sobrevivendo.

Extinção

Ele destacou que nem todas as espécies ameaçadas de extinção estão em UCs e estas, por causa desta condição, têm mais chance de serem extintas. Campos deu como exemplo o sauim-de-coleira, espécie de primata que vive na zona urbana de Manaus.

No texto de conclusão do atlas, um dos objetivos do levantamento é “dar subsídio para discussões ao redor dos grandes empreendimentos propostos no país e seus possíveis impactos sobre esta fauna ameaçada aqui abordada, tema fundamental para um planejamento de desenvolvimento mais sustentável que garanta a conservação da biodiversidade para as futuras gerações”.

Fonte: A Crítica

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Argentina cria programa para salvar jaguar

Por Danielle Bohnen (da Redação – Argentina)

BUENOS AIRES – Quando a cidade de Buenos Aires foi fundada no século XVI, uma das principais ameaças às primeiras populações, era a presença de grandes felinos, os jaguares ou yaguaretés, nome em guarani.

Há 200 anos, centenas de indivíduos dessa espécie, os maiores felinos do continente americano ocupavam áreas extensas do país, desde do norte até rio Negro, na Patagônia.

Entretanto, atualmente, restam menos de 150 indivíduos selvagens soltos na natureza. A espécie encontra-se ameaçada de extinção em toda a América.

Com a intenção de recuperar a espécie, duas organizações ambientais planejam implementar, em 2011, um programa de reintrodução da espécie.

A ONG estadosunidense Conservation Land Trust (CLT) e a Fundação Flora y Fauna Argentina querem reconstituir as famílias de jaguares na província de Corrientes, ao noroeste argentino, onde o último indivíduo selvagem foi visto em 1953.

Para tanto, as organizações vão implantar o programa de reintrodução, que teve êxito em parque da África do Sul, que reintroduziu outras espécies ameaçadas.

A diretora do projeto, Sofía Heinonen, presidente da CLT, explicou à BBC Mundo, que o projeto contempla introduzir fêmeas prenhas em espaços de até 40 hectares, na reserva natural de Los Esteros de Iberá.

Ali, longe da intervenção humana, espera-se que as mães criem seus filhotes em um ambiente selvagem e os ensinem a caçar e sobreviver, para que estejam prontos para serem libertados nas outras áreas do parque, que se estende por 650.000 hectares.

“Será a primeira esperiência no mundo que tenta reintroduzir o yaguareté”, diz Heinonen.

A CLT já conseguiu recuperar outra espécies que encontravam-se ameaçadas de extinção, como o caso do urso gigante e o veado dos pampas.

Porém, o projeto para salvar o jaguar terá um diferencial: será a primeira vez que serão usados animais criados em cativeiro na tentativa de repovoar uma região selvagem.

Devido ao baixo número de animais selvagens que existem em meio natural, os responsáveis pelo projeto esperam contar com 4o indivíduos de jaguares que vivem em cativeiros pelo país.

A ideia não é liberar os animais, já que um animal que sempre viveu em cativeiro tem chances mínimas de sobrevivência em liberdade. Em contrapartida, o plano é que os adultos, criados em cativeiro, tenham seus filhotes em ambientes naturais controlados, assim, os filhotes podem crescer em espaços abertos, aprendendo a caçar e procurar sua comida.

Espara-se que, uma vez que os filhotes estejam independentes, com aproximadamente um ano de vida, possam ser libertados completamente e continuarem procriando de forma natural e, dessa forma, voltem a povoar a região.

Dificuldades

Heinonen adverte que o plano prevê a reintrodução de maneira gradual para, assim, garantir que sejam mantidos na área limite do parque e que não se aproximem das cidades, onde correm muitos perigos. É justamente a caça, a principal causa do desaparecimento da espécie.

“Muita gente temia ser atacada pelos yaguaretés e os matava. Ainda que, na realidade, não representam ameaça para o homem”, assegura Heinonen.

Para manter os animais dentro do parque, a equipe de pesquisadores planeja primeiro libertar as fêmeas, que tendem a instalar-se em lugares de fácil acesso à comida. Depois soltarão os machos, que tendem a caminhar até encontrarem fêmeas.

No parque de Los Esteros de Iberá, eles terão alimento à vontade, pois há falta de predadores nessa região.

Porém, para conseguirem colocar o plano em andamento, os organizadores esperam por uma permissão especial dada pelas autoridades do país, o que pode ser um desafio em si.

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