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Le Lis Blanc é alvo de protestos no Twitter

Empresa diz que usou pele de coelho certificada na coleção de inverno. Colcci também divulgou nota avisando que retirou bolsa
Loja da Le Lis Blanc na Rua Oscar Freire, em São Paulo. Foto: Le Lis Blanc

Depois da Arezzo, agora é a vez da Le Lis Blanc. Não bastasse o incêndio na madrugada desta sexta-feira em um dos centros de distribuição da empresa em São Paulo, a companhia de vestuário feminino hoje está na lista dos principais assuntos do Twitter por usar pele de coelho em sua coleção.

Dos dez principais “trends” da rede social, o #lelisblood (Le Lis sangue) era o quarto colocado. Também a exemplo da empresa de sapatos e bolsas, os usuários acusam a empresa de matar animais indefesos, entre outros comentários. A Le Lis ainda está sendo acusada de apagar comentários desfavoráveis no Facebook.

Em sua página na rede, a empresa postou um comunicado oficial, com data de 30 de abril. Nele, diz que, em sua coleção de inverno, usou pele de coelho certificada pelo Ibama em algumas de suas peças. “Ressaltamos que esta pele de coelho é legalmente comercializada no Brasil e é oriunda de frigoríficos que vendem a carne para fins alimentícios. A Le Lis Blanc é totalmente contra o tráfico, criação e o sacrifício de animais silvestres”, afirma na nota.

A companhia afirma ainda que um de seus principais valores é o respeito ao meio ambiente e que respeita e aceita as opiniões diversas sobre o assunto em questão, apostando no diálogo como a melhor forma de manter uma relação transparente com os clientes. Ao final diz que se reserva no direito de retirar imediatamente da sua página do Facebook comentários considerados impróprios ou ofensivos, que promovam a violência e a agressão verbal entre os seguidores.

Após a postagem, 141 pessoas “curtiram” a posição da empresa. O post indicava 265 comentários, mas apenas dois podiam ser vistos. Um classifica a empresa como desumana, e o outro pergunta: “É assim que vocês são abertos ao diálogo?”.

Em sua página na internet, a empresa informa que sua loja online está temporariamente fora do ar, bem como o atendimento por meio do chat. Não há informações sobre a retirada dos produtos com pele de coelho, mas o casaco de pele da coleção “Caramel” não aparece mais entre os produtos oferecidos. O iG vem tentando contato com a empresa ao longo deste sábado, mas os telefones estão todos ocupados.

Colcci

Outra empresa que enfrentou protestos recentemente foi a Colcci. A companhia também postou um comunicado oficial no Facebook, mas não apagou os comentários dos seguidores. No dia 27 de abril, a companhia disse que utiliza em suas coleções peles sintéticas e que, nos lançamentos do inverno 2011, “há apenas uma bolsa de pele de coelho, que possui todos os certificados ambientais necessários”.

A empresa afirma que a pele usada é considera resíduo, e é comprada de um frigorífico que comercializa a carne deste animal para consumo humano. Sendo assim, os animais não foram sacrificados para o uso das peles. “Mesmo assim a marca não pretende utilizar peles verdadeiras em suas futuras coleções e se compromete em retirar este modelo de bolsa do mercado”, completa.

Fonte: IG

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Iódice desfila peles de animais no São Paulo Fashion Week

Na 15ª edição da São Paulo Fashion Week, o desfile assinado pelo estilista Valdermar Iódice apresentou peças feitas de couro, seda, lã e peles de coelho.

Desfile da Iódice com peças à base de pele animal. (Foto:Adriana Spaca/Futura)

Com argumentos injustificáveis, o estilista tenta explicar o uso cruel de peles em sua coleção, mesmo estando em um país tropical: “No sul chega a nevar. A mulher do Rio Grande do Sul tem condições de usar um overcoat de pele”.

As peles apareceram em grande quantidade no desfile. Em estolas, casacos, decorando sandálias e até em  vestidos com “franjas”.

Nota da Redação: É impressionante a absoluta falta de consciência de um estilista que assina suas roupas com o sangue de animais cruelmente criados e mortos para servir uma moda fútil e que incentiva o consumismo desenfreado. A violência dessa indústria é patente e o comércio de produtos feitos com peles de animais está em declínio em todo o mundo, pela crescente onda de esclarecimento e consciência de uma imensa parte da sociedade quanto ao sofrimento pelo qual passam os animais, vítimas da vaidade humana. Em pleno século 21, não se justifica matar animais para extrair suas peles, pois a tecnologia que o ser humano foi capaz de alcançar lhe permite hoje fazer produtos sintéticos até mais duráveis do que uma pele verdadeira. Desprovido de ética, o estilista mostra apenas o quão cruel, brega e violenta pode ser sua criação. Enquanto países como a Noruega já baniram o uso de pele em seus desfiles, aqui ainda mostramos nosso atraso ao não reconhecer a atrocidade desnecessária cometida pela indústria de peles.

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