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Elefante se revolta e persegue morador de vila que o agredia com paus e gritos

Foto: Newsflare/NewsCrunch1
Foto: Newsflare/NewsCrunch1

As imagens flagram o momento em que um homem se arrepende instantaneamente de bater em um elefante selvagem por trás quando o animal reage, se vira e começa a persegui-lo.

Nas filmagens registradas na segunda-feira (30), os moradores podem ser ouvidos gritando para o homem correr mais rápido, enquanto o animal enorme avança atrás dele, reagindo a agressão.

O momento inesperado foi registrado na estrada principal que cruza de Karanjia, perto de Mayurbhanj, no leste da Índia.

Os moradores haviam visto um elefante faminto se alimentando de colheitas, então um grupo de homens rapidamente se reuniu para persegui-lo.

Alguns homens podem ser vistos pulando para cima e para baixo, fazendo gestos e gritando para, esperançosamente, afastar o elefante dos campos, mantendo uma distância.

Mas um homem, sentindo-se mais corajoso, decide se aproximar do animal e agredi-lo tentando mostrar quem está no comando.

Ele corre atrás do animal com um graveto e consegue dar alguns golpes nele enquanto pode-se ouvir gritos dos espectadores.

Foto: Newsflare/NewsCrunch1
Foto: Newsflare/NewsCrunch1

Enfurecido e reagindo ao ataque humano, o elefante se vira no local em que está e avança em direção ao agressor, enquanto os moradores gritam para ele se mover mais rápido.

Testemunhas oculares disseram que o homem fugiu para salvar sua vida antes de rastejar para debaixo de um bueiro na intenção de evitar o elefante furioso.

O diretor honorário da vida selvagem, Subhendu Mallik, disse: “As pessoas nunca devem chegar perto de um elefante, pois eles podem alcançar uma velocidade incrível, muito mais rápido do que os humanos podem fugir”.

Foto: Newsflare/NewsCrunch1
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Éguas grávidas e potros entre os mais de dez cavalos encontrados baleados e mortos

Foto: Paige Noel
Foto: Paige Noel

Pelo menos 15 cavalos foram mortos a tiros nesta semana em uma mina abandonada no leste do estado americano do Kentucky, um ato que o delegado responsável pela investigação chamou de “o pior caso de crueldade animal que eu já vi na minha vida”.

O crime descrito pelas autoridades como desumano e cruel está sob investigação. Alguns dos animais mortos tinham apenas 1 ano de idade, enquanto outros eram éguas grávidas, informou a afiliada da CBS WYMT na terça-feira (17).

“Parecia um campo de batalha apenas para cavalos”, disse o delegado John Hunt, responsável pelo condado de Floyd, onde ocorreu o crime, à emissora de televisão, observando que pelo menos um deles estava se alimentando quando foi baleado e ainda tinha grama na boca.

Foto: Paige Noel
Foto: Paige Noel

Os animais foram encontrados espalhados por uma área ao longo da estrada US 23, perto da fronteira dos Condados de Floyd e Pike. Ao que tudo indica os cavalos foram perseguidos e caçados, depois possivelmente baleados com um rifle ou espingarda, de acordo com o polícia local.

“Isso é muito desumano e é um ato muito cruel de alguém que aparentemente não tinha mais nada a fazer”, disse Hunt.

Ninguém foi preso no caso ainda, mas as autoridades disseram que o atirador responsável pelos assassinatos enfrentaria acusações de crueldade contra animais. Uma recompensa inicial de 500 dólares estava sendo oferecida para obter informações sobre possíveis suspeitos.

Foto: Paige Noel
Foto: Paige Noel

Atualmente a recompensa está estimada em 2 mil dólares por informações sobre o crime. Doações começaram a chegar de todo o país para aumentar o valor da recompensa e facilitar a punição dos criminosos.

Os assassinatos provocaram indignação entre os defensores dos animais na região e em todo o país.

“Estamos sendo contatados por pessoas maravilhosas dispostas a doar dinheiro para a recompensa, para que isso possa resultar na captura e condenação da pessoa ou pessoas responsáveis”, disse o grupo de resgate de animais Dumas Rescue, que está ajudando as autoridades na investigação, em um post no Facebook na quarta-feira (18).

“Vê-los mortos a tiros dessa forma foi mais do que horrível”, disse Tonya Conn, da Dumas Rescue. “Esses cavalos foram espalhados em vários lugares, distâncias diferentes um do outro, para que tivessem sido baleados e depois dispersados, caçados e mortos”.

Grupos de resgate locais dizem que parece que os cavalos foram caçados, e correram fugindo por suas vidas. A polícia acrescenta que as balas vieram de uma espingarda de baixo calibre.

Foto: Connor James/Twitter
Foto: Connor James/Twitter

“No momento, estamos todos sofrendo com os efeitos que essa cena horrível teve sobre o nosso grupo e os oficiais de investigação”, dizia o post. “Por favor, mantenha-nos em suas orações”.

“Um ato muito desumano, violento praticado por criminosos que precisam ser levados à justiça”, acrescentou Hunt. As informações são da CBS News.

Foto: Connor James/Twitter
Foto: Connor James/Twitter

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Metade da população de jumentos do mundo pode ser morta nos próximos cinco anos

Burro no santuário The Donkey Santuary em Sidmouth, Devon (Inglaterra) | Foto: Getty Images
Burro no santuário The Donkey Santuary em Sidmouth, Devon (Inglaterra) | Foto: Getty Images

Cerca de metade da população global de burros pode ser morta em apenas cinco anos, devido a um aumento na demanda por sua pele, que é usada na medicina tradicional chinesa.

Segundo informações da ONG internacional The Donkey Sanctuary (Santuário dos Burros), as populações desses animais estão entrando em colapso em países da África, América do Sul e Ásia – incluindo éguas doentes e potros – sendo roubados, transportados e mortos.

A organização alertou que a espécie está agora “em um estado de crise em nível mundial”, já que os comerciantes os matam com interesse na venda e exportação de suas peles para serem usadas na fabricação de eijão, uma gelatina feita a partir do cozimento de pele de burros e jumentos, produto popular na medicina chinesa – embora sem qualquer evidência médica.

Peles de burros sendo deixadas para secar | Foto: The Donkey Santuary
Peles de burros sendo deixadas para secar | Foto: The Donkey Santuary

O aumento da demanda por ejiao levou um número insustentável de burros à morte e surgiram também quadrilhas criminosas que sequestram os animais por suas peles, que são vendidas aos milhões todos os anos.

O relatório do The Donkey Sanctuary revela que o suprimento de peles de burros atualmente não consegue atender à demanda na China, que utiliza cerca de 4,8 milhões de couro de burro por ano para a produção de ejiao. Como resultado, traficantes de animais na África, Ásia e América do Sul estão exportando peles adicionais para a China.

As populações de burros na China caíram 76% desde 1992. E desde 2007 as populações caíram 28% no Brasil, 37% em Botsuana e 53% no Quirguistão.

Peles de burros | Foto: AFP
Peles de burros | Foto: AFP

Com pouco menos de cinco milhões de peles necessárias todos os anos para a produção de ejiao, a indústria exigiria mais da metade dos burros atuais que existe no mundo nos próximos cinco anos para atender a essa demanda.

A demanda por burros também está gerando uma crise de bem-estar animal, com o potencial de se transformar em um problema de doença humana, uma vez que a falta de higiene nos matadouros tem causado um aumento de patógenos perigosos, incluindo antraz e doenças equinas, como a gripe equina.

O relatório diz que muitos manipuladores de burros no comércio de pele têm pouco ou nenhum treinamento em lidar com animais, geralmente recorrendo a métodos cruéis e ilegais de controle de burros, como chutar, arrastar e usar lanças pontiagudas chamadas de aguilhões.

Burro sendo morto em matadouro | Foto: Humane Society Internacional
Burro sendo morto em matadouro | Foto: Humane Society Internacional

As condições em muitos dos matadouros de burros são assustadoras. Um matadouro no Quênia foi imediatamente fechado depois que testemunhas registraram filmagens de burros mortos e moribundos, alguns com feridas abertas e infestadas de larvas. Fetos também foram vistos, assim como cadáveres despejados ao lado de burros vivos que aguardavam a morte.

Logo após, o matadouro reabriu.

Na Bahia, no nordeste do Brasil, 800 burros foram encontrados morrendo de fome ao lado de centenas de cadáveres em estado de putrefação que poluíram sua única fonte de água.

Burros aguardam a morte no matadouro em Baringo, Quênia | Foto: Humane Society
Burros aguardam a morte no matadouro em Baringo, Quênia | Foto: Humane Society

A instituição também descobriu vínculos entre o comércio de pele de burro e outros crimes graves contra a vida selvagem, com alguns comerciantes oferecendo peles de burro à venda em plataformas on-line que também vendem produtos ilegais, incluindo marfim, escamas de pangolim e chifre de rinoceronte. Em um exemplo, peles de tigre foram encontradas escondidas sob peles de burro.

Mike Baker, executivo-chefe do The Donkey Sanctuary, disse ao Independent em matéria publicada em 21 de novembro: “Essa situação está causando um sofrimento aos animais em uma escala enorme e inaceitável. Esse sofrimento não se limita apenas aos burros, pois também ameaça a subsistência de milhões de pessoas. O comércio de peles é a maior ameaça ao bem-estar dos burros que já vimos. Ações urgentes precisam ser tomadas”.

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Ator vegano Joaquim Phoenix produz filme sobre direitos animais

Foto: Divulgação
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O novo documentário “The Animal People” fez sua estreia mundial no Austin Film Festival no sábado, 26 de outubro, nos Texas, Estados Unidos. Produtor executivo do filme, o ator vegano e estrela principal do filme Coringa, Joaquim Phoenix contou com a colaboração da estrela do CSI Jorja Fox como produtora e Cassandra Suchan e Dennis Henry Hennelly como diretores.

“The Animal People” acompanha seis ativistas do grupo norte-americano de direitos dos animais Stop Huntingdon Animal Cruelty – SHAC (Pare a crueldade animal de Huntingdon), que foram entrevistados pelo Federal Bureau of Investigations (FBI) e finalmente indiciados como terroristas domésticos por liderarem protestos contra a Huntingdon Life Sciences, uma grande empresa de testes em animais.

O FBI usou a vigilância que manteve sobre os ativistas como modelo para atacar movimentos posteriores, como Occupy Wall Street e Black Lives Matter. Antes das acusações dos ativistas, o Congresso dos EUA reescreveu leis cedendo à pressão corporativa e enfraquecendo potencialmente os direitos de liberdade de expressão de todos os americanos, conta o filme.

“Este filme é muito mais do que apenas este caso isolado”, disse Phoenix. “Trata-se de questões fundamentais sobre liberdade de expressão, mudança social e poder corporativo que nunca foram tão urgentemente relevantes em nosso mundo”.

The Animal People apresenta entrevistas com os seis ativistas em mais de uma década e tem como objetivo ilustrar o resultado do ativismo classificado como “terrorismo” quando estão envolvidas instituições de poder.

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Touros são perseguidos pela multidão e obrigados a pular no mar

Foto: AFP/Getty Images
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Fotos fortes e perturbadoras mostram multidões perseguindo touros até forçá-los a pular no mar próximo à cidade portuária de Alicante, uma estância turística espanhola popular.

Os animais são incitados ao mar por aqueles que celebram a chegada do festival de touros “Bous a la mar” (touros no mar), na costa mediterrânea da Espanha.

Uma das imagens divulgadas mostra um enorme touro marrom pulando de cabeça no mar, enquanto um folião acena com uma bandeira branca para o animal.

Foto: AFP/Getty Images
Foto: AFP/Getty Images

Outra foto mostra um touro negro lutando para nadar enquanto seus cascos, chifres e cabeça podem ser vistos se debatendo na água.

As fotos, tiradas na costa de Denia, fazem parte do festival cruel e bárbaro que acontece no primeiro fim de semana do mês de julho anualmente.

Uma imagem mostra cinco homens tentando domar um touro na água para retirá-lo do mar e colocá-o em um barco.

Foto: AFP/Getty Images
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Dois homens seguram o touro por trás enquanto outro tenta amarrá-lo ao barco e um terceiro e um quarto empurram.

As imagens aparecem em seguida ao segundo dia de outro festival bárbaro em Pamplona, no norte da Espanha, que foi criticado e denunciado por ativistas dos direitos animais e causou pelo menos 10 vítimas entre pessoas com ferimentos graves e leves.

O festival, que acontece a 400 quilômetros ao norte de Alicante, causa a morte de dezenas de touros a cada ano.

A tradição ultrapassada e secular das touradas tem sido uma questão controversa na Espanha.

Foto: AFP/Getty Images
Foto: AFP/Getty Images

As Ilhas Canárias se tornaram a primeira região espanhola a proibir a tradição “bárbara” em 1991. Vinte anos depois, a Catalunha seguiu o exemplo.

Enquanto os grupos pró-touradas lutaram contra as restrições, protegendo a tradição sob a lista do patrimônio cultural da Unesco, as touradas seguem em declínio.

Houve 810 lutas em 2008, mas esse número caiu mais da metade para apenas 369 no ano passado.

Esta semana em Pamplona, uma mulher de 19 anos foi ferida na região da coluna e quatro outras também ficaram feridas no segundo dia do festival de touros da cidade.

Foto: AFP/Getty Images
Foto: AFP/Getty Images

Dois homens e uma mulher foram hospitalizados com ferimentos na cabeça e hematomas graves, enquanto milhares de pessoas tomaram as ruas na segunda edição no evento deste ano.

Um deles foi atingido nas costas pelos chifres de um touro e sofreu uma lesão na coluna, mas não precisou ir ao hospital.

Outro recebeu um golpe na cabeça e foi levado ao hospital ainda consciente.

Acredita-se que um terceiro tenha quebrado o ombro esquerdo e outro tenha sido chutado nas costas. Um quinto foi tratado por contusões.

Foto: AFP/Getty Images
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Acredita-se que nenhuma das lesões seja fatal.

Os seis touros da fazenda Cebada Gago, conhecida por criar touros ferozes (por meio de sofrimento e assédio), foram cercados por bois mansos durante a maior parte da rota de 850 metros até a praça de touros, enquanto corredores brigavam por um lugar no espaço limitado perto de seus chifres.

A corrida durou dois minutos e 23 segundos.

A notícia de mais feridos chega apenas um dia depois que mais cinco pessoas ficaram feridas no dia de abertura do festival.

Foto: AFP/Getty Images
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Um deles, um americano de 23 anos, esta em estado “grave” no hospital depois de ter sido ferido na perna esquerda.

As outras vítimas foram são californiana de 46 anos, que sofreu um ferimento superficial no pescoço, e um homem de 40 anos da província de La Rioja, no norte da Espanha, também ferido na perna esquerda.

Um jovem de 18 anos da cidade basca de San Sebastian e um atleta de 23 anos de Barcelona também foram levados para o hospital com ferimentos na cabeça.

Embora a condição deles não seja grave, a equipe do hospital disse que um deles saiu do local inconsciente e só recobrou os sentidos na ambulância.

Foto: AFP/Getty Images
Foto: AFP/Getty Images

Imagens divulgadas por um rede de televisão mostraram um homem sendo levantado no ar e atingido no traseiro depois de ser surpreendido por trás por um dos animais de meia tonelada enquanto corria ao longo do percurso de meia milha pelas ruas de Pamplona.

Um dos seis touros da corrida, que correu cercado por seis novilhos, caiu logo no começo.

Outro se separou do resto do bando no final e foi levado para a baia após completar a corrida, em dois minutos e 40 segundos e cerca de meio minuto depois dos outros animais.

Foto: AFP/Getty Images
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Um porta-voz do Hospital de Pamplona disse inicialmente que havia recebido apenas um homem com ferimentos na perna esquerda, confirmando depois que outros dois pacientes foram trazidos para o hospital com ferimentos na cabeça.

Uma das pessoas que foi levada para o hospital com ferimentos na cabeça foi retirada da cena inconsciente, mas o porta-voz do hospital disse que ele havia recobrado os sentidos na ambulância.

O porta-voz da Cruz Vermelha, José Aldaba, disse que os mais gravemente feridos foram tratados no domingo no principal hospital regional após a corrida, que durou 2 minutos e 41 segundos.

Os seis touros, acompanhados de touros mansos mais novos, correram juntos em grupo durante a maior parte do percurso até a praça de touros da cidade.

Foto: AFP/Getty Images
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A corrida que ocorreu sábado de manhã foi a primeira das oito corridas de touros que acontecem durante o festival anual de nove dias, conhecido na Espanha como San Fermin.

Todos os dias, touros são obrigados a correr todas as manhãs e mortos em touradas à tarde.

Dezesseis pessoas já fora mortas no festival anual, que termina em 14 de julho.

Foto: AFP/Getty Images
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A morte mais recente foi em 2009, quando Daniel Jimeno, de 27 anos, de Madri, foi ferido no pescoço por um touro chamado Capuchino.

Vários estrangeiros, de australianos a americanos, passando por britânicos e irlandeses, estão normalmente entre os feridos.

Entre 200 e 300 pessoas são feridas a cada ano no festival durante as corridas de touros.

Foto: AFP/Getty Images
Foto: AFP/Getty Images

A abertura das festividades no sábado foi cercada de polêmica após defensores dos direitos animais invadiram a arena de uma das primeiras lutas de touros quando um touro foi espetado até a morte.

A filmagem do incidente foi divulgada pela Peta UK no Twitter, que pode ser vista acima.

Mas são as oito corridas matinais, chamadas “encierros” em espanhol, que formam o destaque do festival, e que são os principais palcos de mortes de humanos e touros, cercadas de agonia, desespero e sofrimento dos animais.

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Touros são perseguidos e torturados pelas ruas de cidade espanhola

Foto: Getty/EPA
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Uma pessoa foi perfurada pelo chifre de um touro e duas tiveram ferimentos na cabeça no primeiro dia do cruel festival de corrida de touros de Pamplona, na Espanha.

A primeira corrida de touros ocorreu domingo (7), após a explosão de um rojão, conhecido como “Chupinazo”, que abre o festival tradicionalmente.

Um homem foi colocado em uma maca e levado de ambulância logo em seguida à soltura e corrida dos touros pelas ruas estreitas do centro da cidade medieval até a praça de touros, o que durou dois minutos e 41 segundos, segundo informações do jornal Metro.

Foto: Getty/EPA
Foto: Getty/EPA

Cerca de um milhão de pessoas lotaram as ruas da cidade para as festividades bárbaras e cruéis, que duram nove dias.

Quando Jesus Garisoain, que é membro da banda de jazz da cidade, soltou o rojão de abertura das festividades, da varanda da prefeitura, ele se dirigiu a uma vasta multidão, declarando “Longa vida a San Fermin” – o santo homenageado pelo festival.

Os foliões imediatamente começaram a borrifar vinho uns nos outros, manchando as tradicionais roupas brancas usadas com um lenço vermelho, símbolo do festival.

Foto: Getty/EPA
Foto: Getty/EPA

Durante a primeira rodada de corridas, os seis touros, acompanhados de touros mais jovens, correram em bando durante a maior parte do percurso de 850 metros até a praça de touros da cidade.

Um dos animais, acuado e provocado pela multidão, tropeçou perto do final do caminho, causando pânico e pelo menos um ferimento por chifre quando assediado por alguns “corredores”.

A festa de San Fermin, dura nove dias, os touros são obrigados a correr pelas ruas da cidade todas as manhãs e mortos nas touradas à tarde, o festival sangrento atrai cerca de um milhão de visitantes anualmente.

Foto: Getty/EPA
Foto: Getty/EPA

O autor americano Ernest Hemingway imortalizou a festa em seu romance The Sun Also Rises.

Nos últimos anos, grupos de direitos animais tem protestado em defesa dos touros abusados e explorados.

Na véspera do festival, dezenas de ativistas semi-nus fizeram uma performance simulando touros mortos nas ruas de Pamplona para chamar a atenção para a crueldade animal realizada com o fútil objetivo do entretenimento humano.

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Touros são arrastados, maltratados e banhados em cerveja

Foto: Animal Defender Internacional
Foto: Animal Defender Internacional

As imagens mostram o momento em que um touro é espancado e arrastado pelas ruas de uma cidade no Peru durante um festival bárbaro e cruel que foi banido oficialmente há cinco anos.

O vídeo filmado por ativistas da ONG Animal Defenders International (ADI) revela que, apesar da proibição, o cruel festival “Jalatoro” ainda está acontecendo em Ayacucho, no Peru.

Nas imagens, o animal aterrorizado é arrastado pelas ruas da cidade em frente a centenas de pessoas.

O touro tenta resistir enquanto é arrastado de um caminhão, preso por cordas ao redor de seus chifres, no meio da multidão em sua maioria composta de pessoas embriagadas.

A cerveja é então despejada sobre o touro e água é borrifada em seu rosto para tentar fazer o touro se mover.

Puxado por um homem montado sobre um cavalo, o animal atormentado corre para as árvores e outros obstáculos enquanto tenta escapar do seu martírio.

Foto: Animal Defender Internacional
Foto: Animal Defender Internacional

Vários touros supostamente sofreram um destino semelhante e cavalos também foram vistos escorregando e caindo nas ruas de paralelepípedos da cidade.

Jan Creamer, Presidente da ADI: “É revoltante e envergonha a raça humana ver essa violência e abuso bárbaros infligidos a um animal aterrorizado e inocente”.

“A ADI pede às autoridades peruanas que ajam agora e acabem com esse evento cruel e vergonhoso de uma vez por todas.”

Foto: Animal Defender Internacional
Foto: Animal Defender Internacional

Em 2014, as autoridades na província de Huamanga, em Ayacucho, proibiram esses cruéis festivais chamados de “Jalatoro”, realizados durante a Páscoa.

Mas eles simplesmente continuaram sob o nome “Pascua Toro”.

Historicamente associado a um “presente simbólico” para os pobres, este festival nos dias atuais tornou-se palco de um nível de brutalidade que não tem lugar na sociedade civilizada.

Foto: Animal Defender Internacional
Foto: Animal Defender Internacional

Em 2017, o “Pascua Toro” foi cancelado após um touro “enlouquecer”, ferindo várias pessoas, incluindo um policial.

No ano passado, foi suspenso pelo Ministério Público após o abuso de quatro animais e ferimentos em oito pessoas.

Antes do evento de 2018, a ADI e os ativistas locais receberam ameaças de morte e a polícia avisou que eles não deveriam comparecer; no entanto, eles documentaram o sofrimento inaceitável e vergonhoso desses animais, voltando a fazê-lo novamente este ano.

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Animais selvagens são perseguidos e espancados até a morte para produção de pincéis

Por Iago M. de Oliveira (em colaboração para a ANDA)

Foto: Sudhir Shivaram
Foto: Sudhir Shivaram

Os mangustos são animais valentes. Eles podem enfrentar facilmente uma serpente e lidar com outros animais. Infelizmente, na Índia, a espécie é considerada valiosa por uma indústria terrível que utiliza seus pelos para a fabricação ilegal de pincéis.

Em 1972, a Índia proibiu a caça, compra e venda de mangustos e de suas partes, incluindo seus pelos, que eram alvo de grande procura. Entretanto, a caça e o mercado negro ainda continuam com essas práticas nos dias atuais. Recentemente, policiais indianos prenderam pessoas suspeitas de contrabandear 12 quilos de pelos de mangusto, o equivalente a mais de 130 animais, como informou o periódico The New Indian Express.

De acordo com a ONG Wildlife Trust of India, no início dos anos 2000, 50 mil mangustos eram assassinados anualmente. Embora não se tenha dados precisos de quantos desses animais são assassinados hoje em dia, especialistas afirmam que o mercado negro continua a prosperar com o sofrimento animal.

Jose Louies, da ONG mencionada, garante que a produção de pincéis com pelo de mangusto nunca parou. Ele diz que a comercialização interna está em baixa, mas o que impulsiona esse negócio é a indústria internacional.

Por vezes, os pincéis são vendidos diretamente para compradores nos Estados Unidos, Europa e Oriente Médio; outras vezes, são vendidos como pincéis de pelo de zibelina ou texugo, cujo comércio é legalizado na Índia.

Foto; Wildlife Trust of India
Foto; Wildlife Trust of India

A caça é uma prática brutal. Segundo um documentário produzido pela Wildlife Trust of India, os caçadores geralmente capturam os mangustos usando armadilhas ou redes e os espancam até a morte com tacos de madeira. Depois, os caçadores arrancam todo o pelo do animal, vendem para intermediários e ficam com a carne do mangusto para si. Tendo em vista que não se consegue uma grande quantidade de pelo com cada mangusto, os intermediários percorrem as cidades recolhendo mais pelos para venderem às indústrias produtoras de pincéis.

Essas operações podem ser gigantescas. Em 2015, a polícia indiana capturou 14 mil pincéis de um distribuidor em uma cidade costeira do sudoeste da Índia, segundo o The Times of India. Os pinces haviam sido produzidos no estado de Uttar Pradesh, uma área que a ONG afirma ser o lar de muitos produtores de pinceis.

Shekhar Kumar Niraj, presidente do TRAFFIC, que é órgão de monitoramento da ONG, diz que existe uma ignorância de artistas em relação a essa indústria ilegal e cruel. Todavia, aqueles que conscientemente procuram por pincéis de pelo de mangusto geralmente são pintores a óleo profissionais.

A Lei de Proteção da Vida Silvestre de 1972 prevê pena de no mínimo três anos e multa de 10 mil rúpias (o equivalente a US$ 146) para quem for condenado pelo assassinato, posse ou comércio do mangusto ou de partes de seus corpos. Além disso, também existe uma proibição explícita a essas práticas na Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção.

Em busca de alternativas a essa barbaridade, alguns artistas utilizam pincéis com fibras sintéticas.Todavia, isso ainda não foi capaz deter a caça de mangustos para a produção de pincéis, como afirma a National Geographic.

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Destaques, Notícias

Perus são arremessados vivos de avião para serem mortos em festival

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Kaitlyn Schwers
Reprodução/Kaitlyn Schwers

Atualmente, as pessoas se entretêm das formas mais cruéis. Algumas visitam uma praia e, em vez de se bronzearem ou praticarem um esporte, arrastam animais marinhos para fora do oceano para tirar selfies. Outras passam o verão participando de festivais que matam centenas de animais marinhos e que são promovidos como eventos de “conservação”.

Neste mês, na cidade de Arkansas (EUA), um homem chamado Dana Woods irá pilotar um avião monomotor enquanto seus primos arremessam perus para fora da aeronave por causa de um festival onde famílias terão a chance de perseguir, capturar e matar as aves. Pior ainda: isso é legalizado.

Esse absurdo suscita questionamentos válidos como “que tipo de cidade é essa?” ou “em que época do século estamos?” Infelizmente, essa crueldade ocorre em Yellville, Arkansas, no Festival de Trote de Perus que acontece anualmente.

De acordo com Woods, os pássaros “podem voar um longo caminho” e parecem deslizar para um pouso. Quando estão no chão, são perseguidos e mantidos como “troféus” de caça, animais domésticos ou ainda assassinados para o jantar durante a temporada de férias. Obviamente não é nada fácil para as aves pousarem de forma “graciosa”. Embora os animais possam voar, isso não significa que as pessoas podem jogá-los no céu e amedrontá-los.

Em segundo lugar, toda a ideologia deste festival é baseada em torno da ideia de que os perus são simplesmente objetos ou brinquedos que existem para o nosso entretenimento em vez de viverem em paz como deveriam. Isto não é apenas um ato cruel do qual os adultos participam, mas também é extremamente irresponsável ensinar as crianças que é correto tratar os animais dessa maneira.

Essa tortura reforça o pensamento de que os animais existem na Terra simplesmente para nosso próprio uso e dá às crianças uma percepção distorcida de como a nossa relação com os animais deve ser. Com eventos como este, fica cada vez mais difícil para as crianças notarem como animais são semelhantes a nós, merecem respeito e não são nossos para serem explorados para qualquer finalidade, seja para medicamentos, alimentação ou entretenimento por exemplo.

Infelizmente, Woods tem a audácia de afirmar que o ato não deve ser interpretado como abuso. “Tratamos os perus corretamente. Isso pode soar irônico, mas nós não abusamos deles, mimamos e fazemos carinho nos perus. Somos bons para eles”, disse ele em entrevista ao Arkansas Online.

Embora o ato de lançar os perus para fora do avião não seja tecnicamente ilegal, isto é sem dúvida um abuso extremo.

As pessoas não têm permanecido em silêncio sobre isso. Desde que o festival é realizado, houve clamor público de ativistas pelo bem-estar animal. A assistente da PETA Gemma Vaughan declarou que o “arremesso de perus é um retrocesso para uma época triste quando os seres humanos eram completamente ignorantes sobre os sentimentos dos animais.”

Segundo ela, a organização está oferecendo uma recompensa de até US$ 5 mil por informações que levem à prisão e condenação de qualquer participante do festival.

Apesar de toda a indignação do público, Woods e sua equipe não parecem perturbados e irão promover o evento, informou o One Green Planet.

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