Notícias

Fazendeiro que abandonou bois perde licença para criar animais

Além de multado em R$ 135 mil, o produtor rural que abandonou 270 bois sem pastagem e sem água em uma fazenda perdeu todas as licenças para qualquer tipo de atividade animal, que envolve desde criação até transporte, segundo informou a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro).

Situação foi flagrada pela Polícia Militar (PMA), que foi até a fazenda, localizada em Paranaíba, após receber denúncia de maus-tratos aos animais.

Foto: PMA/Divulgação

Na propriedade, a pastagem estava totalmente degradada, apresentando apenas terra, sem grama, em grande parte, de onde os bois não podiam mais retirar alimento. Todos os animais estavam extremamente debilitados e alguns deitados sem conseguir se levantar. Dezessete deles já estavam mortos por desnutrição.

Conforme o Iagro, outros animais morreram após o flagrante, somando 30 bois.

Gerente de sanidade animal do Iagro, Rubens de Castro Rondon, afirma que assim que foram acionados pela PMA, equipe autuou o tutor, que mora em Três Lagoas, e “interditou as fichas”, nome dado a retirada da licença.

Além disso, foi encaminhada denúncia para o Ministério Público, com solicitação para que o órgão entre com pedido de liminar na Justiça para que o pecuarista seja obrigado a fornecer ração aos animais que sobreviveram.

Caso a medida não seja determinada, o que cabe ao Iagro é o sacrifício. Segundo o gerente de sanidade animal, a Agência não tem no plano recursos ou como comprar ração para os animais e, além disso, o rebanho não foi vacinado contra a febre aftosa e não é permitido o transporte sem a vacina, ao mesmo tempo que eles estão muito desnutridos para receberem a dose.

ABANDONO

O fazendeiro não mora na propriedade e vizinhos informaram que há aproximadamente três meses não aparece ninguém na fazenda, estando a sede abandonada e deteriorada.

Foto: PMA/Divulgação

Ele foi autuado administrativamente e multado em R$ 135 mil por maus-tratos aos animais e mais R$ 10 mil por degradação das matas ciliares de córrego existente na fazenda.

Ele também responderá por crime ambiental de maus-tratos a animais, que tem pena prevista de três meses a um ano de detenção e por degradação de área protegida de preservação permanente, com pena prevista um a três anos de detenção. Com informações, Correio do Estado.

Nota da Redação: a ANDA repudia a decisão do Iagro de sacrificar os bois caso o pedido de pagamento de ração, por parte do tutor, não seja acatado. Esses animais foram submetidos a intenso sofrimento e é inaceitável que eles sejam condenados a um fim tão cruel.

Fonte: Notícias Vip

​Read More
Home [Destaque N2], Notícias

Maior exportadora de ovelhas vivas da Austrália perde licença após a morte de 2.500 animais

A maior empresa exportadora de ovelhas vivas da Austrália, Emanuel Exports, teve a sua licença retirada permanentemente pelo Departamento Federal de Agricultura depois que imagens revelaram cenas de maus-tratos, negligência e morte de animais que estavam a bordo de um navio em direção ao Oriente Médio.

Reprodução | Daily Mail

As ovelhas podem ser vistas em um ambiente extremamente apertado e sujo, sem que tenham espaço para se locomover. As condições insalubres e desconfortáveis ofereciam perigos para a saúde física e também mental dos animais. Após observar as imagens, o departamento australiano afirmou que a ação “é do interesse da indústria”.

A Emanuel Exports não foi pega completamente de surpresa pela decisão. Em junho deste mesmo ano, ela teve a licença suspensa após revelações de milhares de mortes de animais em condições sufocantes. A decisão de cancelar de maneira permanente as exportações surgiu depois de o governo ter conduzido “uma investigação completa” e mostrado “um processo de causa”, informou o departamento em um comunicado na terça-feira.

Reprodução | Daily Mail

“O departamento tomou essa decisão de acordo com os requisitos da Lei da Indústria de Carne e Pecuária de 1997, e tomou medidas contra essa empresa no melhor interesse da indústria e para a proteção dos altos padrões de bem-estar e saúde dos animais da Austrália”, a declaração disse.

De acordo com os oficiais, é de responsabilidade de cada exportador cumprir os requisitos legais que regem a exportação de gado, incluindo fornecer informações precisas ao regulador. A falha em fazê-lo prejudica o regime legislativo. “O cancelamento de licença é um passo sério. O departamento está certo de que esta seja a resposta mais apropriada”.

A declaração também disse que o Departamento de Agricultura está implementando uma série de mudanças para melhorar a sustentabilidade do comércio, com “melhores resultados de bem-estar animal”.

Reprodução | Daily Mail
Reprodução | Daily Mail

As mudanças incluem recomendações de uma revisão das condições para a exportação de ovinos para o Oriente Médio durante o verão no hemisfério norte. As imagens surgiram em abril, mostrando as condições chocantes em um navio Emanuel Exports. Mais de 1300 ovelhas morreram em dois dias durante uma intensa onda de calor no Golfo Pérsico.

O oficial de navegação do navio disse ao programa 60 Minutes da Nine Network que a tripulação desmaiou enquanto as ovelhas, incapazes de deixar o barco, estavam sendo essencialmente “colocadas em um forno”. Membros da tripulação foram vistos jogando carcaças do barco para o mar, enquanto outros lutam por comida ou desmoronam e morrem na imundície abaixo do convés.

​Read More