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Vespas descobriram a penicilina milhões de anos atrás

Por Giovanna Chinellato (da Redação)

Vespas da família Philanthus criam bactérias benéficas para manufaturar um coquetel de drogas que protege suas larvas de infecções. Os cientistas que fizeram a descoberta acreditam que isso pode ajudar o desenvolvimento de novos agentes que combatam super pragas humanas.

A era dos antibióticos começou em 1928, quando Alexander Fleming viu que a penicilina produzida por um mofo verde matava bactérias. Mas bem antes disso, vespas Philanthus já estavam revestindo seus casulos com antibióticos para combater micróbios maléficos. Esses insetos não apenas desenvolveram um método de manufaturar antibióticos, mas também os usam de uma maneira bem efetiva, disseram os cientistas para a Nature Chemical Biology.

Assim como os experts humanos aprenderam a fazer, as vespas combinam drogas diferentes, que trabalham juntas e destroem vários organismos diferentes.

Pesquisadores alemães descobriram que as vespas se unem a um tipo de bactéria chamada Streptomyces, em uma relação simbiótica que beneficia as duas espécies.

Em troca por ter uma casa, os insetos produzem um coquetel de nove antibióticos diferentes, efetivos contra um grande leque de bactérias e fungos maléficos.

Fungos, mofos e bactérias são as maiores ameaças para as larvas de vespas. As condições nos ninhos das vespas, úmidos e quentes, que contém uma grande quantidade de materiais orgânicos para alimentação, abrem caminho para proliferarem infecções.

Vespas fêmeas cultivam insetos úteis em lugares separados e aplicam-nos em células de criação de larvas. A larva de vespa, crescendo nas células, depois pega as bactérias e as transfere para a superfície do casulo.

Testes laboratoriais mostraram que as vespas empregaram uma forma de “medicação combinada” usando nove variedades de antibióticos.

Johannes Kroiss, da Max Planck Institute of Chemical Ecology em Jena, disse: “Um tratamento combinado de streptochlorin e oito piericidines diferentes que conseguimos isolar dos casulos ajuda a eliminar um bom espectro de microorganismos.”

“Isso não pode ser conseguido com uma única substância. Isso significa que milhões de anos atrás, vespas e seus parceiros simbióticos já tinham desenvolvido uma estratégia que é conhecida pela medicina humana como combinação de prophylaxis.”

O método explora a ação complementar de duas ou mais drogas, e é conhecido por prevenir o desenvolvimento de seres maléficos resistentes, dizem os pesquisadores.

A co-autora Martin Kaltenpoth, que lidera o grupo de pesquisa Max Planck em “insetos e bactérias em simbiose”, disse: “Nós supomos que simbioses de proteção como as dentre vespas e baterias Streptomyces são muito mais comuns no reino animal do que assumíamos.”

“Uma análise das substâncias envolvidas não apenas contribui para o entendimento da evolução de tais simbioses, mas também pode levar ao descobrimento de uma droga importante para a medicina humana.”

Com informações de Telegraph

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Antibióticos aplicados em animais estão afetando humanos

Uma prática aplicada nos Estados Unidos está prejudicando dezenas de cidadãos e colocando suas vidas em risco. O uso de antibióticos em animais, como a penicilina, por exemplo, gera uma linhagem de bactérias resistentes a outros antibióticos.

Não só pessoas que vivem no campo, em fazendas, e têm contato direto com animais, mas cidadãos que habitam grandes centros urbanos também correm o risco de se infectarem pela bactéria.

Os fazendeiros dos EUA normalmente aplicam cerca de 8% a mais de antibióticos a cada ano em criações de porcos, gado e galinhas para tratar infecções no pulmão, no sangue e na pele. Porém, foi constatado que 13% dos antibióticos utilizados em propriedades rurais norte-americanas, no ano de 2008, foram aplicados em animais sadios, para que se desenvolvessem mais rapidamente.

“Esse assunto é extremamente sério e deveria ser analisado globalmente, pois é um problema que, se não for resolvido, poderá prejudicar humanos e animais de todas as partes do mundo”, explica a médica veterinária e tutora do Portal Educação, Danielle Pereira.

Fonte: Universo Alimentos

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