De olho no planeta

Papa Francisco lança apelo para que líderes mundiais parem de utilizar combustíveis fósseis

Nos últimos anos, o papa João Francisco expressou muitas palavras de sabedoria sobre ações a serem tomadas para que a atual crise climática do planeta seja resolvida. Em uma conferência recente realizada na Pontifícia Academia de Ciências, o papa fez talvez sua declaração mais urgente sobre a mudança climática e como nossa dependência de combustíveis fósseis está piorando a situação.

O papa tem feito diversos apelos para a redução dos níveis de poluição
Foto: Reprodução

Francisco pontuou que as mudanças climáticas têm o poder de “destruir a humanidade” e enfatizou que os líderes em produção de energia têm a obrigação de auxiliar a população mundial na transição para o consumo de combustíveis limpos.

Ele chamou essa transição de “um dever que devemos a milhões de nossos irmãos e irmãs ao redor do mundo, países mais pobres e gerações ainda por vir”.

A conferência privada contou com a presença de cerca de 50 executivos de petróleo, investidores, especialistas do Vaticano e de inúmeros pesquisadores científicos que provaram que a mudança climática é um resultado direto da atividade humana.

Entre os participantes estavam Darren Woods, CEO da gigante de petróleo e gás ExxonMobil, Claudio Descalzi, chefe do grupo italiano de energia Eni, e Larry Fink, CEO da BlackRock, a maior corporação de gestão de investimentos do mundo.

Em um discurso no final da conferência de dois dias, o papa Francisco condenou o uso contínuo de combustíveis fósseis que destroem o meio ambiente, afirmando: “Nosso desejo de garantir energia para todos não deve levar ao efeito indesejado de uma espiral de mudanças climáticas extremas devido a um aumento das temperaturas globais. ”

Destacando a necessidade urgente de ações que reduzam a poluição, acabem com a pobreza e promovam a justiça social, o papa pediu às principais companhias petrolíferas que ajudem na construção de um futuro sustentável.

Nos últimos anos, o setor de petróleo e gás foi pressionado por investidores e ativistas para desempenhar um papel maior no trabalho de limitação de emissões de gases do efeito estufa aos níveis estabelecidos no acordo climático de Paris. A recente declaração do papa é mais um pedido de mudança.

​Read More
Notícias

Ativistas e petroleiros criam parceria para proteger baleias na Rússia

13
Divulgação

Uma colaboração incomum entre ativistas e a indústria petrolífera levou ao aumento do número de baleias cinzentas na ilha russa de Sacalina, ao norte do Japão.

De acordo com relatório divulgado neste domingo (4), no congresso da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), o número de fêmeas reprodutoras cresceu 60% entre 2004 e 2015. A população total na região hoje é de 200 animais, diz a organização.

A aliança surgiu após uma batalha travada pela IUCN e outras organizações de defesa do meio ambiente, contra a ampliação da exploração de gás e petróleo na ilha pela empresa Sakhalin Energy, cuja principal acionista à época era a Shell. Os ativistas argumentavam que o projeto colocaria em risco os animais, listados entre as espécies ameaçadas.

Inicialmente, os ativistas tentaram demover a multinacional da empreitada. Sem sucesso, a estratégia passou a pressionar os bancos que financiariam o projeto, como o Credit Suisse e o BNP Paribas.

Em 2012, uma ONG chegou a levar uma réplica em tamanho natural da baleia ao rio Tâmisa, em Londres, como parte da campanha contra uma nova exploração na região. O animal tem cerca de 15 metros e pesa em média 40 toneladas.

A pressão funcionou. Como condição para concessão do crédito, as instituições financeiras passaram a exigir que a Shell aceitasse a participação de um grupo independente de cientistas que proporiam medidas para limitar o impacto negativo que a exploração de petróleo e gás teria sobre as baleias.

Das 539 recomendações feitas pelo grupo, a empresa aceitou 90%, de acordo com o jornal espanhol “El País”.

Em 2014, a IUCN e a Sakhalin Energy publicaram um estudo conjunto sobre minimização e monitoramento dos riscos à espécies marinhas vulneráveis quando barulhos intensos são utilizados na busca de petróleo e gás.

“Exortamos as instituições financeiras que sigam esse exemplo de sucesso e incluam condições ambientais rígidas aos projetos que possam ter um impacto negativo sobre espécies ameaçadas”, disse Wendy Elliot, diretora mundial de vida silvestre da WWF, ao jornal espanhol. Com informações da Folhparess.

Fonte: Notícias ao Minuto Brasil

​Read More
Notícias

WWF divulga lista dos dez animais mais ameaçados de extinção

Foto: Arquivo/O Globo
Foto: Arquivo/O Globo

Uma em cada cinco espécies de animais do planeta está ameaçada de extinção, segundo dados das Nações Unidas. A ONU lançou ontem o “Ano da Biodiversidade”, campanha que tem como objetivo chamar a atenção dos governantes e da população para a necessidade da preservação de plantas e animais. No início do mês, o World Wildlife Fund (WWF) divulgou uma lista com os principais animais ameaçados de extinção. Confira a lista:

1. Tigre: novos levantamentos indicam que existem menos de 3,2 mil tigres na natureza. Hoje, restam apenas 7% do habitat natural destes animais. O extermínio dos tigres também está ligado à falta de informação. Em muitas partes da Ásia, eles são caçados porque partes do seu corpo são consideradas medicinais.

2. Urso-polar: o urso-polar se tornou o principal símbolo dos animais que perdem seu habitat natural devido ao aquecimento global. A elevação da temperatura no Ártico é uma das principais ameaças aos ursos, assim como os petroleiros e os derramamentos de óleo na região.

3. Morsas: os mais novos animais a entrarem para a lista dos ameaçados, as morsas também são diretamente afetadas pelo aquecimento global. Em setembro, 200 morsas foram encontradas mortas nas praias do Alasca. Com o derretimento das geleiras, os animais estão ficando sem comida.

4. Pinguim de Magellanic: o aquecimento das correntes marítimas tem forçado os pinguins a nadarem cada vez mais longe para achar comida. Não à toa, os bichinhos têm aparecido nas praias do Rio de Janeiro, muitas vezes magros demais ou muito doentes. Doze das 17 espécies de pinguins estão ameaçadas pelo aquecimento global.

5. Tartaruga-gigante: também conhecida tartaruga-de-couro, ela é um dos maiores répteis do planeta, chegando a pesar 700 quilos, e existem há mais de 100 milhões de anos. Porém, estimativas de cientistas mostram que há apenas 2,3 mil fêmeas no Oceano Pacífico, seu habitat natural. O aumento das temperaturas, a pesca e a poluição têm ameaçado a procriação destes bichos.

6. Atum Bluefin: um dos ingredientes principais do sushi de boa qualidade, o atum encontrado nos oceanos Atlântico e Mediterrâneo está sendo extinto por causa da pesca predatória. Uma proibição temporária da pesca desta espécie de atum, segundo cientistas, ajudaria a população dos peixes a voltar a um equilíbrio. Segundo o WWF, a população pode proteger estes animais diminuindo a ingestão do peixe.

Foto: WWF
Foto: WWF

7. Gorila-das-montanhas: famosos depois do filme Nas montanhas dos gorilas, estrelado por Sigourney Weaver, os gorilas podem deixar de existir na próxima década. Existem apenas 720 animais vivendo nas florestas da África, e outros 200 no Parque Nacional de Virunga, a maior área de preservação dessa espécie.

8. Borboleta-imperial: as temperaturas extremas são a principal ameaça dessas borboletas, que todo ano cruzam os Estados Unidos em busca do calor mexicano. Elas vivem em florestas de pinheiros, área cada vez mais ameaçada pelo aquecimento global e urbanização crescente.

9. Rinoceronte de Java: existem apenas 60 destes rinocerontes em seu habitat natural. Por ser usado na medicina tradicional asiática, costuma ser caçado de forma predatória. A expansão das plantações também tem acabado com as florestas que abrigam a espécie. No mês passado, pesquisadores usaram cães de caça para rastrear os rinocerontes no Vietnã. O país, antes o habitat dos rinocerontes, abriga apenas 12 animais no momento.

10. Panda: restam apenas 1,6 mil pandas na natureza, de acordo com o WWF. Eles vivem nas florestas da China, que estão cada vez mais ameaçadas pelo crescimento das cidades chinesas. Existe mais de 20 áreas de proteção ambiental no país para proteger estes animais. Metade dos pandas vive hoje em áreas protegidas ou em zoológicos.

Fonte: O Globo

​Read More