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Mais de 100 peixinhos dourados morrem ao serem usados como decoração em casamento

Foto: Unsplash/kazuend
Foto: Unsplash/kazuend

Uma dama de honra compartilhou a história on-line contando como o casamento de sua melhor amiga foi fácil de ser planejado, tudo ja estava pré-embalado na sala de recepção do buffet, no salão de festas onde seria realizada a festa – incluindo convites, bolo, bufê, mesas, cadeiras e decoração.

A única personalização da celebração em que a noiva teria que decidir e opinar era a peça central de decoração que ficaria sobre as mesas dos convidados.

“O local oferecia uma variedade de recipientes de vidro que a noiva poderia preencher com o que quisesse”, escreveu a dama de honra no fórum. “Vasos cilíndricos altos, pratos decorativos, tigelas, globos, este tipo de enfeite”.

“A forma do recipiente escolhido por ela dependia do que a noiva pretendia exibir nela. Ela queria flores? Velas? Seixos? Não, ela teve uma ideia bem mais sinistra”.

A dama de honra então revelou o que fez de sua ex-melhor amiga uma bridezilla (noiva monstro): descrita como amante de animais, às vezes vegetariana outras vegana, e apoiadora pública da PETA – incoerentemente a noiva queria ter um par de peixinhos dourados vivos em um globo de vidro como peça de enfeite central de cada mesa.

Quando questionada sobre o que seria feito dos peixinhos após o casamento, a noiva disse que eles seriam levados para casa pelos convidados como uma lembrança do evento.

A dama de honra expressou suas preocupações com o bem-estar dos animais e apontou que nem todos gostariam de levar para casa o peixinho dourado, mas a noiva descartou suas preocupações e seguiu em frente com o plano.

Embora a dama de honra tentasse ficar de olho nos pares de peixinhos dourados nas decorações centrais das mesas, a maioria deles já havia morrido durante a noite.

Nenhum dos convidados levou para casa os peixinhos, o que deixou a equipe do buffet sem saber o que fazer com eles.

Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

A noiva e o noivo também partiram rapidamente para sua lua de mel, não se preocupando em assumir a responsabilidade alguma sobre o ocorrido, o que deixou a dama de honra encarregada em lidar com os peixinhos dourados abandonados.

“Naquela noite, entrei numa grande loja de animais de estimação com meu enorme vestido de cetim de festa vermelho comprido até o chão, saltos batendo nos ladrilhos e comprei um grande tanque retangular, um filtro e algumas embalagens de comida para peixe”, disse ela.

“Alguns deles já estavam mortos quando cheguei em casa e mais morreram na manhã seguinte. Mais mortes ocorreram de novo à tarde, à noite e na manhã posterior. No terceiro dia, restaram cinco vivos e fomos perdendo um peixinho por dia até restar apenas um.

“E o último? Está vivo a cinco anos. Eu o batizei de Sun. Ele ficou comigo por mais tempo do que minha amizade com a noiva durou e muito mais do que o casamento dela”.

Esta não é a primeira vez que uma noiva foi chamada de “bridezilla”(noiva monstro) por agir contra os animais.

Neste mês, uma noiva desabafou suas frustrações em uma página de casamento no Facebook, ao se recusar a fornecer “comida especial” para veganos e outros convidados com restrições alimentares, enfatizando que ela “não é responsável pelas necessidades alimentares” de seus convidados.

Ela deixou claro que não forneceria alimentos à base de vegetais para seus amigos veganos, então eles precisavam trazer sua própria comida, o que resultou em uma reação de revolta nos membros do grupo de casamento no Facebook.

No início deste ano, uma noiva vegana também enfrentou reações adversas tanto de veganos como de comedores de carne por proibir todos os seus parentes que comiam carne, incluindo seus pais, de ir ao seu casamento.

Os veganos a apoiaram por escolher realizar um casamento vegano, pois se alinhava ao estilo de vida livre de crueldade deles, mas ao mesmo tempo eles chamaram a atenção de noiva para o modo como ela estava tratando sua família, especialmente quando os chamava de “assassinos”.

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Vanguarda Abolicionista

Páscoa: chocolate sempre ao leite e coelhos fofos e dentuços

Então agora foi dado o start para as pessoas se agitarem na freqüência ‘Páscoa’. A maioria aí sequer explicaria sem gaguejar o que diabos está comemorando, ou recordando, ou celebrando, mas entra na fila assim mesmo. O brilho do papel laminado dos ovos de Páscoa, as sorridentes demonstradoras nos supermercados, os indígenas no Centro vendendo cestas – made in China – e coelhos dentuços desenhados por toda a parte. Traduzindo para o especismo, aperta-se o pedal do acelerador na indústria leiteira, já que a humanidade precisa cumprir seu dever cívico de comer chocolate ‘ao leite’. Apenas chocolate não seria tão divertido, mesmo que o gosto de um chocolate totalmente vegetal não seja diferente. Mas a prova de afeto familiar passa pelo kit ovo-papel-laminado-cesta-coelho-chocolate… ao leite. Longe das vistas de todos, a ‘produção’ leiteira tem portas abertas apenas para a visitação eventual de algum representante da Imprensa submissa, que só vê ali um negócio indo bem ou indo mal, mas jamais exploração animal, que loucura pensar isso!

Isso quando nenhum gênio resolve distribuir coelhos às crianças. Às vezes cai um raio na cabeça de diretor de escola, professora, empresário etc., e dá-lhe coelhos fofos e dentuços sendo encomendados. O que me faz lembrar de uma passagem da infância.

Um ‘vale-coelho’. Eu tinha seis ou sete anos, e morava em Curitiba. Era Páscoa, e algum shopping da cidade – na época dizia-se ‘centro comercial’ – resolveu ENCOELHAR as crianças. Havia um cercado com dezenas deles, então trocava-se por um ticket, não lembro se do estacionamento ou o quê, e um funcionário pegava algum pelas orelhas e entregava à criança. Lembro até hoje do tiozinho pegando um e me entregando – depois, eu leria que ‘não se deve pegar um coelho pelas orelhas’, e essa observação ficou reverberando na minha cabeça infantil. O coelho, todo branco, mexia o nariz rapidamente e fazia cocô pela casa toda. Logo, meus pais deram o coelho para um vigilante do banco onde meu pai trabalhava, que tinha sítio e “o Quik-quik poderia viver melhor”. Não tenho certeza se o nome do coelho era Quik-quik. Antes que eu pudesse pedir para visitá-lo, foi atacado por abelhas e morto a ferroadas. Essa foi a história que eu ouvi, da qual só fui duvidar anos mais tarde.

O fato é que era moda dar coelhos, pintinhos e peixinhos como se dão, hoje, ecobags, fôlderes e adesivos.

Dois ou três anos depois, eu estava em um jantar ‘de Páscoa’, e como decoração havia um coelho no meio do salão, em cima de uma mesa, dentro de uma gaiola que não permitia movimentos. Ninguém achava aquilo estranho, afinal quem promoveu o jantar pensara até nisso, claro. Aí umas crianças da minha idade, ou menos – mentalmente, entediadas de correr pelo salão, pegaram talhares e… começaram a espetar o coelho, que sequer podia se mexer. Minha mãe, futura protetora, viu a cena e foi lá tirar as crianças, e depois foi xingar algum adulto. Eu ia fazendo anotações mentais disso tudo, e ao chegar na vida adulta pude me libertar de datas, obrigações, jantares de trabalho, compras de última hora, papel laminado e… coelhos fofos e dentuços.

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