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Universidade na Escócia é criticada por testes em animais

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Protesto

A Universidade de Edimburgo, na Escócia, tem sido criticada sobre o número de animais testados em seus laboratórios.

A instituição é uma das cinco principais universidades britânicas compiladas pela organização anti-vivissecção Cruelty Free International, com 226.730 animais utilizados em experiências em 2014. As informações são do Edinburgh Evening News.

A Universidade de Oxford liderou a lista, seguido em ordem decrescente por Edinburgh (200.861), University College London (176.901), a King’s College London (165.068) e Cambridge (160.557).

Os números foram obtidos sob leis de Liberdade de Informação. De 70 universidades abordadas no Reino Unido, 48 responderam na íntegra enquanto 17 enviaram respostas parciais. Cinco universidades, Manchester, Southampton, Imperial College London, Bristol e Aston não retornaram nenhum dado.

Entre os animais testados estavam ratazanas, ratos, pássaros, rãs, peixes, furões, porquinhos da índia, coelhos, ovelhas e macacos.

Dra Katy Taylor, diretora de ciência no Cruelty Free International, disse: “O público vai ficar chocado ao saber que cinco das principais universidades do Reino Unido são responsáveis ​​por testar em quase um milhão de animais, apesar de um número crescente de universidades reconhecer esta não é a maneira de fazer pesquisas.

“Pedimos-os para deixar essa prática arcaica para trás.”

Experimentos com macacos conduzidos em algumas das universidades foram ditos a envolver animais que estão sendo privados de comida ou água, tendo eletrodos implantados em seus crânios ou membros, e sendo cercados com ruído alto enquanto presos.

Outros experimentos “perturbadores” supostamente incluíam ratos sendo injetados com ácido para causar danos cerebrais.

Universidades britânicas mataram mais de um milhão de animais em experiências de investigação científica só no ano passado, incluindo cães, gatos e primatas em 2013.

Quase um milhão de animais foram sacrificados, com algumas instituições induzindo a morte em mais de 200.000 animais por ano. A Universidade de Oxford induziu a morte 29 macacos, 43 texugos, 18 porcos e cerca de 200.000 ratos, uma investigação pelo jornal estudantil da Tab divulgou.

A PETA disse que universidades devem “repensar” as suas políticas de testes em animais – declarando que 90 por cento das drogas falham nos testes em humanos.

*É permitida a reprodução total ou parcial desta matéria desde que citada a fonte ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais com o link. Assim você valoriza o trabalho da equipe ANDA formada por jornalistas e profissionais de diversas áreas engajados na causa animal e contribui para um mundo melhor e mais justo.

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Notícias

Universidade da Austrália usa animais vivos para treinamento

Artigo: PETA (Tradução: Dhamirah Hashim/ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais)

Porcos-pesquisa-medica

Apesar da disponibilidade de simuladores de pacientes mais humanos e educacionalmente superiores, a Royal Australasian College of Surgeons (RACS) continua a cortar buracos nas gargantas, peitos e membros de animais vivos em um curso de treinamento cirúrgico que é oferecido em toda a Austrália e Nova Zelândia. Este curso é parte de um programa de treinamento EMST oferecido internacionalmente, e a maioria dos outros países que a ensinam passaram a usar simuladores humanos de alta tecnologia. Estes simuladores foram aprovadas desde 2001 como um substituto completo para o uso de animais no curso. Alguns cursos na Austrália já estão usando a simulação, em vez de animais, mas a maioria está ficando para trás.

Ao contrário dos animais, simuladores realistas replicam com precisão a anatomia e fisiologia humana e são reutilizáveis ​​e compartilháveis. Eles também são mais rentáveis do que o uso de animais. Estudos militares e civis descobriram que esses métodos equipam melhor os formandos com as habilidades cirúrgicas e preparação psicológica necessárias para o tratamento de lesões traumáticas.

Os simuladores para esse treinamento são tão eficazes que a força militar dos EUA recentemente proibiu o uso de animais em seu treinamento equivalente ao EMST, afirmando que “alternativas de simulação adequadas podem substituir o uso de animais vivos.” O ministro adjunto para a defesa da Austrália prometeu que os militares também iriam parar de usar animais em treinamentos EMST, logo que a RACS, que oferece o treinamento, mude para métodos de treinamento não-animais.

Continuar a mutilar e matar animais para estes cursos de treinamento de traumas é extremamente cruel e arcaico, bem como uma violação das orientações do Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica, que afirmam que “métodos que não envolvem animais devem ser adotados sempre que possível.”

*É permitida a reprodução total ou parcial desta matéria desde que citada a fonte ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais com o link. Assim você valoriza o trabalho da equipe ANDA formada por jornalistas e profissionais de diversas áreas engajados na causa animal e contribui para um mundo melhor e mais justo.

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Destaques, Notícias

Cientistas chineses criam macacos autistas em pesquisa cruel

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Macacos-autistas

Anti-vivisseccionistas criticaram a “cruel” e “falha” criação dos primeiros macacos autistas do mundo. Cientistas na China modificaram geneticamente oito macacos para carregarem um gene ligado ao autismo em humanos. As informações são do The Huffington Post UK.

De acordo com a revista de ciência Nature, os pesquisadores disseram que os animais começaram a mostrar sinais da doença, incluindo correr “obsessivamente em círculos”, ignorar seus colegas e grunhir ansiosamente quando encarados.

Até agora, as investigações sobre o autismo têm explorado predominantemente camundongos e ratos.

O principal cientista, Dr. Qiu Zilong, do Instituto de Neurociências da Academia Chinesa de Ciências, disse em uma coletiva de imprensa: “O modelo do rato não é próximo o suficiente. Não há escolha. Temos que ir para uma espécie de primatas não-humanos.”

Mas o estudo tem sido criticado pelo grupo de campanha anti-vivissecção, Cruelty Free International, que disse que não só a pesquisa tem probabilidade de falhar, mas também provoca um enorme sofrimento para os macacos.

“O autismo é uma desordem complexa e as causas genéticas estão longes de ser claras”, afirmou Dr Katy Taylor, diretora de ciência da Cruelty Free International

“As tentativas de explorar macacos para modelar doenças humanas são, ao nosso ver, falhas e improváveis de ter sucesso”, disse.

“Enquanto você pode ser capaz de alterar um ou dois genes, você não pode superar as enormes diferenças entre nós e outros primatas não humanos em outras áreas, incluindo a expressão do gene. Também é cruel; vários macacos neste recente trabalho ficaram muito doentes e foram mortos”, explica Taylor.

“Em vez de desenvolver técnicas que possam levar a um aumento na exploração de macacos em pesquisas, os cientistas deviam concentrar seus esforços no desenvolvimento de abordagens mais relevantes para humanos.”

A equipe de pesquisadores deu o gene MECP2 – pensado a ser ligado ao autismo em humanos – para dezenas de óvulos de macacos, que foram fertilizados in vitro.

Os animais nasceram de fêmeas fertilizadas e foram estudados à medida que eles cresciam.

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Pesquisadores australianos realizam experimentos secretos em primatas

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais)

Macacos-usados-em-pesquisas

Hospitais e universidades de Sydney, na Austrália estão realizando experiências médicas secretas em centenas de primatas, de acordo com relatos da mídia. As informações são do The Guardian.

A Fairfax Media informou no domingo (24) que os fundos dos contribuintes haviam sido utilizados para completar experimentos cirúrgicos, incluindo a inserção de um rim de porco em um babuíno.

Foi relatado que a NSW Health negou a realização de transplantes de órgãos inteiros, apesar do conhecimento do Conselho de Pesquisa Médica e Saúde Nacional que financiou a pesquisa de “xenotransplante de órgão inteiro de animal para animal.”

A Fairfax informou que o Distrito de Saúde Local de Sydney disse que uma colônia de babuínos supervisionada pelo Royal Prince Alfred Hospital “tem ajudado pesquisadores médicos a realizar uma pesquisa importante que tem contribuído de forma significativa para pavimentar o caminho para novos tratamentos de doenças, tais como pré-eclampsia, diabetes complicada, distúrbios renais e doenças vasculares.”

A Universidade de Sydney disse à Fairfax que tem como objetivo reduzir e substituir a utilização de todos os animais em pesquisa. Um inquérito do Senado sobre a importação de primatas para a Austrália para pesquisa médica deve apresentar um relatório sobre as suas conclusões no início de março.

O senador Greens Lee Rhiannon propôs a proibição da importação de primatas para fins de pesquisa e diz que a pesquisa não deveria ser secreta. “Detalhes completos sobre o tratamento dos animais utilizados na investigação e da finalidade das experiências deveriam ser divulgados,” disse Rhiannon.

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Brasil ainda não valida pesquisas alternativas ao uso de animais

(Foto: Arquivo Pessoal)
(Foto: Arquivo Pessoal)

O Brasil não possui hoje um órgão para validar métodos alternativos ao uso de animais em pesquisas científicas, apesar de ser proibido por lei o uso de animais quando há outros meios de se chegar ao mesmo resultado. Para ativistas, trata-se de uma falha que permite irregularidades. Segundo o governo, órgão está em fase de criação.

Dezenas de ativistas invadiram, na madrugada de sexta-feira (18), o laboratório do Instituto Royal e levaram vários animais do complexo alegando maus-tratos em pesquisas científicas. O instituto afirma que os experimentos são autorizados e eram realizados dentro da lei.

Pela Lei nº 11.794, chamada Lei Arouca, é crime o uso de animais quando existe outro método possível. Mas ativistas em defesa dos animais afirmam que o governo não possui hoje um controle de que métodos deveriam estar sendo usados alternativamente pelas instituições. Isso porque não existe o órgão regulador.

“Não tem nenhum instituto no Brasil, que seria um tipo de Inmetro, que valide o método substitutivo. Ficou essa brecha”, afirma George Guimarães, presidente da ONG Veddas, totalmente contra o uso de animais em experimentos.

O Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos (BraCVAM), fruto de cooperação técnica da Anvisa com a Fundação Osvaldo Cruz (FioCruz), é a entidade criada em 2012 para pesquisar e validar os métodos alternativos, mas ainda não obriga os laboratórios a substituírem as práticas.

Octavio Presgrave, coordenador do BraCVAM, afirma que a ideia é que o centro recomende ao Concea (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal) a oficialização de métodos substitutivos, nacionais ou internacionais, mas que o processo de validação a ser usado no Brasil “foi enviado ao Concea para ser avaliado e homologado”. “Esse processo precisa ser oficializado para que possa ser implantado”, explica.

Segundo o Ministério de Ciência e Tecnologia, uma série de questões práticas, como importação de materiais, ainda precisam ser definidas para que o órgão comece a regular as pesquisas. “Os métodos alternativos estão em discussão dentro desse centro. Hoje nós não temos os métodos validados. Mas uma vez que estiverem validados, eles serão obrigatórios”, afirma Morales. “Temos que ser muito responsáveis, porque se a gente obrigar um método não disponível no Brasil, podemos causar um prejuízo muito grande.”

Pesquisas

Também não é possível ter acesso a dados que comprovem que os institutos estão obedecendo a lei. O coordenador diz ser crime usar animais quando há outra forma de teste, mas que não pode fornecer a lista de instituições que realizam pesquisas com animais e quais tipos de experimentos são realizados, por questão de segurança.

Segundo Morales, o conselho faz todo o controle e credencia as instituições pesquisadoras e, quando há alternativas, elas são utilizadas. “Nenhuma empresa séria hoje faz pesquisa com cosméticos utilizando animais, porque existem os métodos alternativos para substituição. Tem um kit de pele humana que é usado. Agora, com novos medicamentos, é imprescindível e os cães fazem parte dessa pesquisa”, disse o cientista.

Questionado sobre se é possível afirmar que não existe pesquisa cosmética com animais atualmente no país, ele afirma, no entanto, que, “em alguns casos, o teste com animal é permitido”. “Cosméticos poderão ser substituídos, como já estão sendo. Só que o Brasil teria que produzir os kits de pele, porque os importados têm prazo de uma semana de validade. Pesquisadores brasileiros estão estudando esse tema.”

Ativistas

O presidente da ONG Veddas afirma que a solução procurada pelos ativistas é acabar com as pesquisas com animais, mas que a existência de um órgão regulador forneceria subsídios para impedir algumas práticas.

“Enquanto tem o comodismo de usar o que já existe, para que vai desenvolver algo novo? Já sabemos que, para a maior parte das pesquisas, já existem métodos substitutivos. Ou in vitro, ou até mesmo em seres humanos. Esse argumento falacioso do mal necessário não é aceitável. Se poderia dizer o mesmo de que a escravidão era inevitável”, defende.

“O principal ponto contra é que eles são seres vivos, eles não são voluntários, são forçados. Outro ponto é que o verdadeiro teste é com humanos, tanto é que os medicamentos são retirados do mercado. É interesse da indústria”, afirma. “Na Europa já são proibidos todos os testes com cosméticos. Por que aqui nós fazemos?”

“Hoje em dia, já há uma tendência no mundo em usar métodos substitutivos aos animais”, diz Silvana Andrade, fundadora e presidente da Anda (Agência de Notícias de Direitos Animais) e também contrária a qualquer tipo de experimentos com animais.

“Posso te garantir que apenas 1% dos testes realizados em animais extrapolam para a fase humana. Nunca houve tanto medicamento, tanta denúncia, com tão pouca cura. Testam em animais, o remédio tem efeito colateral diferente no humano, morre um monte de gente, e depois eles simplesmente tiram da prateleira. Nós somos a cobaia final”, afirma ela.

A jornalista defende a abolição dos testes em animais. “Dizer que ele está no ar condicionado não é cuidar bem de um animal. Você está obrigando o animal a se submeter a algo que faz mal ao corpo dele. Isso, por si só, são maus-tratos. Por que a ciência não pode ser ética? Não somos obscurantistas. Os cientistas brasileiros é que continuam fazendo fogo com graveto.”

Já o coordenador do Concea afirma que o uso de animais é necessário “na maioria das pesquisas”. “No mundo, são pouquíssimos os métodos alternativos válidos ou validados, então, mesmo que exista esse órgão, eles não vão substituir os animais”, diz. “Levaram todos os cães e deixaram todos os ratos. Para o Concea, todos os animais têm que ter a mesma atenção, nenhum pode sofrer.”

Mudanças

Tramitam no Congresso projetos para restringir o uso de animais e ainda de proibir a utilização em instituições de ensino, a hipótese mais criticada de utilização. “Não há necessidade para uso didático, não há sentido em produzir experiências que não têm nenhuma inovação. A medicina veterinária da USP há muitos anos introduziu o uso de cadáveres”, afirma a advogada Viviane Cabral, assessora jurídica do deputado Ricardo Tripoli (PSDB).

O deputado obteve a guarda de duas cadelas da raça beagle que pertencem ao Instituto Royal. Os animais foram encontrados por moradores no sábado (19), em São Roque, e levados até a delegacia.

Não há necessidade para uso didático, não há sentido em produzir experiências que não têm nenhuma inovação. A medicina veterinária da USP há muitos anos introduziu o uso de cadáveres”
Viviane Cabral, assessora jurídica do deputado Ricardo Tripoli (PSDB), que obteve guarda de dois beagles do Instituto Royal

“Temos um projeto que veda uma série de práticas para justamente estimular os métodos substitutivos. Entendemos que as leis estão defasadas em razão dos padrões éticos”, afirma.

“Outra dificuldade é que os institutos não revelam quais são os protocolos e procedimentos, porque se calcam nessa questão do sigilo industrial. Com certeza existem pesquisas sendo feitas onde não é preciso usar animais”, completa.

O projeto de lei 215/2007 institui o Código Federal de Bem-Estar Animal e ainda precisa ser analisado por uma comissão especial da Câmara dos Deputados. Já o PL 2.833/2011, que criminaliza condutas lesivas contra os animais, deve ir a plenário.

A Câmara criou nesta terça-feira (22) uma comissão externa, formada por seis deputados federais, para investigar denúncias de maus-tratos supostamente praticados pelo Instituto Royal Os trabalhos do colegiado serão coordenados pelo deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), e Tripoli será o relator.

Fonte: G1

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