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Médico veterinário é acusado de maus-tratos e violência contra animais

Daniel Koller teve a sua licença suspensa diversas vezes por agressões e mortes


Animais abusados pelo médico/ Ny Times

Andres Figueiroa, tutor de Bleu, um cão da raça Dachshund de sete meses, foi surpreendido pelo atendimento que recebeu de um veterinário em uma clínica nos arredores de Portland, em Oregon (EUA). Após sofrer uma lesão em uma perna, Bleu foi levado até uma clínica onde foi atendido pelo médico veterinário Daniel Koller. Durante a consulta, o cão tentou morder o veterinário, que o agarrou pela boca e pelo tronco até que defecasse sobre a mesa. Bleu também foi erguido pelo focinho até perder a consciência.

Figueroa recuperou o cão e deixou a clínica mas, no dia seguinte, Bleu foi diagnosticado com líquido nos pulmões e teve morte induzida. Koller culpou Figueroa por não informar que o animal poderia mordê-lo. O comportamento do veterinário foi registrado em boletim de ocorrência e só então Figueroa soube das várias reclamações que recaem sobre o veterinário por órgãos reguladores de dois estados, clientes e funcionários.

Em exercício tanto na Califórnia quanto em Oregon nos últimos 30 anos, Koller enfrentou uma acusação criminal de crueldade contra animais apenas três anos depois de obter sua licença em 1974. Ele teve sua licença revogada por essa e outras acusações de abuso em 1979, restaurada em 1984 e suspensa novamente em 2001. Nos anos 80, Koller construiu uma rede de clínicas veterinárias de baixo orçamento no Oregon, onde também enfrentou uma nova rodada de acusações.

Médico Daniel Koller/ Ny Times

Em entrevista ao The New York Times, oito clientes detalharam os abusos praticados nas clínicas de Koller nos últimos quatro anos. Um dos relatos é de que o veterinário sufocou um filhote durante atendimento. Em outros casos, os cães foram submetidos à cirurgia e acabaram morrendo. Em um memorando de 2015 desenvolvido para autoridades do Oregon, Koller afirma que mantinha altos padrões de atendimento e citou o apoio de vários veterinários, que disseram ser um excelente médico e uma pessoa carinhosa que defendia pessoas de baixa renda.

Espancamento e morte

Grande parte dos casos contra Koller tratam de agressão a cães em um hospital de animais nos arredores de Monterey. Um juiz de direito administrativo da região relatou que uma mulher levou o cão para tratamento de uma lesão na perna em uma das clínicas de Koller, onde o animal foi agredido com as mãos e os pés do médico até perder a consciência. Mais tarde, os funcionários encontraram o cão no freezer usado para armazenar animais mortos, de acordo com os documentos do conselho veterinário. Um júri condenou Koller por crueldade animal nesse caso, mas a pena foi de apenas 100 dias de prisão.

Outros casos judiciais

Em 2004 várias mulheres apresentaram uma queixa de 79 páginas ao conselho veterinário do Oregon, detalhando o tratamento de Koller com os animais, falta de supervisão de estagiários e erros que levaram à morte de animais domésticos. Koller contestou a queixa citando testemunhos contrários oferecidos por outros funcionários. No entanto, as alegações de abuso foram comprovadas.

Em 2008, a licença do veterinário foi suspensa mais uma vez pelo uso de drogas ilegais e revogada em 2010. Em 2015, Koller conseguiu recuperar sua licença, mas os casos de abusos continuaram. Em 2018, o conselho lhe aplicou uma multa de 1500 dólares por tentar matar um gato. De lá para cá, os tutores continuaram a apresentar queixas sobre o manuseio inadequado dos animais e mortes inesperadas durante cirurgias.

De acordo com Lori Makinen, diretora executiva do Conselho de Medicina Veterinária do Oregon, as fiscalizações e penalizações para profissionais de medicina humana e medicina veterinária “não podem ser comparadas porque a sociedade não valoriza tanto a vida de um animal e, segundo a lei, os animais são considerados propriedade”.


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Destaques, Notícias

Chileno já resgatou sozinho mais de 600 cães das ruas de Santiago

Fernández tem a meta de ajudar mais 400 cachorros até os 30 anos, chegando a uma marca de mil cachorros resgatados das ruas


David Fernandez

David Fernández (26), é ativista e apaixonado pela causa animal. Até o momento, Fernández já resgatou e amparou cerca de 600 cachorros em situação de rua em Santiago, no Chile. Atualmente, registra em seu Instagram (@davidfernandez5293) as transformações dos cães, antes e depois de chegaram em suas mãos.

O estudante de Comunicação e Relações Públicas explica para a ANDA  por que começou a realizar o trabalho há 10 anos, quando tinha apenas 16 anos: “A ideia de resgatar e ajudar animais tem sua origem na superpopulação canina existente nas ruas do Chile. Eu sempre amei animais e não há nada mais bonito do que mudar uma vida”.

Ele acredita que a superpopulação de cães no país está atrelada à “incultura, ignorância e falta de empatia” das pessoas. Fernández tem a meta de ajudar mais 400 cachorros até seus 30 anos de idade, chegando a uma marca de mil cachorros resgatados das ruas, amparados e posteriormente adotados.

Questionado a respeito de como sustenta e dá suporte a todos os animais que resgata, ele declara: “As pessoas comuns (do bairro e da cidade) me ajudam, o governo do Chile não ajuda em nada”.

E completa: “Os animais costumam se hospedar na minha casa e depois eles vão para as casas das famílias que os adotam, que são selecionadas e pesquisadas por mim”.

Entre as 600 histórias com final feliz – pois ele garante que nenhum cachorro morreu em seus braços – ele conta a de Domingo, um cachorrinho de quatro anos com o qual teve uma relação em particular: “Ele me mordia muito. Isso me deixou abalado psicologicamente. Foi o único que me mordeu até hoje. Eu precisei me reinventar, aprender a conquistá-lo”.

Domingo antes e depois/ David Fernandez

Ele também relembra um resgate memorável, de uma cadelinha chamada Esperanza (Esperança), que ele chama de ‘comovente’ e diz lembrar até hoje: Ela estava abalada psicologicamente e muito desconfiada, mas com o tempo, amor e perseverança ela começou a demonstrar afeto por mim”.

Esperanza antes e depois/ David Fernandez

Questionado a respeito de planos para o futuro, além de alcançar a marca de mil cães até os 30 anos, ele diz que também tem o sonho trabalhar na National Geographic e ter um programa de TV que resgate cães abandonados nas ruas. Ele também declara que está reduzindo o consumo de carne e que pretende adotar o vegetarianismo.


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Jornalista se desentende com membro da PETA sobre o uso do termo ‘animal de estimação’

A recomendação da instituição PETA é que o termo seja substituído por ‘companheiro’


huoadg5888/Pixabay

Piers Morgan, jornalista britânico, teve um desentendimento com um membro do grupo de defesa dos direitos animais PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), depois que a instituição pediu para que as pessoas deixem de utilizar o termo ‘animal de estimação’. A recomendação da organização é que o termo seja substituído por ‘companheiro’, pois é mais preciso ao definir a relação entre os animais e os humanos. A instituição considera ‘animal de estimação’ um termo depreciativo.

De acordo com a diretora sênior de mídia da instituição, Jennifer White, a discussão começou no programa Good Morning Britain, na Inglaterra, quando foi questionada pelo jornalista, que apresenta a atração, sobre o assunto. Na ocasião, White explicou que “não odiamos o termo, mas estamos incentivando o uso de um melhor”. Morgan perguntou, então, se o nome da instituição seria alterado, uma vez que a sigla possui a palavra ‘pet’, relativo a ‘animal de estimação’ na língua inglesa. A jornalista Susanna Reid, que comanda o programa ao lado de Morgan, explicou ao colega que o termo não está relacionado ao nome da instituição.

De acordo com o site Standard (4), White utilizou a oportunidade para comentar a relação entre humanos e animais. “Muitas pessoas que têm cães e gatos se referem a eles como ‘animais de estimação’ e se referem a si mesmos como ‘donos’, e isso implica que os animais são posses”. A afirmação levou a uma nova manifestação de Morgan, que afirmou que White “sequer acredita nessa bobagem”. A discussão provocou um debate nas mídias sociais em defesa de White.

Os espectadores acreditam que Morgan se excedeu e que, mesmo não concordando com a posição de White, o tratamento poderia ser diferente. “Suas opiniões podem ser tolas, mas não havia necessidade de tratá-la dessa maneira”, escreveu um espectador. Por outro lado, algumas pessoas concordam com o posicionamento de Morgan. Para um espectador “grupos como o PETA levam as coisas longe demais”.


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Lojas em Manhattan enganam consumidores e vendem animais doentes em vitrines de luxo

As lojas vendem animais domésticos doentes, alguns com os olhos fechados, fezes ensanguentadas e febre alta


Fonte: 6 patas

Os cães e gatos que estampavam a vitrine da loja de animais, Chelsea Kennel Club costumavam atrair multidões de apaixonados por cães e gatos que passavam pela rua Sétima Avenida, em Manhattan, nos Estados Unidos.

No entanto, segundo informações do site The New York Times do dia 31, uma investigação secreta revelou que a loja vendia animais domésticos doentes, alguns com os olhos fechados, fezes ensanguentadas e febre alta.

Após o escândalo, a loja foi fechada em 2017, no entanto, histórias de lojas que vendem animais doentes continuam a ocorrer. Recentemente, duas agências da cidade processaram os donos de lojas por enganar os clientes que compravam os animas para vê-los morrer.

Ainda sobre o caso Chelsea Kennel Club, Bo Guo, foi uma das vítimas da loja, após ficar apaixonada por um gato na vitrine em 2013:  “Eles são completamente irresponsáveis, em relação às pessoas, em relação aos animais”.

Ela também relembra que um dia após a compra do animal, ele foi hospitalizado com um vírus incurável. Na época, Guo diz que gastou cerca de US $8.000 (cerca de R$33 mil) em cuidados veterinários para salvar o gato, que chamava Angel, mas o animal faleceu no dia seguinte. “Do começo ao fim, eles não demonstraram responsabilidade pelos animais”, desabafa ela, a respeito da loja Chelsea.

Atualmente, a dona da loja, que declara ser especialista em animais,  Yardena Derraugh, e seu marido, William, enfrentam multas que chegam a milhões de dólares. Uma audiência para determinar os danos será realizada em abril.


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Um em cada três tutores servem refeições veganas para cães e gatos

Foto: The Indenpedent/Reprodução
Foto: The Indenpedent/Reprodução

O veganismo está em ascensão entre os humanos já há algum tempo, mas pesquisas recentes mostram que a tendência começou a ganhar força na alimentação dos animais também.

Uma pesquisa com mais de 3 mil tutores de cães e gatos de todo o mundo descobriu que 35% deles estão interessados em passar a alimentar seus animais domésticos com alimentos veganos, enquanto 27% dos entrevistados que já são adeptos do veganismo, já o fizeram.

Mais da metade (55%) disseram que certas medidas precisariam ser cumpridas para que eles se comprometessem a mudar a alimentação de seus companheiros de quatro patas, como a aprovação do veterinário e a garantia de que as necessidades nutricionais dos animais fossem atendidas.

A principal autora do estudo, doutora Sarah Dodd, da Faculdade de Veterinária da Universidade de Guelph, no Canadá – que liderou a pesquisa – disse ter ficado surpresa com a quantidade de tutores que já alimentavam seus animais exclusivamente com alimentos veganos.

“Essa porcentagem de 27% pode parecer um número baixo, mas quando você pensa no número real de animais de estimação envolvidos, essa porcentagem é enorme e muito maior do que esperávamos.”

Dodd também afirmou que o estudo sugere que o interesse em torno da alimentação vegana para animais de estimação tende a aumentar nos próximos anos.

“As pessoas têm ouvido sobre como uma alimentação vegana está ligada aos riscos reduzidos de câncer e outros benefícios à saúde em humanos. Há também uma crescente preocupação com o impacto ambiental da agropecuária”.

“Portanto, embora apenas uma pequena proporção de tutores de animais que esteja alimentando seus companheiros felinos e caninos com refeições baseadas em vegetais, é seguro dizer que o interesse por este tipo de alimentação provavelmente crescerá”.

A pesquisadora também acrescentou que o estudo, publicado na revista PLoS One, indica que são necessárias pesquisas mais aprofundadas sobre os benefícios nutricionais e as consequências da alimentação vegana.

Um porta-voz da a Sociedade Real de Prevenção à Crueldade Animal (RSPCA, na sigla em inglês), maior ONG de proteção aos animais do Reino Unidos, concordou dizendo ao Independent que há uma escassez de pesquisas em termos de veganismo para animais domésticos, o que torna difícil tirar quaisquer conclusões sobre seus benefícios.

“Os cães são onívoros e podem comer uma grande variedade de alimentos para que possam sobreviver com uma alimentação vegetariana, desde que a dieta seja bem equilibrada”, disseram eles.

De acordo com o representante da instituição, para os gatos, que são “carnívoros estritos” e dependem de nutrientes específicos encontrados principalmente na carne, como taurina, vitamina A e ácido araquidônico, a história já é diferente.

“Estamos cientes de que os alimentos para animais veganos/vegetarianos que incluem esses nutrientes, são relativamente novos no mercado e não temos visto estudos de longo prazo sobre os efeitos em gatos de uma alimentação como esta”, acrescentou o porta-voz.

“No entanto, também não estamos cientes de nenhum caso de problemas de saúde associados a eles. Gostaríamos de ver mais evidências científicas sobre os efeitos da alimentação vegana especialmente em gatos, antes de emitir quaisquer conclusões”, concluiu ele.

Caso um tutor de animais esteja pensando em fornecer ao seu animal doméstico uma alimentação vegana, a RSPCA orienta que um veterinário de confiança seja consultado antes de qualquer decisão.

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Mercado nos Emirados Árabes tinge coelhos para vendê-los na Páscoa‏

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Piotr Jaworski
Foto: Piotr Jaworski

Um mercado de animais nos Emirados Árabes está tingindo coelhos e tratando-os como mercadorias para venda como presentes de Páscoa. Segundo dados do The Petition Site, uma investigação revelou que 80% dos coelhos comprados por ocasião desta data são posteriormente abandonados nas ruas.

O Dr. Jaworski, veterinário da clínica local Advanced Pet Care, foi até o mercado para ver os animais tingidos e disse que isso é “completamente inaceitável”. Ele afirmou que os animais estavam com sarna em seus olhos, orelhas e entre as patas, como resultado do contato com a tinta.

Daniella, fundadora da ONG Helping Hands for Small Paws, disse que a foto revela “uma série de horrores”, includindo o potencial tóxico da coloração, a provável desidratação dos animais, questões de higiene e o confinamento em gaiolas que podem causar fraturas nas pernas e exposição ao calor.

O mercado, que se chama Sharjah Bird and Animal Market, usou esse artifício em 2011, em pintinhos. Recentemente, um vídeo começou a circular pela Internet mostrando um caso de estabelecimento que realizava essa prática, conforme publicado pela ANDA.

O feriado da Páscoa, que é quando tais casos vêm à tona, é um momento propício para nos manifestarmos contra empresas que cometem tal crueldade. Assine a petição para dizer ao mercado Sharjah que pare de tingir animais e de vendê-los como objetos.

Nota da Redação: Infelizmente a prática não é exclusiva desse mercado, e sim algo que se vê em todas as partes do mundo. Se vender animais já é uma violação brutal dos seus direitos, tingi-los só faz expor os mesmos a mais riscos e consiste em uma aberração. Isso precisa acabar.

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"É o Bicho" reúne fotos, oficinas e palestras

Kelly Alonso retrata o cotidiano de quem tem animais em casa. Foto: Divulgação
Kelly Alonso retrata o cotidiano de quem tem animais em casa. Foto: Divulgação

Fátima ChuEcco/Anda – Agência de Notícias de Direitos Animais

Exposição com fotos, pinturas e desenhos de 22 artistas, tendo cães e gatos como inspiração, fica em cartaz de 23 de novembro a 15 de dezembro no Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073, Cerqueira César, São Paulo). Além da exposição, com curadoria assinada por Danilo Blanco e Fernando Zelman, o evento “É o Bicho” contará com rodas de conversa sobre a correta alimentação destinada a animais domésticos, com veterinários da Hill’s Pet Nutrition e oficinas de customização de comedouros através da arte do graffiti.

A pintura de Carla Petrini transborda emoção. Foto: Divulgação
A pintura de Carla Petrini transborda emoção. Foto: Divulgação

Serão 20 vagas por edição, com senhas distribuídas por ordem de chegada com uma hora de antecedência no local da exposição. A Ação visa retratar a relação afetiva entre os humanos, cães e gatos, e como esse relacionamento pode ser transformador. Entre os artistas convidados está Kelly Alonso cujas obras encantam com seu colorido vivo e cenas cotidianas de muita gente que convive com animais. Nos cães pintados por Carla Petrini é evidente a emoção no olhar. A mostra, com entrada franca, funcionará diariamente das 9h às 21h (segunda a sábado) e das 11h às 20h (aos domingos).

Programação:
Rodas de Conversas com Veterinários.
Dias: 26/11, 05/12, 10/12 e 12/12, das 12h às 16h;
Oficinas de Graffiti
Dias: 28/11, 29/11 e 05/12, das 15h às 17h
Informações: https://www.facebook.com/HillsPetBrasil

Cores vibrantes nas obras de Kelly Alonso. Foto: Divulgação
Cores vibrantes nas obras de Kelly Alonso. Foto: Divulgação
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Animais são resgatados de enchente em Porto Alegre (RS)

Foto: Divulgação/ Guerreiro / Divulgação PMPA
Foto: Divulgação/ Guerreiro / PMPA

Mais de 30 animais tutelados por famílias da Ilha do Pavão, região atingida pela enchente em Porto Alegre (RS), foram resgatados na quarta-feira. São 26 cães adultos, cinco filhotes e uma gata. A equipe da Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda) retornará ao local ainda hoje para buscar outros animais.

Os cães foram levados para a área de Medicina Veterinária da Seda, onde serão vermifugados, vacinados e esterilizados, mediante autorização dos tutores. Os animais também foram cadastrados. Eles ficarão abrigados no local até as famílias retornarem para suas casas.

“A maioria dos cães foi abandonada na rodovia, na região das Ilhas, e acolhida por famílias em situação de vulnerabilidade social, em uma clara demonstração de solidariedade”, relatou a secretária Regina Becker ao site da prefeitura.

Fonte: Diário Gaúcho

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Animais abandonados em hospital público veterinário de São Paulo são colocados para adoção

Foto: Reprodução/SPTV
Foto: Reprodução/SPTV

Alguns dos animais que foram levados ao hospital veterinário público do Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo, para tratamento, acabaram abandonados por seus tutores. As 30 gaiolas disponíveis estão todas ocupadas e a direção do hospital colocou os animais já curados para adoção.

Inaugurado em julho do ano passado, o hospital veterinário não está dando conta da demanda. Todos os dias, pelo menos 20 pessoas voltam para casa sem socorro para seus animais. O atendimento é prestado por 60 médicos e 70 enfermeiros – consultas, exames e cirurgias são de graça.

“Às vezes demora, sete, oito, nove meses até a gente conseguir doar o paciente. Infelizmente é um leito nosso que está sendo usado de uma forma desnecessária”, diz o diretor o hospital Dênis Rodrigues Prata.

Sessenta senhas são distribuídas por dia. Tem prioridade quem está inscrito em programas sociais governamentais, como o Bolsa Família.

Para adotar um dos animais abandonados é preciso ir até o hospital veterinário, que fica na Rua Professor Carlos Zagotis, 3, no Tatuapé.

Fonte: G1

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Documentário premiado mostra resgate de cinco animais vítimas do furacão Katrina

Por Giovanna Chinellato (da Redação)

Foto: Reprodução/Care 2

Para os animais, a melhor coisa do Katrina (o grande furacão que destruiu parte dos EUA)  foi o Ato de Resgate e Transporte de animais (“PETS”, em inglês).

Assinado como lei em 6 de outubro de 2006, o PETS exige que regulamentos locais e estaduais considerem os animais quando formularem e implantarem planos de resgate de desastres. Isso também dá ao FEMA (Federal Emergency Management Agency) o poder de negar fundos para governos que não considerarem resgatar os animais, conforme lembra reportagem publicada no site da Care 2.

Antes do Katrina, a política dos EUA era de que a vida de um humano vale mais que a de um animal. Ponto. A boa notícia é que as atitudes estão mudando. Hoje, muitas pessoas consideram animais como membros da família.

Durante o Katrina, as pessoas foram removidas à força de suas casas porque não queriam abandonar seus animais. Os bichos foram, então, abandonados para enfrentar sozinhos a força da natureza. Alguns sobreviveram, outros não. Um grande número de americanos foi para New Orleans ajudá-los.

Mine, um documentário de Geralyn Pezanoski e Erin Essenmacher, explora a jornada de cinco cães que sobreviveram ao Katrina e seres humanos que voltaram para resgatá-los. O filme ganhou prêmios no Southwest Film Festival de 2009 e Independent Lens Audience Award em 2009-2010.

Tocante pelo esforço desses pais para se reunirem com seus filhos animais, Pezanoski decidiu oferecer Mine para exibições públicas. Abrigos, grupos de resgate, livrarias e organizações serão os principais pontos de exibição.

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Libertação Animal, Humana e Ambiental: fazendo as conexões

Quando uma entidade de defesa dos animais é acionada, seja pela imprensa, pelo poder público ou pelos cidadãos, apenas em função de casos que envolvam problemas com animais “de companhia”, é preciso parar e refletir sobre o que isso significa e quais as suas consequências.

Entendemos que há um grande equívoco quando somente os “pets” são motivo de preocupação por parte da sociedade e, mais ainda, quando somente eles ocupam as ações para as quais as entidades de defesa dos animais se voltam. Este comportamento reflete uma visão superficial de Defesa dos Direitos Animais, significando que o restante dos animais – que não os “pets” – não merecem ser considerados com a mesma atenção.

Se militantes defensores dos animais já reconhecem que este é somente um ínfimo ponto (nem por isso desconsiderado) diante do holocausto animal, a angústia é inevitável, pois entende-se que este recorte tem origem no especismo eletivo. O conceito de especismo, desdobrado em eletivo e elitista por Sonia Felipe , tem contribuído decisivamente para as reflexões sobre que tipo de “defesa animal” queremos fazer. O especismo elitista é o hegemônico em nossas sociedades, que coloca todas as espécies como servas da espécie humana, gerando as mais variadas formas de violência institucionalizada.

Já o especismo eletivo ou afetivo escolhe uma ou mais espécies como dignas de proteção, de acordo com sua predileção ou “função”, sendo, portanto, a base de criação e manutenção da maioria do grupos de defensores dos animais e do ambiente. Animais como cães, gatos e cavalos, na condição de “domésticos” ou as baleias, onças e macacos, como “silvestres”, são recortes oriundos de uma base especista eletiva.

Como salienta Sonia Felipe, “passamos a defender os animais escolhendo os que julgamos mais adequados à expressão de nossa necessidade afetiva, estética, econômica, etc. Elegemos, então certos animais, de acordo com nossa predileção. (…) Não fugimos, desse modo, nem do antropocentrismo, nem do especismo.”

Muitas entidades de defesa dos animais surgem unicamente em função deste problema específico, porém algumas delas passaram a olhar também para os demais cantos escondidos da sociedade, identificando a realidade terrível dos animais que são convertidos não somente em “pets”, mas também em produtos desejáveis, servindo de comida, vestimenta, cobaias, usados como artistas para entretenimento humano em espetáculos e competições, bem como outros instrumentos para uso e deleite dos humanos.

Este é um ponto de avanço e amadurecimento: a superação do especismo eletivo dentro do Movimento de Defesa dos Direitos Animais. Mas não é o suficiente, pois resta fazer a conexão entre exploração animal, humana e ambiental. Enfim, resta praticar o que tanto se ouve falar: a defesa dos direitos de todas as formas de vida. E mais, identificar o inimigo comum: o sistema capitalista. Este inimigo, para sobreviver, precisa priorizar a obtenção do lucro de poucos em função da exploração de muitos, sejam eles humanos ou não. Sem desigualdade este sistema morre.

Para que o movimento de defesa animal supere estigmas historicamente arraigados em nossa sociedade, faz-se necessária a discussão sobre as origens históricas deste processo de naturalização da desigualdade, da exclusão, da discriminação e da violência. Não há como conciliar a Ética Biocêntrica, base de militância em defesa da vida, com o capitalismo.

A problemática animal, humana e ambiental precisa ser identificada como uma só, fruto de um modelo de produção e consumo calcado em exploração e competição, sendo impossível que esta lógica traga avanços para uma sociedade ética, sustentável, livre, justa e solidária para todas os seres que compartilham conosco este Planeta.

Há uma longa caminhada para que possamos implantar a tão desejada convivência harmoniosa, pacífica e equilibrada entre todos os seres, já que nem o socialismo – proposta de superação do capitalismo – conseguiu (ainda) incorporar a Ética Biocêntrica em sua base de luta.

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Japoneses adotam gatos selvagens para evitar a morte de aves

Com o objetivo de diminuir os predadores naturais de uma exótica ave no arquipélago de Ogasawara, que fica ao sul de Tóquio, no Japão, a população local começou a adotar bichanos selvagens como animais domésticos. De acordo com o site do jornal Telegraph os pássaros e outras criaturas das ilhas têm sofrido com o aumento de gatos selvagens na região.

E antes de tomar medidas mais drásticas, como matar os animais, veterinários se reuniram para treinar os bichinhos e adaptá-los à vida doméstica. O objetivo é reeducá-los em três meses até que eles se acostumem à sua nova realidade.

Até o momento, mais de 100 gatos selvagens já foram domesticados e vivem felizes em lares japoneses, de acordo com um porta-voz da Associação Médica de Veterinários de Tóquio (TVMA). Segundo o órgão, a prática de domesticação é pouco comum, e o que acontece geralmente é simplesmente a matança dos animais que estão causando danos e desiquilíbrio.

Ainda segundo a TVMA o processo de domesticação acontece é dividido em algumas etapas, sendo a primeira delas a interação dos bichos com seres humanos. “Nós colocamos os gatos dentro de jaulas e depois a colocamosem um local movimentado por pessoas”.

Após se acostumar com seres humanos, o felino aprende a receber afagos e carinhos, em um processo que pode levar até três meses. Vale lembrar que os animais adaptados ao convívio humano estão em alta no Japão. Estudos recentes indicam que há mais cães e gatos no arquipélago que crianças abaixo de 15 anos.

Fonte: PetMag

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