Jornalismo cultural, Notícias

Pinguim-rei que sofreu mutação é visto na Geórgia do Sul

Por David Arioch

Registro foi feito perto da Antártida pelo fotógrafo Jeff Mauritzen, da National Geographic

Em recente expedição da National Geographic à ilha Geórgia do Sul, perto da Antártida, onde há milhares de animais como focas e pinguins, mas apenas algumas dezenas de seres humanos, o fotógrafo Jeff Mauritzen encontrou um pinguim-rei que sofreu mutação.

Segundo a National Geographic, o pinguim foi visto em uma manhã chuvosa e, e assim que o tempo clareou por dez minutos, Mauritzen conseguiu registrar algumas fotos. O animal passou por um tipo de mutação que interfere na pigmentação.

Segundo o ornitólogo Hein van Grouw, do Museu de História Natural de Tring, no Reino Unido, no caso do pinguim-rei isso é consequência de um gene recessivo envolvido da produção de eumelanina, o pigmento responsável pelas cores preta, cinza e marrom nas penas.

A mutação causa a incompleta oxidação do pigmento, e o torna sensível à luz do sol, que gradualmente descora as penas até que se tornem um branco “quase sujo”. “Você também pode ver que as outras penas não foram afetadas, já que essa cor não é derivada da melanina, mas de carotenoides, que não são afetados pela mutação marrom”, diz a bióloga da Unisinos, Júlia Finger.

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Notícias

Maior colônia de pinguins-rei do mundo registra uma queda de 90% na população

Um novo estudo revelou que a população de pinguins-rei na maior colônia da espécie, localizada na ilha francesa de Île aux Cochons, sofreu uma queda de 90% em três décadas. De dois milhões de espécimes, restam apenas duzentos mil na ilha localizada entre o sul do continente africano e a Antártica.

Especialistas responsáveis pela alarmante descoberta utilizaram imagens de satélite de alta resolução para medir as mudanças no tamanho da colônia desde que a ilha foi visitada pela última vez por uma equipe de cientistas, em 1982.

Descoberta em 1960, esta é considerada a maior colônia do mundo desta espécie de pinguins.  “É completamente inesperado, e particularmente significativo porque esta colônia representa quase um terço dos pinguins-rei em todo o mundo”, afirmou Henri Weimerskirch, o principal autor do estudo publicado na Antarctic Science.

Um novo estudo revelou que a população de pinguins-rei na maior colônia da espécie, sofreu uma queda de 90% em três décadas.
(Foto: AFP/Getty Images)

Weimerskirch é um ecologista do Centro de Estudos Biológicos de Chize, na França, que acompanha a colônia desde 1982. Ele comentou que as alterações climáticas podem estar afetando a população de pinguins-rei.

Porém, a causa exata desta brusca redução ainda é desconhecida. Cientistas, assim como Weimerskirch, especularam que vários fatores ambientais e mudanças climáticas podem ter contribuído para o colapso, mas também consideram doenças, como a gripe aviária.

Dados revelaram que o declínio começou no final dos anos 90, coincidindo com um grande evento climático no Oceano Austral relacionado ao El Niño. A ocorrência resultou em um aquecimento da parte sul do Oceano Índico, afastando peixes e moluscos, principal fonte de alimento dos pinguins. “Isto resultou numa diminuição da população e em pouco sucesso na reprodução em todas as colônias da região”, afirmou Weimerskirch.

Outra causa que está sendo considerada é o excesso de população da colônia.“Quanto maior a população, maior a competição entre os indivíduos”, destacou o comunicado do Centro Nacional de Investigação Científica de França, que financiou o estudo.

Ainda assim, nenhuma dessas possibilidades parece oferecer uma explicação exata para um declínio da magnitude observada em Île aux Cochons. Em qualquer dos cenários, os investigadores só conseguirão identificar com certeza as causas para este fenômeno quando voltarem a visitar a ilha, em uma expedição que está prevista para 2019.

(Foto: Divulgação)

O pinguim-rei é a segunda maior espécie de pinguins em número, superada apenas pelo pinguim-imperador. De acordo com a Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da União Internacional da Conservação da Natureza (IUCN), a espécie encontra-se num estado de conservação “pouco preocupante”. Contudo, os novos dados podem justificar uma reavaliação.

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De olho no planeta, Notícias

Pinguim-rei da Antártida pode desaparecer até o fim deste século

Animais podem sofrer com a extinção ou exílio | AFP

Um estudo publicado pela revista Nature colocou ONGs e ambientalistas em alerta. Dados preveem que a pesca e o aquecimento global condenará pinguins da espécie rei à extinção até o fim dos anos 2.000.

Céline Le Bohec, uma das autoras do artigo, explica que a situação é periclitante. “Se nenhuma ação for feita com o intuito de parar ou alterar o aquecimento global e o ritmo a que as mudanças feitas pelos humanos estão afetando o planeta, a espécie pode desaparecer num futuro próximo”, disse em entrevista ao The Guardian.

A existência e sobrevivência dos pinguins-rei dependem inteiramente da integridade de seu habitat. Ele vivem em ilhas isoladas que podem ser engolidas pelo mar devido ao degelo.

Céline afirma ainda que os impactos ambientais e das atividades humanas na Antártica podem comprometer toda uma população. “Os pinguins são como indicadores sensíveis às mudanças nos ecossistemas marinhos e são considerados espécies-chave para compreender e prever os impactos das mudanças globais no bioma marinho da região”, disse.

O estudo alerta ainda para uma eventual migração da espécie para outras áreas e como a competição por alimento pode ameaçar ainda outras espécies como aves marítimas e focas.

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Notícias

Pinguim-rei debilitado é encontrado em praia do Rio Grande do Sul

Um pinguim-rei foi encontrado bastante debilitado em uma praia entre Rio Grande e Santa Vitória do Palmar, no Litoral Sul do Rio Grande do Sul. Ele foi resgatado e levado ao Centro de Animais Marinhos da Universidade Federal de Rio Grande (CRAM).

O pinguim-rei está descansando para poder ser submetido a exames (Foto: Reprodução / RBS TV)

A aparição da espécie nessa região é incomum, já que o habitat do pinguim-rei é na Antártida. A suspeita dos pesquisadores é de que ele tenha chegado à beira da praia após se perder no mar.

“Ele deve passar por uma série de exames de entrada, exames de sangue, pesagem, exame clínico, para a gente ver qual é a condição desse animal pra utilizar o protocolo de tratamento para os pinguins”, explica a coordenadora do Centro de Recuperação de Animais Marinhos, Paula Canabarro, em entrevista ao G1.

“Conforme ele for respondendo ao tratamento, a gente vai começar a pensar na devolução desse animal pro meio ambiente”, completa.

O pinguim-rei tem como característica a cabeça preta, o pescoço cinzento e a garganta laranja, que vai passando para a cor branca ao se aproximar do peito. Ele mede até 90 centímetros e pesa de 11 a 15 kg.

O pinguim que foi resgatado pelo CRAM é o terceiro salvo pelo órgão. Os outros foram acolhidos em 2003 e 2006, mas não sobreviveram.

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