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Campanha faz humanos sentirem na pele sofrimento de animais causado por fogos

Para a campanha realizada por uma seguradora peruana foi criada a hashtag #CEROCohetones (zero rojões, em tradução livre)


Uma campanha promovida pela seguradora peruana Rimac fez um alerta sobre o sofrimento vivenciado pelos animais por causa dos fogos de artifício.

Reprodução/Facebook/Rimac Seguros

Para tentar sensibilizar a população, a campanha fez humanos sentirem na pele o sofrimento dos animais. Para isso, cada participante recebeu um fone de ouvido por meio do qual ouviu sons incômodos em um volume alto – inclusive o barulho de fogos.

Para a campanha foi criada a hashtag #CEROCohetones (zero rojões, em tradução livre). As informações são do jornal FolhaPE.

As imagens das pessoas incomodadas com o barulho propagado por meio dos fones de ouvido foram registradas em um vídeo divulgado nas redes sociais.

Ao final da situação proposta pela seguradora peruana, um cachorro entrou no ambiente onde estavam as pessoas segurando um envelope na boca, que foi levado por ele até cada um dos participantes.

Dentro do envelope estava um papel com a pergunta: “Wuer saber como eu escuto?”. Em seguida, uma cortina caiu e revelou uma grande quantidade de caixas de som, que simbolizavam a potente audição dos cães.

Após participarem da ação, as pessoas revelaram que sentiram, entre outras coisas, “ansiedade” e “nervosismo”. Elas disseram ainda que o coração ficou “a mil por hora” e que os barulhos ouvidos eram fortes e caóticos. Algumas delas se emocionaram.

A campanha revelou ainda que os cachorros ouvem três vezes mais do que as pessoas. “Agora que sabe disso, você voltaria a usar pirotecnia?”, questiona a seguradora no vídeo.


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Organizações argentinas de defesa animal pedem proibição de pirotecnia

Por Simone Gil Mondavi (da Redação – Argentina)

Foto: Especismo
Foto: Especismo

Um grupo de organizações protetoras de animais irá apresentar um projeto para proibir o uso e venda da pirotecnia em Córdoba, na Argentina, para proteger os animais. As informações são do La Voz del Interior.

Os defensores explicaram que trabalham para juntar 25 mil assinaturas para que obriguem a Câmara a considerar o projeto, que foi uma iniciativa do legislador Roberto Birri. Ele se inspirou em uma ordenança aplicada anteriormente na cidade de Río Cuarto, na província. A normativa, apesar de ser aprovada naquela cidade, agora pretende que por iniciativa popular da sociedade civil, obrigue os legisladores a considerar a proibição em toda a região, inclusive na capital de Córdoba.

O projeto chamado de “Córdoba sin pirotecnia” (Córdoba sem pirotecnia), pretende eliminar o uso deste explosivo, pelo dano que causa a todos os seres vivos, explicou Valeria Díaz, presidenta da Associacao DAAS – Direito Animal A Ser.

Díaz comentou que há três anos que as organizações trabalham para conscientizar a população sob os riscos da pirotecnia nos animais, e aclarou que o projeto é parte desta campanha que difundiram. No recolhimento das assinaturas, diversas associações como as ONGs Registro de Animais Perdidos e Encontrados e a Salvar, formaram parte ativa deste processo que pretende expandir-se no resto da região.

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Província argentina tenta banir pirotecnia para proteção da integridade dos animais

Por Simone Gil Mondavi (da Redação – Argentina)

Foto: divulgação
Foto: divulgação

Nesta sexta-feira (08) foi realizada a Primeira Conferência de lei animal na província de San Juan no centro-oeste da Argentina, organizado pelo Centro para a Prevenção da Crueldade contra os Animais, onde foram debatidos vários tópicos, incluindo os danos que causam a pirotecnia aos animais. Em consequência, o bloco de oposição “Actuar” introduziu na Legislatura da localidade um projeto de lei para proibir o uso da pirotecnia devido aos danos causados aos cães, gatos e pássaros. As informações são do Diario de Cuyo.

Gerardo Biglia, da ONG, afirmou que um dos especialistas na conferência descreveu como o uso de fogos de artifício pode causar lesões e danos aos seres humanos  assim como aos animais.

“Os efeitos nocivos gerados pela pirotecnia em animais são diversas, mas geralmente incluem taquicardia, tremores, falta de ar, náuseas, tonturas, perda de controle, medo e, em alguns casos, a morte “, adicionou Biglia.

O funcionário também disse que esse dano pode ser a suma de outras consequências que também afetam a saúde dos animais. Acrescentou que, antes das explosões, os cães muitas vezes tentam fugir incontrolavelmente e terminam sofrendo um acidente. Já os gatos geralmente correm atrás dos explosivos por curiosidade, e são expostos ao risco de danos aos olhos ou queimaduras da explosão.

“Alguns especialistas recomendam usar com um sedativo para acalmá-los, mas é preciso estar ciente de que estes medicamentos podem ser contraindicados. A melhor prevenção é não utilizar pirotecnia, disse Biglia.

John Sanso, deputado provincial da “Actuar”, é o autor do projeto de lei que proíbe a venda e o uso de pirotecnia para proteger a saúde dos animais.

“A Pirotecnia é uma das principais causas de acidentes das crianças e é usado para os feriados do final de ano. A diferença é que a pessoa pode optar por não usá-lo, no entanto, os animais são submetidos sem escolha aos danos que a pirotecnia provoca. É por esta ração que estamos apresentamos o projeto”, disse o legislador.

Por sua parte, o Vice-Presidente da Câmara, Pedro Mallea, disse que achou “muito boa a iniciativa”, mas ainda não está ciente dos detalhes do projeto.

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Lançamento de megafoguete pode matar aves migratórias em Portugal

Espetáculo programado para hoje pode aumentar taxa de mortalidade das várias espécies, alerta o FAPAS (Foto: DN Portugal)

O megafoguete que hoje à noite deverá ser lançado do Jardim do Calém, no Porto, em Portugal, pode causar graves problemas às aves migratórias do estuário do Douro, inclusive o aumento da sua taxa de mortalidade. O alerta é do Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens, que critica as autarquias do Porto e Gaia por permitirem a realização de espetáculos de fogo de artifício no rio. O maior foguete do mundo, candidato a figurar no Guiness dos recordes, vai ser lançado no âmbito do XII Simpósio Internacional de Pirotecnia que decorre até sexta-feira. O FAPAS faz um apelo: que o evento seja deslocado um pouco para montante, evitando-se que as aves sejam prejudicadas.

A realização de “eventos pirotécnicos de grande intensidade”, nomeadamente o lançamento do megafoguete de 12 quilos “junto a uma importante área de descanso e alimentação de aves migradoras e invernantes só pode resultar da ignorância”, diz Paulo Santos. De acordo com este dirigente da FAPAS, “quando acontecem explosões, ou foguetes, ou qualquer outra perturbação grave, isso faz aumentar a sua mortalidade. Daí que situações como estas não estejam cumprindo a diretiva das aves”, acusa o dirigente da FAPAS.

Paulo Santos considera ainda que “se o bom senso não chega a estas entidades, deveria ser familiar o decreto-lei 140/99 que diz concretamente ser proibido perturbar aves durante o período de migração”.

O principal problema, especifica o mesmo responsável, é que muitas aves, durante a sua migração, encontram-se fragilizadas. Muitas vezes quando são forçadas a deslocar-se de um local para outro não param o tempo suficiente para recuperar energias e para descansar”, o que pode resultar na sua morte.

O FAPAS solicitou a intervenção do vereador do Ambiente da Câmara do Porto, uma vez que os foguetes vão ser lançados desta cidade, e também ao Ministério do Ambiente através do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, [“que é quem tem a responsabilidade de zelar por estas questões”], mas não recebeu resposta de nenhuma das entidades. O DN solicitou um esclarecimento à autarquia portuense, mas sem sucesso.

Até novembro vão estar continuamente a passar aves no estuário do Douro “e nesta zona não têm mais nenhum sítio onde descansar”. A sugestão do FAPAS passa por deslocar o lançamento do foguete mais para montante do rio, afastando-se da zona crítica da Foz. Precisamente para proteger estas aves instalou-se em Gaia, há pouco tempo, a Reserva Natural Local do Estuário do Douro, reitera. No lado do Porto há um observatório ornitológico, mas sem proteção legal, apesar de o estuário ser comum às duas cidades.

Os espetáculos de fogo de artifício, incluindo o lançamento do maior foguete do mundo, candidato a figurar no livro Guiness dos recordes, decorrem durante esta semana (até sexta-feira) e são oferecidos pela organização do XII Simpósio Internacional de Fogo de Artifício, a decorrer no Porto, sob a organização da Associação Nacional das Empresas de Produtos Explosivos (ANEPE). Ao todo, realizam-se dois espectáculos diurnos e 12 noturnos.

Fonte: DN Portugal

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