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Vegana que vive na periferia de SP mostra que veganismo pode ser acessível aos pobres

Luciene Santos usa as redes sociais para incentivar seus seguidores a adotarem o veganismo e para debater racismo e homofobia no movimento vegano


A estudante de Direito Luciene Santos, de 25 anos, moradora de Jaraguá, na periferia de São Paulo, usa as redes sociais para mostrar que é possível ser vegano sendo pobre.

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Através do perfil no Instagram “Sapa Vegana”, ela dá dicas de receitas simples e baratas e também discute racismo e homofobia no movimento vegano. As informações são do portal Universa, da UOL.

“Sempre gostei de compartilhar informação. O Sapa Vegana foi a forma que encontrei de mostrar para as pessoas como eu o que é o veganismo na prática. Para aumentar o número de adeptos e, consequentemente, diminuir a exploração animal, é preciso aprender a lidar com a realidade da população brasileira”, disse. “Não sou apenas vegana, preta, pobre ou lésbica, sou tudo isso junto — e meu veganismo é vivido a partir disso”, completou.

A estudante garante que comida vegana é muito gostosa e prova isso através das receitas que divulga, como macarrão com molho branco de couve-flor, pizza vegana de shimeji, almôndegas de lentilha, entre outras.

“Conforme fui aprendendo, percebi que as pessoas que conviviam comigo também não sabiam nada sobre esse tipo de alimentação e, assim como eu no passado, apenas compravam os ingredientes e faziam da maneira que foram ensinadas, acreditando que aqueles eram os únicos alimentos possíveis e aquelas eram as únicas formas de prepará-los”, contou ao UOL.

Além de parar de colaborar com o sofrimento animal, Luciene também conseguiu reduzir seus gastos ao se tornar vegana. Se antes gastava cerca de R$ 400 mensais para comprar produtos de origem animal, hoje investe a metade do valor comprando vegetais no final da feira, quando os preços caem, e pechinchando.

Atualmente, a influenciadora digital conta com mais de 14 mil seguidores no Instagram. “Quando criei o perfil, meus seguidores eram meus amigos. Hoje existem diversas pessoas, veganas, ou não, de várias classes e estilos. Sempre recebo mensagens de gente que está na transição para o veganismo ou vegetarianismo, que são veganas e vegetarianas há muito tempo e até de quem não pensa em se tornar veg, mas gosta das receitas”, disse.

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No perfil, ela também fala de homofobia e racismo. Após se assumir lésbica, ela teve que sair de casa para deixar de sofrer humilhações.

“Quando falo que veganos mais privilegiados precisam entender as particularidades da população, também é sobre isso que estou falando. Pode parecer irrelevante eu falar da minha sexualidade e racismo, mas já perdi muitos seguidores por começar a tratar desses assuntos. As pessoas que se dizem veganas se acham revolucionárias, mas o que tem de revolucionário num ser humano racista e LGBTfóbico?”, questionou.

Apesar de perder alguns seguidores, ela conquistou outros graças aos seus posicionamentos e recebeu muito apoio.

“Já morei de favor, já morei em ocupação, já me emprestaram dinheiro para pagar o aluguel. Foram muitas lágrimas, vontade de desistir, algumas vezes até tentei deixar de existir. Por isso, ouvir de muitas mulheres, principalmente as lésbicas e pretas, que sou inspiração, me motiva de um jeito que talvez elas sequer imaginem. Só tenho a agradecer. Meu máximo respeito a vocês, à nossa luta e à nossa resistência”, concluiu.


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Entrevista, Notícias

Irmãos usam as redes sociais para levar o veganismo para a periferia

Os irmãos Leonardo e Eduardo Santos, de 23 anos, são veganos, vivem na periferia de Campinas (SP) e usam a realidade que vivenciam diariamente para mostrar que o veganismo não é destinado apenas à elite. Por meio de rodas de conversas, eventos e, principalmente, pela internet, eles apresentam à população um veganismo acessível. No Instagram, a dupla criou o perfil “Vegano Periférico”, que já tem mais de 250 mil seguidores. Em entrevista exclusiva à ANDA, Leonardo abordou o trabalho realizado em parceria com o irmão. Confira abaixo.

Foto: Victória Cócolo/ G1

ANDA: Quando você e seu irmão se tornaram veganos?

Leonardo: Meu irmão se tornou vegano primeiro do que eu. Eu me tornei vegano dois anos depois, porque eu tinha muita dificuldade em me alimentar, em comer fruta, legumes, vegetais. Eu só comia arroz, feijão e um pedaço de bicho morto mesmo. Meu irmão já comia um pouco melhor, então quando a gente entrou em contato com a informação da questão do sofrimento animal, que aconteceu em 2015 quando tombou a carreta com as porcas no Rodoanel, a gente teve esse contato, só que eu não consegui mudar minha forma de viver por vários motivos. Um deles é que eu não conseguia me alimentar de outra forma, então acabei ignorando, e também porque eu tinha um certo preconceito com o veganismo da forma como ele é propagado. Mas o meu irmão e a namorada dele seguiram. A partir desse momento, de quando tombou a carreta, eles começaram a fazer uma ligação… “por que eu tenho um cachorro em casa e as porcas a gente come?”. Ai eles começaram esse questionamento e começaram a pesquisar muito sobre isso e nesse mar de informação eles foram mudando. E aí, depois de dois anos, eu decidi que queria mudar minha alimentação, que ia contribuir com a causa e me tornei vegano.

ANDA: Como surgiu a ideia de criar o Instagram “Vegano Periférico”? 

Leonardo: Depois que a gente se tornou vegano, começamos a frequentar mais feiras, a ir nos lugares. Aqui no bairro comecei a conversar com muita gente, só que eu também frequento locais onde está a classe média e converso com muita gente de classe média. A gente começou a ver tudo isso e perceber o quanto é difícil, na cabeça da população de periferia, assimilar uma informação como o veganismo, por toda questão estrutural de sociedade que a gente tem. E as pessoas que são veganas que vem da elite elas propagam isso de forma ainda pior, direcionado somente para a elite.

E aí um dia eu estava lendo um livro de sociologia e nesse livro tinha uma passagem que falava sobre o movimento punk na periferia e estava escrito “punk periférico”. E meu irmão teve a ideia de criar o Instagram. Ai eu postei um prato lá, com a necessidade mesmo de tentar mostrar para as pessoas que é possível você vir de uma realidade super conturbada, superdifícil, de uma realidade em que nós somos massacrados todos os dias, mas que com acesso à informação você pode pensar, você pode ter escolhas e que contribuir com o veganismo não é diferente. E depois que a Nátaly Neri fez uma menção à página, ela tomou uma grande proporção. O perfil é muito natural, a gente não pensa muito no que a gente está fazendo, não tem uma estrutura por trás, é algo muito natural, a gente vai vendo no dia a dia o que está acontecendo e vai publicando. Mas sem pretensão de fazer nenhuma revolução, a gente só quer agregar com a causa, contribuir e mostrar uma outra forma de pensar o movimento.

ANDA: Em uma publicação recente no Facebook, vocês disseram que o veganismo ainda está muito distante do povo. Agora, você mencionou isso novamente ao falar da dificuldade das pessoas da periferia em adotar o veganismo. Na sua opinião, a que se deve isso? O que torna a informação tão inacessível a população mais pobre?

Leonardo: É uma questão de cultura, é uma questão de que a informação na periferia custa a chegar. Tem uma questão totalmente estrutural. Nós vivemos numa sociedade, principalmente no Brasil que a desigualdade é tão visível, e a população pobre de modo geral precisa trabalhar muito, se preocupar muito com a própria sobrevivência, ela vive numa realidade tão diferente do que a elite e a classe média vivem que é impressionante. Qualquer tipo de abordagem sobre causa, sobre pensamento crítico, alguma coisa que saia do senso comum, para a periferia é uma coisa um pouco mais complicada, porque ela não tá acostumada com isso. Ainda tá distante do povo porque para o povo seguir alguma coisa, acreditar em alguma coisa, isso tem que ser passado de uma forma muito clara, tem fazer muito sentido para a população.

Isso acho que é só com tempo mesmo, com uma linguagem acessível, dialogando com a galera da base mesmo, sem ficar falando de produtos caros, sem ser agressivo na hora de passar uma informação ou chamar as pessoas de assassinas. Porque, infelizmente, a periferia está dentro de uma realidade extremamente difícil e para que a gente consiga pensar algo além da nossa sobrevivência é necessário muita consciência, muito contato com a informação. É um trabalho de base muito árduo.

E a maioria das pessoas que propaga veganismo, que faz um trabalho preocupado com os animais, que é extremamente importante, não entende dessas realidades porque não vem dessas realidades. Então fala somente com seu grupinho, falando de produtos caros, com uma linguagem acessível, falando muito em inglês. Então tudo isso complica na hora da população acessar a informação sobre o movimento e a importância que tem esse momento.

Também tem a questão de que o nosso sistema capitalista ele não permite que as pessoas pensem, é uma máquina que faz as pessoas serem condicionadas a terem determinadas atitudes em tudo. Então, além da questão sistêmica, de que o sistema capitalista sabota a população pobre e bloqueia o pensamento crítico, tem a forma como propagamos o veganismo.

Foto: Reprodução/Instagram/Vegano Periférico

ANDA: Você acredita que o ativismo via internet facilita a chegada da informação sobre veganismo à população mais pobre? Porque embora existam pessoas na periferia que não tenham acesso à internet, muitas outras que vivem essa mesma realidade acessam as redes sociais.

Leonardo: Se não fosse a internet provavelmente eu e meu irmão não teríamos nos tornado veganos, porque tivemos contato com o veganismo através de vídeos que ativistas fizeram após a carreta tombar, falando dos animais, vídeos gravados por ativistas olhando para os porcos e dizendo “ele iria virar um bacon”. A internet é fundamental. Tudo que pesquisamos, as fontes que fomos atrás, foi via internet. Porém, tem o problema de que, embora a internet seja maravilhosa, as pessoas não sabem utilizar a internet. As pessoas usam de forma alienada, mesmo com uma grande quantidade de informação que tem. As pessoas não são educadas a procurar se informar. Mas a internet é excelente. Só que a gente tem que sair um pouco da internet e ir para o palpável, fazer rodas de conversa na periferia, convidar a galera para fazer bolo, oficina, comida em geral. Além do ativismo na internet é preciso ir para a realidade e se movimentar em grupos de forma prática.

ANDA: Você falou sobre levar o debate sobre o veganismo para fora da internet. Você e seu irmão começaram a participar de rodas de conversa sobre veganismo popular, uma delas na UnB (Universidade de Brasília) e outra na periferia de Campinas. Como estes eventos tem sido recebidos pelo público presente, especialmente no caso dos eventos feitos na periferia?

Leonardo: Já fiz algumas rodas de conversa no meu bairro, na casa de cultura, numa ocupação na periferia que tem aqui perto. Quando você chega com um assunto tão difícil de entender para a maior parte da população é preciso ouvir o que eles têm a dizer. A gente sempre pergunta o que eles pensam, o que eles sabem. E vão surgindo dúvidas, questões. Porque só da pessoa ir para a roda de conversa, ela já está aberta, então é mais fácil, a galera recebe bem.

Só que aconteceu um caso interessante em Brasília. Não deu certo na UnB, por causa de uma greve, então a gente propôs que fosse numa escola pública na periferia. Tinham uns 200 alunos. No começo, fizeram piadinhas. Só que aí a gente percebeu que já foi ignorante e começou a se colocar na situação para ganhar campo e amenizar os ânimos. Falamos de como funciona a ignorância, de como a escola pública é sabotada e somos criados para não pensar e os alunos começaram a ficar quietos e a prestar atenção. No meio da palestra, várias perguntas surgiram sobre veganismo.

Acho que a gente primeiro, antes de falar de veganismo em qualquer lugar, a gente precisa entender onde a gente está e entender com quem a gente está falando, para não chegar com tanta euforia e ser rejeitado. A experiência na escola foi muito boa. No começo, ninguém respeitava, era uma gritaria. Comecei a explicar detalhe por detalhe, até brincamos e falamos que se estivéssemos do lado deles na época da escola também estaríamos gritando e não dando ouvido a algo importante. As pessoas recebem bem se elas conseguirem ter uma base para poder pensar.

ANDA: Você contou que os alunos a princípio demonstraram resistência ao tema. Quando o evento na periferia de Campinas foi divulgado numa página que leva o nome da região onde o evento foi realizado, houve comentários de pessoas debochando. Você acredita que a informação sobre o veganismo é capaz de conscientizar até mesmo pessoas que apresentam esse tipo de discurso? 

Leonardo: Na verdade, as pessoas nem sabem que o veganismo é uma causa justa. Não entra na cabeça de muita gente isso, é algo muito novo. Eu vi que teve muita gente fazendo piadinha sobre o evento. Assim aconteceu também quando a gente saiu no G1. Mas eu vejo assim, o veganismo está com uma imagem muito defasada, o veganismo aparece para as pessoas de uma forma muito nebulosa. E é justamente pela forma que ele é propagado pela maior parte dos veganos, sem perceber que estão propagando assim.

O nosso trabalho é também ajudar para mostrar uma outra forma de olhar para esse movimento. A gente tenta fazer nossa parte para ser exemplo, mas acho que mesmo assim é muito difícil que essas pessoas que falam tão mal conseguir olhar de outra forma. Mas uma coisa que acontece no nosso Instagram é que muitos adolescentes, principalmente homens, entram na página e mandam mensagem do tipo “ah, carne é gostoso, vamos matar um animal sim”. Aí a gente responde, pergunta se a pessoa está bem, e a pessoa desarma e pede desculpa por ter mandado a mensagem. Essa questão de desarmar as pessoas, perguntar por que ela gosta de carne, no nosso perfil tem funcionado. Não teve nenhum que não respondeu preocupado com a mensagem que mandou. Acho, então, que é uma questão de conversar, de fazer a pessoa se enxergar na própria ignorância. É possível, por mais difícil que seja.

ANDA: Como mostrar para as pessoas que não é preciso ser rico para ser vegano?

Leonardo: Não tem uma solução, tem caminhos. Acho que a gente precisa ser mais simples, compreensível ao passar a mensagem. Precisa entender que as pessoas estão totalmente desconectadas do veganismo. É necessário que a gente não tenha essa ansiedade e não seja imediatista. Precisamos entender que cultura, mentalidade, tudo isso vai mudando geração pós geração. E o nosso trabalho é fazer um trabalho de base agora. Falar fácil, simples, não usar expressões em inglês, não falar de produtos industrializados e caros. O trabalho é diário, a gente ser um exemplo, fazer nossa parte e conversar com as pessoas de forma educada.

ANDA: O Instagram de vocês tem mais de 250 mil seguidores, o que significa que as publicações de vocês, com refeições simples, acessíveis e nutritivas, atingem muitas pessoas. Vocês têm recebido um retorno positivo dos internautas?

Leonardo: O retorno é muito grande. É muita gente mandando mensagem para a gente falando que mudou a forma de enxergar o veganismo, que tinha preconceito e viu que estava equivocado. Recebemos muitas mensagens todos os dias. A galera parabenizando o trabalho, agradecendo, e para gente isso é o que faz sentido continuar na causa, ver o retorno, ver que a galera está se movimentando, está se mobilizando e que a página tem algum sentido.

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Notícias, Você é o Repórter

Evento realizado no sábado levará veganismo popular para periferia de Campinas (SP)

O evento desmistifica a ideia de que para ser vegano é preciso ter alto poder aquisitivo


Com comida vegana e debate sobre veganismo popular, o evento “Veganismo na Quebrada” será realizado neste sábado (5), das 10h às 14h, na periferia de Campinas, no interior de São Paulo.

Sem qualquer custo, os participantes poderão desfrutar de um almoço vegano preparado pelo chef vegano André Buzo. O evento contará ainda com roda de conversa sobre veganismo popular e alimentação vegetariana estrita com a nutricionista Giovana Cezar.

Com organização dos responsáveis pelo Instagram “Vegano Periférico”, o evento será realizado na Rua Celso Lopes (antiga 51), no Parque Itajaí 4.


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Cães da periferia ganham um dia de luxo em São Paulo

Os cachorros Bob e Pandora vivem com uma família humilde na periferia de São Paulo. Os dois, que nunca tinham pisado em um pet shop, ganharam um dia de muito luxo.

Na loja, fizeram massagem para relaxamento, tomaram banho de ofurô, escovaram os dentes e saíram de lá enfeitados e sem pulgas.

Toda cuidadosa com os animais, a tutora Carlene ficou orgulhosa ao ver os dois fofos e cheirosos.

Acompanhe a história no vídeo:

Fonte: R7

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Tamanduá encontrado em área urbana é devolvido ao habitat natural por moradores de cidade do MT

Com as áreas de habitat natural cada vez menores, os animais estão buscando comida nas áreas urbanas. Foto: Reprodução ABN

Um tamanduá bandeira caminhava por uma rua rumo ao centro da cidade de Água Boa no estado de Mato Grosso, provavelmente em busca de comida, quando foi avistado por moradores. Um grupo de pessoas liderado pelo ecologista Inácio Marmet resolveu ajudar o animal a voltar para a mata. Com muito cuidado, sem tocar no tamanduá, eles conseguiram encaminhá-lo a uma área de restinga ciliar nas proximidades da cidade.

Graças aos moradores, ele retornou a salvo para a mata. Foto: reprodução ABN

Segundo informações, o animal já está acostumado com a área urbana e assim corre sério risco de ser atropelado por veículos. Ele já foi visto em outros pontos periféricos da cidade.

Tamanduá-bandeira

O tamanduá-bandeira, urso-formigueiro-gigante ou papa-formigas-gigante (Myrmecophaga tridactyla) é um mamífero xenartro da família dos mirmecofagídeos, encontrado nas Américas Central e do Sul. ele está ameaçado de extinção

Um tamanduá-bandeira adulto pode atingir 40 kg de peso e um comprimento de 1,80 m, incluindo a cauda. Possui coloração cinza acastanhada, com uma banda preta que se estende do peito até a metade do dorso, cauda comprida e peluda, focinho longo e cilíndrico, pés anteriores com três grandes garras e pés posteriores com cinco garras pequenas.

Com informações de  ABN

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