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Dezessete animais marinhos reabilitados serão liberados amanhã no RS

Técnicos do Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram) do Museu Oceanográfico da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), no Rio Grande do Sul, irão libertar amanhã, pela manhã, 17 animais reabilitados no Cram. Serão reconduzidos ao mar, na praia do Cassino, 13 pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus), dois petréis-gigantes (um Macronectes giganteus e um Macronectes halli), um lobo-marinho (Arctocephalus australis) e uma tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta).

Um lobo-marinho juvenil está entre os animais que serão reconduzidos ao mar. Foto: Fábio Dutra

São animais que chegaram ao Cram a partir de maio deste ano, receberam o devido tratamento e agora estão prontos para serem reconduzidos ao seu habitat. Muitos dos pinguins chegaram ao centro sujos de óleo. Conforme o oceanólogo Lauro Barcellos, diretor do Cram, os animais foram identificados, examinados pela equipe técnica e receberam os primeiros socorros. Posteriormente, foram realizados procedimentos como pesagem e coleta sanguínea e, a partir desta avaliação, os animais receberam o tratamento adequado a cada caso.

“Cada animal tem seu número de registro e ficha de acompanhamento. No caso das aves sujas de óleo, foi aplicado um protocolo específico para a limpeza e reestruturação das penas, elaborado pelos técnicos do Cram e utilizado como referência por outras instituições”, observou o oceanólogo.

Barcellos relata que todos os anos o Cram recebe mais de 500 animais marinhos, de várias espécies, para reabilitação, sendo o inverno o período de maior atividade. E para isto mantém uma estrutura apropriada e uma equipe técnica permanente. A liberação dos animais será realizada com apoio da Petrobras e participação do Exército Brasileiro.

Fonte: Jornal Agora

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Centro de recuperação de animais de Rio Grande (RS) recebe dois petréis-gigantes

Por Carmem Ziebell

O Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram) do Museu Oceanográfico da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) está com dois novos hóspedes: um petrel-gigante-do-norte (Macronectes halli) e um petrel-gigante-do-sul (Macronectes giganteus). As duas aves foram encontradas na beira da praia, entre a Praia do Mar Grosso e a Lagoa do Peixe, durante monitoramento realizado por técnicos do Laboratório de Mamíferos Marinhos da Furg na última quarta-feira, e levadas para o centro.

|Maioria dos pinguins chegou ao Cram com a plumagem |suja de óleo. Foto: Fábio Dutra


Conforme informações da oceanóloga Paula Canabarro, do Cram, essas aves são oceânicas, vivem em alto-mar, e não é comum encontrá-las na beira da praia. Por isso foram recolhidas e encaminhadas ao Centro de Recuperação de Animais Marinhos. Ao chegarem ao Cram, elas receberam hidratação, inicialmente, passaram por exame clínico, no qual não foi encontrada nenhuma lesão ou fratura, e depois começaram a ser alimentadas com peixes. Os dois petréis juvenis estão bem. Estão ativos e o estado corporal deles é bom, devendo ser liberados em breve.

Estas aves se reproduzem na Antártica, nas ilhas subantárticas e na Patagônia, de onde saem em busca de alimentação, segundo Paula. E utilizam o litoral Sul do Rio Grande do Sul, sendo que a mais comum na região é o petrel-gigante-do-sul. Além dos dois petréis, encontram-se no Cram 16 pinguins, um lobo-marinho juvenil, três tartarugas marinhas juvenis – duas da espécie verde e uma cabeçuda sem uma das nadadeiras -, mais duas gaivotas.

A grande maioria dos pinguins está no Cram desde o inverno e muitos deles chegaram ao centro sujos de óleo. Na próxima semana, haverá liberação dos que estiverem em condições adequadas para o retorno ao mar. Conforme o veterinário Rodolfo Pinho da Silva, coordenador do centro, na segunda-feira, 15 pinguins serão submetidos a exame de plumagem e na terça-feira a exame de sangue e avaliação para definição de quais os que serão liberados. A data da soltura ainda não está definida.

Na mesma ocasião, também deverão ser reintroduzidos ao seu hábitat o lobo-marinho, a tartaruga-cabeçuda e, provavelmente os petréis.

Fonte: Jornal Agora

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